Poemas : 

"Gelo de Minuto"

 






Refreado este tempo
pô-lo-ei neste copo de areia
vai descer até próprio começo
e não poderá caber-se
e por onde caminham as ucronias
livres, de toda essa tirania,
insulflar-se-ão...

Do que se pode sonhar
postar chaves por se abrandar
dentro da memória perfeita
referindo-se em simples termos,
todos eles,
expiados
acorrentados
à sua própria culpa

lembrarão-se
tomarão-se


E o que se ver, a frente?
Ruas são sempre iguais?
pra percorrer as paredes que cercam
sigo a fenda dissimulada
aparentemente avessa ao lugar,
adjacente por se camuflar
e que por dentro arde
jorrando casta, a vaidade
revolta o ar...
a ira por consumar
pra destruír o que ficar no caminho
espalhar os ratos, do quintal
derrubar o portão,
engatar a primeira,
reinventá-la de sereia,
(ela, quem mais?)
capturando o ar que restou,
novamente estou,
onde, diabos, comecei...




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Azke
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