Custa aceitar o dia quatro
Custa a crer no que se viu…
Faço de conta que foi teatro,
Que na peça, o pano caiu.
Inaceitável é a ausência
Deste lutador de paz,
Com gigante resiliência
E a força que o amor traz.
Vieste com a determinação
De nos ensinar a coragem,
Talvez fosse essa a missão
Nesta tua breve passagem.
A árvore caiu!
Mas na memória de quem a viu
Está a glória e os atributos:
Da sombra e dos frutos.
No teu curto trajeto,
Marcado pela decência,
Deixaste sementes de afeto,
Sem sombra de violência.
Foste o herói prólogo,
Também este ano,
Mas antes de ver o epílogo,
O corpo deixou cair o pano.
Não te vemos a atuar,
Mas a tua luz alumia
A plateia e o nosso lugar,
Dia a dia, noite e dia
A árvore caiu!
Mas na memória de quem a viu
Está a glória e os atributos:
Da sombra e dos frutos...
Não sou poeta mas, quem sabe, um dia escreverei
um texto que (pela persistência e sorte) possa ser lido como poema