Poemas : 

vazio

 
"(...)o coração em dois me partes. Jogai fora a metade que não presta, para com a outra parte serdes pura."

(Hamlet)
Ato III, Cena IV








A minha palavra não se calará
Em meus anseios sob cartas, ou ar
Nada. de um ponto morto bastará
Ou a mesma proporção deste lugar

É o seu nome que me despe e volta
Nas esferas de um mero canto irreal
Qual fosse o grito mudo desta corda
A balançar a memória por linha usual

(E,) mesmo que meus dias desfaçam
Ou que todas as peças criadas, caiam
Eu saberei quando seus passos virem

E estarei sob cenas vis que insistirem
Na mesma mesa farta desta fome fria
Na ilusão exata de uma só tela vazia





E mesmo que eu tombar,
Ainda assim, me lembrarei.


a retirar

 
Autor
Azke
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