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Irrelevância

 
Lágrima errante que recobre minhas faces. Molha-me o peito, não alivia a dor em desatino. Força-me a cabeça contra a folha agora. Minha irrelevância é cor que sobre teus olhos se reflete e cora. Chora palavra minha, escorra nesta fâmula mão vertida em sentimento! Expulsa a dor que te enrosca lasciva, alforrie o peito deste insensato tormento! Percorra estas linhas, desfaleça em tua fronte de lacunas amarelecidas. Corteja-me os olhos, beija-me nos lábios, adormeça-me ao teu lado, abandona-me nas saudades jamais dantes sentidas.

Confina-me o silêncio em tua memória. Basta-me destas linhas desmedidas minhas!


rody

 
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rody
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Enviado por Tópico
Maluzinha
Publicado: 31/08/2009 00:20  Atualizado: 31/08/2009 00:20
Super Participativo
Usuário desde: 16/07/2009
Localidade: Rio de Janeiro - Brasil
Mensagens: 159
 Re: Irrelevância
'Confina-me o silêncio em tua memória. Basta-me destas linhas desmedidas minhas! "

Prendi-me nesse simples e arrematador verso..
A melhor lembrança não é recordada pela cabeça, assim como o silêcio não surte o efeito, tão pouco linhas intermináveis expressam o que sentem se tudo isso não for conduzido até a alma.
Parabéns.
Maria Luiza Aarão.


Enviado por Tópico
Maria Verde
Publicado: 31/08/2009 02:45  Atualizado: 31/08/2009 02:45
Colaborador
Usuário desde: 20/01/2008
Localidade: SP
Mensagens: 3544
 Re: Irrelevância
Que tudo se resolva e as correspondências continuem. Sorte!
muito bom texto.

Maria verde