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Adriano Hungaro

Poemas, frases e mensagens de Adriano Hungaro

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Adriano Hungaro

Eu sou o que escreve! E escreve porque escrever é a morfina da alma, é o

SONETO DAS ROSAS

 
Essas rosas, tão brancas, me nauseiam
Cobrem o corpo e cobrirão o meu telhado
No final estão mais mortas que minh’alma
Tirem todas essas rosas do meu lado!

Eu relembro que outrora reclamava
Não queria no cortejo tantas rosas
Tirem logo essas flores do jazigo
Esse tão famoso cheiro me incomoda!

Esse cheiro só relembra a minha ausência
Essas flores simbolizam a saudade
Tirem logo essas rosas do ataúde
Essa é... a minha ultima vontade!

Já não me basta morrer fora de hora (?)
Por que tenho que morrer cheirando as rosas (?)
 
SONETO DAS ROSAS

DEIXA EU TE AMAR

 
Deixa eu te amar...
Amar ardentemente
Amar com esse amor de despudor
Amar despudoradamente

Deixa eu te amar...
Amar tão loucamente
Amar por onde tu tiveres
Amar assim... completamente

Sem hora de chegada
Sem hora de partida
Aqui por todo o dia
E muito além da nossa vida

Minha Deva...
Minha Paixão...
Minha Querida...

Deixa eu te amar
Amar tão loucamente
Com todo amor do mundo
Aqui e para sempre
 
DEIXA EU TE AMAR

ATÉ DEIXARMOS DE SONHAR

 
Nem pense...
é ilusão...

Essa nossa máxima
é uma página que jamais será virada
fragmentos de amor e de paixão

Dentro de nós
uma parte do outro
preso e solto

Distante de tudo
ausente do mundo
entre nós um conjunto

Eu e você
química perfeita
entre o céu e as estrelas

Para sempre,
sempre dentro da gente...
até deixarmos de sonhar
 
ATÉ DEIXARMOS DE SONHAR

NOITE DE AMOR

 
Meu amor
Não vá embora
Ainda é noite lá fora
A antemanhã não chegou
Não vá... não vá embora!

Deixa vir o sol
Deixa ir a lua
Eu te quero
Ainda nua
Nessa nossa
Noite escura.

Vem meu amor
Deixa eu te amar
Estaremos a nos enamorar
Nessa nossa linda
Noite de luar.

E amanhã
Jamais iremos esquecer
Que estivemos aqui a se envolver
Antes do nosso amanhecer.

Vem meu amor
Deixa eu te amar
Estaremos juntos a nos enamorar
Antes que venha o sol
E termine todo esse luar.
 
NOITE DE AMOR

SEM TER HORA

 
E pensar que tudo um dia acaba
Fica até difícil imaginar
Como entender essas palavras

Mas o amor que nos consome
De forma natural ou sobrenatural
Um dia simplesmente some

O amor vem e vai
E sem ter hora
Quando menos se espera
Vai embora

Mas na soma
De todos os fatos
Certos ou errados
Cria-se apenas um resultado

O amor é assim
Para você e para mim
Chega e vai
Soma e subtrai

O amor que nos consome
Um dia some
Por bem ou por mal
E sem ter hora...
Vai embora!
 
SEM TER HORA

AMOR AMOU

 
Amor amou como ninguém
Foi além do que podia
Foi além da poesia
Foi além do próprio bem

Amor amou como emoção
Fez marcas no coração
Foi muito além da razão
E da própria emoção

Amor amou com coragem
Amou com suavidade
Sem mentira ou falsidade
Amor amou de verdade

Amor amou e viveu
Por seu amor não sofreu
Com asas de liberdade
Amor voou de verdade

Amor amou mas largou
A história já sabia
Preferiu seguir sozinha
O caminho que queria

Amor amou e foi amada
Deixou marcas na saída
Deixou marcas na chegada
Mas deixou o seu amor
Para outra enamorada

E de toda essa história
Amor hoje ri e chora
Ri por ter amado tanto
Chora porque foi embora

- - - - - - -

Nunca largue um grande amor
Pois a história te devora!
 
AMOR AMOU

DEPOIS DOS TEUS PARABÉNS

 
E agora o que restou...
Depois dos teus parabéns (?)
Restaram as homenagens,
Uns poemas, umas frases
Restou por fim a saudade
Menos um ano de vida
E mais um ano na idade

Por certo é sempre assim
Para você e pra mim
A vida corre depressa
O tempo não é devaneio
Temos felicidade
Em poucos momentos da vida
E ela se vai depressa e passa sempre ligeiro

Na hora inexata
Em mais um ano de vida
Estamos frente à torcida
Apagam-se as velas
E ali, de um modo bem delicado,
Existe um pouco de nós
Sendo apagado

Sempre, sempre, sempre
No momento errado!
Feliz ou Infeliz aniversário?
 
DEPOIS DOS TEUS PARABÉNS

SONETO DO SOMATÓRIO

 
Das horas eu faço dias
Dos dias faço semanas
Das semanas faço meses
E de doze eu faço um ano

Minha fórmula de existência
É somar sempre com o tempo
Das horas eu somo dias
Dos meses eu somo os anos

No turbilhão dessa vida
Nas somas crio esperanças
Das horas que formei dias
Dos meses que formei anos

No fundo formei histórias
No final somei lembranças!
 
SONETO DO SOMATÓRIO

ALIENADA

 
Se te peço um tema
Você logo me fala
Que não sabe
E não fala nada
Desse negócio
De amar.

Fica ai... parada
Dizendo predicados
Frases feitas
Que não dão efeito
E que nem mudam
O sujeito

Fica preocupada
Ouvindo velhas musicas
E dando risadas
Das velhas piadas
Quase que
Totalmente alienada

Se te falo um tema
Você logo foge
Você logo morre
E me grita que não sabe
Que não sabe nada
Desse negócio de amar.

E se sabe
Ah...
Dessa forma alienada
Tem medo de contar.
 
ALIENADA

ATÉ A NOSSA ANTEMANHÃ

 
Pode ser que nesse acaso
Seja tudo simplesmente um caso
Pode ser que tudo seja
Mais do que nossa alma almeja

Pode ser que o nosso encontro
Seja simplesmente um conto
Pode ser que não dure o tempo todo
E que no fundo, quando vivo... esteja morto

Sabem-se lá, nesse dias de tristezas e alegrias
Quantas manhãs de sol encontraremos
Quantas madrugadas passaremos
Quantas noites estreladas nós veremos

Pode ser que tudo nesse caso
Seja simplesmente um caso do acaso
Escrito em flores, em versos e em frases
Escrito em nós mesmos, nos mínimos detalhes

Pode ser, apenas pode ser que esse conto
Tão fundamental entre nós
Seja simplesmente um sonho
Cheio de bons momentos e sentimentos

Pode ser... sim, necessariamente pode ser
Um sonho cumprido entre nós...
Cumprido entre nós infinitamente
Descomedida e imprudentemente

Até o despertar dos nossos relógios
Até o despertar desse sono mágico
Até o começo da nossa antemanhã!
 
ATÉ A NOSSA ANTEMANHÃ