https://www.poetris.com/

Poemas, frases e mensagens de montalvan

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de montalvan

Morrer com você

 
Morrer com você
 
Morrer com você

Eu procuro a rima
nas entranhas do meu ser
nas alegrias de sentir a vida
de te chamar... querida
de poder te amar, tocar, te ver.

Eu procuro a rima nas ambigüidades
no abismo do meu coração
na rouquidão doentia da minha voz
nas palmas das minhas mãos.

Mãos que tocam teu corpo quente
que se torce feito serpente
e geme tão inocente
na loucura deste amar.

Se mil vidas eu viver
mil vezes quero morrer
te amando por todas as noites
e morrendo com você.

Alexandre Montalvan
 
Morrer com você

Chorar por Amor

 
Chorar por Amor
 
Chorar por Amor

Não existe maior dor
Que a de
Chorar sozinho
E não poder achar palavras
Que expressem este pesar
E então apenas chorar baixinho
Sem ninguém para acompanhar

Se esta dor é de um amor
Que seja eterna
Porem de eterna não tem nada
Pois começa na madrugada
E termina
Antes do sol raiar

Deixa-se marcas no coração
Deixa dor... Deixa saudades
Porque a flor da felicidade
Jaz murcha desfolhada
Jogada ao chão

Então é melhor chorar sozinho
Pois sozinho meu chorar
Acompanhado de um bom vinho
Que me entorpece e me aquece
E sendo assim
É bem melhor que com você.

Alexandre montalvan
 
Chorar por Amor

Anarquia

 
Anarquia
 
Anarquia

Nas águas cristalinas do riacho
eu vi a vida
que me olhava em torvelinhos
de espumas borbulhantes
havia em seu olhar uma tristeza
tão sentida
e toda a dor do mundo carregava
em seu semblante.

Mas canta este riacho uma toada
de ironia
envolto em nuvens densas de orneadas
hipocrisia
explodem versos toscos como em uma
poesia
são falsas divindades naufragando
em agonia.

Admirável mundo de astros e estrelas
todos as veneram de joelhos para vê-las
no céu e no riacho obscuras estas figuras
na terra configura a mais perpetua ditadura .

Riacho de águas cristalinas e mansas
que se oprimem nos espectro do horror
margeados da incompreensão e avareza humana
e nas escritas de maneira insana
nas delicadas mãos do escritor.

Alexandre
 
Anarquia

Soneto do 'SE'

 
Soneto do 'SE'
 
Se

Se toda a poesia for sempre um acalanto
se sonhos e esperanças apenas leve pluma
se toda dor deste mundo for só alguma
e todo amor que existe cantar o desencanto.

Eu vou me espelhar em sonhos loucos violentos
com o meu pobre corpo coberto de lama
ser esquartejado por ventos turbulentos
eu não vou deixar minha paixão sozinha nesta cama.

Nas linhas que percorro está o meu destino
nos sonhos que eu sonho procuro o divino
mas quando em teus braços sou tão pequenino.

Como um rio que corre livre e cristalino
luzes das estrelas louco desatino
pois morrer em teus braços é meu destino.

Alexandre
 
Soneto do 'SE'

Mares Distantes

 
Mares Distantes
 
Mares distantes

Quando navegares por mares distantes,
Lembre-se de quem nunca te esquece
Se morreres enfim e não ides adiante
Saiba que eu faço por ti uma prece

Se acordares na brisa do mundo que finda
Os cabelos molhados nos ventos cortantes
Se voltares enfim eu não sei ainda
Aqui te espero sempre minha doce amante

Seria feliz em ser, mas não sou teu porto
Na vastidão inútil deste amor por você
No despertar desta saudade
Neste morno e eterno entardecer

Em meus sonhos encontrei a liberdade
Na realidade nunca tive teu amor
Mas sobrevivi. . .

E em sonhos conquistei a eternidade
Na realidade eu nunca a tive e para sempre
Eu ti perdi.

Alexandre

. .
 
Mares Distantes

Doença da Alma

 
Doença da Alma
 
Doença da Alma

Podes sentir no vento
no olhar...no pensamento
neste fogo inextinguível
este amor que a todo momento
a consome enfim.

Flui como um rio corrosivo
desespero, em um grito aflito
explode como um vulcão ativo
com suas lavas incandescentes
e a consome no fim.

Se tudo que em ti existe, insiste
nos limites do infinitamente triste
e baila em vos beirando a loucura
na alma que Deus lhe deu
que já não consegue mais encontrar
pois em algum momento se perdeu.

Onde é que estão as ambigüidades
se não é em teu coração
na tua voz
no teu olhar
ou na palma da tua mão .

Se teu amor contigo se parece
se compadeça deste trauma
desta dor
faça para Deus uma prece
para esquecer esta doença da tua alma
chamada amor.

Alexandre
 
Doença da Alma

Momentos Virtuais

 
Momentos Virtuais
 
Momentos Virtuais

Sou feito sangue e dor
sou um grito agudo no absurdo que é viver
conversamos através do silencio
todos meus sentidos são para você.

Apesar de que, desta imensa distância
as turvas mensagens são percebidas
eu até posso ver teu rosto iluminado
e sentir na minha, tua alma embevecida.

É a luz de um horizonte tão distante
nos meus sonhos são loucuras descabidas
verte da lua a fantasia destes instantes
instantes estes de emoções jamais sentidas.

Dai-me um solitário coração apaixonado
nas águas límpidas de um rio que é eterno.
Dai-me ombros que beijarei em pensamentos.
Dai-me o sol para me aquecer neste inverno.

E a eterna dor de nunca ter vivido
plenamente estes momentos.

Alexandre
 
Momentos Virtuais

Trovões

 
Trovões
 
Trovões

Se os teus olhos me enxergassem
eu seria água
porem se não me enxergassem
eu seria mágoa
todavia se me fossem indiferentes
de bom grado
eu seria igual a explosões
em um campo minado.

Solitária a principio
como um porto no céu
mas com o passar do tempo
seria ouvida
como uma ferida posta sobre a mesa
seria a mais querida
das explosões
pois bem depois de me ver
você poderá ouvir o ribombar
dos trovões.

Somente então eu tirarei teu sono
mesmo que a razão te digas: Dorme!
pois sentiras nas visceras o abandono
e toda esta vontade enorme
de não me ver partir.

Alexandre
 
Trovões

O Jumento

 
O Jumento
 
O Jumento

A todas loucuras o nosso amor permite
são deliciosos sorrisos de felicidade
no amor que rompemos todos os limites
amor, estrela a brilhar na eternidade

É O marulhar do mar entre os rochedos
todos os instantes tanger sussurrante
tão intenso este amar que dá até medo
são todas as doces caricias de amante

Se na onda deste amor eu fico perdido
e encontrarei em teus braços queridos
o amar minha delicia e o meu tormento

Pois sem você é terrível meu martírio
se magia é minha vida é o meu delírio
pois sem você não passo de um jumento

Alexandre
 
O Jumento

Anjo do céu

 
Anjo do céu
 
Anjo do Céu

Um anjo do céu vai iluminar
toda a escuridão do meu viver
quero uma canção então cantar
e o meu coração ver renascer.

Todo o romantismo do luar
todas as delicias do amor
e em teus braços vou ficar
dividindo consigo meu calor.

O teu amor é tudo para mim
extasia m\'alma nas manhãs
meu anjo eu te quero toda assim
delicias com sabor de avelãs.

Neste céu azul imenso e lindo
os nossos corações vou desenhar
buscar no paraíso amor infindo
os sonhos de amor vamos buscar.

alexandre
 
Anjo do céu

O palco dos Engôdos

 
O palco dos Engôdos
 
O palco dos Engôdos

Aqui é um palco em que a loucura impera
e não importa o lado que você está
para viver aqui somente sendo fera
e é porque aqui o que tiver de ser será.

É um efervescente mar tomado por serpentes
elas se devoram ao seu um bel prazer
não há heróis, culpados ou inocentes
apenas a tênue linha, entre viver e morrer.

E aqui Deus e diabo nos inundam de perfume
guiados somos pela ausência da razão
bem e mal digladiam-se da base até o cume
montanha mística carregada de emoção.

Deixe-me aqui neste meu caminho solitário
talvez o bem e mal que eu vejo seja ilusão
e tudo pode ser parte do meu imaginário
ou tudo é tristeza que invade meu coração.

Alexandre
 
O palco dos Engôdos

Ilusão

 
Ilusão
 
Ilusão. . .
Eu vejo tudo àquilo que quero ver
Minhas ilusões transcendem o teu crer
A minha maneira eu vejo a luz do amanhecer
E as cores mortas do ocaso, escuridão do anoitecer

Sinto a magia das inocentes poesias
Sinto a dor na minha alma que jaz fria
Quero o amor que eu julguei interminável
Para aplacar minha existência miserável
De viver de ilusões tristes e vazias

Quero morrer com um beijo teu em minha boca
Deixar a morte tomar conta do meu ser
Viver a vida nem que seja um segundo
Sentir a força do amor maior do mundo
Deste amor que eu de repente inventei
Ilusão. . .
 
Ilusão

O erro

 
O erro

Que incidência espúria
o mar invade as ruas
por artérias venosas
como bocas gulosas
com suas línguas enormes
é a graça que corrói.

E o mar invade as almas
corroídas pelas idéias
são as palmas da platéia
são ondas estrondosas
como um buquê de rosas.

E o mar invade o corpo
como um violador
e o seca pelo sal
já não se lembra mais
que entre o bem e o mal
não haverá jamais
amor.

alexandre
 
O erro

Regresso ao ventre materno

 
Regresso ao ventre materno
 
Não existe mais tempo
nem ao menos emoção
apenas a estranha sensação
do vazio que me cerca
meu coração se aperta

É como não sentisse no peito
talvez já nem aja mais peito
nem chão, nem jeito
como se o sentido fosse nada
e eu fosse ausência de tudo
e toda a porta esta fechada

Tateio nesta noite escura
e cada passo eu imploro a cura
para esta dor que não tem tamanho

Mas não há remédio nem cura
a cada gesto eu me procuro
a cada passo eu até juro
quero parar e regressar
ao ventre materno
não tenho em momento nenhum
a paz que eu tive um dia
ao ouvir teu coração
bater como um martelo
Tum...Tum...Tum...

Alexandre
 
Regresso ao ventre materno

Sereia

 
Sereia
 
Sereia

Impossível viver no improviso
enquanto a minha alma gela
pouco importa o teu aviso
sempre vem uma bala perdida
assim que eu abro a janela.

Quem sou neste mundo estranho
porque será tão difícil sonhar
para meu coração não há tamanho
quem sou eu neste imenso rebanho
só uma gota de água no mar.

Toda a minha emoção vibra e ecoa
é uma canção de amor em um piano
como tu que és bela és forte e serena
como enormes ondas em um oceano.

Porque tudo em você me encanta
doces são teus sonhos de esperança
meiga, doce e pequena amada
se embalando em nuvens de prata
destilando um doce veneno.

Alexandre
 
Sereia

Vazio

 
Vazio
 
Vazio

Valei meu Deus
que vida é esta, tão fugaz,
a sua pulcritude me devassa
mas nada me prende ou me satisfaz.

Um morto vivo neste lugar
que fita distante nos teus olhos,
olhos que flutuam no ar
em becos obscuros.

Profundos inumanos que auscultam e silenciam
murmurantemente insanos
verdes e acidulantes neste instante tensos
nas frestas e nos anseios.

Nos teus seios minha amada
e se calam de repente e
quando adentrar na madrugada
eles me olham docemente.

Olhos que me mostram querida
Porque tanto vazio na minha vida...

Alexandre
 
Vazio

O que me Resta!

 
O que me Resta!
 
O que me resta!

A minha vida fez de mim
o que eu sou
um tolo, um ínfimo poeta e escritor.
Sou o que sou para continuar a viver
e escrevo para não enlouquecer.

O pouco
do que sou tem pechoso nome
e tudo é tão roto ao meu redor,
as vezes vem... as vezes some
só as vezes sou da caça o caçador.

E existe tanta obscura fumaça
que ofusca a minha vista cansada
o tudo e nada é de graça e mesmo
o tempo que é tão lento... passa.

As vezes entre a dor da existência
há um torpor que aumenta a tormenta
da ausência indigesta da inocência
e deste verso que m'alma alimenta...
pois
é tudo que me resta!

Alexandre
 
O que me Resta!

Mel do teu beijo

 
Mel do teu beijo
 
Mel do teu beijo

Tua boca fala a minha
entre lábios, dentes
e gemidos
e como é doce, se junta a minha
no mel adocicado dos teus
beijos.

Não faz diferença se é amor
esta carne que lateja
este fogo que consome
crepita
e ninguém evita
este mar de beijos e desejos.

E dança musica ardente
em línguas, labaredas inconscientes
que se enroscam entorpecidas
pela urgência
do mel adocicado destes beijos.

alexandre
 
Mel do teu beijo

Teus Segredos

 
Teus Segredos
 
Teus Segredos

Quando o céu escarlate rutilante
ilumina teus cabelos matutinos
no calor de mais um dia do oriente
os teus olhos me falam do divino.

Como se a noite sempre fosse dia
ou o corpo uma uniforme catedral
e teus lábios com gosto de alegria
um sorriso em uma fonte angelical.

Falam-me dos teus brancos seios
e neles se escondem os segredos
eu coloco as mãos e os meus dedos
tentam sem pressa decifrar estes
segredos....

De vastas tempestades de luxuria
De violentos mares desamparados
a pura natureza feminina juraria
Meus segredos. . .
em minha alma são guardados!

Alexandre
 
Teus Segredos

Ilusão

 
Ilusão
 
Ilusão


Todo este universo esta em mim contido
peças de tabuleiro de xadrez
sou um fantoche todo torto e torcido
sou um cadáver sem a sua rigidez.

Forjado pelas mãos deste destino
que de antemão a minha historia escreveu
o que eu sou, peão, um rei ou peregrino
noutras eras para Julieta fui Romeu.

Sou a semente que germina na terra viva
eu sou a rosa que desabrocha no jardim
eu sou o pus que brota na tua ferida
eu sou o amor eu sou a vida eu sou o fim.

E a todas as metáforas deste poema
este "eu sou" é o mais terrível de uma prisão
e quando escurecer mesmo que a terra trema
vou perceber que tudo é apenas ilusão.


alexandre
 
Ilusão