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Poemas, frases e mensagens de AJ_Cardiais

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de AJ_Cardiais

A.J. Cardiais🦉 é o pseudônimo de Antonio Jorge, nascido em Salvador - Bahia. A.J. abandonou a Faculdade de Letras, por “incompatibilidade de gênios”. Ficou feliz quando soube que Fernando Pessoa e Paulo Leminski fizeram a mesma coisa.

Os "lados" do poeta

 
Os "lados" do poeta
 
Às vezes eu gosto de mostrar
o lado “nulo” do poeta;
o lado perdido,
o lado “exercício”...

Gosto de dizer
que poesia é um vicio:
quando não “tomo uma”,
o meu dia está perdido.

Gosto de mostrar
o quanto eu fico envolvido...
Para mim, sem envolvimento
não dá.

Gosto de sonhar...
De escrever à revelia...
Na verdade,
eu VIVO e morro,
na poesia.

A.J. Cardiais
14.05.2011
imagem: google
 
Os "lados" do poeta

Professor - profissão em extinção

 
O meu neto, de dez anos, estava dizendo para minha esposa que quando ele fizesse 16 anos, ele queria se casar e ter um filho. Como ele já havia falado isso algumas vezes (quando era bem menor), nós não ficamos espantados. Então minha esposa falou para ele: você quer ficar igual ao seu pai, é? Rapaz, você tem que pensar é em estudar, em se formar, em ser um professor, um... Depois de falar em professor, quando minha esposa ia falar outra profissão, meu neto gritou: Deus me livre de ser professor! Ficar aguentando aqueles pestinhas?

Vejam bem: uma criança já sabe o que um professor sofre. Será que os adultos, principalmente os governantes, não sabem? A criança só falou no lado “desgastante” da profissão. Ela nem imagina o lado financeiro. Um professor, se quiser ganhar “um pouquinho mais”, tem que trabalhar os três turnos: manhã, tarde e noite. Eu trabalhei com uma professora que ficava o dia todo no colégio. Chegava às 7 horas da manhã e saía às 10 horas da noite, porque não dava tempo de ir em casa e voltar. Então ela levava marmita etc, para ficar “acampada” no colégio.

No meu tempo de menino, ser professor era uma profissão de respeito. As crianças queriam ser professores, a Sociedade respeitava os professores... Tudo isso porque reconheciam o valor da profissão. Reparem bem: os médicos, os cientistas, os advogados, os engenheiros... Todos tiveram que aprender as primeiras, segundas e terceiras letras, através de um professor.

Muitos deles viraram políticos. E como políticos, deveriam ser os primeiros a se preocuparem com a Educação e com os professores. Será que eles não reconhecem isso? Como dizem que um povo “ignorante” é mais fácil de ser manipulado, talvez seja este o motivo dos políticos não darem prioridade à Educação, pois eles só pensam no Poder e não no povo. Pelo andar da carruagem, se não acontecer um “milagre divino” (já que os evangélicos estão assumindo o Poder), ou se o POVO não acordar a tempo de mudar esta política imunda, o Brasil está fadado a viver na “escuridão”. Sendo assim, o povo será facilmente manipulado e dominado pelos “sábios” dos Poderes políticos e religiosos.

A.J. Cardiais
10/10/2013
 
Professor - profissão em extinção

Nas redes da imaginação

 
Nas redes da imaginação
 
Vou por ai, com esta vida
de poeta na testa,
nos braços e nas mãos...

Vou por aí rezando frases,
rogando versos e dores mil.
Vou para o início
ou o fim deste Brasil,

A lamentar meus sonhos,
a construir paredes,
e descansar nas redes
que a imaginação
costuma esticar.

A.J. Cardiais
30.05.1985
Imagem: Google
 
Nas redes da imaginação

A sua presença

 
A sua presença,
é minha ausência
de viver o espírito;
é o medo de arriscar
os sonhos
e de viver a natureza
das coisas.

A sua presença
é um sentimento inacabado
e prejudicado
pelo sensor de alerta.
É como uma coberta
que não afugenta o frio,
nem traz o calor da vida.

A sua presença, minha querida,
é como uma miragem:
ora eu sinto coragem
para seguir adiante,
mas olhando o horizonte,
vejo como uma bobagem
seguir em frente.

A.J. Cardiais
07.07.2020
 
A sua presença

Contra indicação ou vide bula

 
Contra indicação ou vide bula
 
A doença humana é o progresso...
Progressivamente inventamos
novas destruições.

Por trás das melhoras,
vem as contra indicações
e precisamos encontrar
novas soluções...

Deus, lá de cima,
se entristece...
Dotou-nos de inteligência,
para quê?

A.J. Cardiais
Imagem: Google
 
Contra indicação ou vide bula

O amador

 
Quem está aprendendo alguma coisa, deveria ser chamado de aprendiz ou iniciante, não de amador. Amador é quem faz algo por amor. Às vezes a diferença entre amador e profissional é só porque um faz por amor e o outro faz por dinheiro. Então o amador deveria ser mais valorizado, porque tem muitos “profissionais” que trabalham sem amor nenhum à profissão. Infelizmente o que faz alguém ser chamado de “profissional”, é só porque sobrevive daquilo.

Quantos escritores podem ser considerados profissionais? Poucos, não é? Uma vez eu li um escritor dizendo que o único escritor no Brasil, que vivia só de livros, era Jorge Amado. Isso naquela época, porque agora tem o Paulo Coelho e deve ter mais meia dúzia.

O que faz um escritor ser considerado profissional? É só publicar um livro? É publicar um livro, e fazer parte da Academia Brasileira de Letras?
No tempo de Drummond, Bandeira etc, quando a poesia era mais “consumida”, todos os poetas sobreviviam como cronistas dos jornais ou trabalhando com outras coisas. Nunca li algo dizendo que eles sobrevivessem de literatura. Será que eles eram considerados amadores, na época?

Vender livros hoje em dia está muito difícil... Além do povo não ser muito chegado à leitura, os livros estão muito caros e o povo não tem dinheiro. Como viver de livros? Conheço alguns poetas que se esforçam para publicar um livro, e depois saem vendendo de bar em bar... Tem muita gente que compra, só por comprar. Quando chega em casa joga o livro em um canto, ou fica usando para guardar contas.

Uma vez eu encontrei uma amiga, que eu sabia não ter a menor simpatia com poesia, com o livro de um poeta (conhecido meu) nas mãos. Aí eu falei: eu conheço esse poeta, nós já participamos de um grupo. Onde você comprou? Ela respondeu: eu estava em um bar com o meu namorado, aí ele chegou, perguntou o nosso nome, escreveu no livro e... dez reais. Eu ia até perguntar se ele te conhecia mas, desisti. Então eu falei: poxa menina, deveria ter perguntado. Eu queria saber o que ele iria dizer... Depois você me empresta esse livro? Ela prontamente tirou dois recibos de dentro do livro, perguntou-me se eu queria uma revistinha que estava em minha mão, eu entreguei-lhe a revistinha, ela botou os recibos dentro e entregou-me o livro dizendo: tome, fique.

Aí eu pergunto: quantas pessoas que ele vendeu o livro, fez essa mesma coisa ou pior? Esse livro pelo menos veio parar nas minhas mãos e está guardado. Mas quantos já se acabaram sem ninguém dar uma “olhadinha”? E o poeta chega em casa, achando que as tantas pessoas que “compraram” o seu livro, estão conhecendo o seu trabalho...
Será que vale a pena fazer isso?

A.J. Cardiais
07.01.2012
 
O amador

A simplicidade como opção

 
Infelizmente a Sociedade
só aplaude
quem tem dinheiro...
Quem opta por uma vida simples,
é considerado um covarde.

Eu optei por uma vida simples,
e só aposto na felicidade.
Este sim é o "grande jogo":
é o jogo da vida.

O Mestre Jesus nos ensinou
o valor da simplicidade.
Mas o mundo não aprovou.

O mundo só usa os ensinamentos de Jesus,
para dominar, para manipular
e fazer dos "pobres coitados"
uns alienados.

A.J. Cardiais
17.08.2018
 
A simplicidade como opção

Sonho esperançoso

 
Sonho esperançoso
 
Eu ganho pouco,
mas tenho o conforto
de uma vida de sonhos.
Não é a "vida sonhada":
filhos sem problemas,
uma mulher apaixonada...
Ainda não é essa vida.

Mas estou na lida...
Ainda queimo a esperança
de que esse sonho
venha a acontecer,
antes de eu morrer.

Porém,
enquanto a morte vem,
e o trem da vida corre,
vou alimentando o meu sonho esperançoso,
porque dizem que a esperança
é a última que morre.

A.J. Cardiais
21.08.2009
Imagem: Google
 
Sonho esperançoso

Um novo alento

 
Um novo alento
 
O amor me ilumina...
Então eu grito:
haja rima!
E a minha sina
é vagar e vulgar.

Caminho lento
e o vento
me faz lembrar
um amor...

Sinto que sou vulgar
quando penso
que o amor é como o vento:
passa, cessa, mas não pode acabar....

Um novo sopro,
um novo vento,
sempre tem que existir
para amenizar o calor.

E um novo amor,
um novo alento,
para esconjurar a dor.

A.J. Cardiais
Imagem: Google
 
Um novo alento

Tudo longe

 
O título quase me sufoca, de solidão.
Entre estradas de barro,
poeira, mato e imaginação,
lá vou eu...

Como companhia,
só uns grilos cantando
ao sol do meio dia.
Alguém escuta esses grilos?
Ou é o som do sol
ardendo nas plantas?

Por que interrogo,
se não há ninguém
ao meu redor?

De repente,
os grilos silenciaram,
eu fiquei surdo,
ou a realidade se fez presente.

Olho em volta
procurando uma poesia
que me mostre
o caminho das palavras...

Um arbusto me acena
e, usando o código surdo/mudo,
me manda seguir
o cheiro da intuição.
E lá vou eu...

A.J. Cardiais
05.11.2019
 
Tudo longe

Minha solidão

 
A minha solidão
não quer compartilhar
de companhias vazias,
só para encher o lugar...

Minha solidão se incomoda
quando está numa roda
de gente vazia.
Ela sempre tem companhia:

Está com a imaginação,
está com a poesia,
está com meus “invisíveis”...
Está com coisas impossíveis
de qualquer um entender...

A minha solidão,
quando vem me ver,
vem para conversar comigo...
Quem tem uma solidão compreensiva,
não se sujeita a ter
“amizade” nociva.

A.J. Cardiais
 
Minha solidão

Sob o ritmo dos fonemas

 
Para entender-me
é preciso estar livre,
é preciso estar solto...
Não ser vinculado a nada.

Escrevo como uma ovelha
desgarrada,
que sai em disparada
à procura de uma rima louca
para meu aconchego...

Escrevo como um louco,
que não tem assunto,
mas "assunta" tudo
e não guarda segredo.

Danço sob o ritmo dos fonemas.
Faço um gingado com as palavras,
e traço meus poemas.

A.J. Cardiais
18.12.2010
 
Sob o ritmo dos fonemas

Uma pessoa educada

 
As pessoas abusam da palavra EDUCAÇÃO, sem terem a “educação” de reparar que ela significa muito mais do que aparenta. Aí misturam educação com grau de instrução e com cultura. Uma pessoa pode ter pós graduação em um monte de coisas, mas não ter nenhuma em educação. Uma pessoa pode ser culta, pode saber sobre tudo, mas não saber nada sobre educação. E, ao contrário, pode ser analfabeta “de pai e mãe”, mas ser super educada.

Para mim, EDUCAÇÃO não é só conhecer as regras de bom comportamento; não é só saber usar os códigos de acesso: bom dia, boa tarde, boa noite, dá licença, por favor, obrigado etc. Uma pessoa EDUCADA, é muito mais do que isso. Tem gente que chega em um lugar, e dá um “bom dia” tão frio, que é como se tivesse chegado um “iceberg”. Tem gente que diz um “por favor” tão autoritário, que a pessoa se sente na obrigação de atender. Tem gente que diz um “obrigado” tão obrigado, que a pessoa não sabe se ajudou ou atrapalhou...

Uma pessoa educada “por natureza” ou “de alma”, diz bom dia com um sorriso, um muito obrigado com um olhar, pede licença pondo a mão no ombro da pessoa e esta, instintivamente, cede a passagem, porque sente a mão educada que a tocou ... Às vezes, sem pronunciar uma palavra. Uma pessoa educada respeita o próximo, até quando o próximo é “mal educado”. Ela nunca procura “descer”, para se igualar.

EDUCAÇÃO quer dizer: respeitar a tudo e a todos. Respeitar os códigos de trânsito, as filas, as diversas culturas, a natureza, as pessoas, os credos religiosos, as etnias... enfim, uma pessoa educada sabe entrar e sair de qualquer lugar, sem “fazer feio”. Sabe agradar sem ser falsa e sabe se impor sem oprimir nem humilhar ninguém. Uma pessoa educada tem a sensibilidade de saber o que o momento exige.

A.J. Cardiais
13.01.2012
 
Uma pessoa educada

A dor e o amor

 
Nos momentos de amor,
a gente esquece
de qualquer dor.

Não queria usar
esta rima chula...
Mas ela é teimosa
como uma mula.

Onde o amor está,
ela vem se alojar...

Ela vem esperar
o amor acabar
para ela entrar
no ar.

A dor já gosta
de prejudicar.

A.J. Cardiais
09.06.2011
 
A dor e o amor

Falando de amor - II

 
Preciso falar de amor...
Preciso soltar esta dor
que agora sinto,
por causa dele: o amor.

O amor é bom e ruim,
mas não deveria ser assim.
Às vezes, quando ele acontece,
a gente entristece.

Infelizmente o amor
rima com dor...
Será isso uma provocação?

O amor não é uma ilusão...
O amor é um invasor,
que ocupa nosso coração.

A.J. Cardiais
12.07.2019
 
Falando de amor - II

O autodidata

 
O autodidata
 
Alguém já se formou
em poeta?
Existe alguma escola
de poesia?

Mas que mania
de se chamar:
“poeta autodidata”.

Drummonda formou-se em Farmácia,
Bandeira abandonou a Politécnica,
Vinícius formou-se em Direito...
Patativa aprendeu tudo sozinho.

É assim a poesia:
ela é quem escolhe
quem lhe faça carinho.

A.J. Cardiais
04.04.2009
Imagem: Google (Patativa do Assaré)
 
O autodidata

Falsidade

 
Falsidade
 
O que é que eu faço,
neste mundo falso?
A falsidade passeia
nos sorrisos forçados
entre dentes esbranquiçados,
mas sem nenhum brilho.

Movida pelas vaidades
a sociedade se expõe
aos elogios vazios
de sentimento e de sinceridade.

Tudo é uma troca:
eu exalto sua bosta,
você elogia minha merda.

E os que não sentam “no trono”,
os filhos do abandono,
ficam pensando:
isto é que é vida...

A.J. Cardiais
18.03.2011
imagem: google
 
Falsidade

Dentro do sofrimento

 
Dentro do sofrimento
 
Vivo dentro do sofrimento.
Vejo as drogas
substituírem o alimento.

Vejo pessoas tirando
seus sustentos do lixo.
Vejo gente vivendo
que nem bicho.

Vejo idosos "se virando"
para continuarem vivendo,
e políticos se aposentando
depois de poucos mandatos
e muitos "bons tratos"...

Como posso me calar,
vendo todos estes atos?
Minha poesia tem que falar,
tem que brigar...
Tem que relatar os fatos.

A.J. Cardiais
21.06.2011
imagem: google
 
Dentro do sofrimento

Vida, estranha vida

 
Queria “desenhar” a vida...
Mas a vida não se desenha.
Cada um traça sua lida
conforme a dívida que tenha.

Uns tentam escalar a montanha.
Outros imaginam a subida.
Um teme a “bola dividida”.
Outro é “na dividida” que ganha.

Uns procuram uma saída.
Outros procuram uma façanha.
Uns levam uma vida divertida.
Outros levam uma vida tacanha...

Não existe fórmula definida
para enfrentar esta vida estranha.

A.J. Cardiais
13/10/2012
 
Vida, estranha vida

"Bolsomínion" - a doença

 
Bolsomínion é uma doença causada pelo vírus #bolsonaurus rex. Este vírus é transmitido pelo mosquito "telemídianus golpistas". As pessoas com fragilidade intelectual e muita exposição à televisão e à internet, são mais propensas à contaminação. Essas pessoas são as preferidas do vírus porque, quando contagiadas, são mais resistentes e querem contagiar as outras pessoas de qualquer forma. Como elas não são hábeis com a eloquência, elas tentam contagiar pela intimidação: partem logo para a agressividade. Ai são xingamentos, insultos e força bruta.

Infelizmente a pessoa contagiada é tomada por um sentimento de ódio gratuito: não precisa ser provocada, para ela destilar seu ódio. Basta não gostar, para agredir.
Esta maldita doença se espalhou por todas as classes sociais: A, B, C, D... E não adianta ser portador de diploma de nível superior, que isso não evita de ser contagiado. Este mosquito é imune a posição social, cultura, profissão... Ele consegue infectar, do doutor ao peão.
Só está imune a este vírus, a pessoa que tem Deus no coração, que ama o próximo e que não não tem nenhum "recalque".

No próximo domingo (dia 28), haverá uma tentativa de exterminação deste vírus. Se ele lhe assusta, e se você quer ser um(a) voluntário(a), dirija-se à uma das seções do TRE e combata este vírus digitando 13, na urna eletrônica. Esperamos que a maioria da população brasileira acorde em tempo de evitar a epidemia desse vírus. Porque, se deixar o #Bolsonaurus rex vencer, será pior de que em 1964.

A.J. Cardiais
26.10.2018
 
"Bolsomínion" - a doença

Um poeta, um sonhador, um buscador, um hippie, um Anarquista... Sei lá! Um vagabundo, tentando melhorar o mundo.