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Poemas, frases e mensagens de AJ_Cardiais

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de AJ_Cardiais

A.J. Cardiais é o pseudônimo de Antonio Jorge, nascido em Salvador - Bahia. A.J. abandonou a Faculdade de Letras, por “incompatibilidade de gênios”. Ficou feliz quando soube que Fernando Pessoa e Paulo Leminski fizeram a mesma coisa.

Sob o Ritmo dos Fonemas

 
Para entender-me
é preciso estar livre,
é preciso estar solto...
Não ser vinculado a nada.

Escrevo como uma ovelha
desgarrada
que sai em disparada
à procura de uma rima louca
para meu aconchego.

Escrevo como um louco
que não tem assunto,
mas assunta tudo
e não guarda segredo.

Danço sob o ritmo dos fonemas.
Faço um gingado com as palavras
e traço meus poemas.

A.J. Cardiais
18.12.2010
 
Sob o Ritmo dos Fonemas

Escrevo, Logo Existo

 
Escrevo, Logo Existo
 
No meio de tanta gente brilhando,
o que é que eu faço?
Uso palavras de aço
e continuo cortando,
ou cego os meus modos
e vou copiando?

Leio... Sei que estou errado.
Mas não estou preocupado
em seguir um modelo...
Eu quero mesmo é dizer
as coisas ao meu modo.

Quero a liberdade de fazer
e deixar a coisa rolar.
Aconteça o que acontecer
não quero é me preocupar.

Escrevo, logo existo.

AJ Cardiais

imagem: google
 
Escrevo, Logo Existo

Garimpo Literário

 
Garimpo Literário
 
Está difícil extrair ouro das palavras...
Está difícil garimpar.
É preciso quebrar blocos de ideias.
É preciso imaginar.

Demarcar o veio
em que se vai trabalhar
e começar a cavar letras,
até achar um filão...

Mas muita atenção,
pois o ouro está misturado ao cascalho...
É ouro em pó.
Tem que ser muito bem trabalhado.

Imaginem o monte de letras
que alguém tem que cavar,
para encontrar as palavras,
extrair o ouro e transformá-lo
em um texto.

A.J. Cardiais
17.12.2010
imagem: google
 
Garimpo Literário

Faz de Conta

 
Faz de Conta
 
Faz de conta que
alguém tem que vencer
para não ficar os dois perdidos;
para não ficar os dois vencidos...

Se você está bem,
então siga seu caminho...
Deixe-me aqui, sozinho,
enfrentando minha realidade.

Deixe-me sentir saudade.
Não posso ficar como seu amigo,
pois corro o perigo

De nunca me libertar.
Vá... Vá viver, vá amar...
Deixe as lembranças comigo.

A.J. Cardiais
16.11.2011
imagem: google
Do livro Poeminhas Açucarados
 
Faz de Conta

As Coisas Possíveis - 2

 
As Coisas Possíveis - 2
 
Não ame o impossível...
Trace seu sonho,
fértil e fácil...

Fértil porque ele terá
várias possibilidades de existir,
e fácil porque ele sempre estará
ao seu alcance.

Dance conforme a música,
e tente não pisar
no pé da vida...

Procure deixar a vida distraída,
enquanto ela estiver
dançando com você.
Repare que a vida e a morte
têm o mesmo sexo: são femininas.

A.J. Cardiais
23.07.2016
imagem: google
 
As Coisas Possíveis - 2

Pisando no Escuro

 
Pisando no Escuro
 
Não sigam os meus ais...
Eu vivo sozinho nas bandas
das madrugadas.
As palavras acordadas
são quem clareiam meu caminho.

Não tenho o estudo das ideias mortas.
Conto as sílabas pelas palavras tortas.
Eu rimo os galhos, porque eles se abrem
à minha passagem...

Não vejo necessidade
de cortá-los do meu caminho.
Sou como o espinho:
não me bula, e não furo.

Eu piso no escuro
para ver se clareio
algum lugar vazio.

A.J. Cardiais
06.01.2011
imagem: google
 
Pisando no Escuro

Crônica Sobre as Crônicas que Pretendo Postar

 
Esse título ficou “pomposo” porque não encontrei meios de reduzi-lo. Se eu colocasse “Crônica das Crônicas”, eu estaria me superestimando. Se eu colocasse “Crônica Sobre as Crônicas”, estaria falando sobre todas as crônicas e não das pobrezinhas que estão esperando pela minha boa vontade (que na verdade não é minha, pois eu também fico esperando por... digamos que seja a inspiração). Mas falando das “pobrezinhas”, elas não sabem que a culpa não é minha. Como eu não sei dizer o nome do verdadeiro culpado (ou culpada) e quem aparece sempre na história sou eu, carrego esta culpa.

Mas falando das crônicas “pobrezinhas” que estão esperando pela minha vontade, digo que elas ficam insistentemente me perguntando quando é que eu vou colocá-las na internet. Coitadas... Elas não sabem o que é internet. Elas pensam que ao serem exibidas, todos irão admirá-las, elogiá-las... Elas pensam que as pessoas vão dizer: Você é muito boa, dona Crônica. Muito gostosa de ler. Eu me deleitei lendo a senhora... Aliás, é senhora ou senhorita?

Elas só pensam nisso, coitadas. Não imaginam o pior. Não sabem que vão ter que enfrentar um monte de bocas torcidas, de narizes empinados, de falsos elogios, de indiferenças... E o pior é que elas não vão poder descer do tamanco... Vão ter que engolir com classe, porque ninguém é obrigado a aceitá-las.

Tadinhas das minhas crônicas... Ficam com esse assanho todo, quando eu as exponho, e elas veem a “parada aqui fora", ficam arrependidas de terem insistido tanto para que eu as postasse na internet. Elas pensam que as coisas aqui são fáceis. Elas precisam entender que o mundo literário não é melhor nem pior que os outros, é igual.

A.J. Cardiais
29.01,2012
 
Crônica Sobre as Crônicas que Pretendo Postar

Reparação

 
Quando as pessoas
se olharem como gente,
não haverá o diferente.

Liberdade é ser
o que quiser:
homem, mulher...

Discriminação
é não respeitar,
e dar opinião
procurando mudar.

Religião deveria ser
algo para "religar",
e não para separar.

A.J. Cardiais
11.01.2017
 
Reparação

Calos na Imaginação

 
Calos na Imaginação
 
Vivo a poesia
catando palavras pelas ruas,
junto com meu sentimento.

Esta areia que passa,
escorraçada pelo vento
serve, junto com o cimento,
para minha construção.

Então meto a mão na obra:
Meço bem as palavras
para não ficar sobra.

É uma luta,
misturar a palavra bruta
com o cimento da razão...

Faz calos na imaginação.

A.J. Cardiais
imagem: google
 
Calos na Imaginação

Teoria Autodidata

 
Teoria Autodidata
 
Vou fazendo poesia
buscando uma filosofia
para minha atitude.

Tento uma alquimia
de jogar a teoria
dentro dum poema rude.

Não faço versos rebuscados.
Cometo todos os pecados,
afim de “ungir” o sistema.

Por serem versos ritmados
eles, mesmo contrariados,
“engolem” como poema.

A.J. Cardiais
28.06.2014
imagem: google
 
Teoria Autodidata

"Bolsomínion" - a doença

 
Bolsomínion é uma doença causada pelo vírus #bolsonaurus rex. Este vírus é transmitido pelo mosquito "telemídianus golpistas". As pessoas com fragilidade intelectual e muita exposição à televisão e à internet, são mais propensas à contaminação. Essas pessoas são as preferidas do vírus porque, quando contagiadas, são mais resistentes e querem contagiar as outras pessoas de qualquer forma. Como elas não são hábeis com a eloquência, elas tentam contagiar pela intimidação: partem logo para a agressividade. Ai são xingamentos, insultos e força bruta.

Infelizmente a pessoa contagiada é tomada por um sentimento de ódio gratuito: não precisa ser provocada, para ela destilar seu ódio. Basta não gostar, para agredir.
Esta maldita doença se espalhou por todas as classes sociais: A, B, C, D... E não adianta ser portador de diploma de nível superior, que isso não evita de ser contagiado. Este mosquito é imune a posição social, cultura, profissão... Ele consegue infectar, do doutor ao peão.
Só está imune a este vírus, a pessoa que tem Deus no coração, que ama o próximo e que não não tem nenhum "recalque".

No próximo domingo (dia 28), haverá uma tentativa de exterminação deste vírus. Se ele lhe assusta, e se você quer ser um(a) voluntário(a), dirija-se à uma das secções do TRE e combata este vírus digitando 13, na urna eletrônica. Esperamos que a maioria da população brasileira acorde em tempo de evitar a epidemia desse vírus. Porque, se deixar o #Bolsonaurus rex vencer, será pior de que em 1964.

A.J. Cardiais
26.10.2018
 
"Bolsomínion" - a doença

Ninguém Sabe

 
Ninguém Sabe
 
Ninguém sabe
do meu pensamento
embolorado...

Ninguém sabe
sobre meu passado,
nem sente
meu presente.

Ninguém senta
em minha poesia,
e tira um cochilo de versos...

Ninguém sabe
o que eu confesso,
entre palavras
mal educadas.

A.J. Cardiais
30.06.2011
imagem: google
Poema do livro Prosopopeia Desvairada
 
Ninguém Sabe

Uma série de coisas

 
Uma série de coisas
 
Uma série de coisas acontece,
e ninguém percebe.
Às vezes um pássaro canta,
mas a preocupação do povo é tanta,
que ninguém escuta...

Às vezes uma plantinha luta
para sobreviver,
mas ninguém quer saber.
As pessoas só querem o prazer
de ver a casa enfeitada.

Ninguém observa nada,
porque só olha pro seu problema.
Quem carrega o lema:
tempo é dinheiro,
passa o tempo inteiro
pensando em lucrar.

A.J. Cardiais
24.03.2016
imagem: google
 
Uma série de coisas

Dentro do Sofrimento

 
Dentro do Sofrimento
 
Vivo dentro do sofrimento.
Vejo as drogas
substituírem o alimento.

Vejo pessoas tirando
seus sustentos do lixo.
Vejo gente vivendo
que nem bicho.

Vejo idosos "se virando"
para continuarem vivendo,
e políticos se aposentando
depois de poucos mandatos
e muitos "bons tratos"...

Como posso me calar,
vendo todos estes atos?
Minha poesia tem que falar,
tem que brigar...
Tem que relatar os fatos.

A.J. Cardiais
21.06.2011
imagem: google
 
Dentro do Sofrimento

Resistência e Sobrevivência

 
Resistência e Sobrevivência
 
Enquanto estou sonhando,
estou existindo,
estou resistindo
e vou sobrevivendo...

Se eu parar de sonhar,
pode apostar:
vou acabar
morrendo.

A.J. Cardiais
02/11/2012
 
Resistência e Sobrevivência

Morte: Fim de Estágio

 
Morte: Fim de Estágio
 
Não choro por meus mortos...
Não me descabelo,
nem me desespero...
Apenas sinto.

Sei que a morte é só o fim
de um estágio.
Quem cumpriu sua meta aqui,
teve sorte.

Agora irá desempenhar
sua tarefa,
em outro lugar.

Eu não vejo a hora
de ir para lá,
onde a alma mora.

A.J. Cardiais
06.05.2009
imagem: google
 
Morte: Fim de Estágio

Filhos Da Mãe

 
Filhos Da Mãe
 
A Natureza sofre em nossas mãos...
A Natureza é nossa mãe
e nós, somos filhos ingratos.

A Natureza está
em todos os momentos
da nossa vida.
Tão sutilmente,
tão humildemente,
que nem percebemos.

Para simplificar:
é a mãe Natureza,
que purifica o ar;
a mãe Natureza é
nossa água, nossa luz,
nosso alimento...

A mãe Natureza é nossa vida.
Chego até pensar,
que não somos só "filhos do Pai"...
Somos também "filhos da Mãe".
Filhos da Mãe Natureza.

AJ Cardiais
25.04.2009
 
Filhos Da Mãe

Um Zé Ninguem

 
Um Zé Ninguem
 
Eu sou um Zé Ninguém,
mas me acho poderoso.
Para quem não é famoso,
eu vivo muito bem.

Apesar de um Zé Ninguém
eu tenho muito carinho,
pois nunca estou sozinho.
Todos me querem bem.

Faço meus poemas,
rumino meus problemas
e vou levando a vida
mesmo achando dolorida.

Tento melhorar o mundo.
Não me chamo Raimundo,
mas procuro uma solução
para ajudar um irmão.

Eu sou um Zé Ninguém
que gosta de fazer o bem
sem olhar a quem:
a todos estendo a mão.

AJ Cardiais

imagem: google
 
Um Zé Ninguem

Movido Pela Fantasia

 
Movido Pela Fantasia
 
Encantado com a poesia
eu vivi na boemia
um projeto de luzes e cores.
Vivi ilusões de amores,
bebi sambas magistrais
no meio dos marginais.

Encantado com a poesia
deixei-me levar
movido pela fantasia
de rimar amar com mar,
nunca meu barco remar
e ir seguindo a correnteza.

Encantado com a pureza
da poesia,
cessei palavras à revelia,
misturei as rimas com o cimento,
levantei paredes de versos,
e construí um prédio de poemas
para morar com o tempo

A.J. Cardiais
29.01.2011
imagem: google
 
Movido Pela Fantasia

Quatro Rimas

 
Quatro Rimas
 
O que acham de mim,
eu não me acho...
Me perco entre versos falsos
e lâmpadas de Aladim.

O que querem de mim,
eu não entrego.
Não nego
que cuido do meu jardim.

Eu sou assim:
quatro rimas.
Uma embaixo,

Uma encima,
uma boa e
outra ruim.

A.J. Cardiais
15.08.2011
imagem: google
 
Quatro Rimas

Um poeta, um sonhador, um buscador, um hippie, um Anarquista... Sei lá! Um vagabundo, tentando melhorar o mundo.