Poemas, frases e mensagens de KaiiqueNascimentto

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de KaiiqueNascimentto

Absoluto Silêncio

 
Sozinho e embriagado,
sou apenas mais um viciado.
longe do caminho da verdade,
um uma bruta fatalidade!

com o coração pregado,
aos poucos me deparo enganado.
numa distante realidade,
em uma pura enfermidade.

talvez um ponto final,
todos os dias se tonam igual!
com uma certa ausência,
entro em pura abstinência.

nada disso é diferente ,
pois novamente estou carente.
numa fértil depressão,
que em lagrimas se torna em vão.

em outra dimensão,
longe do meu coração,
não por ter te amado!
mais sim por estar completamente apaixonado !
 
Absoluto Silêncio

Tributo a Volena (Saudades)

 
 
 
Volena,
faz tempo que você partiu
e ainda assim... tem dia que parece que você tá aqui,
quietinha, lendo alguma coisa minha,
de canto de olho,
com aquele teu sorriso de quem entende tudo
sem precisar explicar nada.

Você foi mais que poeta.
Foi abrigo.

Enquanto o mundo me empurrava pro fundo,
você segurava minha mão com palavras.
Me dava chão quando eu só tinha abismo.
E me fez acreditar que minha voz valia a pena,
mesmo quando eu mal conseguia escrever uma linha.

Você enxergou em mim um autor
quando eu ainda era só bagunça e medo.
Hoje eu publiquei.
Hoje eu sou o que você acreditou que eu seria.
Mas queria tanto poder te contar isso olhando nos teus olhos,
te dizer:
“Você tava certa, Volena.”

Você foi minha âncora.
Minha amiga em silêncio.
Minha guia sem mapa.
E mesmo tendo ido embora,
ainda mora aqui —
nos espaços entre um verso e outro,
no eco do que escrevo,
no que sou.

Não tenho como te dar o mundo.
Mas te dou essa saudade limpa,
esse amor quieto,
esse obrigado que vai durar pra sempre.

Você salvou partes de mim que ninguém nunca viu.
E isso...
isso é eterno.

Se hoje escrevo com firmeza,
é porque um dia você acreditou em mim
quando nem eu me aguentava em pé.
Você foi farol. Foi força. Foi fé.

E mesmo que o mundo siga,
mesmo que os dias mudem,
tem um lugar dentro de mim
onde você nunca partiu.

Você não floresce em mim.
Você me sustentou inteiro.
Você foi raiz.
E raízes... não morrem.

— Kaique Nascimento

Às vezes me pego lendo algo meu…
ou de alguém… ou até dela.
E choro.
Choro por uma pessoa maravilhosa
que nunca conheci pessoalmente,
mas que marcou todo o meu início.
Ela sempre me apontava o norte,
mas dizia que lá não tinha graça.
Que, se eu chegasse até lá,
estaria frio.
Eu, cheio da pressa e da energia do mundo,
achava que era bobeira.
Hoje, quando indico o norte a algum escritor,
eu lembro dela.
E lembro que o norte é só direção —
não é destino.
O que fica…
o que é real…
são os traços,
as marcas,
as notas que deixamos nos outros
e em nós mesmos.
Mas quase ninguém ouve.
Assim como eu…
também não ouvi ela.
 
Tributo a Volena (Saudades)

Menina dos Olhos Castanhos

 
Oh menina dos olhos castanhos
cabelos ondulados
e belos sorrisos cultivados

que chegou trazendo solução,
criou seu ninho em meu coração
deixando o gosto da paixão mais pura
nessa ardente chama sem cura

oque era um sonho, e se tornou realidade
de um amor que brotou, na mais pura verdade
por você vou agora, e não espero ficar tarde
então com você este abraço guarde

nunca sera uma despedida
pois sempre irei voltar
e um novo beijo com mordida
espero lhe dar

o tempo não tarda a passar
e ao seu lado vai voando
e estou prestes a te confessar
o quanto estou te amando

não sei ainda o segredo
de insistir em alguém tão pegajoso
pois não tenho medo
de sentir o doce aroma tão cheiroso

estou indo te encontrar agora
e digo mais, que vou além
farei tudo que você adora
pois seu amor me tornou refém
 
Menina dos Olhos Castanhos

Refém

 
Traços do meu coração
que decoram seu paladar
criando uma ilusão
que me da a sede de matar

e a saudade virou refém
de um amor que não provem
estou tão farto,
que mau acendo a luz do quarto

olhando para meus olhos mentiu pra mim
e senti um zé ninguém
quando não soube por um fim

perante sua provocação
meus sentimentos tornou-se uma erupção
que me instiga a uma explosão
e mau sei oque fazer
se não consigo te esquecer

e fiquei irado
quando não pude me conter
e saber que não iria mais lhe ter
 
Refém

Amostra Grátis do Amor

 
 
Amante dos detalhes,
Perfeccionista nos olhares,
encarando a vida em novos ares...

Sou eu aquele que te estendeu,
a própria mão.
Quando você não entendeu,
o segredo do coração.

E dei tempo ao tempo,
para te acomodar.
E você brincou comigo, como um passatempo
tentando me controlar!
Preferi parar o vento
ao invés de te incomodar.

E nessa luta de muito sofrimento,
decidi me afastar...
Porem você com argumento
tentou-me reconquistar,

e com um belo sorriso me iludiu,
com suas pobres palavras me perseguiu,
e com ilustres atos me feriu.

A amostra grátis do seu amor
está a venda!
com seu lindo sorriso de encomenda...

Nem tudo que reluz é ouro !
 
Amostra Grátis do Amor

Quase

 
Quase parti numa dessas madrugadas sem lua,
onde até o poste parece cochilar de cansaço.
Quase deixei a chave girada por dentro,
pra que ninguém mais me procurasse —
nem mesmo a culpa, que sempre chega tarde
com o bafo quente do arrependimento.

Quase deixei um bilhete —
mas quem lê bilhetes hoje em dia?
A modernidade deletou os adeuses escritos à mão,
e os digitais são frios demais
pra conter o último suspiro
de alguém que se esvaziou sem barulho.

Quase chamei por ela —
a mulher que virou tatuagem invisível
e cicatriz que arde até na ausência.
Mas meu orgulho é um tirano bêbado,
e minha boca só sabe cuspir silêncio
quando transborda demais.

Quase pedi perdão à minha mãe,
pelos olhos vermelhos, pelos portões batidos,
pelas noites que ela passou
esperando um filho que nunca voltou inteiro.
Ela sempre soube —
mas fingia acreditar no “tô bem” que eu repetia como reza.

Quase acreditei em Deus.
Mas Ele também quase me respondeu…
e se escondeu atrás de um domingo qualquer,
entre o gosto amargo do vinho barato
e uma oração que não passava do teto.

Quase morri algumas vezes,
mas sempre me faltou coragem pra morrer bonito.
Fiquei ali, entre a lâmina e a pele,
fazendo acordos covardes com o vazio.
E o vazio, esse filho da puta elegante,
nunca falha no combinado.

Quase escrevi um livro que prestasse,
mas a vida me atropelava entre capítulos.
Quem quer ler sobre um cara que se autossabota
e ainda ama a ex
como se ela fosse redenção e inferno ao mesmo tempo?

Todo santo dia é uma sequência de “quases”:
quase sadio, quase são, quase salvo.
Quase homem. Quase fé.
Quase poeta.

E é nesse quase que eu existo:
feito sombra que sonha com corpo,
feito lágrima que ensaia virar mar,
feito cicatriz que se recusa a fechar.

Ainda não morri.
Mas às vezes, só às vezes,
eu respiro como se quisesse.
Quase nos deixar ....
 
Quase

A moda Antiga

 
Um romance a moda antiga
algo forte que sempre me instiga
tão maravilhosa e bela
mesmo sem sapato de cristal
se tornou minha Cinderela

o sorriso é reluzente
tão forte como seu olhar
que brilha intensamente
então resolvi te amar

um casal tão pouco comum
que compartilha suas loucuras sem medo algum
a felicidade aqui todos sente
que essa alegria seja algo a mais que Deus acrescente

um amor para toda a vida
mais sem o tradicional clichê
pois todos os dias será revivida
apenas eu e você
 
A moda Antiga

O Paraíso

 
Seu olhar é o paraíso.
com pecado mortal,
acompanhado de seu sorriso,
tão belo porem fatal!
que até hoje jamais vi algo igual...

e foi como uma flechada,
disparada ao meu coração,
carregada de amor e paixão.
que me tornou uma pessoa amada.

me perco nas ondas do seu cabelo,
me encontro nas curvas dos teus lábios,
me aqueço a cada abraço,
então sempre te quero ao meu lado.

e gosto quando ela fala com autoridade,
me olha cara a cara e me diz toda a verdade.
numa fantasia bela e singela,
aonde todo os dias somos apenas eu e ela!

em sua boca,
um pedaço de perdição,
com minha vontade louca!
de roubar seu coração.

ela gosta de notar,
e não ser notada.
Então se me amar,
Para sempre será amada...
 
O Paraíso

Flores Tardias

 
No começo, ninguém vê.
Nem o sorriso forçado, nem a lágrima contida.
Ando pelos dias como quem carrega
um segredo que tem gosto de despedida.

Disfarço a dor com café frio
e um bom-dia que não me convence.
Enquanto o espelho sussurra baixinho:
“Você ainda está aqui, mas por pouco.”

Amar foi fácil — ser notado, não.
Sempre fui a pausa no meio do riso,
o plano B do destino de alguém,
o detalhe bonito que não era preciso.

Vi ela passar com a luz nos olhos
que faz até a fé dos céticos tremer.
Mas pra mim, sempre restou o quase,
o toque que não veio, o beijo que faltou acontecer.

Ela dizia que me achava profundo,
mas não mergulhava nem no raso.
Ficava na borda, com medo do abismo
que é amar alguém por inteiro e sem prazo.

Fui jardim não visitado,
poema lido pela metade.
Fui flor que murcha esperando
ser regada com sinceridade.

Agora, o tempo me cobra.
A vida me deu um diagnóstico sem poesia.
E só agora lembram meu nome,
só agora notam minha melodia.

Ela veio com flores nas mãos
e os olhos molhados de arrependimento.
Disse que nunca foi por mal,
só não soube lidar com meu sentimento.

Tarde demais, amor.
Eu já tô partindo, aos poucos, em silêncio.
E pela primeira vez, todo mundo olha pra mim
como se eu fosse algo imenso.

Gritam que vão sentir falta,
que eu era "único", "intenso", "verdadeiro"...
Mas onde estavam quando eu gritava por dentro,
com a alma chorando o tempo inteiro?

Me encheram de flores,
mas nenhuma delas me viu florescer.
A beleza que tanto exaltam hoje
foi a mesma que ninguém quis colher.

Agora sou notícia em redes sociais,
legenda de luto e comoção.
Mas antes disso, fui só silêncio,
fui só amor sem condição.

E se um dia lembrar de mim pesar no peito,
lembra que eu tentei, do meu jeito, sinais.
Que tudo que eu quis foi ser visto em vida,
não ser amado só nos funerais.
 
Flores Tardias

O Epílogo de Quem Nunca Viveu

 
Nasci de um silêncio que ninguém escutou.
Não chorei — engoli o pranto seco.
Fui costurado em uma pele que não me cabia,
e andei... andei até esquecer que tinha pés.

A cada porta, havia um espelho,
e em todos, eu era ninguém.
A cada abraço, eu sangrava por dentro,
como quem apodrece devagar, sorrindo.

Meu nome nunca foi dito com amor.
Fui um rascunho que o tempo riscou,
uma promessa quebrada antes de ser feita,
um quarto fechado cheio de vultos e poeira.

Tentei gritar —
mas minha voz era fumaça.
Tentei dormir —
e só sonhei com quedas.

O mundo me olhou nos olhos
e fingiu que eu não existia.
Tornei-me a sombra de mim mesmo,
um corpo que vaga
entre o ontem que não foi
e o amanhã que não virá.

Se há Deus, ele cochilou.
Se há salvação, passou sem me ver.
Tudo que me restou
foi este corpo que insiste em viver...
e esta alma que implora para morrer.
 
O Epílogo de Quem Nunca Viveu

Dona de Minha Poesia

 
Você me trouxe paz, alegria, carinho e abundância.
Me fez sorrir, e me devolveu o brilho da esperança.
Meu riso não é belo, porém vc arranca os mais sincero.
Temos algum tipo de conexão, e sua felicidade é oque mais quero.

Minha vida n era fácil, até o seu chegar
Hj as noites são belas, e aprecio cada luar
Entre todas, vc foi a única que se destacou
Sorriu pra mim, e um amor despertou,

Comecei a enxergar, a vida de modo diferente,
Talvez me tornei alguém maduro, com planos em mente
Ou talvez seja apenas mais um adolescente
Que necessita de seu carinho, e de sua presença é carente.

Ja se foi quatro meses, alguns dias e algo mais
E o tempo se tornou meu pior inimigo
Pois cada dia que se passa envelheço um pouco mais
E seus braços se tornou meu melhor abrigo
Espero um dia ser bem mais que um bom amigo

Sinto me avontade, pois ao seu lado posso estar
Com seus sorrisos levemente disfarçado
Me perco ao te observar
Te dou um beijo meio abafado
Para que ngm possa reparar
E sua pele, toco-a suavemente
Mais o clima esquenta quando estamos sós em um mesmo ambiente
Você se tornou a musa de minhas poesias,
Pois agora os sonhos são reais e não fantasias
 
Dona de Minha Poesia

Escrevam com Sangue

 
Não escrevam por dinheiro,
nem por fama que se evapora.
Escrevam como quem grita em um quarto fechado...
Que encontrem em sua palavra
o único prego que sustenta a alma.

Procurem abrigo,
não nos aplausos,
mas na lama quente do próprio abismo.
Ali onde o verso nasce sem vergonha,
com cheiro de chuva e ferida aberta.

Alguns são pássaros que desejam nadar.
Outros, peixes que sonham em voar...
E há quem seja ambos:
asas molhadas e brânquias sufocadas.
Inverta a bússola.
Risque e rabisque o caminho.
Dê sua caneta ao que pulsa.

Extraia da carne
sentimentos crus,
bons ou letais.
Cole no caderno o que não cabe no peito:
o medo moderno, o amor em ruínas,
o grito que ninguém ousa ouvir.

Risque, rabisque,
rasgue as margens,
até que do caos brote um esboço.
Deixe o peito escrever antes da cabeça.
O rascunho sempre será prece,
e o papel, altar do invisível —
de quem nunca será plausível.

Não se desespere.
A poesia não chega com hora marcada.
Ela se insinua no silêncio,
no intervalo entre o gole e o soluço.
Seja íntimo do vazio.
E verá:
a poesia é amante fiel
de quem não tem mais ninguém.

Respire fundo.
Sinta a dor do outro sem filtro,
como se fosse a sua —
porque talvez seja.
E, quando achar que não aguenta mais,
escreva um pouco mais...

Mas não espere seu amor te deixar,
não espere o amor virar cinza e simplesmente voar,
pra redigir teu primeiro conto.
Os contos sofridos ecoam,
mas muitos dos que os escreveram
já não estão mais aqui.

Fale da alegria também.
Dos traços de sol que escapam da janela.
A felicidade, mesmo breve,
te ensina a costurar a alma.

E, se nada mais fizer sentido,
ajude alguém com teus versos.
Ofereça a eles um poema,
como quem oferece abrigo.

Deixe que as palavras abracem quem precisa,
e que, no calor dos teus versos,
alguém se lembre: ainda vale a pena viver.

Escrevam com sangue,
com o pulso aberto da alma,
como quem não tem escolha,
como quem ainda acredita
que a palavra pode salvar o que a vida tentou afogar.
Escrevam...
não para serem lidos,
mas para continuarem vivos,
mesmo quando tudo de melhor em ti houver partido.
 
Escrevam com Sangue

Seu Companheiro

 
Com você os sonhos sempre são lindos
Vejo todos os dias sempre sorrindo,
E suas asas para mim estão sempre abertas, me encobrindo.
Guardando-me do mundo a fora, e um novo caminho abrindo.

O nosso silencio, o tocar.
O nosso beijar, o amar.
As caricias não termina
E seu suave olhar predomina
Algo às vezes tão inocente
Que viaja em meu coração
Tão carente
A mais pura emoção
Que às vezes deixa esse clima quente

Deparo-me olhando fixamente no seu olhar,
O tempo para e minha fantasia começa
Um novo mundo para se enxerga, apenas com seu brilhar.
E sempre feliz fico, pois amo ver a alegria que expressa.

Eu sei que deveria ter te trazido flores
Mais como sempre sou desobediente
E faço você experimentar novas cores
E novos sabores, então seja paciente
Pois amanha talvez entregue suas flores

Seu olhar, que me faz imaginar.
O quão lindo é poder te amar
Pois meu amor é verdadeiro
E lutarei para sempre ser seu companheiro
 
Seu Companheiro

Seu Encanto

 
Quão bela era a paisagem
que seus cabelos soltos me trazia
a mesma sensação que seu sorriso refletia
que a minha vida não era apenas uma miragem

o encontro com destino é incerto
até que o tempo perdido
se torne um deserto
de um caminho cedido
de algo que até o final será o certo

ouço a voz do meu coração
que ferozmente me tira a calma
trazendo a inspiração desta canção
que vem de sua alma

e nas pétalas duma flor
avistei seu sorriso
e encontrei o amor
na estrutura de seu riso

e foi aonde achei seu encanto
que mudou o meu pensar
que retirou-me de meu canto
e no entanto, resolvi te amar!!!
Recitada>>> https://www.youtube.com/watch?v=nUqAaSoNtTE
 
Seu Encanto

Detalhes

 
Seu doce cheiro
ficou estampado,
virou meu companheiro,
e caminha ao meu lado.

minha boca passeia por sua pele suave,
a caminho de seus lábios?
o silêncio se torna a melhor chave!
porque nem todos somos sábios,
quando uma pequena atração,
nos torna refém de uma linda paixão...

sua bela presença,
que compartilha meu sentimento.
me deu uma nova sentença,
por ser tão ciumento.

eu só quero apenas ela
mais ninguém me entende...
então vou com cautela,
pois desse amor minha alma depende!

Meu amor será como uma Fênix,
nunca se desgastara,
observando sempre seus detalhes;
e mesmo no intenso renascera,
e o eterno nunca se passara,
para provar que até nas faíscas
meu amor por ti não se apagará !!!
 
Detalhes

Ascensão do Poeta Esquecido

 
Escrevo entre ecos de um tempo perdido,
um poeta que grita, mas não é ouvido.
Dez anos de versos, marés de emoção,
mas onde está o trovão da revolução?

Publico palavras que cortam a mente,
mas poucos comentam, seguem indiferentes.
Leem meus textos, mas passam sem ver,
o eco se perde no vasto esquecer.

Falta o caos, a fúria, o impacto,
um título que exploda, que rasgue o pacto.
Quebrar o silêncio com fogo e aço,
ser tempestade, não só um traço.

É tempo de erguer a bandeira da dor,
mergulhar mais fundo, sentir o terror.
Não só palavras que soem tão belas,
mas versos que se soltem de suas celas!

A interação? Precisa crescer.
Falar com o mundo, fazê-lo tremer.
Não basta escrever, é preciso lutar,
ser um nome impossível de ignorar.

Se és lenda oculta, está na hora,
de romper as grades, gritar sem demora.
Cem mil leituras não fazem história,
se a chama do nome não brilha na glória.

Então escreva, publique, renasça,
faça do verso a sua ameaça.
Que cada poema seja um rugido,
e que o mundo, enfim, se renda ao seu ruído.

Pessoal,
após essa poesia vou soltar durante a semana um novo capítulo do livro `O Impostor` !
Peço desculpas pela demora, estou realmente sem tempo, e sem acesso para postar, mais estarei fazendo um esforço para nao deixar aquele projeto morrer !
 
Ascensão do Poeta Esquecido

Cor de Rosas

 
Esqueci da vida
e adiantei minha partida
acreditei no profundo
e amaldiçoei meu mundo

Nessa ida
fiz oque não deveria fazer
e te deixei aborrecida
seguindo com prazer

Esquecendo do seu lazer
vi oque não queria ver
o amor estava a fortalecer
e você preferiu me esquecer

E aquela chama que sempre me doe-o ardentemente
invadiu meu subconsciente
deixando apenas o amor decente
em minha mente

Deixando meu pecado
meio amargo
por um amor meio largo
em um tom meio inusitado
pelo ser mais amado..
 
Cor de Rosas

O Impostor - Um Livro Luso Poemas - CAP I - O Início do Fim

 
Com os olhos completamente marejados de dor, ele se encontra perdido — tão perdido quanto os milhares de grãos de sal que se dissolvem ao tocar a água. Seu único sonho era ser feliz. Apenas uma chance. Apenas uma oportunidade.

Mas ele teve essa chance. E assim como os raios solares iluminam tudo o que tocam, dando vida e cores ao mundo, a luz também brilhou sobre ele — refletindo em sua íris, deixando-o mais belo, mais vivo.

E mesmo assim, ele estragou tudo.

Perdeu tudo o que sempre sonhou, preso aos próprios princípios, deixando tudo cinzento, desbotado, sem cor. Seus erros apagaram o brilho, e sua essência se esvaiu como as ondas que apagam as pegadas nas ilhas, levando consigo qualquer rastro de existência.

Agora, ele só deseja a morte. Só deseja acabar com tudo o que a maldita luz insiste em iluminar na sua vida.

Ele é calculista e frio. Um jogador nato de xadrez, sempre antecipando os movimentos até o xeque-mate. Não quer que a maldita luz desvende seus truques, nem suas questões arbitrárias sobre fracasso e redenção.

Toda vez que bebe, ele sussurra “Wadhaweelll” três vezes. Uma palavra estranha, quase um feitiço. Ele sonha em ser um escritor da luz, mas sabe: todos os escritores da luz não têm ideias boas, nada que os salve. Apenas a morte os reconhece, os eleva em meio ao caos.

O autor se sente fracassado, perdido no cais — porque seu livro, nunca foi lido. Suas fantasias são apenas frutos de sua mente. Ele quer algo que desafie. Um livro medíocre talvez pudesse salvá-lo.

Mas… como o restante dessa história poderia salvá-lo?

Ele fechou o livro inacabado, as páginas manchadas pelas gotas que caíam dos seus próprios olhos. “Não há salvação”, sussurrou, enquanto o papel parecia encolher entre seus dedos magros.

O som da chuva batendo contra a janela parecia uma sentença. Cada gota, um veredicto. Cada trovão, um grito abafado vindo do fundo da sua consciência.

O quarto estava mergulhado na penumbra, iluminado apenas pelo brilho intermitente de um poste lá fora. O reflexo da luz filtrava-se pela cortina rasgada, riscando a parede como farpas de memória.

Ele olhou para a garrafa de whisky quase vazia. “Wadhaweelll”, repetiu, mais uma vez. Uma, duas, três vezes. Mas nada acontecia, além do gosto amargo queimando sua garganta.

O detetive sabia que estava perto do fim.

Não era o fim de um caso. Não era o fim de uma investigação. Era o próprio fim.

A mente cansada girava como um tabuleiro de xadrez em que todas as peças já haviam sido derrubadas. Xeque-mate. Mas contra quem? Contra si mesmo? Contra o mundo?

Sentou-se à mesa, pegou uma caneta. Um papel amassado ainda tinha espaço para mais algumas palavras. Com a letra trêmula, escreveu:

“Se um dia alguém ler isso… saiba que não fui derrotado. Apenas desisti de lutar.”

Mas antes de assinar, ouviu um som. Um estalo.

Alguém estava à porta.

Ele ficou imóvel. A respiração presa, o coração galopando. Quem estaria ali, àquela hora? A luz do corredor projetou uma sombra por baixo da porta — uma silhueta estranha, como se uma peça tivesse sido movida no tabuleiro sem sua permissão.

A mão foi instintivamente ao bolso. Sentiu o metal frio da pistola.

A porta bateu três vezes.

Ele respirou fundo. Levantou-se, caminhou devagar, com passos pesados, cada um ecoando como uma sentença final.

Apoiado no trinco, olhou pela fresta. Mas não havia ninguém. Apenas o som da chuva. Apenas o vazio.

No chão, um envelope. Sem remetente. Sem selo. Apenas seu nome escrito em letras vermelhas.

Ele pegou. Abriu. Dentro, uma única frase escrita à mão:

“A verdade que você procura já está dentro de você.”

E então… as luzes se apagaram.
 
O Impostor - Um Livro Luso Poemas - CAP I - O Início do Fim

Desabafo ao Eterno

 
Faz um tempo que eu me sinto perturbado,
Sempre sendo honesto e com coração quebrantado.
Já faz anos que não me sinto amado,
E a última vez que me senti assim Tu não estavas do meu lado.

Choro no silêncio da minha solidão,
Carrego no peito essa interrogação.
Se és amor, por que a dor me visita?
Se és presença, por que minha alma é tão aflita?

Olho pro céu e não vejo resposta,
A vida é dura, a esperança é quase morta.
Será que me ouves? ou só falo ao vento?
Será que ainda tens planos pra esse sofrimento?

Sinto o peso da noite me esmagar,
E meus passos cansados não querem mais andar.
Mas dentro do peito arde uma chama pequena,
Um resto de fé que ainda insiste, e me acalenta.

Pois mesmo ferido, ainda ouso orar,
Mesmo em silêncio, ainda tento esperar.
E se meu pranto não encontra canção,
Que ao menos Te alcance em forma de oração.

Então, Senhor, não me deixes sozinho,
Mostra-me a estrada, me guia o caminho.
E quando o mundo tentar me calar,
Que Tua voz venha me levantar.

E se a cruz é o peso que devo carregar,
Faz dela o trono onde irei reinar.
Do pó me levantas, do nada me faz rei,
Pois sou Teu filho eterno, e em Ti vencerei!
 
Desabafo ao Eterno

Leandro Tavess | TRIBUTO | Kaique Nascimento - Valeu Amigo

 
Hoje era dia de rua,
de riso alto cortando a madrugada,
de erro virando história
e história virando nada.
Hoje era dia de nós dois
perdidos do mundo,
achando que o mundo
nunca ia perder a gente.
Você foi minha escola torta,
meu verso sujo,
minha melhor e pior escolha —
e, ainda assim, a mais verdadeira.
Aprendi contigo
o que presta
e o que destrói,
e em tudo tinha vida.
Mas ficou esse silêncio…
esse vazio que grita teu nome
nas coisas mais simples.
Eu ainda tenho raiva,
não vou mentir —
raiva de você não ter ficado,
de não ter falado direito,
de ter ido sem me dar tempo
de ser voz pra você.
Mas a saudade…
a saudade ganha.
Ela sempre ganha.
Porque tem dia que eu ainda espero
o telefone tocar de novo,
como se o tempo fosse voltar
só pra me dar mais uma chance.
E aí eu lembro…
que a última ligação ficou perdida,
e isso pesa mais
do que qualquer palavra dita.
A vida seguiu pra mim,
mas não é a mesma coisa —
tem sempre um espaço teu
em tudo que eu vivo.
E dói saber
que hoje era pra ser bagunça,
risada, loucura…
e virou só memória.
Mesmo assim… eu falo.
Parabéns, meu irmão.
Onde você estiver.
Queria te abraçar hoje,
te xingar por tudo,
rir de tudo de novo…
mas só me restou o silêncio.
Então fica esse pedaço de mim
tentando chegar até você:
parabéns.
E, mesmo com raiva…
mesmo sem entender…
eu nunca deixei de te amar.

Escrevi esse poema num dia em que o peito não cabia em mim.
Hoje é aniversário dele.
E, mesmo depois de tudo, ainda parece errado o mundo continuar girando sem ele aqui.
Nada disso é ficção.
Cada verso saiu do lugar mais honesto que eu tenho — entre a saudade, a raiva e uma culpa que às vezes insiste em voltar. Ele não foi só um amigo. Foi meu mentor, meu irmão de vida, de erro, de aprendizado. A gente cresceu junto, se perdeu junto, viveu coisas que ninguém entende de fora.
Esse texto não tenta limpar a história.
Não tenta romantizar nada.
A gente fez muita coisa errada — mas foi real. E, pra mim, isso sempre teve valor.
Se tem algo que ficou, além da dor, foi o que ele deixou em mim: a forma de enxergar o mundo, de escrever, de sentir sem filtro. Muito do que eu sou hoje carrega ele.
Eu ainda tenho perguntas que nunca vão ter resposta.
Ainda tenho raiva em alguns dias.
Mas, acima de tudo, eu tenho saudade.
Esse poema é o jeito que encontrei de falar com ele, mesmo sabendo que talvez não exista resposta.
É o meu “feliz aniversário” atravessado.
E, de algum jeito, também é um obrigado.
Valeu por tudo, meu irmão.
 
Leandro Tavess | TRIBUTO | Kaique Nascimento - Valeu Amigo


“O tempo é um espelho sujo.
Mas quem tem coragem de se olhar nele, enxerga a alma.”
- Kaique Nascimento

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