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Poemas, frases e mensagens de Peta

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Peta

Se a saudade for pouca

 
Se a saudade for pouca
 
Se a saudade for pouca
A paixão dissipa-se com o tempo,
O coração esquece o passado
E o amor precocemente morre

Choram corações no silêncio
Sem lágrimas nem lástimas,
E se premedita o enterro do amor
No cemitério dos enfados

Peta
 
Se a saudade for pouca

Querido Tejo

 
Querido Tejo
 
Ó queridoTejo !
Tuas águas cristalinas
Correm pelas planícies
levando maná ao povo
E no teu profundo leito
Trazes vida à vida
Que levo à tua margem

Peta
 
Querido Tejo

O efeito das sombras

 
O efeito das sombras
 
Sombras são sempre sombras
E nada mais,
Quando assombram a alma
A dor nasce e magoa corações,
É impossível livrar-se das sombras
Elas caminham ao nosso lado
E quando possível, saem das sombras
Pra assombrar destinos prescritos

Peta
 
O efeito das sombras

Chuva amiga

 
Chuva amiga
 
Chuva amiga,
Me dê tuas lágrimas,
Lágrimas que dão vida
À terra poeirenta

Lágrimas parteiras
Que da terra molhada
Dão luz à existência
E perpetuam gerações

Da terra molhada
A vida brota, revitaliza
Pinta de verde os pastos
E dá fartança aos homens

Peta
 
Chuva amiga

Por quê sofres meu anjo?

 
Por quê sofres meu anjo?
 
Olho nos teus olhos de menino
E vejo dor latente
A devorar tua alma pequenina,
Por quê sofres meu anjo?

Meus pais me puseram n’olho da rua,
Simplesmente disse… disse chorando,
Uma torrente de lágrimas alagou-me as faces,
Abracei-o e choramos compulsivamente

Mas onde, onde está o coração dos homens?
O que é feito do amor dos pais?
Não percebo os homens, nem adivinho seus sentimentos,
Por um simples carinho, nasce amor no rosto duma criança

Peta
 
Por quê sofres meu anjo?

Careço do teu beijo

 
Careço do teu beijo
 
Eu sou pedaço dum céu
Num jardim sem flor,
Namoro beija-flor
À espera do beijo teu

Nas folhas caídas do jardim
Careço de teu beijo
Pra acalentar este desejo
Que me veste de cetim

Peta
 
Careço do teu beijo

Toxina aqui, jamais

 
Toxina aqui, jamais
 
Bramem Espanhóis
Na candura dos Portugueses,
Até resíduos tóxicos
Querem semear à nossa porta

Peta
 
Toxina aqui, jamais

No céu despido de nuvens

 
No céu despido de nuvens
 
No céu despido de nuvens
Nunca cai uma gota
Por mais que faça vento
A limpidez mantem-se
Longe dos forçados trovões

Peta
 
No céu despido de nuvens

Se é poeta, sabe amarrar palavras

 
Se é poeta, sabe amarrar palavras
 
Se poetizar fosse mero jogo de palavras,
Haveria tantos manuscritos poéticos
Soltos em (in)versos no branco do papel.
Ser poeta é saber amarrar palavras.

Peta
 
Se é poeta, sabe amarrar palavras

o pomo e o pecado

 
o pomo e o pecado
 
do pomo à cobra,
a cobra cobra
e nada sobra,
até a sombra do homem
paga o pecado original

Peta
 
o pomo e o pecado

O dinheiro corrompe a alma

 
O dinheiro corrompe a alma
 
Ter tanto dinheiro
É ter o diabo n'alma,
Por tantos mendigos se passa,
E nenhuma tostão se deixa tinir
Em mãos estendidas ao vento

Peta
 
O dinheiro corrompe a alma

O Amor

 
O Amor
 
Hoje quem por amor chora
É porque ama tanto
Ou não soube amar
Quando o amor lhe sorria

Peta
 
O Amor

O falso sábio

 
O falso sábio
 
O pior sábio
Entre os sábios
Não empina a cabeça,
Ergue-a cheia do nada
Abeira-se da luz que não é sua,
E apresenta-se a todo o custo,
Valendo-se das cegas
E malditas palavras,
Carregadas do saber medíocre

Peta
 
O falso sábio

Boca, fonte do bem e do mal

 
Boca, fonte do bem e do mal
 
A boca é fonte das delícias,
Se dela saem palavras medidas
Com a doçura da alma

É um lago das tormentas
Se dela soltam palavras agoirentas
Que magoam corações

Peta
 
Boca, fonte do bem e do mal

O tempo só tem uma frente; o desgaste

 
O tempo passa lentamente
Mas passa todo o tempo
Se no tempo de dar rumo ao tempo
Fizer do tempo o desperdício do tempo,
O tempo te ajuizará no tempo,
Pois, o tempo só tem a frente
E pra trás não volta jamais

Peta
 
O tempo só tem uma frente; o desgaste

Passear o cão

 
Passear o cão
 
Diz-se passear o cão,
Mas entre homem e cão
Quem passeia quem?

Peta
 
Passear o cão

As guerrinhas

 
As guerrinhas
 
não sei encurtar asas
às sombras
nem podar cabelo rebelde
que de mim se levanta
e tece guerrinhas no pó
dos meus olhos

Peta
 
As guerrinhas

O plagiador e o ciumento

 
O plagiador furta bons poemas
Pra se adentrar furtivamente
No mundo dos poetas,
O ciumento difama bons poetas,
Pra inseri-los no seu submundo.

Se a verdade é pra ser dita,
Dos dois, quem é o pior inimigo
Da literatura?
Se é amante da poesia e da verdade,
Não vire a página sem responderPeta

Peta
 
O plagiador e o ciumento

A submissão da razão à mentira

 
A submissão da razão à mentira
 
Quando a razão submete-se à mentira,
A verdade é refém da injustiça
E a corrupção eterniza sua presença
Nas instituições estatais sob sua mira

Peta
 
A submissão da razão à mentira

A dor do desamor

 
A dor do desamor
 
Na dor do desamor
Coração chora com vigor
E a alma é banhada de lágrimas
No silêncio de quem desama

Peta
 
A dor do desamor

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