https://www.poetris.com/

Poemas, frases e mensagens de eir

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de eir

O céu... não é o caminho

 
 
as feridas vão sarar

os ossos quebrados
engessados

os teus sonhos
resgatados dos escombros

os olhos levantados
com a luz dos lampadários

agora…

agora
jazida
no amor
que vou pingar mar

agora…

agora
sê forte
ausente do corpo
que vou ser porto dos braços
no teu acordar
 
O céu... não é o caminho

Amar-te é um elogio à saudade

 
depois do ponto de partida

após tantas quedas
sem nenhum de nós
ter chegado à meta
fica à pergunta triplicada:

já desististe de chegar ao fim?

já desististe de alguém ao teu lado?

já desististe de partilhar os mesmos passos…?

Olha que eu não desisti …

apesar da subida da montanha
ser mais longa que a descida …
mas que importa
se através dos teus olhos
vejo a savana africana …plana …plana…plana…plana … plana ...
 
Amar-te é um elogio à saudade

O infrangível aúste que liga os corações

 
O infrangível aúste que liga os corações
 
Borriscar o mudo tempo

É lembrar com gosto

O teu doce querer



E por tua causa,

Vejo o pensamento saudando a lembrança

Com um sorriso destrancado,

Livre de ansiedades e de mágoas



Vamos continuar

A construir

Remoinhos de amizade

E furacões de carinho

Que aproximam as nossas idades







De certa forma

Fortalecer

O cordão umbilical

Que nunca foi cortado

Por ser a ligação mais forte de todas
 
O infrangível aúste que liga os corações

Vocábulos de aço e de Primavéra

 
Vocábulos de aço e de Primavéra
 
guardo religiosamente
os escritos
que me deste

eles servem de escudo
a um coração em meia haste
em tempos de Saudade
[essa guerra de um passado esperançoso]
 
Vocábulos de aço e de Primavéra

se fez luz

 
se fez luz
 
a cor dos olhos ensaburrou
a noite das pálpebras
no instante que ourejaste
todo um amor
em falta

acho que as estrelas
nascem assim
seja no peito materno
no mar
ou no céu
 
se fez luz

Belenus

 
Belenus
 
A ilusão do escuro ausente

Graças a uma estrela anã

Irmã de tantas outras

Que borbulham o céu

Na sua ausência

Tantas vezes ofuscadas

Pela sua presença
 
Belenus

Sabes regressar …de olhos fechados ao abrigo dos teus olhos

 
 
ainda bem
que tens
aquele amor novo
de sempre

aquele amor delicado
que te segura com mãos de aço
nos teus adejos de pássaro

ainda bem que continuas
a saber regressar
ao tálamo dos teus galhos
depois de seduzires
o mundo
com os teus lábios

ainda bem
que se tem
ao cuidado
um cuidado
de ser cuidado
 
Sabes regressar …de olhos fechados ao abrigo dos teus olhos

O sal não secará ...enquanto houver almas sangrando a raiz

 
O sal não secará ...enquanto houver almas sangrando a raiz
 
 
a lágrima

retida na retina

a fala

presa na esquina da língua



um breve acenar de ombros

naquela

inaparente

despedida



depois …

depois…

depois de virares a caminhada com as costas

o mundo que conhecia

desmoronou

o peito

e um mar…

que não sabia

que cabia cá dentro
 
O sal não secará ...enquanto houver almas sangrando a raiz

Roubaste os azuis …cedo demais

 
 
logo após a tua cruzada
entre as estrelas e o espectro
do teu silêncio
tudo se enlutou…
até estas palavras
aguadas de tanto sal

depois
de uma dura noite
o astro que chamam rei
alampou os sobrolhos
para um ressuscitar
demasiado radioso
contrariando
o declínio dos olhos

mas tive de arrancar
os troncos de carne
para enfia-los
nos negros sapatos
e me arrastei pela cidade
macambuziando

o mundo
definitivamente
está mudado
sem ti ao meu lado

as travessas do bairro
cheiram a parca
e o abanar das janelas
persistem em prolongar
um adeus
acinzentado

até o céu
aparece nublado
de tão azulado

até os passos
parecem gritar
os lugares
nossos
 
Roubaste os azuis …cedo demais

Retratos de uma só alma

 
Retratos de uma só alma
 
 
deixar o tempo

a cristalizar

o sentimento

de te amar

não teve o sucesso

esperado

o peito continua

a ser invadido

pelo borbulhar

do estômago

assim que te vejo

nos pixels de um retracto
 
Retratos de uma só alma

Pomar da carícia

 
tive receio
de trincar as maçãs
do teu lindo rosto
depois de sentir
a textura
ténue e doce
com o costado dos dedos
nessa eterna
promessa de um beijo
 
Pomar da carícia

A virgindade do caminho

 
 
fugir de ti
e querer te encontrar
faz parte
da parte que parte
e demora a voltar

calar o peito
e gritar teu nome
bem alto no alto dos olhos
é molhar o seco
dos lábios

meu Deus
até nos vales
inversos
dos seios
se faz vento
bradando teu nome

por amor
espera pela esperança
e não desesperes
a cada ravina encontrada
poderá ser apenas o rasto do mar em teu rosto

mas todos os rios sabem a direção dos teus beijos
e irão desaguar os sonhos em teu corpo
 
A virgindade do caminho

Tudo pode recomeçar com um obrigado

 
Tudo pode recomeçar com um obrigado
 
 
dedos

desfolhados

pelas páginas

e os escritos por secar

junto das lágrimas

impossíveis de gravar

[ na pele já gasta de pouco caligrafada ]

uma forma “catatónica”

de golfar os versos

no prólogo dos olhos



contudo …

ainda

procuro a coragem

de emparelhar
a vontade à saudade

e encurtar a distância dos lábios

numa só palavra;

"OBRIGADO"
 
Tudo pode recomeçar com um obrigado

Espinho amigo

 
 
crescemos ….
quando nos tiram a primavera
aprendendo a gostar do roseiral à nossa maneira
 
 Espinho amigo