https://www.poetris.com/

Poemas, frases e mensagens de ania

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de ania

Meu canto...

 
Meu canto é verso estranho, que divaga
É loucura, é absinto que embriaga
É ferida na alma, é aniquilamento
Meu canto é saudade, é aprisionamento...

Meu canto é verso duro que não afaga
É grito preso na garganta, é chaga
É sussurro, é suspiro, é lamento
É dor que não quer calar, é tormento...

Ó Deus, devolva meu canto de outrora
Sem lágrimas, sem mar, sem alagamento
Sem atribulação, sem ressentimento...

Um canto com versos sobre a aurora
Que fale de cores, de flores e do vento
Um canto doce, uma poesia, um acalento...
(ania)
 
Meu canto...

Nada mais será...

 
Não serei mais poesia nascente
em versos a atrair
nem magia iridescente
em musa a seduzir...

Não serei mais flor latente
em jardins a florir
nem vento dormente
pelos campos a fluir...

Não serei e tudo secará
e nada mais será...

Ficarei assim indolente
calada a definhar
feito semente
que esqueceu de germinar...
(ania)
 
Nada mais será...

Deixa-me falar...

 
Deixa-me falar do meu coração,
da dor, do amor não correspondido
da esperança, do sonho perdido
e do receio de uma nova desilusão...

Deixa-me falar do que vai em minh'alma
desse medo, dessa ânsia em te conhecer
desse temor em desvendar meu ser
desse sentimento que em mim, se espalma...

Deixa-me falar da atração, a ternura
desse querer que meu peito alaga
desse doce e novo sentir, a candura...

deixa-me falar do ardor, sem censura
do desejo de te tocar que embriaga
dos beijos que ainda não te dei, a loucura...
(ania)
 
Deixa-me falar...

Todas as manhãs...

 
Todas as manhãs,
vestida de poesia,
ela trilha estradas
a procura de sorrisos,
de mãos, de acenos
e sonha...

Todas as manhãs,
ela em pensamentos,
em esperanças se envolve
e devaneia...
Cria asas, voa,
flutua...

Todas as noites,
ela sepulta os sonhos
e adormece a chorar,
mas todas as manhãs,
ela, novamente,
volta a sonhar...
(ania)
 
Todas as manhãs...

Sonhos que já não são poesia...

 
Horas lentas, tortura covarde,
cruel, negra sentença do destino
dia após dia em brutal desatino
massacrando na solidão da tarde...

O tempo trama, urde, passa sem alarde
nas cinzas do sentimento que não era
o desespero no coração, acelera
e a desolação queima em mim...arde...

A espera e o medo que apunhala
da resposta que não vem e que me abala
e o meu grito, no peito, silencia...

O tempo trama, urde e despetala
o que era meu em ti, e não mais embala
os sonhos que já não são mais poesia..
(ania)
 
Sonhos que já não são poesia...

Dói-me demais...

 
Dói-me demais a saudade
de beber teus sorrisos,
de me refletir nos teus olhos,
de me embriagar no teu cheiro
e de me esconder entre teus dedos...

Dói-me demais a saudade
de te habitar...
(ania)
 
Dói-me demais...

Tu és sinfonia...

 
Indagas tu, do sentir que me avassala
da magia, do encantamento e da doçura
do sentimento estranho e dessa loucura
que chega sem avisar e em mim se instala...

Não sabes tu, do tanto que me regala
ler-me em teus versos, a emoção pura
que me atinge o coração, e a ternura
que me afeta, embriaga e a alma embala...

Falas tu, em melodia, feitiço e fantasia
que te atingem e em ti fazem história
te envolvendo em misteriosa alquimia...

Não percebes tu, do efeito da tua poesia
do arrepio, da emoção, em mim tão notória
Saiba então, em meus dias, tu és sinfonia!
(ania)
 
Tu és sinfonia...

...e aqui estou eu agora...

 
...e aqui estou eu agora
consumindo meu tempo
em lembranças,
pensamentos e sonhos,
esperanças e mágoas,
como se houvesse uma ordem,
conspirando,
instando-me a divagar,
seguindo com os olhos
o caminho que se perde
além montanhas...

...e aqui estou eu agora,
apesar da lágrima na face,
tentando ser forte,
encarando os dias solitários
e cinzas que se estendem,
imensuráveis a minha frente...

...e aqui estou eu agora
tentando refazer meus passos
procurando romper
essa linha invizível,
mas ainda tão forte
que me liga a você!
(ania)
 
...e aqui estou eu agora...

Divagando...

 
Ouvir Chopin, na vitrola tocando,
A música a envolver...levitar...
Dia de chuva...na tarde divagando,
Ser um poeta...na mente a sonhar...

Pensar...escrever, versos formando,
Buscando letras...palavras alinhar...
Rimar...sílabas poéticas contando,
Quadras, tercetos ...sonetos criar...

Por entre nuvens e quimeras, viajar,
Os mais lindos sonhos, em versos, tecer
Deixando a sensibilidade aflorar...

Fantasiar...a imaginação soltar,
Deixar o lirismo transparecer,
Compor e de poesias a alma, embriagar...
(ania)
 
Divagando...

Doido festim...

 
Madrugada...nuvens de chumbo cobrem a lua
feito negro cetim...

...e a brisa para e na memória acentua
lembranças que irrompem feito estopim
que incendeia, que explode, flutua
e envolve em frenesim...

...e o ar fica denso...tumultua
trazendo teu cheiro, tua imagem num doido festim
que entranha na pele e na pele se perpetua...

...e a madrugada se arrasta numa quietude sem fim
lenta, morna, nua
como indolente querubim...

...tudo dorme, só não dorme essa saudade tua,
sempre tão presente em mim...
(ania)
 
Doido festim...

Desabrochar da natureza...

 
As flores desabrocham viçosas,
Saudando o sol que brilha e as acaricia,
Na manhã esplendorosa que inicia,
Prevendo emoções maravilhosas...

Borboletas acordam dengosas,
Ensaiando seu bailado de magia,
Os pássaros trinam em sintonia,
Acordes de sinfonias maviosas...

A natureza sai da letargia,
Do frio e triste inverno, despe o manto,
Exuberante, expõe todo encanto...

Tudo se transforma, tudo é alegria,
É um novo ciclo, uma nova vida
Que a Deus agradeço comovida...
(ania)
 
Desabrochar da natureza...

Saudade de ti...

 
No compasso incerto
dos meus dias
a vida segue vazia...
Sem esperanças,
sem nexo,
vazia de sentimentos,
vontades,
de pensamentos...
Vazia de emoção,
de magia,
de encanto...

Vazia de tudo,
menos,
dessa saudade de ti...
(ania)
 
Saudade de ti...

Despetalar...

 
Despetalar...

Se o tempo não fosse meu próprio algoz,
Se não seguisse esse infeliz roteiro
De seguir em frente, inclemente, atroz,
Despetalando em mim, o que fora inteiro...

Não fosse o tempo, esse louco vendaval
Que tudo leva, deixando só o declínio
Dos sonhos , hoje amarga dor, abissal,
Há muito, guardados, em secreto escrínio...

Se fosse o tempo, brisa, não temporal,
Só áureos ventos em tranquilas veredas
Que afagasse como plumas e sedas...

Não haveria esse medo descomunal
O que está por vir, não me afligiria mais
Esse despetalar, não sentiria, jamais...
(ania)
 
Despetalar...

Deixa-me fantasiar...

 
Deixa-me fantasiar e te conduzir,
em tuas noites eu sonho intervir,
deixa meu olhar ardoroso passear
por ti, e meu sorriso, te afagar...

Deixa-me tuas madrugadas invadir
penetrar teu sono, nele te seduzir
deixa com meus versos te acariciar,
te envolver e com rimas te beijar...

Um soneto inspirado te dedicar
e nele, o que vai na alma transbordar
dos meus sentimentos, te fazer ciente...

Deixa-me em tuas madrugadas, embrenhar
e docemente, em mim, te aconchegar,
e em teus sonhos me fazer presente...
(ania)
 
Deixa-me fantasiar...

Inquietude...

 
Meu verso inquieto,
em sonhos, a madrugada rondou,
por entre nuvens flutuou,
com as estrelas sussurrou,
se encantou...sonhou...
Meu verso inquieto voou,
por entre rios e montanhas bailou...
Milhas de distâncias rodopiou,
e então, chegou...
Tua janela adentrou,
tua face afagou
prá ti, baixinho, cantou,
teu sono velou...

Meu verso inquieto,
por fim, serenou...
(ania)
 
Inquietude...

Em tudo ainda é você...

 
Em tudo te sinto...pressinto
no sol que afaga,
no perfume que embriaga
no vento que me acaricia....

Em tudo te vejo...almejo
nas águas que escoam
nas nuvens que flutuam
no ar que respiro...

Em tudo te tenho...retenho
nos versos que componho
nos sonhos que sonho
no coração que ainda é teu...
(ania)
 
Em tudo ainda é você...

Eu falava de amor...

 
Eu falava de amor
e por momentos,
pensei que as palavras
flutuassem até você,
e que você, com delicadeza,
as afagasse, e ternamente,
ao seu coração, as levasse,
mas não...
você não as percebeu
e elas, atônitas, feridas,
nas brumas da sua indiferença,
se perderam...

só por momentos, pensei...
Só por momentos, sonhei...

(ania)
 
Eu falava de amor...

Caderno amarelado...

 
De vez em quando vem essa melancolia
que remete, sem clemência, ao passado
revivendo sonhos há muito encerrados,
ao folhear meu antigo caderno de poesias...

Poemas compostos ao som de sinfonias,
linha por linha no amor inspirados,
versos com emoção, versos apaixonados,
tempo feliz, quando tudo era alegria...

Tempo de sonhos, de versos e flores,
tempo de paixão, de pele...de ardores,
de mil sonhos...tempo enfeitiçado...

Lembranças surgem...saudade desatina
Sempre que a noite se veste de neblina,
Relendo versos no caderno amarelado...
(ania)
 
Caderno amarelado...

Deixa eu te descobrir...

 
Deixa eu te descobrir
Cinco, dois, ou quem sabe,
Um minuto?

Te sinto nas pedras do rio,
Nas árvores, no mato,
No sol que aquece!
Rompa as manhãs
Solta as tuas asas
Voe sem laços
Voe...
Venha pela brisa
Venha, que...

...um dia te encontro!
(ania)
 
Deixa eu te descobrir...

...e aqui estou eu, agora...

 
...e aqui estou eu agora
consumindo meu tempo
em lembranças,
pensamentos e sonhos,
esperanças e mágoas,
como se houvesse uma ordem,
conspirando,
instando-me a divagar,
seguindo com os olhos
o caminho que se perde
além montanhas...

...e aqui estou eu agora,
apesar da lágrima na face,
tentando ser forte,
encarando os dias solitários
e cinzas que se estendem,
imensuráveis a minha frente...

...e aqui estou eu agora
tentando refazer meus passos
procurando romper
essa linha invizível,
mas ainda tão forte
que me liga a você!
(ania)
 
...e aqui estou eu, agora...

“...escrever é a minha maneira de preencher um pouco do meu vazio... um jeito que encontrei de não me sentir tão só... ...não sou poeta, sou solidão...” (ania)