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Textos de amor

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria textos de amor

Os meus filhos são a minha vida👒

 
Os meus filhos são a minha vida👒
 
Os meus filhos são a minha vida
Ser mãe é amar os filhos
Com todos os defeitos e qualidades
Com todas as falhas e todos os erros

Os meus queridos filhos
São e serão sempre "os meus filhos"
Sangue do meu sangue, carne da minha carne
Enquanto eu viver, enquanto viverem, eu serei a sua mãe

Os filhos são um fragmento de nós
E não um prolongamento dos nossos sonhos
Temos o dever, obrigação de os ensinar a caminhar no mundo
Amando-os sempre, por muito diferentes que sejam de nós

Eles são livres para sonhar e desejar um futuro à sua maneira
Não à nossa, temos de respeitar os seus sonhos
Os meus filhos são e serão sempre meus filhos
Do amor, da razão da minha vida, pedaços do meu coração

Só o amor que sinto pelos filhos é maravilhoso
Eles são o meu presente e o meu passado
Que se multiplica para toda a vida

Sempre quis ser mãe
E depois de o ser pela primeira vez
Deus deu-me mais sete filhos.

Ser mãe é estar sempre lá

🌺👒

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Os meus filhos são a minha vida👒

Meu amor convido-te a beber 💕

 
Meu amor convido-te a beber 💕
 
Meu amor convido-te a beber um copo de vinho
Para viver esta fugaz harmonia poética
Fazer da nossa eternidade um sublime amor
Navegando no silêncio subtil do teu corpo
Acariciar o teu rosto, sentir o teu coração bater
Vibrar ao lado do meu, onde o meu olhar penetra
Viajando pelo teu corpo nas palavras que envolvem a alma
Somos dois mortais enrolados num vento implacável
Como um mar impulsivo nas estrelas de poeira
Pão e vinho para desfrutar na fragrância suave das rosas
Quanto altivo elas abrem as suas pétalas para a vida
Que esplêndidas são, iluminam uma noite de paixão
Pois estamos unidos pelo canto dos pássaros
Num belo pôr do sol.

💖
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Meu amor convido-te a beber 💕

Quero dar-te um último verso 💗

 
Quero dar-te um último verso 💗
 
 
Quero dar-te um último verso
Onde as flores são poemas
Elas são rosas, orquídeas, camélias
Nos sonhos perfumados do meu ser
E em cada canto do teu corpo no meu
Colhe com a tua boca todas as flores
Que brotam dos meus lábios
Para que possamos florescer na alma
Num delicioso jardim perfumado de nós

╭•⊰ 🌹

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Quero dar-te um último verso 💗

Eu conheço o som do vento amor 💕

 
Eu conheço o som do vento amor 💕
 
 
Eu conheço o som do vento que me acompanha
Sim amor, reconheço os teus olhos fixos eternos em mim
Reconheço os silêncios das noites mal dormidas
Faz um eco nos meus pensamentos acalma os sonhos
Lava minha alma, memórias expostas
De um passado presente e de um futuro distante
Sinto-me leve outra vez como areia lavada
Da espuma branca do mar beijada pelo som do vento
Os teus olhos fixos em mim transparentes
Que ardem entrelaçados num só feitos em desejos
Engolidos pelo tempo gritos sufocados segredam palavras
Sensações envolvem e despertam o amor que há mim
Rosto de mel, ser a brisa que sopra no teu rosto
Quero ser o sol que aquece-te
Ser a estrela mais brilhante do Céu
Quero ser o teu silêncio
Voar como a águia no Céu
Vou dançar com o vento e a chuva
Quero cantar como os anjos
Escalar a montanha mais alta
Andar e banhar-me nas águas do mar
Sou alguém que ama e que sabe amar
Eu queria ser uma abelha
Para fazer o mel, na colmeia dos teus sonhos
Eu queria ser uma borboleta
Para pousar numa flor e voar pelo campo
Quero viver contigo um lindo sonho de amor
Faria alguma diferença se eu te dissesse
Que não há ninguém que vai amar-te tanto quanto eu
Quero ser a ultima gota do teu sangue
Quero ser o doce vinho a entrar nas tua veias
Quero degustar a tua carne para apagar o meu desejo
Quero ser o teu abrigo num dia de tempestade
Quero ser o teu caminho na escuridão da noite
Quero ser a tua luz para acalentar os teus medos
Quero ser os teus sonhos para não serem levados pelo vento
Quero ser a chave da tua vida para viveres para sempre
Quero ser a cavidade da tua boca para viver nela
Quero perder em ti para não me encontrar de mim
Sou o som do vento em ti amor
╭•⊰ 💕

💕╭•⊰ 💕
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Eu conheço o som do vento amor 💕

QUANDO EU NÃO AGUENTAR AMOR 💕

 
QUANDO EU NÃO AGUENTAR AMOR 💕
 
Meu amor, meu amor
Quando eu não aguentar e quiser desistir
Por favor...
Segue-me, ainda que em silêncio
Sei que é difícil, mas preciso de
Um amigo fiel e sincero

Quando eu não aguentar e quiser resistir
Por favor...
Dá-me um abraço em silêncio
Há dias em que precisamos de um ombro
de alguém que nos sacuda a meio de um pesadelo

Quando eu quiser desistir da vida
Por favor...
Quero que sejas meu amigo e mostra-me
Um jardim, perfumado cheio de borboletas
De todas as cores e digas que é só um recomeço
Que não é o fim
E sejas mais do que um ombro amigo

Que sejas o meu reflexo, um momento de luz
E por um instante, sejas para mim um amigo
Um amante, um amor, uma paixão, um sorriso
Um beijo, um anjo, uma flor, para perder-me
Nos teus braços que estão cheios de amor.!

Apaixone-se por si
Conquiste com uma boa gargalhada
O enorme vazio da sua alma
💕👒🌹

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
QUANDO EU NÃO AGUENTAR AMOR 💕

A sul

 
 
Foi no sul dos meus olhos
que depositaste a entrega serena,
a palavra sémen
com que fecundaste o poema.

Vieste acordar-me o mar
marulhando letras adormecidas
há muito
nas minhas entranhas e,
mergulhando,
mesclaste de anil
a concha das mãos
cobertas de manhas.

Ah! Foi no sul da minha nuca
que enfrentaste a guerra solta
dos meus cabelos e, docemente,
murmuraste
a ladainha das sílabas,
suave novelo
das minhas emoções.

Vieste aconchegando
a tua voz nos meus ouvidos
como se a sul me rondasse a alegria
como borboleta dos sentidos
e me estimulasse a magia
do pólen presente nas rimas
dos tempos perdidos.

Foi no sul, no meu sul
que abriste a janela suspensa
no limbo do sonho de carinho
onde marcaste a diferença
quando fizeste do meu colo
o ninho
do nosso amor.
 
A sul

VALSINHA

 
Dotado de certa astúcia que eu te percebi, mas fingi ignorar, finalmente conseguiste que fossemos jantar fora. Não fomos sós, mas só estávamos um com o outro. O resto que importava? Senti-te entusiasmado porém tenso, como se aquela fosse a tua grande oportunidade de auto-promoção, de te dares a conhecer, tentavas falar naturalmente, mas consciente do peso que casa frase teria em mim. Em nós.
Pediste ao dono do restaurante que pusesse o “teu” cd e entusiasmado apresentaste-me o Martinho, o da vila, claro. No início apenas apreciei o ritmo samba. Sorrias dizendo que o melhor ainda estava para vir. E veio. Fiquei maravilhada com a “Valsinha”! E os nossos olhares dançaram, afagados um no outro. Acho que se fosse hoje, dir-te-ia talvez que era lamechas, mas naquele momento… era tudo o que sentíamos: “o mundo compreendeu/ e o dia amanheceu/ em paz…”
Terminado o jantar caminhámos à beira do rio profundamente inebriados com o aroma da maré vaza, ou seria como o hálito um do outro? Faz diferença? Recordo com exactidão que naquele espaço de tempo entre o restaurante e os carros (nota: odiei e odeio aquele restaurante mas para estar contigo, qualquer sítio serve se tu lá estiveres)fumaste precisamente três cigarros. Recordo que caminhávamos lado a lado colados um no outro como se os nossos casacos estivessem cosidos e bem rematados. Recordo de pensar que já não queria ir a mais sítio nenhum sem ti.
Enquanto nos ríamos de umas anedotas de ocasião, observei o teu perfil: percorri o teu nariz largo e ligeiramente arrebitado, os teus lábios carnudos com promessas de sabor a aventura, apreciei a tua silhueta elegante e o teu porte de homem que sabe o que quer.
Subitamente uma vaga electrizante percorreu o meu corpo de uma estremidade à outra, deixando-me um rubor no rosto e o coração que tentava fugir pela ponta dos dedos...
E foi assim que soube que ias ser tu. Porque tu eras ainda antes de te saber, a razão da minha espera. Essa vaga, realizei depois, chamava-se desejo.
Semeamos sonhos naquela noite, amor, que mais tarde colheste em botão pela vez primeira e em cada vez como primeira.

http://www.youtube.com/watch?v=Bg5nSELduD4
 
VALSINHA

EFEITOS COLATERAIS DO AMOR

 
EFEITOS COLATERAIS DO AMOR
 
EFEITOS COLATERAIS DO AMOR

Ahhh o amor...
Violentamente manso
Chega e ocupa todos os cantos
Difícil crer que amar fosse isso
A emoção absurda, faminta, escancarada...
E então vem a invasão de um desassossego bom

Amor...
Arrasando o óbvio, o costumeiro,
Amolecendo o juízo...
O amor vem em curvas, displicente até
Sim, o amor vem rodeando, peçonhento
Nada certo ou calculado, ou mesmo planejado.
E quando menos se espera: vem o bote!

Domina devagar, cresce qual erva adubada
Que nem trepadeira em arames
E vem, chega posseiro, cheio de bagagens,
Porque nunca é breve,
O amor ou fica e te enche o mundo de purpurina
Ou faz um estrago que anos não se repara.

Descompassando literalmente o coração,
Com seus arranhões, ou cócegas, te faz um bem enorme ou fere sem dó.
Mistura de conforto e tormenta ao mesmo tempo
Aquece com uma paz que inquieta a alma
Capaz de mudar o rumo, quem se é, até quem se foi...

Faz brotar pelos olhos o sentir delicado, a entrega de si
Quando chega no peito, instala-se um nó ou um laço...
Não sei...

No efeito inebriante,
Brinca com os pensamentos
E refaz as cenas da memória dezenas de vezes, construindo sonhos...
O amor te faz mais apurado, intensifica o observar,
Mas também te desconecta do mundo

O sábio age como tolo, e os tolos sempre amam...
E tudo fica mais poesia, sons, cores...
sabores, sorrisos, gestos, estações...
Prioriza tudo que se sente,
Revira do avesso e dobra os espaços...

Amor....
Que loucura!!!!!
Não há Darwin que teorize ou encontre o elo da sua evolução.
Inexplicável, indecifrável, indestrutível...
... coisa de Deus!

Talvez não seja nada disso...
 
EFEITOS COLATERAIS DO AMOR

Os nossos filhos são flores 🌺💕

 
Os nossos filhos são flores 🌺💕
 
Os filhos são as flores do mais belo jardim
São seres emprestados para os amarmos
Pois ser mãe é o maior ato de coragem
É não ter medo de os amar e de os deixar voar
Seres inocentes aventureiros do mundo
Os filhos são tudo, são a razão da nossa vida
Da nossa própria existência em alegria e felicidade
É amá-los mais, do que a nossa própria vida
A estas belas crianças inocentes que sorriem e brincam
Pequenos seres que são os nossos filhos.

Quando o amor é verdadeiro
"Pelos filhos" ╭✿
Um pai é Mãe, e uma mãe é Pai.

💕🌻🌺💕
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Os nossos filhos são flores 🌺💕

POETIZAR

 
POETIZAR
 
Desenho de F.Serra

Eu queria poetizar o teu corpo,
Florir- te de beijos e sentir a tua pele de seda perfumar os meus lábios.
O teu cabelo vestido de viúva de longos trajes veste o teu pescoço.
O brilho inconfundível do teu sorriso alvo e marfim, com que tu mo mostras e eu tanto quero e desejo!
As tuas mãos de neve, delicadas como o voo das aves, são os movimentos com que me tocas...
Eu hoje meu amor, queria florir- te de beijos.
Queria hoje ter- te num quadro meu, um quadro em que a cada pincelada te sentisse suspirar de prazer ao rasgar a tela de cor, cores de paixão, de desejo, os nossos desejos incontidos onde sofrendo gritamos por um beijo…
Queria ter-te hoje num quadro meu, feito de recortes do teu corpo e em meu corpo tingidos dessa cor que nos queima, como o vermelho do sangue que dá vida …
Queria tanto amor, ter te hoje num quadro meu!

F.Serra
 
POETIZAR

O meu quarto é como uma roseira🌹

 
O meu quarto é como uma roseira🌹
 
O meu quarto é como uma roseira
Carregada de flores belas e floridas
Uma renda de seda e sonhos coloridos

Pétalas aveludadas soltas ao vento amor
Sentimento florido de flores perfumadas de mim
E das roseiras nascem as rosas e eu nasço em ti

Não há rosas sem espinhos, nem espinhos sem dor
Mas o nosso quarto é um jardim de belas rosas
Que tantas vezes falam e entrelaçam em nós

Seda renda de amor num canteiro plantado na lua
De um beijo dado em poesia dos nossos desejos
Nas rosas de todas as cores exalando amores

O meu quarto é um jardim perfumado de rosas
Que sabem do meu amor por ti
Exalam o seu perfume num aroma feito poesia

Pétalas das flores que cobrem-nos de de amor

🌹🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
O meu quarto é como uma roseira🌹

Amo o teu corpo perfumado╭•⊰ 🌺

 
Amo o teu corpo perfumado╭•⊰ 🌺
 
Amar-te é descrever-te
Nos sonhos enlouquecidos
O teu corpo é como uma canoa
Em que me entrego à deriva
Os nossos corpos♥
São casulos de infinitas sedas
Sentir a tua pele
Ser a saudade do teu doce gemido
Roubar os teus beijos
Gritos sem dor ♥
Ser o teu céu
Sentir o bater do coração
Ver nos teus olhos a paixão
Soltas em mim o vulcão
Tenho sede♥
Dos rios do teu desejo
Mergulho no teu corpo
Delira como o mel da paixão
Dois corpos que fundem
Que se consomem sem fim
A melodia que se fez poesia
Amar-te é descrever-te♥
É iluminar-te nas noites frias

╰⊱♥⊱╮╭•⊰ 🌺
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Amo o teu corpo perfumado╭•⊰ 🌺

Construímos o nosso castelo🌹

 
Construímos o nosso castelo🌹
 
Construímos um castelo
A volta do nosso amor
Como uma muralha
Nas margens do rio
Para não deixar
O sofrimento entrar
Peste maldita
Lágrimas de sangue
Ciúme, inveja
Nada entra
No nosso castelo
Jardim perfumado
Cheio de flores
Belas e formosas, donzelas
Sozinhas e castas que sofrem
E desesperam a espera do amado
Este amor forte
Tão protegido
No nosso castelo encantado.

“Deixa-me ser o teu calor
Sonhar que os nossos corpos
Vibram de verdade”
🌺🦋👒🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Construímos o nosso castelo🌹

Sabeis do que são feitos os direitos? Sentis o seu cheiro?

 
“Sabeis do que são feitos os direitos, meus jovens?

Sentis o seu cheiro?

Os direitos são feitos de suor, de sangue, de carne humana apodrecida nos campos de batalha, queimada em fogueiras!

Quando abro a Constituição no artigo quinto, além dos signos, dos enunciados vertidos em linguagem jurídica, sinto cheiro de sangue velho!

Vejo cabeças rolando de guilhotinas, jovens mutilados, mulheres ardendo nas chamas das fogueiras!

Ouço o grito enlouquecido dos empalados.

Deparo-me com crianças famintas, enrijecidas por invernos rigorosos, falecidas às portas das fábricas com os estômagos vazios!

Sufoco nas chaminés dos campos de concentração expelindo cinzas humanas!

Vejo africanos convulsionando nos porões dos navios negreiros.

Ouço o gemido das mulheres indígenas violentadas.

Os direitos são feitos de fluido vital!

Para se fazer o direito mais elementar, a liberdade,
gastou-se séculos e milhares de vidas foram tragadas, foram moídas na máquina de se fazer direitos, a revolução!

Tu achavas que os direitos foram feitos pelos janotas que têm assento nos parlamentos e tribunais?

Enganas-te! O direito é feito com a carne do povo!

Quando se revoga um direito, desperdiça-se milhares de vidas …

Os governantes que usurpam direitos, como abutres, alimentam-se dos restos mortais de todos aqueles que morreram para se converterem em direitos!

Quando se concretiza um direito, meus jovens, eterniza-se essas milhares de vidas!

Quando concretizamos direitos, damos um sentido à tragédia humana e à nossa própria existência!

O direito e a arte são as únicas evidências de que a odisseia terrena teve algum significado!”

Não resisti a publicitar este texto da Juíza Federal Raquel Domingues do Amaral.
 
Sabeis do que são feitos os direitos? Sentis o seu cheiro?

Que seja uma noite amor💕

 
Que seja uma noite amor💕
 
Chega a noite
A brisa fresca gela-me a alma
Estou à tua espera ansiosa com muitas
Saudades fecha-se a porta do elevador
Oiço os teus passos, abres a porta
Os meus lábios estão à tua espera
Encostas a tua boca à minha
Puxas-me para ti com força
Abraças-me, fechos os olhos
Fico feliz de teres chegado
Jantamos com as crianças
Noite de encanto e sorris
Abres a porta do quarto o menino já dorme
Olhas-me nos olhos e dizes baixinho
"Quero-te, desejo-te"
A porta fecha-se devagarinho
Chega a noite quente e mata-se a saudade.

💕
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Que seja uma noite amor💕

Quero atravessar contigo todos os obstáculos ღ

 
Quero atravessar contigo todos os obstáculos ღ
 
Quero atravessar contigo todos os obstáculos
Deste mundo sem sentir o medo da morte
Viajar na fantasia entre os astros sem duvidar
No pudor dos que não pedem nada ou nada têm
Dentro da eternidade de cada instante em liberdade

Quero atravessar contigo o que vive obscuro no meu corpo
Amar com intensidade o que os olhos se fecham no sono
Sem vaidade, orgulho, luz das flores, alma resplandecente
Nudez em paixão que vai devorando o amor sentido
Corpos amando-se com a leveza de estrelar sentimento

Nesta vida só quero
Poder morrer nos teus braços

🌺💕👒ஜ

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Quero atravessar contigo todos os obstáculos ღ

Escravo de um Amor

 
Sou escravo de um amor
Que se entranhou na minha pele
Conquistou-me com o seu calor
Ser-lhe-ei sempre fiél

A sua raça e paixão
Arrebatou a minha lealdade
E como o amor por um irmão
Perpectua-se pela eternidade

Sport Lisboa e Benfica
A sua real designação
A àguia personifica
O espirito de uma inteira NNação

(poema registado na "Maison des Auteurs" bruxelas.

22/06/2009
 
Escravo de um Amor

As palavras que sempre te direi...

 
Livres no pensamento são todos os que puderem assimilar a verdade da única sílaba tónica que sem poder acentuar palavras, se desprende de um voo lento para cair nas correntes fortes de um rio. Na verdade, serão únicas, as várias tonificações das palavras que se encolhem e se preparam para novos voos mais profundos. Lá, estaremos nós para as acolher nas suas verdades, nos seus propósitos de serem fontes inesgotáveis, enquanto mantivermos esta força única de um ponto. Viver além da dor, é sentir no corpo esta força viva, pronta para desflorar num pensamento pontificado. Será ele que nos leva para um local desprotegido, se não mantivermos a ligação à chama que sempre se mantém acesa, para dela recebermos todos os ingredientes que necessitamos e deixarmos a vida passar, sem dela fazermos grande aparato. Ter presente na nossa mente, que há nós que se desatam e outros que se assemelham a formas continuadas e enroladas à nossa cintura, é sabermos igualar os gestos de um corpo.

Quero muito ser livre, quero muito encontrar-te nessa tua realidade, quero que tudo o que venha desse ponto minúsculo, se mantenha como rastilho na minha mente. Preciso dessa leveza solta nas minhas ideias, para que te possa sentir a viajar por todas as artérias que transportam as correntes sanguíneas do meu corpo. Sem isso nada poderei dizer-te porque não te sinto certeza na minha verdade, nem verdade na minha realidade. Vejo-te eu, sem saber de mim, sinto-me tu sem saber de ti, e não aguento esta dor perfilada no meu pensamento quando te penso solto(a) por aí. Gostava de poder deixar-te ir, mas não estou ainda preparada para essa verdade que já existe desde que nasci. Este medo, esta loucura presente, esta lucidez inconsequente, que me transforma anulando-me por completo, são o cárcere onde habito, se não souber encontrar o ponto fulcral onde tive início. Preciso saber-me na cor deste espaço fechado, encontrar-me com esta solidão e questioná-la sobre as nossas mais exactas verdades, num momento expandido nos nossos corpos, compostos por fragrâncias, fiéis depositárias de novos conhecimentos da vida, por detrás de vidas. Sei que há um deles que só eu poderei conhecer, se dele me aproximar no preciso momento em que souber deixá-lo ir.

Serei sempre aquela que te disse um dia de um amor presente, de uma dor constante, de uma vida que sem ser vida num instante, é aquela que escolhi para te dizer de mim. Viverás nesse encolher de ombros, ou nessa expansão dos gestos, sempre que quiseres lançar para a atmosfera, um sentimento que nada te diz, e eu feliz por assim ser, voo junto e fico sentada à tua espera, porque sei que um dia chegarás lá, nesse ponto minúsculo, mas gigante na leveza de um olhar feliz. Esse não terá cor, nem te trará o sol, nem a lua nem tão pouco as estrelas, mas tão só, a vida que escolhi para mim, quando te disser:

AMOR – a única palavra que me faz viver em liberdade, em busca da harmonia de um corpo que se abrirá sempre, e fará de todas as estações, a Primavera dos Tempos. A única palavra que transformará as minhas ideias, num sentimento capaz de te dizer que te AMO, quando conseguir fazer-te a saudação de dentro da minha solidão e te disser que a chama que me alimenta, vem de ti, porque nela fiz nascer esta paixão que sempre me acompanha, tonificando todos os pontos que já começam a formar novos traços, na composição aquosa do meu corpo.

MEDO – a única palavra que me faz querer, sem saber o quê, por não poder ter o que não me pertence. Sentir que este sentimento que me alimenta, é composto por partículas desagregadas de um todo que nos uniu, mas que, também elas, por se terem perdido, criam este efeito paralisador, alternado com o pensamento. Não te quero(a) perdido(a) por aí, porque para me sentir bem, terei que saber de ti. Fica então neste patamar onde guardo todos os meus segredos, mas não sejas segredo para mim, porque não quero perder-me quando pensar em te procurar.
 
As palavras que sempre te direi...

NO SILÊNCIO A POESIA GERMINA

 
NO SILÊNCIO A POESIA GERMINA
 
Esta manhã andei folheando os livros da vida
Suas folhas tinham-se tornado em matizes coloridas
Com palavras que escolhi, cartas do verão passado.

Olhei os poemas com letras desbotadas
Removi pecados passados em um texto amarelecido
Encontrei uma página em branco

Plantei os bulbos das palavras que me veio em mente
Plantei algumas consoantes
Caprichei um pouco mais em um quadro de vogais

Estou rodeada de fileiras de canteiros
Os acentos com um ar aromatizado
Semeado para fazer um pequeno recanto de lendas

Mais tarde preparou a praça de pontuação
Uma fila de vírgulas, um pouco de exclamações.
Uma saraivada de vários pontos e perguntas

Eu coloquei o efeito estufa na feira das Maiúsculas
Cobri parênteses com minúsculas
E cercado por caracteres, um tule especial.

Enxuguei a papelada com estilo
Armazenado em um frasco de vidro frágil inspiração
Fechou o livro na página e tornou-se febril

No jardim das palavras, a disposição chegou
Eu comecei plantando guardas not books
No silêncio, os poemas podem germinar.

Rosangela Colares
 
NO SILÊNCIO A POESIA GERMINA

Ela caminhava tacteando no silêncio da noite

 
Ela caminhava tacteando no silêncio da noite
 
Foi numa tarde de sábado que te vi partir, o céu chorava bastante, os pássaros não tinham sossego, aventava muito, as árvores dançavam tango com o vento, as aves não tinham onde pousar, ondulavam nas nuvens carregadas de lágrimas, que embaciavam olhos da lua. E tu decidida a partir, encobriste com a escuridão da noite que parecia provir das copas frondosas das árvores. Caminhavas tacteando no silêncio que metia medo aos deuses das trevas.
Ao longe, o uivar dum coiote quebrou a monotonia do tempo, ecoando entre gargantas das montanhas que pareciam arranha-céus duma cidade adormecida. Apesar desta panorâmica assustadora, tu não assustaste, tinhas sempre o olhar em frente e era para frente que te conduziam teus pés de menina determinada à desafiar o impossível, de longe te seguia, apreciando tua ousadia, que a nenhuma alma vivente recomendaria.
O dia se anunciava no horizonte colorido, quando te vi agachar e apanhar uma rosa arrancada pelo vento da noite anterior, soltei um assobio, ergueste a cabeça e me chamuscaste com teu lindo olhar, o céu sucumbiu, meu coração parou, te dirigi um olá tímido, e tu retribuíste com o mais belo sorriso do mundo das beldades. Quis correr e aninhar-me nos teus braços, mas meus pés não obedeciam, pareciam plantados ao chão molhado e escorregadio, e tu, bamboleando tuas perfeitas ancas, vieste depositar beijo nos meus lábios trémulos, fechei os olhos e quando os abri, desfaleci nos teus braços, e tu, minha doutora, minha curadora do amor, olhaste para o céu, humedeceste lábios e me beijaste a alma, do mundo dos mortos por amor ressuscitei e abraçados, regressamos ao nosso kimbo, às nossas machambas e aos jardins do nosso namoro.

Adelino Gomes-nhaca
 
Ela caminhava tacteando no silêncio da noite