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Poemas, frases e mensagens de Pari-passu

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Pari-passu

A alma congrega todas as partes quando o amor é a matéria

 
 
De alvedrios o íntimo está preenchido…do umbigo ao cabelo mais fino ...

Ma diz-me …quem és hoje?

Serás a alma impedida de voar para lá das próprias grades da carne?
Ou serás o corpo, querendo esculpir o vento e poisar naquela pele …escoriando a lisura da alma... desfigurando a pureza de cada lágrima?

Quero pensar que és o que sempre foste …

Uma menina carregando um coração do tamanho dos sonhos
Com asas nos olhos e raízes nos pés
Que acima de tudo… quer amar …

Força …a esperança é voraz basta perceber por que razão as lágrimas brilham perante o sorriso das estrelas …
Sabendo que todos os que partem se tornam astros com luz... afeiçoados aos olhos que amam
...

Nunca estarás só …
 
A alma congrega todas as partes quando o amor é a matéria

Abrigo do teu íntimo

 
 
Vem …
O sossego do cais
Te convida
A regressar …

Encontrarás
O coração aberto
Para descansares
Os remos

Encontrarás
Meus olhos
[ Tombados ]
Procurando na tua pele
Cicatrizes
Para sarar
Com o sal


Vem…
Aqui …
Onde o peito desagua a vontade de te amar
É o lugar para te encontrares
 
Abrigo do teu íntimo

.............................................

 
Uma imensurável
Triste tristeza
Ver
Os montes de negro
No funeral das árvores
 
.............................................

Semente sem tempo de chegar a ser fruto de árvore

 
Semente sem tempo de chegar a ser fruto de árvore
 
 
Esfumaça-se a esperança
De me trancar dentro de um coração

São muitas as vezes
Que me aproximo do portão dos seus seios
E o que vejo
São medos e desilusão …

Noto no seu peito
A dor
Amadurecendo lentamente
Ficando as sementes
De um novo amor
Impedidas
De chegarem
A ser gente … a ser fruto de árvore
 
Semente sem tempo de chegar a ser fruto de árvore

O asfalto será azul na liberdade dos teus punhos

 
 
Acelera as estrelas
Quando a tristeza
Anoitecer
A lembrança tua …na nudez do olhar
Quero-te lembrar
Como sorrias
No olhar de toda gente
Mesmo quando a noite
Cerrava os dentes do firmamento
E afastava o luar …

Sabes que a vida me deu um anjo
Que me lembra a tua presença
Por vezes até o rosto
Ganha veredas de mar
Ao comparar
Os vossos traços
Vossos passos ...
 
O asfalto será azul na liberdade dos teus punhos

...o que ficou foi o ar e o mar

 
...o que ficou foi o ar e o mar
 
 
Armar
Silêncios
E lança-los
Ao vento
Não é um passatempo
Mas sim um contratempo
Desta nossa história
Inavegável
Para lá das nossas orelhas
Presas á memória
Das conversas
Acesas
De amor


Queria antes
Armar
Um arco-íris
No teu olhar
Mas nunca vi
O arco-íris
A nascer
No mar
Onde
A tristeza
Escorre

Ficamos assim
Armados
Sabendo que um dia
Nos amámos
Desarmados
 
...o que ficou foi o ar e o mar

Exalta a alma desabrigando o sentimento …escondido

 
 
O Íntimo
Um Esconderijo
Perfeito
De um sonho
Que ziguezagueia
Feito raiz
No peito
Carente de beijos
Ardente de desejo

E não adianta o rasteiro olhar
Para disfarçar um sentimento profundo

Não basta silenciar a vontade
Convencendo a razão
Se toda a alma
Se embriaga no coração
 
Exalta a alma desabrigando o sentimento …escondido

Coração …Abrigo perdido num lugar esquecido

 
 
O que é verdadeiro …é o negro fresco e não as estrelas em festejos …

O que é real …é a vontade de amar-te e a impossibilidade de chegar aos teus lábios …são e salvo …

Até o silêncio …antes de ser mudo ….Te disse “amo-te” quando curvava a medula do teu riço

Mas todos sabemos
Que mais tarde ou mais tarde
O tempo asfaltado
Gastará as lembranças descalças
E apenas ficará
A esperança
De um amor em escamas
Depois das distâncias
Se tornar distantes
E o coração deixar
De olhar
Teus horizontes
E a luz
Deixar de luzir
Suas pálpebras
Encarnadas
 
Coração …Abrigo perdido num lugar esquecido

Abre os braços que vamos demorar…

 
 
Somos aves lançadas num abraço
Espaços encurtados pela ternura
Asas de anjo
Tentando reencontrar pedaços

Estrelas com raios
Fraguando o calor da luz

Agasalhos de afagos
Nos ombros
[Dependurados]
Desagradando a cruz

Somos tudo isto e muito mais …num simples abraço …
 
Abre os braços que vamos demorar…

…ao céu

 
…ao céu
 
 
Recusam olhar em frente
Adormecem espreitando atrás dos ombros
Acordam lacrimejando os sonhos

Olhos …
Teus lindos Olhos
Lembram-me
A quente espuma do café
Recordam
Os rodapés de uma seara amadurada
Esperando ser ceifada
Pela doçura de uma chegada

Olhos

Olhos velhos longe dos teus

Olhos cegos acima dos nossos beijos

Olhos marrecos olhando metade do coração

Olhos presos
Olhos…
Olho
Olh
Ol
O
,
 
…ao céu

Esperança…nesse olhar desaferrolhado

 
 
Naquele coração
Não há espaço
Para outro amor
Se não o teu

Revela-lhe
Antes
O silêncio
Que os teus sonhos forram
No apressado tempo

Mostra-lhe
Antes
Os sentimentos
Que calas nos teus olhos
E despejas
Nas anónimas letras

Mostra-lhe o quanto o amas e o desejas …

Não fujas da tua própria luz

Não é o escuro que anseias
Mas sim o choque em cadeia
Dos vossos lábios
Dos braços ralhados com persistência
Do peito retalhado
Do íntimo desunido
Do cuidado que se tem
Com a caricia perdida em vossas mãos ...
...de um coração que espera ser colado

Tu és tudo para quem te espera

Não te deixes levar pela ondulação das horas

Ainda há uma história por escrever… a quatro mãos …
 
Esperança…nesse olhar desaferrolhado

É altura de amar independente da maré baixa

 
 
Menina do norte
De porte belo
Não deixes o amor
A céu aberto
Protege-o
Como se fosse um menino
Com frio e fome...

Não é altura de baixar os braços
Mas sim de aconchegar
Ao peito
Seus ombros

Deixar o dorso
Segurando
Seu queixo

É o momento
De enfrentar
A saudade
Desdobrando o novelo
Do estomago
Com um longo
E apertado beijo de peito

Chega de sentimentos presos …enrolados… estreitados…

O sentimento é para levar na ponta dos dedos

Semeá-lo com um sorriso

Multiplicá-lo com os lábios
E libertá-lo
No meio de um gesto profundo
No pouco espaço que sobra
De um abraço
 
É altura de amar independente da maré baixa

Sabes regressar?

 
Sabes regressar?
 
 
Não podemos desistir de colorir
Os olhos
Depois do verde
[Já acinzentado]
Ter chorado
Seus traços

Há que enfrentar os horizontes
Como ave
E emigrar
Entre vagas militares
E ventos escamosos
Para o Soslaio
Tão desejado

Se for necessário
Eu acomodarei o coração
Alvorando dos teus olhos
Nos rescaldos dos nossos fados

Mas no fundo
O que desejo é o contrário

Assim espero e desespero
Que ave que amo
Regresse
Para os meus braços
 
Sabes regressar?

Assim parti ….

 
 
Encontrei-te
Perdida no tempo
Com o corpo aceso
E o âmago
Alpardecendo
Com medo …

Mostrei-te como eras bela
Desde o forro da pele
Até á aguarela dos teus olhos

Amei-te como anjos amam os céus
Sem beliscar os sonhos
Sem apagar as estrelas

Escutei-te
Contemplando cada palavra
Cirandada
No filão
Do teu coração

Admirei-te
Mais que tudo
Neste mundo

Fiz da tua alma
Minha casa
E cai
Rasgando as asas que me destes
Num mar em contramão

Assim parti ….
 
Assim parti ….

O desassossego do apego

 
O desassossego do apego
 
 
Apego inquieto
De te olhar
E não ver o reflexo
Meu
Nos teus olhos
Cheios
De afeto
 
O desassossego do apego

Lugar parecido …

 
Lugar parecido …
 
 
Enfim encontrei aqui …um canto
Onde posso escrever
Sobre a nudez dos lábios
Posar a alma
Sem ninguém levar à letra
O sentimento que emano


Como fazia num antigo sótão
Abrigado por um telhado
Com duas telhas de vidro
Por onde o céu espreitava
As lágrimas
Que desciam com as palavras
No rosto

Como no passado
Aqui
Ninguém vai encontrar-me chorando
E se alguém me encontrar chorando
Não vai saber como me chamo

Assim posso gritar-vos
Poetas de longe
Que a solidão tem cor de pele
Não sabe a mel
Apenas a fome
Que morde
Com o silêncio


Gritar-vos
Que amo uma ave
Que antes de partir
Deixou suas asas
Nos meus braços

Assa essas
Que não sei usar
Para voar
Utilizo-as
Para abrigar a saudade
De um choro cobarde
 
Lugar parecido …

O tempo envelhece … mas a esperança de um amor rejuvenesce

 
O tempo envelhece …  mas a esperança de um amor rejuvenesce
 
Quando bebi do teu coração
Percebi que já não valia a pena
Alienar o preto aos dedos
Na tentativa de convidar as estrelas
A escrever no corpo
Uma noite mais acesa
Pois
Eras o Big Ban ao som das teclas
Fechando as brechas da dor
Irradiando o amor

....
Esperava te em cada dobra de água …neste lugar
Para te amar … como os antigos poetas
Redigindo a alma
Com a tinta
Sangrando no caule
Das flores
Impolidas de mágoa
 
O tempo envelhece …  mas a esperança de um amor rejuvenesce

Amo-te intemporalmente

 
Amo-te intemporalmente
 
Entardece-mos… cedo demais
Na lonjura dos braços
Caídos de tanto esperar
Os teus
Os meus
Os nossos
Esgotados de embalar a inercia da Espera
Na saudade … na pletora dos afectos escassos
Atraiçoando o sonho
O teu
O meu
O nosso …

E diz-me: de que valeria meu peito outonal em teu ramos se desconhecemos de todo a primavera em amor(flor)?

Acredito ainda hoje que o nosso amor é raiz do íntimo para o infinito …
 
Amo-te intemporalmente

Anoitece a tristeza e liberta uma estrela que me aqueça

 
Anoitece a tristeza e liberta uma estrela que me aqueça
 
 
Ser vidreiro de um peito
De coração desfeito
É um pesadelo
Uma tormenta
Uma tragédia grega
Que não tem a beleza do fim

Mas ainda há a Esperança
Ainda criança
Acreditando
Na possibilidade
De Colar
Cada lasca
Que falta
Reconstruindo o abrigo
De um amor
Lacerado
Pela alma

Mas a tarde tarda e a lua amanhece no azul incomum
Embaciado pelas lágrimas …e pela tua falta
Tão comum
 
Anoitece a tristeza e liberta uma estrela que me aqueça

Fugir … por te amar

 
Fugir … por te amar
 
 
O cofre do peito
É fácil de fechar
Difícil de (re)abrir
Impossível de arrombar

Até sou um bom ladrão
Mesmo assim …
É impossível
Entrar no teu coração

O que me resta
É fugir
Correr
Suar

Encontrar
A saudade dispersa
Em cada paisagem
E gritar
Teu nome
 
Fugir … por te amar