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Poemas, frases e mensagens de Thathá

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Thathá

O pôr-da-vida

 
Da janela se podia ver o sol
Colorindo em tons de agonia
O azul outrora límpido...
Definhando perante à existência
Fechando os olhos à podridão
Ao selar tal ingênuo pacto
Abre as portas para o mal
Antes escondido nas sombras
Percorre livre pelos caminhos
Desejando sangue, desejando carne
A fazer da vida somente luxúria
Pouco lhes importa salvação
Todo o vinho e bebida presentes
São mais atrativos e compensadores
Em trevas mergulho novamente
Privando-me da imagem da inocência
Assumindo minha face e papel
Ante os seres da noite em penumbra
Eis que avisto-te
Minha vítima esta noite
Uma alma solitária, confusa
Buscando algo que não pode dominar
Delicio-me com o modo como te provoco
E como me desejas com o olhar
Enquanto alimento teu ego
Deixando-o cada vez mais vulnerável!
A força que provém de sua confiança
É como um amigo traiçoeiro e ardiloso
Esperando o primeiro descuido!
Segue-me com os olhos, depois o corpo
Tarde demais! Já fazes parte
Da minha perigosa brincadeira
Enquanto pensas me dominar
Apenas satisfaz meus caprichos
Mais que em corpo, se envolves em alma
Mas, sou insaciável e não és suficiente
Abandono-o ao nada, sem remorsos
Destruo sonhos e certezas,
Enquanto durmo placidamente
Vencido pelo próprio orgulho
Ao menos a dignidade recupere!
E não rasteje por mim
Tal atitude me enoja
Siga teu rumo, não és o primeiro
Dos corações que destruo
Que perdido entre nuvens se pôs
Em algum momento que não mais recordo!
_________________
frozen kisses

Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
O pôr-da-vida

Rosas Negras

 
Maldita seja a mão que bate, depois afaga!
Bate revelando toda sua raiva
Acaricia demonstrando falsa caridade!
Hipocrisia gentilmente revelada
Mas, eu posso ver quem você realmente é
Tua máscara não lhe pode esconder de mim
Ridicularizas minhas atitudes
Torna-te ainda mais mesquinha
Como podes existir assim
Talvez algum dia percebas
Não vais conseguir o que pensas
Não vai afastar-me de mim mesma
Posso ser muito mais, serei mais!
Não lhe preciso enfrentar
Tens tua própria verdade
Ela apenas contrapõe a minha
Eu queria apenas não sentir por você
Uma alma solitária, uma alma vazia
Thamires Nayara.copyright © 2006 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Rosas Negras

Fantasia de moça-menina

 
Quimera, um sonho bom e profundo.
Entre fadas e outros ternos seres
Minha infância, cheia de prazeres,
Um universo novo, meu mundo.

Espera à tardinha me conhecer
De minh'alma fica a lembrança.
Ilusão, voltar a ter esperança.
Algo só meu, estou a enaltecer.

Pequenos seres, da palma da mão,
Deitam em teu colo a me afagar.
Ouço profundo o apelo do coração,

Insistindo pra que eu volte a crer!
Dos fantásticos sonhos vou lembrar.
Para nesta vida então sobreviver!
Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Fantasia de moça-menina

Faces

 
Sou aquela que no mundo anda perdida
E mesmo sem lágrimas insiste em chorar
Aquela que não morreu e jaz sem vida
A última chance do coração querer amar

Talvez apenas um delírio, um insípido sonho
De algo que deveria ter sido ou devesse ser
Vida de martírio, meu universo medonho
Luz e escuridão, misturam-se a me entorpecer

Um último pedido à mais sublime Deusa
Que me leve daqui e me conceda o doce luar
É difícil sobreviver neste mundo de incerteza

Não sei se mais uma vez lhe poderei perdoar
A face má se mostra, cansei de ser boazinha
No fim, nenhuma diferença, termino sozinha...
_________________
frozen kisses

Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Faces

Que venha a escuridão

 
Sinto-me tão estranhamente bem,
Posso ouvir as batidas do meu coração,
Posso ouvir minha respiração.
Ouço também os barulhos da noite,
Barulhos que me aterrorizavam na infância,
Agora me acolhem e deixo-me possuir ...
Como se em transe
Abro meus olhos e vejo o bailar das sombras,
O ar gélido da noite sopra com força
Como se gritasse desesperadamente
Por alguém que já não pode ouví-lo.
Sinto-o percorrer meu rosto
E também todo o meu corpo...
Estremeço
Mas não estou com medo
Nunca senti isto antes.
Ao meu redor fúnebres paisagens
E eu sinto como se pudesse voar ...
Num estado perpétuo de paz,
Em um lugar de sombras.
Meu coração está calmo, como raras vezes,
Penso poder dominar o mundo!
Quantos momentos como estes perdemos,
Apenas por não nos permitirmos?
Para quê tantas luzes?
Elas ofuscam! Elas revelam demais!
Para mim, basta!
Meu coração clama:
Que venha a escuridão!
E me domine por completo!

Thamires Nayara.copyright © 2006 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Que venha a escuridão

À espera de um olhar

 
Falta a magia, falta o olhar
O desejo puro ainda não tocado
Falta contemplar!
O simples gaguejo
A determinação de lutar
Lutar pelo que se quer ter
Trazer de volta pra vida
A beleza do acaso
A satisfação de sentir-se única!
Apenas um desejo para a noite
Ao leres, não te lembres do poeta
Compositores choram mesmo sem lágrimas!
E mesmo toda a imensidão do oceano
Não é o suficiente a proteger-se
Oceano de mistérios e sonhos
Vale destilado em lágrimas
Sentimento talhado pela imprudência
Amor em relacionamento pervertido
Sem magia, sem a devida reverência
Ó cavalheiro branco
De espada em punho e valente coração
Conheço-o muito bem
De todas as histórias da minha infância
Onde eu me enfeitava a lhe esperar
E ainda o faço
Por favor, não tarde
A cada dia que se passa
Passa também um pouco de mim
De minha esperança
De meu sonho de felicidade
Não temo mudanças
Temo acomodar-me
E ao te ver chegar, prefirir não ir
Um estrondoso apelo
Algo que nem sei se mereço
Quero de novo, motivos para sorrir
Poder entregar minha alma
A alguém que lhe saberá cuidar
Alguém que me dê proteção
Com um mero abraço!
E que me faça rir
Enquanto vejo tudo desmoronar
Tola humanidade
Incapaz de gerar belas histórias
Estão elas apenas em papéis.
Ó meu doce bem querer
Responda-me com a sinceridade
De quem não se importa:
Você existe?
Thamires Nayara.copyright © 2006 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
À espera de um olhar

Reflexos

 
Não temas uma alma que se esvai em maldição.
Encerrada num túmulo e ainda com vida,
A observar as belas flores sujas da podridão.
Inerte ao mundo com uma alma entorpecida!

Condenada a percorrer as ruas da perdição,
Capaz de conter os mais vis sentimentos,
Encobertos pelo negro véu da mansidão.
Incapaz de aliviar as marcas deste tempo...

Um último apelo à vida, sumária incoerência,
Somente um insulto a própria inteligência.
Desfrutou o prazer, agora a penitência!

Clama-se pela alma, a nítida sobrevivência,
Dispunha de bela vida e muito carinho terno.
Agora meu carrasco conduz-me ao inferno!

Thamires Nayara.copyright © 2006 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Reflexos

O doce sabor da incompetência

 
Oculta sob o véu da escuridão
Para sempre perdida num mundo de lembranças
Causando lentamente meu próprio fim.
Afogando sonhos ou esperanças de felicidade
Construindo em torno de mim
O mais alto e intransponível
Perfeita fortaleza.
A proteger-me viver. De sofrer e ser feliz
Erguido arduamente por meu mais sublime inimigo
Eu mesma!
Medo de sofrer, Ver de novo, tudo
Profundamente vejo-me destruir.
A juventude de meus anos tornarem-se
Pesarosa como meu coração
Sei-o tudo, e, nada consigo mudar
Desesperadamente tentando ser diferente
Tornando-me cada vez mais igual.
Segure-me enquanto eu caio.
Alguém pode ouvir meu apelo secreto?
Por fora perfeita e realizada
Pode-se até ser de invejas, o motivo
"Não vêem como sou feliz?"
Genuína e original cópia!
Por dentro. Estou gritando, sangrando, morrendo.
Horrenda criatura que não conhecem
Sobreviver à própria vida
Entregando-me cada vez mais
A tudo onde jamais vi importância
Deixando sempre sentimentos ou coração de lado.
"Não isso não é importante!
Preciso vencer na vida primeiro..."
Vencer? Infeliz termo...
Alguém pode me trazer de volta à vida?
Deito-me para dormir,
Anseio jamais acordar!
Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
O doce sabor da incompetência

Amigas de alma

 
Amizade pura, protege-me, em outrora
Tomar toda a minha dor, tu quiseste
Compreendo o imenso carinho que deste
O represento nos versos, escrevo agora

Em toda minha vida se fez companhia
Como se, em mim, lê meus pensamentos
Demonstras o mais bonito sentimento
Mesmo triste, para me acalmar, sorria

Agora à minha companheira de jornada
Quero prestar singular homenagem
Que faltem as palavras, o digo no nada

Você, meu quadro de límpida imagem
Nas atribulações tua doçura me acalma
Mais que irmãs, somos amigas de alma!
Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Amigas de alma

Difícil respirar

 
Obscurecendo um destino
Uma vida inteira de promessas
Ao que fora apenas um menino
Antes que o tempo se acabe, impeças

Apenas mais um entre nós
Aquele a quem chamam 'anjo'
Fugaz e como um raio, atroz
Enquanto esquiva-se do desarranjo.

Apenas um desejo, ou, esperança
Saber que feliz e bem você ficará
Congratulada à graça d'uma criança

Vida confusa, todo dia a nos matar
Desencaminhadas, à escuridão
Sempre puro, sobreviverá teu coração
_____________________________________
in memorian

Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Difícil respirar

Fantasia de moça-menina

 
Fantasia de moça-menina

Quimera, um sonho bom e profundo.
Entre fadas e outros ternos seres
Minha infância, cheia de prazeres,
Um universo novo, meu mundo.

Espera à tardinha me conhecer
De minh'alma fica a lembrança.
Ilusão, voltar a ter esperança.
Algo só meu, estou a enaltecer.

Pequenos seres, da palma da mão,
Deitam em teu colo a me afagar.
Ouço profundo o apelo do coração,

Insistindo pra que eu volte a crer!
Dos fantásticos sonhos vou lembrar.
Para nesta vida poder sobreviver!
 
Fantasia de moça-menina

A eternidade de um instante

 
Um instante bom que gostaríamos de eternizar,
Como aquele dia especial com a pessoa de nosso afeto
Sublime, incrivelmente mágico,, dotado de tantos sentimentos.
Em teus verdes olhos me perco, esqueço de mim, do mundo.
Poderia passar o resto da vida fitando-os.
Contemplando seu esplendor a cada amanhecer.
Onde não é preciso dizer nada, apenas olhar... e sentir.
Guardar na lembrança,
Para que este momento nunca abandone minha memória.
Pois não posso tê-lo, e isto não dura mais de um instante.
Quisera eu transpor estas barreiras para chegar até você.
Mesmo que apenas para vê-lo deitado, como em um túmulo,
E contemplar-lhe uma última vez.
Se conseguisse dar um fim a este instante
Talvez aquietasse meu coração,
Que clama de amor e saudades de você...
E somente de você...

Thamires Nayara.copyright © 2006 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
A eternidade de um instante

Ouça quando sinto saudades

 
Mergulhes dentro de meu interior
Tente ouvir os apelos de minha alma.
Sinta em você meu coração,
Veja além de meus atos...
Seja a esperança
De minha triste realidade.
Veja quem eu sou de verdade!
Eu sou diferente!
Choro por um mundo
Que insisto em não sonhar
Derramo também as lágrimas
Que digo não mais ter!
Quero-te cada vez que digo não te amar.
Morro cada vez que tento viver.
Minha boca diz que não quer
Mas meu coração bate acelerado...
A cada dia que eu vivo
A cada dia que eu morro
Eu morro e renasço por você
Esperando que entendas quando me calo.
Querendo que sintas
O que eu sinto sem o dizer!
Amando-te em segredo e tormento
Da dúvida que me fere...
Desejando renascer
Desejando você!

Veja quando choro, trancada em meu quarto!
Sinta todo o sentimento que tento esconder...
Respire o ar que me falta.
Ouça quando sinto saudades...
Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Ouça quando sinto saudades

Quietude

 
Oh doce dama da noite
Que se oculta sob a escuridão.
Quem já teve a graça de lhe contemplar,
Já não está mais aqui.
Toca com suas mãos o meu ser,
Leva-me para a quietude.
Deixa-me descansar,
Num lugar que aquiete meu espírito.
Negra dama da noite!
Senhora das Trevas!
Desejo ir contigo.
Ah! Até posso sentir as lágrimas
Que não cairão por mim,
Percebo que já fui esquecida.
Estou sozinha e desejo apenas
Encontrar-me contigo,
Gentil senhora
Por tua mão desejo abster-me
De todo este sofrimento
Abdico da luz por preferir
Uma mansa e densa escuridão.
Necessito de ti Dama das Trevas
Vem para mim...
Thamires Nayara.copyright © 2006 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Quietude

Minha confissão a você

 
Queria tanto te dizer que eu adoro seu jeito de rir
Se eu pudesse lutaria contra todos os seus temores
Apenas para lhe conceder uma existência suportável
Se me desse a chance, eu te protegeria,
Até de você mesmo se fosse preciso
Gostaria de possuir a resposta
Para todas as suas dúvidas
Para que nada mais lhe afligisse
Eu o sinto...
Ao fechar meus olhos posso vê-lo
A distância jamais te apagou de mim
Vejo você entre as sombras
E percebo o quanto necessitas de mim
Deixe-me guiá-lo
Não se deixe destruir
Você não sabe
Mas eu também preciso de você
Só você traz luz a minha vida sombria
Querido, esqueça o passado.
E, por favor, não pense no futuro.
Eu posso ser tudo aquilo que você precisa
Apenas me diga!

Thamires Nayara.copyright © 2006 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Minha confissão a você

Stacarca

 
Suave imensidão antes da aurora
Raios de luz que me fazem lembrar você
Seu jeito tímido e carinhoso nos cativa
Seu sorriso espontâneo nos enche de felicidade
Para onde vai nosso coração?
Injustamente roubado pela realidade
Com a graça de um homem
E a espontaneidade de uma criança...
Em você descobri o amigo fiel
O eterno poeta apaixonado
Tão talentoso quanto a dor que guarda no peito
A sublime coragem de mesmo ferido,
Erguer os olhos e seguir adiante
Continuando a acreditar na vida
Ah! Não gosto de olhar para estes olhos,
E ver neles um pouco de dor!
Tanto para viver,
tanto para morrer...
Atrás de teus sombrios e tristes versos
Está a pessoa de coração inacreditavelmente puro
Algo impossível no mundo atual
Um anjo vivendo entre os pobres mortais!
Uma aura límpida e tão linda...
Uma alma que carrega tristezas do passado.
Um coração que, ainda corajoso, pulsa
Uma nobre procura pela felicidade.
Capaz de acalmar e aquietar almas
Aflitas e agitadas como a minha.
Tens o dom de acreditar em mim,
Quando até eu mesma duvido...
Meu pequeno anjo, meu menino-homem
Com a intensidade destes versos,
Que jamais poderão descrever a beleza
De seres quem és.
Dedico-lhe este pequeno pedacinho...
Espero em tua vida ver o sol nascer,
A felicidade chegando sem hora de partir!!!
Thamires Nayara.copyright © 2006 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)

Uma pequena homenagem a meu qrido amigo Binho, estas palavras são pouco pra expressar o q qro dizer... mas tentei heheh... adoro-te muito... sinceramente do fundo do coração!
bjs meu querido
 
Stacarca

Momentos

 
Ao entardecer da mais perfeita tarde de primavera
Deitar-me-ei em teu colo
A contemplar o pôr-do-sol
Revelando-te os mais profundos desejos do meu coração
Acompanharei o nascer das estrelas
Para cada nova estrela no horizonte
Tenho um pedido e um agradecimento
Sinto teu colo, sempre macio e aconchegante
Teus braços mais uma vez me envolvem
Me enlouquecem
Percorrem todo meu corpo
Lugares nunca antes vasculhados
Num misto de prazer e loucura
Simplemente êxtase
Te ofereço o lugar mais importante na minha vida
Apenas quero estar contigo agora
Neste momento o futuro não importa!
E o passado, tão pouco...
Apenas quero me perder em teus braços
Beija-me mais uma vez
Com o mesmo desejo de antes
Ao fim de tudo seremos um só!
Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Momentos

Escolhas

 
Luar castanho na terra média
Encontro toda a plenitude da noite
E unindo-se ao meu ser nos fundimos.
Entre as nuvens que querem brincar
De ofuscar minha visão
Eu contemplo a Plêiade*,
Símbolo da perfeição
E, para mim, imortalidade
Ouço um sussurro que começa a enegrecer
O mundo diante dos meus olhos
Escuto o seu chamado
Oh! Como quero ser tua!
Ao ouvir minhas palavras
Este mesmo ser crava em meu pescoço
Seus afiados dentes
Sinto-me flutuar
E como uma criança que ganha um novo brinquedo
Trago em meu peito a mesma empolgação
Concederam-me o supremo dom da imortalidade
Quase chego a me comparar com os anjos...
Mas neste momento
Minhas forças, aos poucos,
Vão abandonando meu corpo
E meus olhos querem se fechar para o mundo
Reúno minhas forças para suplicar
'Te dei minha vida, te dei meu corpo
Te dei minha alma e você me traiu!'
Antes de perecer sinto-o tocar em minha face
Aos poucos ele encosta teus lábios nos meus
Como se estivesse arrependido
Deixa escapar uma única lágrima.
Ainda em seu colo utilizo minhas últimas forças
E lhe digo:
'O q está feito, está feito... Não tem mais volta!'

Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Escolhas

O perto, tão longe

 
Eu sei o que quero, espere um minuto
Olhe para mime note, eu quero mais!
Bem sei que temos destinos desiguais
Assim, sei que do pecado somos fruto.

Ainda que não lhe baste minha existência,
Lhe mostro o mundo que tenho a oferecer.
Resta-me saber, em mim jaz tua essência.
Sem me importar se isto fará-me perecer...

Deitada em ti, os últimos vestígios de sol
Obsoleto deita-se, para podermos repousar
Aquietar o espírito, que só pensa teu prol

Sabendo que sem você, logo sucumbirei
Diante de mim, onde também puderas estar.
Em devaneio das lágrimas que te derramei!

Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
O perto, tão longe

Claustrofobia

 
Encerrada num corpo, distante da vida
Podendo tudo observar, só observar
Meu destino já não me pertence
Por mais que eu o queira
Lucidez e vitalidade presos em inércia
Maldigo a vida que não se extingue
Quero uma taça de liberdade
Mas só me trazem mais vinho
Tão vermelho quanto o sangue corrente
Chego a delirar
Embriago-me
Buscando no sagrado líquido
A liberdade profana
Tento desatar as amarras
Que me prendem à realidade
Desesperadamente almejo mergulhar
Em outro plano, onde me conheço
Tudo em vão...
Mais vinho, mais em meu sangue
Já não posso manter-me em pé
Custo a acreditar que ainda estou lúcida
Este vinho que tanto afeta meu corpo
Não pôde roubar minha consiência
Num súbito, atiro a taça contra a parede
Me percebo ainda mais solitária
Indefesa, sem nem a mim mesma
O forte cheiro do vinho que ficou na sala
Mistura-se entorpecente ao meu perfume
Parece um belo convite às outras almas
Que, como eu, vagam solitárias
Não posso mais fugir, nem mais o quero
Lentamente me aproximo dos cacos do cristal
Estes se parecem com vestígios de mim
A tentação torna-se insuportável
Fixamente, me acariciando e me rasgando
Aos poucos, me libertando de mim!
Suspirando de prazer ao ver o sangue jorrar
Por fim um corpo inerte e ensanguentado
Uma expressão de paz na face
De todos os lados flui energia...
Espectros bailam freneticamente ao redor deste
Inebriados estão, com o odor de meu sangue
Morta. Finalmente estou livre!
Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
 
Claustrofobia