Sou Poeta sim porque não?

 
Sou Poeta sim porque não?
 
SOU POETA SIM PORQUE NÃO?

Levanto um muro e fico só?
Tanto que poderia dizer-te!
Mas de mim não tenhas dó,
Que hei-de sempre querer-te.

Hora a hora Deus melhora
E o dia hoje me é vantajoso
Em meus versos digo na hora
Bate meu coração!Bate corajoso.
A Vida é este palco
Onde sou o que quiser
Mas nada nem ninguém acalco
Na estrada que percorrer.

Se sou isto e sou aquilo?!
Não sou eu imitação!
Meu caminho, vou segui-lo!
Atrás do muro não fico não.
Sou testemunha, vejo tudo!?
Estou no palco, faço feitiço
Finjo ser cego e mudo
Censura, não me importo com isso.

Tenho registo de memória
Sou Poeta e até fogosa
Conto p'ra todos a minha história
Sou *Poeta e também rosa.

rosafogo

Afinal cheguei à conclusão que sou mesmo Poeta.
Me desculpe quem assim não achar.
 
Sou Poeta sim porque não?

"Tratado Da Minha Paixão"

 
 
Tardava a hora
do teu acontecer(me)
- ó Julieta de todos os meus livros!
em lista d´espera(me)
ó lírica de todas as canções, que eu não cantei!
enquanto todas as vozes do mundo te anunciavam
-ó partitura contida na mais perfeita arte!-
que eu te vi em todas as capas
que os mais notáveis artistas
elaboravam só para um dia
saber distinguir(te) em lugar primeiro
entre todos os outros
que nunca foram ou mereceram
constar …
(ó ilusórias nomenclaturas!)
mas …
meu tão descompassado coração
é alicerce de todos os meus pensamentos
- eu te louvo , ó inconfundível Descartes ! -
o sangue que ele impulsiona
qual samba – cor e movimento
do desejo(te)
Bossa-nova em todos os meus neurónios

Luiz Sommerville Junior
 
"Tratado Da Minha Paixão"

Ser poeta

 
- Os poetas são todos loucos,
Loucos, loucos como eu e tu
- Ah, mas eu não sou poeta!
- Estás é pateta! És um peru?!
- Ah, poeta escreve versos
De amor, sei lá, de kung fu
E ouvi dizer, mas não estou certo
"Todo o poeta é gabiru"
- Bah! Ser poeta é nada disso
É ser mais alto, como a canção
É beijar como quem seja...
Hum, é como chouriço no pão
Nem precisa saber escrever!
- Sequer saber escrever precisa?!
- Não complica, p'ra poeta ser
Basta ser louco ou sem camisa
- Hum, louco eu sou... descamisado...
Chouriço gosto... pão também...
Não sou peru... não sou pateta...
Serei poeta?! Não soa bem.
 
Ser poeta

SEMEIA, POETA, SEMEIA!

 
SEMEIA, POETA, SEMEIA!
 
 
SEMEIA, POETA, SEMEIA!

by FatinhaMussato

Semeia, poeta, semeia!
Semeia idéias, palavras e versos,
como o jardineiro semeia sementes...
Pois é dos versos semeados por ti,
que nascerão o amor e a esperança!

Sentirás n'alma
o preço do teu semear...
Dores do parto do amor,
da fé que em ti habita,
pois a sentes em teu interior!

Ensina o homem a amar,
a ter esperança, a confiar,
transmita em teu versejar,
a certeza de um mundo melhor!

As dores do teu semear,
um dia serão compensadas,
pelo reflorir da esperança,
pelo voltar da alegria,
pelo despertar do amor!

Poema INÉDITO Nesta Data
São José do Rio Preto (SP), 29/Janeiro/2010 - sexta-feira - 10h00m.

PS: A imagem ilustrativa homenageia o amigo poeta José Luis Lopes.

Imagem: NET

Música: Stolen Kiss / Ernesto Cortazar
 
SEMEIA, POETA, SEMEIA!

Depende do Poeta...

 
Nasce na noite perversa de frio
Um ínfimo arco-íris de fogo
Fazendo na neve branca
Um rio
(Quase invisível)
Que corre na alma branca
Da paz monótona
(indescritível)
Que era sentida.

Nasceu uma flor
Minúscula e rubra
Para ser regada
Sem dor…

Se algum dia será vista?
Só depende do poeta
E do seu amor…
 
Depende do Poeta...

Eu queria amar um poeta

 
Eu queria amar um poeta
Que conhecesse a dor
De perder um amor
E a transformasse na magia
Da sua poesia.

Que nascesse em cada dia
Sedento do sabor
De uma nova paixão
Que a tornasse eterna
Dentro do seu coração.

Que tocasse o meu corpo
Como sabe tocar uma flor
Com toda a doçura e fulgor.
Que lidasse com a rotina
Como se fosse noite de luar
Com toda a vontade de imaginar.
Que vivesse cada momento
Como um verso a escrever
Para nunca esquecer.

Que me amasse a mim
Como se fosse um ser
Que não tem de sofrer.
Que me fizesse sentir
Como acabada de nascer
Sem de ti saber.

Saído mesmo do fundo da gaveta
 
Eu queria amar um poeta

O POETA QUE VIVE EM MIM

 
O POETA QUE VIVE EM MIM
 
O POETA QUE VIVE EM MIM

Este tempo em mim maldito!
Me deixa como ave lenta
Despida de penas
E palavras em que não acredito.
São apenas...
Dores que o Poeta inventa!
Mas Poeta é livre como o vento
Em seus versos canta, sofre e respira
Seu céu ora é azul, ora cinzento
E vê e ouve o que mais ninguém viu ou ouvira.

Grande é a sua sede de viver
Inventa histórias de memórias esquecidas
Saem-lhe palavras para oferecer
De utopia suas idéias tráz vestidas.

Não controla as emoções, é a verdade
O Poeta vagueia pela loucura
Vive falando da saudade
Faminto de sonhos e de ternura.

Às vezes mais morto que vivo
Há nele sempre um mar de esperança
E um velho menino adormecido
Sonhando ser ainda uma criança.

rosafogo
 
O POETA QUE VIVE EM MIM

NANDA ESTEVES (Feliz Aniversário)

 
NANDA ESTEVES  (Feliz Aniversário)
 
 
Nanda.

Eras apenas um ser em
meio a grande multidão,
em meu peito se aninhou
tomando conta do coração.

Eras apenas mais uma
em meio a este mundo
chegou e tomou conta
do meu ser mais profundo.

És como um anjo
que em minha vida entrou,
e se instalou no meu peito
e nunca mais me deixou.

És uma mulher cheia de amor
que admiro assim como uma flor,
sabia que você era este ser especial
que sempre em meu coração pulsou.
_______________
Esse foi um dos 1ºs poemas que fiz por aqui no meu 1º mês de Luso. Fiz agradecendo um poema que Nandinha fez pra mim e isso jamais esqueço, ficou guardado no meu coração.

Beijo querida, um ANIVERSÁRIO de paz, saúde, prosperidade e muito amor ao lado dos que tu amas!

Página da Nanda

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=89882
 
NANDA ESTEVES  (Feliz Aniversário)

O que não é possível a Deus

 
Se a vida não fosse maior do que nós e nós não fossemos maiores do que a vida, ter-me-ia por certo esquecido, ou nem sequer teria ouvido, ou entendido, ou dado importância, a uma tentativa do professor de português, do Básico, de explicar para crianças o significado de absurdo.
O facto é que ficaram gravados na minha memória, o professor, o que ele disse, o contexto e a sala de aula.
Provavelmente, nem esse professor voltou a pensar no assunto.
E, dessa aula, apenas recordo esse momento.
Achei incrível que um padre (esse professor era padre) dissesse, sem subterfúgios, que absurdo é o que nem Deus pode fazer.
E deu como exemplo que, se a caneta caísse ao chão, nem Deus era capaz de fazer com que ela não tivesse caído.
Fiquei deslumbrado, porque isso punha em causa o que sempre ouvira dizer, que a Deus nada era impossível.
Mas o que não é possível a Deus, felizmente, é possível aos cientistas, aos músicos, aos pintores, aos filósofos, aos professores e aos poetas.
 
O que não é possível a Deus

Revisitando Pedrinha de Aruanda a Sombra Rogério Skylab

 
Revisitando Pedrinha de Aruanda a Sombra Rogério Skylab
 
Todo Poeminha tão singelo e pequenininho que até cabe numa caixinha,
Sabe o que ele quer?
GRITAR!
GRITAR!!
GRITAR!!!

E aquela bailarinazinha tão recatada, meiga, olha que gracinha de rosinha,
Sabe o que ela quer?
LUTAR!
LUTAR!!
LUTAR!!!

Mas o menininho tímido e assustado no fundo da sala onde chamamos de cozinha,
Sabe o que ela quer?
MATAR!
MATAR!!
MATAR!!!

Por isso meu amigo que me escute (ou que me lê) ignorem o colossal ou o megalomaníaco.
Mas tenha muito medo das coisas miudinhas que se escondem nos lugares mais insignificantes, pois estamos a sua espreita, esperando o momento certo pro bote certo onde vamos
GRITAR!
LUTAR!!
MATAR!!!

18 de Janeiro de 2017 - Cantinho do Poeta Feliz [volume 2]
 
Revisitando Pedrinha de Aruanda a Sombra Rogério Skylab

Poeta nas nuvens

 
Poeta nas nuvens
 
POETA NAS NUVENS

O poeta é uma espécie de doido varrido
Vive e morre cantando dores sem cura
É como um mendigo esquecido,
Feliz, eleva a sua musa às alturas.
Canta a tragédia, vive suspirando
Às vezes não cala a sua indignação
Dia após dia se resignando
Repetidamente se apodera dele a emoção.

Chora e soluça, também sonha, sonha...
O Poeta é um sonhador sem vergonha!

Delicia-se a sonhar, carícias e doçuras
Às vezes sente-se ave acorrentada
Outras solta-se nas alturas,
Ou fica errante p'la estrada
É veloz, tem asas de condor
Tudo ama, tudo o cega, vive de amor.

O Poeta cria seu Mundo à parte
Não se conforma em perder
Com muito engenho e arte!?
Escreve de manhã ou ao anoitecer.
De voz clara fala de outrora
Da distancia infinda, lembranças!?
Fala da flor que murcha agora.
Fala da velhice e da mocidade
Fala dos sonhos, das esperanças
E porque sofre fala também da saudade.

Murmura suas preces sem pausas
Na esperança de respostas receber
Suspira amargurado, indiferente às causas
De tudo julgar ter... e nada ter.
Canta seu Deus, e a Natureza
É fanático p'la liberdade
Mas no seu coração vive a certeza!?
De que um dia morrerá de saudade.

Tem sempre saudades dum bem
Seu coração é de criança sem maldade,
Mas só desse bem lhe vem,
A Poesia com vontade!

Desfia seu rosário em ritmo lento
Finge que a linguagem não é sua
Retém lágrimas ou sorri a cada momento
Imerge da tristeza, e também amua.
Não pára de saciar sua sede ardente
Como um rouxinol, cantando, cantando...
Nas alturas celestes se deixa voando.
Ora se sente ninguém, ora se sente gente.

rosafogo

Poema surgido durante esta viagem, um pouco nas nuvens, mas fi-lo e dedico-o a todos os poetas,
que o venham ler.

Olá aos amigos de quem já tinha saudades.
Um abraço a todos, estou de volta.
 
Poeta nas nuvens

Tu

 
 
Cisma do ego com folgo e sossego,
Sim possui supremacia a tua emoção!
Espectro vê tudo em olho cego,
Distração com supre concentração.

Bela, perfeita a sua mensagem,
Toca a pele penas de veludo;
Para si a preclara homenagem,
Troféu, gloria, fanatismo e tudo!

Tons da diferença da multidão,
Cintila a tua alma em asa de cordão,
Teu génio, teu físico é compaixão.

Sangue que metrifica dourado,
Serenidade, sensibilidade,
Tuas asas, teus versos, és tão amado!

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Tu

Abusando da imaginação

 
Não me preocupo mais
por caminhar sozinho...
Cada poeta vai
em busca de um caminho.

Cada poeta tem
sua inquietação,
seu deslumbramento
sua "área de inspiração".

Se o que me inspira
é o som de uma lira,
eu faço um poema lírico...

Se o que me inspira
é uma indignação,
eu traço uma revolução.

A.J. Cardiais
19.02.2015
 
Abusando da imaginação

*Palavras de Poeta*

 
*Palavras de Poeta*
 
“O poeta, de facto, só é uma pessoa como as outras na fisiologia. Et quand même…, Antoinin Artaud já nos preveniu de que poderia, até mesmo aí, ser diferente”

De O Livro de Cesário Verde, Posfácio, António Barahona

São tantas as palavras que o vento albergou,
Das flores que ainda se fazem criar,
Por entre os campos caiou,
Pedaços de pétalas de mar,
Que o tempo vincou nas brochuras com o salivar…

Nas montanhas assolou um único contemplar,
Que as flores lhe matou,
No jardim que ainda estava a formar,
As palavras que com as boninas partilhou,
Avassaladas pela corrente que inalava no ar…

São tantas as palavras que o vento albergou,
Levadas pela morte que insiste em amar,
Um poeta que ganhou asas e voou,
Para lá das vistas do meu olhar,
Onde enterrou todos as farpas que conseguia trovar…

Marlene

Read more: http://ghostofpoetry.blogspot.com

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Inspirei-me em Cesário Verde, grande poeta que tanto admiro.

Abraços e Felicidades.
 
*Palavras de Poeta*

acolhedores

 
como fogueira
crepitante
em fria noite campestre

/fria tanta
que nem a lua
comparece /

mesmo que
juntas ao longe
estrelas incendeiam
dando impressão
que a via láctea inteira...
aquecem/

são teus versos
que confortam
e do meu frio
se compadecem
 
acolhedores

AFIANÇO!

 
AFIANÇO!
 
AFIANÇO!

Que o Poeta está triste hoje
Poesia prestes a morrer em si
Pouco lhe resta a vida foge
Cansou de chegar até aqui.

Nega-lhe até o chão que pisa
Poesia prestes a morrer em si
Fecha-se a porta, a vida avisa
Aguenta, não sairás mais daqui.

Chegou ao alto da montanha
Sonolento, constrangido, ali
Onde fui arranjar força tamanha?
Pergunta o Poeta de si para si.

Ao seu encontro veio a saudade
Olhou para tras, ninguém era ali
O mundo o desprende com facilidade
Perpétua, só a Poesia nascida de si.

Agora nada mais existe que o vazio
Fica condenado a gritar só para si
Morrer não, a vida está por um fio?!
Pensa:
Porquê?!Se tudo dei e nada recebi.

rosafogo

Pequenos desassossegos dum poeta.
 
AFIANÇO!

Os "lados" do poeta

 
Os "lados" do poeta
 
Às vezes eu gosto de mostrar
o lado “nulo” do poeta;
o lado perdido,
o lado “exercício”...

Gosto de dizer
que poesia é um vicio:
quando não “tomo uma”,
o meu dia está perdido.

Gosto de mostrar
o quanto eu fico envolvido...
Para mim, sem envolvimento
não dá.

Gosto de sonhar...
De escrever à revelia...
Na verdade,
eu VIVO e morro,
na poesia.

A.J. Cardiais
14.05.2011
imagem: google
 
Os "lados" do poeta

reduzir a pó os poemas e quem os faz

 
reduzir a pó os poemas e quem os faz
 
nos meus olhos o amor se deitou
adormeceu com as memórias de ti
e na cama húmida de lágrimas sonhou
na noite das noites que não têm fim

noite escura onde brilham primaveras
de um ébrio amor de um luar ardente
vindo de céus de estrelas de outras eras
onde dois corpos se amaram loucamente

e no calor da lareira onde me aqueço
queimo paixões de um desejo bem fugaz
nas labaredas de chamas no firmamento

aguardo o tão esperado silêncio de paz
nas cinzas que arrefecem diante o tempo
a reduzir a pó os poemas e quem os faz
 
reduzir a pó os poemas e quem os faz

Meu limite será a ponta da corda

 
"... Os esforços não terão sido em vão enquanto acordar,
sei dos riscos enquanto visito as tão escuras veredas, ...”
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- Meu limite será a ponta da corda -


Meu limite fatal será sempre a ponta da corda,
a morte bailarina dança ao som de melodia letal.
Sei que vou morrer, mas não será neste momento,
haverá escrita a hora certa para o encontro final.

Esgotadas lágrimas, olhos marejados em indagações,
neste instante que estou gostando demais da vida.
Aquela que me amou, ficará calma no sofá da sala,
não me acompanhará, nem ira o destino desafiar.

Os esforços não terão sido em vão enquanto acordar,
sei dos riscos enquanto visito as tão escuras veredas,
enquanto as retas da vida em sinuoso arco transformar.

Sem palavras, não irei arrependido, será enfim a meta,
mas, se pessoas distintas já disseram que fui um artista,
talvez, alguém ainda vai dizer que em vida fui um poeta.

28082015
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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
 
Meu limite será a ponta da corda

Amor... sem ti

 
Escuto o teu dormir
Nas madrugadas silenciosas
Que me ferem a alma de saudades.
Roubo-te beijos em sonhos
E guardo-os, como tesouros,
Por trás do luar
Com que me visto para ti.
Não me vês...
Mas estou aqui,
E sinto cada gesto
Como se fosse meu.
Sei o gosto desse beijo
Que nunca me darás,
E sinto o teu abraço
Que me tira da solidão
Por breves instantes...
Sei que é amor,
Sem desejos secretos
Para além de te amar,
Sem mentiras nem esconderijos,
Sem loucas demências,
Sem ti...
 
Amor... sem ti

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