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Poemas, frases e mensagens de arocha

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de arocha

A Fotografia

 
Não me retrates quando não sou eu, porque não o mereço, não me atires com um clarão que me prende numa película, porque nesse passado ainda não era eu.

Uma fotografia guarda na recordação das suas linhas, lembranças de um instante, um momento de um segundo recortado de um tempo assustado, que acaba por sossegar e descansar nos olhos de quem a vê.

É no sentido inverso que me faz olhar, no instante parado que possa ser tão facilmente roubado, que agora ponho as minhas frases, a minha mente, o meu observar. É no entender que uma foto guarda, que se explica e é réplica na sua afirmação.

Era no desejo de ficar mal guardado, um eu que não pessoal, mas a cápsula que de mim apenas minha alma adormecida guardava e me fazia lembrar, o que não era, ou se era, estava assim por acordar, não nas linhas e cores que uma fotografia tem, mas na data que se esconde e que lembra o momento da qual foi roubada.

Agora exponha de verdade, ofereço-lhe os recantos que o presente guarda, e disponhas para que nesse passado retirado o presente seja agora guardado. É nela que vejo sorrisos, é nela que me vejo a faltar, porque agora na sinceridade no que escrevo, guardo o desejo numa foto a minha verdadeira alma ser roubada, agora com esta nova manhã despertou.

E que nela sejam guardados os sonhos e aspirações de felicidade, para não serem esquecidos, que sejam gravados em pequenos pixéis de imaginação, as regras que aquele momento regera, e que nela se torne viva o momento que o futuro conforta.

Porque o tempo cura e uma foto para sempre recorda
 
A Fotografia

O amor

 
Porque o amor é confiança, é saber dar a mão quando nos pedem para agarrar.

É fechar os olhos e ver apenas o que nos sussurram ao ouvido. É deixar-se cair em medo sabendo que somos agarrados.

Porque o amor é confiança.

É lutar pelo mesmo destino através de diferentes caminhos, é impor distâncias através de pedidos, porque banhados pela confiança elas facilmente serão encurtadas.

Confio-te porque me conheces, confio-te por sabes que só posso ser amado ou amar-te se nos sentir mos livres, confio te porque sabes em ti o que tenho de mim, e que só sendo nós é que realmente nos amamos. Tudo o resto são réstia de medo.

Por amor desejo te ver feliz e confio que a tua decisão te traga felicidade.

Dispo me assim de preconceito e tempo e confio te o nosso segredo para sempre que o precises.

Porque o amor não é uma obrigação. Não aparece com a maré, não se esconde no vento nem se deixa ir em contramão.

Duas pessoas só se amam realmente quando o seu nível de amor é igual, tudo o resto que dai sobra, a tristeza que demonstra, é o medo de uma delas ter deixado de amar.

Por isso guardam se as recordações preenchidas com pequenas frases enroladas em notas carinhosas, guardam se os mimo e carinhos em baús de cetim para nunca se perderem em divagações, e criam se historias para que não seja esquecido o quanto é bom dizer “AMO-TE”

O amor é o unico o som projectado na alma de dois corações abraçados quando o tempo recusa a avançar para a frente.

André Rocha
 
O amor

Musica

 
Anima com sons que arrepiam, como que encontrando notas esquecidas. Traz mãos tremidas com toques fraternos, que abraçam em toques simbólicos a miséria de quem não a sente.

Oferece o mundo, atraiçoa a alma, anima os olhos, escurece a alma, tropeça em colcheias apaixonadas por sonata perdida em ritmos de valsa.

Percorre, sente e cria, faz de si seu esboço e deixa-se vaguear em círculos de arredondamentos sonoros que encantam a imaginação com lágrimas traídas por amor.

Esquece se como uma lembrança mal guardada, refaz te de si própria e encontra-se em arrepios desorientados nos percorrem a espinha.

E no final, que sua copia seja entregue ao vento, que esta se espalhe e faça de si seu sussurro, pois será no inicio do seu silêncio que sinto encontra-la.
 
Musica

Recantos de ciúme

 
Ciúme de mim que me encanto em longos sobejos,
que recrio desejos de outro tempos.

Ciúme de mim que me revejo em passados caminhos,
maresias de quem sou e de verdades que escondo.

Ciúme de mim que me gastam egoísmos nascidos em cidades outrora,
recolhido agora em aldeias envelhecidas por lembranças esquecidas.

Ciúme de mim por me olhar em retornos desaparecidos,
sentimentos de culpa gerados de mentiras gélidas de esperança.

Ciúme de mim por encantar momentos rústicos de passados,
enfraquecidos por devaneios de tempo.

Ciúme de mim por me guardar em atravessados pensamentos,
renegando palavras que te poderia dizer a ti

Revitaliza-me em autor de segredos, e que na humildade do teu ciúme
me encontres em ti.
 
Recantos de ciúme

Segredos de Lua

 
Desinibida sem desleixe, encantadora como a natureza te descreveu, és imagem de teu reflexo, entoação de silêncio de antigas pautas tocadas.

Na tua condição de mulher, interpretas o papel de menina, sincera, honesta e brilhantemente tímida e escondida. A 4 fases te descreves, todas elas completas, enraizadas em recordações futuras, descritas em longas linhas de poesia.

Foste musa com a tua timidez, despida aos olhos de corpos celestes, aquecidas por mantos de marés de estrelas, mesmo reconhecendo as manhas em que te afogas em madrugadas esquecidas.

Parei então para te tentar absorver, enquanto fazia tua minha vergonha, admirava te absurda de poder, deixavas assim de ser menina nas minhas memorias e desenhavas te rainha de perdidas encruzilhadas.

Nesta tua nobreza, coroada pela noite, aquecida por fogueiras de estrelas, via te reconhecida pois o mar vénias te fazia sempre que a areia cobria.

Da minha curiosidade, as tuas respostas de silêncio por si só me satisfaziam, enquanto em mim tua confiança procurava, e o tempo rapidamente decidiu enciumar-se e acelerava.

Atribui tua timidez à tua sinceridade, o teu gesto de mulher à tua essência de menina, os teus repartidos sonhos a pequenas regalias de fado, enquanto do teu coração não tiravas escondidas verdades passadas.

Adorei assim os segundos passados, absorvi te durante a tua maior amplitude, embaracei te quando directamente te olhava, e segurei me em margens pouco seguras, quando por ti alguma tristeza assolava.

Na tua abundância sucumbiu por momentos o teu sorriso crescente, quando no passado sem futuro de um reencontro deformado de eclipse, fugis te me da visão e por certo em poucos momentos de quarto minguante te vestis te.

Mas era a tua atracção gravitacional que me sustentava, enquanto navegante de curiosidade te embaraçava, enches te marés altas e revoltas, e cobris te assim minha imaginação em curtas-metragens de histórias mal contadas.

Por certo reluzente quero voltar a encontrar-te, na tua companhia emaranhar me, por que da noite ofereces o teu clarão, não fosses tu agora uma futura recordação, não fosses tu lua discernente e pequeno encontro de razão.

www.completa-me.com
 
Segredos de Lua

Tempo

 
Voltou a conquistar o seu ritmo, os segundos voltaram a ser segundos e as horas não mais que aglomerados de 60 minutos. Meto uma musica e deixo-a tocar e vejo me a vaguear em longos passeios, onde acalmamos as palmas dos pés numa areias de qualquer praia, e nos aquecemos com conversas disparatadas, onde não se fala de nós, mas do que nos rodeia de forma natural.

E retiramos assim de dentro de nós algo que não conhecíamos, e ficaríamos perdidos numa interrogação “terei sido eu?” .

Porque o tempo agora retomou o seu ritmo e cada pergunta merece uma resposta imediata, não se deixem perdem em momentos de absorção, pois um problema tem vários tempos e por si só varias soluções, e quando eles nos é colocado num tempo presente pode ser perdido num longo tempo da busca pela melhor solução, quando uma resposta dentro do tempo da pergunta por vezes é a melhor solução.
 
Tempo

A razão

 
A vontade de escrever já por algum tempo transpirava sentido, tornava se uma incógnita. Segue se assim por caminho de pedras calçadas que nos olham de baixo para cima, lisas com vertices intenções de engano levando-me a falsos sentido de equilíbrio, irregulares como qualquer caminho de destino indefinido.

Somos pedestres na corrida da vida, encontramo-nos assim perdidos num emaranhado entre cidades destino, cruzamentos esperança . Perguntamos por direcções que nos são bem ou mal indicadas, com elas vem embates de emoções que nos enrolam, manifestam se….mas no fim sabemos quem somos entre os outros e dentro de nós.

Escurecemos a alma colorindo a e chamando lhe pelo nome sempre que sentimos uma solidão entre os homens, mas somos nós, pequenos ou grandes, de forma definida. Por isso e porque não? Olá, eu sou o principio o fim, olho me no presente pensado no passado, apenas com um pedido, a ti que me lês

...completa-me…

É uma das razões para ter começado o meu blog.
Espero pelas vossa criticas e visita de forma a conseguir formar um conceito que me explique.

Obrigado
A.R
www.completa-me.com
 
A razão

Tristeza

 
É s negra nos sentimentos que te corrompem, traições que nos conversam com palavras sonantes e nos enganam com erradas esperanças.

Solidificas a tua posição, crescendo nas entranhas da nossa solidão, refazendo-te com doenças pecaminosas aclamando pelo nosso nome.

Vagueias pelos nossos pensamentos despindo-os de preconceitos, acumulando lhes preocupações e recuperando pesadelos aninhados em sonhos esquecidos.

Encontras-te na tua força, renegas te a histórias antigas, falas nos em violência e suspeitas nos de loucura, atravessando a razão e negligenciando o que pouco nos sobra da alma.

Tu que nos mentes quanto à vida, levando-nos junto a abismos que nos tornam obsoletos, que nos ofendes com pedidos de esquecimento e terminação. que nos magoas e finges quanto ao teu saber…

Esqueces que é na tua própria emoção que encontras a tua destruição, é na tua solidão que te apagas e que me aproximas de uma solução.

Que enfraqueces com a união dos diferentes seres que te iluminam, e que te perdes em conversas intimistas que te negam a mão.

Enfim, Tristeza, sobeja-te na tua existência e desliga-te do mundo, porque é no nosso conforto que encontras tua fonte de negação… é no resumo de um beijo que passas a ser uma recordação.
 
Tristeza

Dedicação

 
Fazer parte de ti é amar-te quando dormes, abraçar-te quando menos esperas é chamar te quando mais ninguém te ouve.

É refazer um puzzle quando sabemos que nos falta uma peça, é agarrar te quando o destino te empurra é dourar te as asas quando em altos voos de liberdade te lanças.

É libertar te dos teus pesadelos rodeando te de gestos delicados acompanhados por suspiros de poemas perdidos em passos de bailarinas.

É deixar o sol beijar a lua, enquanto juntos acarinham o leito de uma estrela, intimidados pela tua sinceridade, e a aquecem com mantos boreais de curiosas constelações.

É contar histórias de amor, perdidas na imaginação e narradas por elas próprias, rescrevendo-se de capítulo em capítulo, com medo de um final infeliz.

É correr com o sabor de uma brisa aclamada pelo vento, amaciada pelo toque da mãe natureza, enquanto fileiras de ramos se curvam perante ti.

É inspirar o prazer, a paixão enquanto expiramos lufadas de possíveis razoes para gritar amor até a exastão.

É ordenar cada ponto de luz, enquando fraquezam sufocados por abraços longos de nevoeiro, roubados por clarões de vento.

É fazer o destino perder se em caminhos nivelados enquanto se enrola e entrelaça num único abraço impossível de desfazer.

É ter a esperança que depois de o acordar o adormecer se aninhará num perfeito e animado sonho.

Fazer parte de ti, é ver te crescer forte, pura e ingenuamente brilhante, deixar te ser mãe do pecado da terra, enquanto embalas a verdades do meu ser.
 
Dedicação