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Poemas, frases e mensagens de José-Rudá

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de José-Rudá

Seria tão simples, se eu não
respirasse ainda o teu ar...

Seria tão simples, se eu amasse
qualquer outra e deixasse de te amar

Mas quem quer o simples?
Se o mais gostoso do amor
É se perder e jamais se encontrar

Escrevo-te, porque te espero

 
Guarda-me, amor
Guarda-me em teu coração
Para todo o sempre

Guarda nossos sonhos vividos,
pois que o inventados guardarei
sob minhas asas de anjo que somente
tu conseguiste ver. Em delírios, comigo

Guarda-te para o ninho de quem te ama
E saiba que mesmo que eu conseguisse
manter o silêncio que me pediste, ainda
assim te espero. E meu corpo, o teu reclama

Assim que puderes, venha até mim
minha flor da terra. Que quero rasgar
as pétalas do teu desejo cor carmim, com
esta paixão que a cada dia mais me cega

Sempre que relembro de tantos momentos
que tivemos, em que te fiz levitar até ao
céu sem nenhum esforço. Sem mais, nem
menos, me indago por que ainda foges de ti
mesma. Por que a felicidade a ti renegas?

Rudá
 
Escrevo-te, porque te espero

Você é minha Canção

 
Quando desenho colorido o meu verso
E carrego nas tintas a emoção

Não é por mim, nem sei se acerto
É sim por você, que me deixa sem nexo

Pois sempre que te encontro me perco
E até sem música, me sinto canção

Rudá
 
Você é minha Canção

Minha alma agora é tua

 
Vem, amor. Mostra-me tua alma
Nua, perdida em versos
Mostra-me teu universo

De sonhos simples, leves, soltos
Voa livre, perdida em meus braços
Espero-te no meu desejo, no meu abraço

Não demore. Corra, se preciso for
Pois que o tempo não pára
Não volta, nem fica

Por teu nome és bendita
Vem Maria, viver nosso amor

Rudá
 
Minha alma agora é tua

Os teus versos...

 
Eu sei que cada poeta escreve,
e sempre só, seu epitáfio a cada dia
Que o amor é um, e outra é a poesia

Eu sei que nunca sequer nos vimos
E aquele que descreves no verso teu,
decerto que não sou eu
Mas entre o que vejo e o meu desejo,
a distancia pouco me importa

Por isso te peço: Deixa-me ao menos
sonhar, que são para mim os versos de
amor que escreves. Onde me embebedo
de emoção, com o vinho que me serves

Nada mais peço, pois nada me deves
E saiba sempre poetisa, que dentro em mim
não mora um simples leitor. Mas sim aquele
que habitará eternamente o teu interior
E te amará para sempre. Não pelo que tu és,
mas sim pelos versos de amor que escreves

Rudá
 
Os teus versos...

Seguindo a Borboleta...

 
Que bom ver-te novamente borboleta
de olhos negros, lábios carmim!

Aqui e agora, como sempre, entre
e fique à vontade. Não é meu nem teu
É nosso este jardim

Somente peço um favor. Te desejo tanto,
que penso: mereço. Beije à vontade todas
as flores: rosas, margaridas, cravos, jasmins...

Mas antes de ir embora bela e faceira,
Deixa provar teu sabor também este homem

Tua mistura do lobo do mar e jardineiro
Beija também a mim!

Rudá

>>> Chance Garden
>>> Benjamim Button
 
Seguindo a Borboleta...

Solo teu

 
Ah, golfinho azul que brinca e navega
nas águas serenas do meu peito vadio
É agora ou nunca, Maria. Vem logo
e se entrega, minha gata no cio!

Eu tenho sempre tanta coisa pra te contar
Mas de palavras agora nem quero saber
Pois no preciso instante em que te amar,
quero esquecer-me de tudo. Em teu corpo quedar
mudo, deixar tão somente o desejo acontecer

Pois tu és o impulso da minha alma,
razão do meu viver. Vem, luz do meu poema!
Que meu corpo quer dar-te apenas,
o mesmo prazer que de ti espera receber.

Rudá
 
Solo teu

Pés no chão

 
Bem que mamãe me dizia:
- Deixe de bobagem, Zé! Pare de ficar
pensando o tempo todo nessa menina
Catando versos, procurando rimas

Já não se fazem mais mulheres como
antigamente... Essas então, que ficam
te vigiando da janela, olho piscando,
nem pensar! São todas sirigaitas. É um
jogo... Só querem casar contigo de olho
no dinheiro da gente!

Esquece essa história de amor, meu
menino... Desse mato não sai coelho
Hoje em dia, encontrar alguém que te
ama sinceramente é uma verdadeira
“cagada”... E o resto, é fantasia!

Rudá
 
Pés no chão

Marimba

 
Um dia dizes talvez
Noutro gritas um não

Enquanto isso no fundo
dos teus olhos negros
e lindos, brilha um sol
de louco desejo

Que enquanto aquece
a tarde morna de verão,
faz mudar o tempo...

Mas para o menino criado
na rua com toda a tarimba,
hoje pouco importa a direção
que toma o vento...

Saiu de marimba. Pedra e linha
lançadas com precisão. E a pipa
voada, claro, caiu em sua mão.

Rudá
 
Marimba

Boa noite, Maestrina

 
Sabe, Clair

Duas gotas dos teus versos
Apenas duas, e já regresso

Somente eu sei, e quanto sei,
o tanto que te chamei...

E das folhas em branco,
que assinadas te entreguei

Não se preocupe em perguntar,
o que pode ser felicidade

Pois bem sabes, que este amor
Não é recente. Tampouco, sonhado
aleatoriamente. Existe, desde sempre

Desde o tempo em que entre silfos e
sonhos te encontrei. E de olhos fechados,
pela Deusa cigana me apaixonei...

Rudá
 
Boa noite, Maestrina

Canto do afeto

 
O afeto, pó fino de minha
minha emoção sincera, levado
pela brisa do mais puro sentimento
pousa sempre no teu colo

E por certo leva junto os sons
da música de nossas almas
O que temos de melhor
a qualquer momento
Nossa canção mais bela

Mas todas as vezes em que assopras
a poeira, tapas os ouvidos ou te calas,
me pergunto: Por que não podemos
cantá-la sempre em duo, por que
eventualmente desacreditas tanto
do que parece sonho, e cantas solo?

Rudá
 
Canto do afeto

Canto do aconchego

 
Diz-me ao que vens, amor
Sem subterfúgios, sem meias
palavras. Serena como água
cristalina de um riacho

Por um instante que seja,
suspenda o choro, abafe o grito
Que te darei a mão para
que possas voar até o infinito

Que lá, sem medo com toda a
loucura do encanto, irás renascer
a cada dia um pouco mais nos
braços deste que te ama tanto

Embora eu já adivinhe, diz-me
ao que vens. Somente para que
eu tenha a licença para corrigir
teu rumo, teu passo

E possa fazer-te finalmente feliz
No aconchego do meu colo,
no calor do meu abraço.

Rudá
 
Canto do aconchego

Vem, meu desejo!

 
Com uma pitada de malícia e outra de encanto
Misturaste estrelas, brilhos e flores dentro de mim
E os olhos do menino que eram saudade e pranto
Agora vertem mel ansiando beijar, teus lábios carmim

Ah, minha doce feiticeira e insensata pequena
Que vieste do verde e das águas cristalinas
Como dizer-te que teu verbo hoje me fez poema
E renascido o sonho, agora sou teu. Será sina?

Depois de ler e sonhar-te tanto, delicado jamais
Caneta, tinteiro, teclas frias, nunca mais
As penas e asas de anjo mando às favas
Paixão é vermelho, não branco de fadas!

Paz é para quem já morreu, falta não faz...
Vou começar pela boca o arrepio que vai rasgar
tua blusa em vê e descer pelas entranhas sem pejo...
O céu hoje é meu e teu. Vem, meu desejo!

Rudá
 
Vem, meu desejo!

Boa noite, amiga

 
Boa noite, amiga

Perdoe-me o avançado da hora
O dia hoje foi atarefado...

O abraço apertado que te devo,
Mando-o por aqui, e agora!

Obrigado por compartilhar comigo
o teu caminho em momentos de
alegria, de tristeza, de reflexão...

Aproveito para mandar-te um
Grande e carinhoso beijo!
Pois somente a ti abro minha alma
Sem jogos, sem máscaras, sem pejo

Sei que estamos distantes fisicamente
Mas o que é a distancia para quem
vive um amor assim tão diferente
Que habita o céu dos céus, o melhor da gente.

Rudá
 
Boa noite, amiga

Minha maior procura

 
A minha maior procura, é marca indelével no meu rosto
Está guardada bem no fundo do meu olhar terno e amigo
E quando se cala, deixa-me perdido

A minha maior procura, habita o mundo além dos sentidos
meramente perceptíveis. Aqueles que brincam comigo quando
confundem-me. E confundem tanto, que meu canto acaba por
vestir a pele de outros cantos, na procura do verdadeiro abrigo

A minha maior procura, revela-se e loucamente responde apenas
Quando tu falas. Mas se falas assim tão metaforicamente
desanimada, deixa-me em dúvida se queres mesmo o fim,
ou estás tão somente triste, cansada...
Quisera mesmo ser ainda a minha amada?

A minha maior procura, apesar do tempo passado, ainda
navega menos os rios do amor que os mares da paixão
E leva a carta escrita com a força dos meus desejos,
o calor dos meus beijos, o toque sutil das minhas mãos

A minha maior procura é você, Yolanda. E quero-te somente
para mim. Responda a carta, permita que a nau dos meus
sonhos desembarque de fato na praia da tua alma, nas dunas
do teu corpo, no teu canto vazio já quase a chegar agosto...

A minha maior procura é você! Permita finalmente que seja
eu, e para sempre, o vento quente que acaricia o teu rosto,
o sol que aquece o inverno dos teus silêncios e de tuas pausas
De tantas e tantas pausas, que acabas por esquecer-te do
mundo belo, enquanto refletes o mundo cão.

A minha maior procura é você, pétala rubra de mistério
Vem, abraça comigo o verdadeiro amor, Yolanda!
Para que levar a vida tão a sério, ser passagem sem
emoção. Saiba amor, que no pensionato da vida,
o tempo a ninguém não dá guarida. E é inútil, tanta reflexão.

Rudá

>>> http://www.youtube.com/watch?v=dUzb8itPzwo

“ Quando eu te vi, eu bem que estava certo
De que me sentiria descoberto...”
 
Minha maior procura

Trilhando a paz do teu caminho

 
Na última vez em que te vi,
desenhavas um céu no azul
do teu coração. E o que senti
deixei gravado em esperança,
no carinho de uma canção

De lá para cá pegaste a
estrada e paraste em cada canto
Deixando com um doce beijo
marcada, cada flor com teu encanto

Na última vez que em que te vi
eu era flor e espinho. Hoje me senti
anjo e menino. Seguindo o brilho dos
teus olhos, trilhando a paz do teu caminho

Rudá
 
Trilhando a paz do teu caminho

Fingir-se de poeta

 
Sabe, amor

Mais importante que
decifrar a pedra da roseta,
é ter uma rosa a sonhar

E já que a morte é certa,
por que não brincar
com os sonhos...

Com musas e “musos”
Fingir-se de poeta?

Rudá
 
Fingir-se de poeta

Um Grão de Loucura

 
Um grão de areia não tem cor,
não tem cheiro, não tem sabor
pode ser chutado, pisoteado,
esmagado, não sente dor...

Um grão de areia é essência do
deserto sem vida. O lar do escorpião
E da cobra que serpenteia, como se
a vida, fosse eterno verão

Um grão de areia moldado pelo vento,
forma as dunas de curvas sinuosas
que te fascinam. Tem a cor do ouro,
na despedida das tardes que terminam

Um grão de areia forma a praia onde
descansas. De onde se avista o mar,
e a beleza da onda que dança

Um grão de areia aquecido, forma o
vidro que faz teus óculos, tua lupa,
teu telescópio. Misturado à prata
bendita, faz o espelho onde te fitas

Um grão de areia aquecido, faz a garrafa
de teu vinho do Porto. Faz também, o
pequenino frasco onde guardas o teu
teu perfume. Ou o veneno, que te faz morto

Um grão de areia junta-se ao barro que os
teus pés suja, ou ao cimento que o sobrepuja,
e faz a casa que te abriga. O lar, para tua vida

Faz a cela que te castiga, faz o templo onde a
teu Deus você grita, mas que às vezes te é surdo
Pois você, também nem sempre nele acredita

Um grão de areia cai na ostra e se transforma
em pérola. Ou cai no teu olho e reclamas: Que
diabo! Que grão do Inferno!

Um grão de areia é assim. Pequenino e sem vida
Pode ser tudo, e pode ser nada. Pode ser até, fique
a vontade, o mote do teu poema na madrugada.

Rudá
 
Um Grão de Loucura

Agradecido, de antemão

 
Olá, meu amor!

Eu poderia escrever agora do quanto que te
preciso, que não consigo viver sem seus beijos,
seus abraços... Que você é a lua que ilumina
meus caminhos desde o primeiro dia da criação

Que és meu sol azul, meu mar vermelho... Que
meu nome é Moisés e as águas se abrem a um
simples aceno para que eu te leve em meus braços
para o paraíso... Que você é minha tábua de salvação

Mas eu poderia estar mentindo ou exagerando
Pois não nascemos no primeiro dia da criação, o mar
não é vermelho, o sol não é azul e eu, coitado... Meu
nome é Zé, falta talento, e somente consigo fingir-me
de poeta e fazer algumas rimas, graças ao ão!

É uma pena, eu sei. Mas o amor é tão grande, que não
consigo ficar calado. E tal costureiro desajeitado, acabo
insistindo nos versos pobres mesmo sabendo que corro o
risco de assassinar um sentimento tão bonito... Que assim
como brotou no meu, o acredito também em seu coração

Por isso ao final, depois de tanta abobrinha, vou saindo
de fininho e quero dizer simplesmente que Eu te amo.
Só isso, por que não! E se você e mais algum leitor desavisado
me perdoarem a falta de talento, fico agradecido de antemão.

Rudá
 
Agradecido, de antemão

Sabor a mi

 
Posso ser, a qualquer momento,
O pão que alimenta teu corpo
Ou mesmo o vinho, que alegra tua alma

Mas somente sentirás meu sabor,
Quando vieres tomada não apenas
pelo desejo, mas também pelo amor.

Rudá
 
Sabor a mi

Um verso me bastaria

 
Eu queria ser, ao menos um verso
de amor dentro do teu peito

Tão belo e perfeito assim,
quanto o poema que já és dentro de mim.

Rudá
 
Um verso me bastaria