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Poemas, frases e mensagens de Mel.Fassini25

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Mel.Fassini25

Mentes egoístas

 
Você está feliz em sua casa confortável?
Você está feliz com o alimento que pode degustar?
Você está feliz com seu corpo descansado e saudável?
Você está feliz com toda a sua família reunida, celebrando alguma data especial?

Enquanto isso,
os cavalos puxam dolorosa e silenciosamente pesadas carroças...
Enquanto isso,
os matadouros estão repletos de desespero, crueldade e dor...
Enquanto isso,
florestas inteiras estão sendo destruídas...

Até quando seguiremos nos importando apenas com a raça humana?

Enquanto vivemos nossas vidas repletas de conforto, a natureza sofre.

Não é isso em verdade lamentável?

Não sermos capazes de tratar o planeta com um pouco de compaixão?
 
Mentes egoístas

Da minha janela entreaberta

 
Prove-me,
enquanto me verte o sofrimento;
Prove minhas carências
e revoltas.
Deguste
este vil sabor.
Porque pálido se fez hoje o céu,
e também meu rosto e
nebulosa ficou a paisagem
que avistei da minha janela,
entreaberta.
Meus olhos não aguentaram
ver a dor alheia estampada
em soluços e gritos
desesperados.
Embaçou meu olhar e
lavei meu vestido com lágrimas.
Oh perda inevitável,
porque vens interromper a alegria?
Meros mortais que somos,
um dia estaremos todos
gelados e sem vida,
como estes que agora partem.
E o vento esvoaçará
a tristeza no ar.
 
Da minha janela entreaberta

Súbita alegria

 
Súbita alegria...
Que substância pode assemelhar-se
ao teu fulgurante contentamento?
A minha forma contém o absoluto,
pressinto,
considerando que conforto há e
ele não vem de fora.
Inundada por inesperada felicidade.
Nada demais aconteceu,
então diz-me
a que se resume tua essência?
Súbita,
surpeendente alegria...
Dispersa minha mente,
e dela me desprendo.
Faz deste instante
de todo cristalino.
Floresce a alegria
e a mente silencia.
E um exuberante céu sobre mim
compartilha comigo
o que não pode ser visto.
 
Súbita alegria

Eu gosto de ser humana

 
Oh céu
porque revela-te infiel?
Eu gosto de ser humana.
Eu gosto desse corpo.
Eu gosto da minha fala,
e do pulsar do meu coração.
Eu gosto de enxergar o mundo com meus olhos.
Eu gosto das minhas mãos.
Eu me sinto bem respirando.
Eu me sinto bem sentindo meu sangue vivo e quente.

Oh céu pareces não me ouvir.

Eu disse que me agrada ser humana.

Por que é que um desafortunado dia chegará
em que não mais serei?
 
Eu gosto de ser humana

Inocência

 
Movida pela frágil vontade
Desprovida de maldade
Com inocência atiro-me
em braços estranhos
E esqueço-me de dores
anteriores.

Escoro-me
nos amados ombros
E mais uma vez creio
sermos imunes
ao inevitável fim.

Provamos do êxtase, da glória e
ventura, mas bem ali,
logo em frente pode estar
O gosto amargo da tristeza,
melancolia e quem sabe um leve desespero, decorrente da natural transitoriedade das paixões.
 
Inocência

Pôr-do-sol dos amantes

 
Entardeceu,
a luz solar avermelhada
delicadamente se escondia,
o vento a soprar, sutil
e antes que se fosse o dia,
o primeiro beijo dos amantes,
suave como a poesia.
 
Pôr-do-sol dos amantes

Mesa farta de morte

 
Quisera eu ser capaz de não sentir compaixão,
e me sentar à mesa farta com o resto dos homens,
a me deliciar com pratos cheios de sangue dissimulado.
Mas como poderia eu esquecer-me que há pouco,
sobre os campos ensolarados havia felicidade, havia vida.
A mesma inocência que agora nesses pratos encontra-se morta
caminhava a passos lentos, confiando nas mãos que vieram a degolá-la.
Ao testemunhar tamanha covardia me é inevitável a tristeza.
Como criança choro a minha dolorosa compaixão impotente,
que faz da minha tristeza mais triste ao me ver com as mãos algemadas,
sem nada significativo poder fazer, a não ser dizer que sinto muito
e me recusar a comer.
 
Mesa farta de morte

Presença

 
Eu sinto uma presença,
mas o que ela é?
Respostas me vem.
Mas de onde elas florescem?
Eu gosto de estar viva.
E algo parece viver comigo.
Que me acompanha.
Que me conforta.
Que me segura.
Que até me abraça
enquanto eu durmo.
Essa presença divina
me traz a nostalgia
dos céus.
 
Presença

Diário de uma jornalista

 
Três horas da tarde,
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010,
Rio Grande do Sul, Brasil,
o sol queimava,
no céu nenhuma nuvem se via,
no refeitório do hospital o delicioso aroma
do café recém passado impregnava-se nos corredores,
Na maternidade, o choro de uma criança enchia de alegria os jovens pais,
na emergência, a ambulância chegava às pressas com mais uma vítima da violência,
no consultório uma senhora com dor na coluna, um senhor com falta de ar, um bebê febril, um homem com pressão alta.
Na rampa da UTI
corpos eram conduzidos um a um
à sala fria
que cheirava a morte.
E o ruído daquelas macas me causou medo.
Carros fúnebres estacionados.
Familiares recebem as notícias.
Desespero.
Dor.
E eu venho pra casa com minha máquina fotográfica,
espalhando lágrimas ao vento.
 
Diário de uma jornalista

Desejo e dor

 
Ah vertigem tenebrosa...
Que ardor estranho despertas,
dor insignificante.
Provéns do meu querer, óh desejo inútil.
Acaso não és tu , desejo, que me fazes carregar dores ordinárias,sem grandeza alguma? Não és tu que corres em círculo?
Amantes ardem de desejo, mas o desejo nos conduz apenas ao querer mais, sem nunca chegarmos a uma satisfação plena. Seremos nós apenas isto, por mais que isto nos pareça enorme?
 
Desejo e dor

Confia na Existência

 
Com inocência, confia na existência.

Ama.

Canta.

Ri.

Chora.

Dança.

Celebra.

Vive no instante e confia.

A existência está sempre fazendo com que tu te alegres.

Abandona-te nas mãos da Vida.
 
Confia na Existência

De mãos dadas com o Agora

 
Rendi-me à própria existência
e os instantes tornaram-se inteiros em si mesmos
e meu ser inteiro nos instantes.
Fluindo com a Grande Vida...
Adeus medo paralisante,
adeus dúvida angustiante,
pois que agora caminho de mãos dadas
com o Eterno Agora,
não reluto o que ele me traz,
recebo-o como é,
pois rendi-me,
soltei-me à Vida.
 
De mãos dadas com o Agora

Jardins de cemitérios

 
Jardins em meio a sepulcros.
Suspensos jardins
floridos.
Secas flores,
amenizando dores.
Ramos verdes debruçados
ao indiferente cimento
morto.
Estreitos corredores,
cheios de vazio.
Botões de rosa
esmagados.
Frases comoventes,
dolorosas despedidas.
Retratos de vidas
interrompidas.
 
Jardins de cemitérios

Inversão de Valores

 
A febre quotidiana
contagia
a cada dia.
Valores virtuosos
permutam-se
com propósitos mesquinhos.
E o gosto vil
de deleites artificiais
é tão fugaz.
 
Inversão de Valores

Amor Real X Paixão

 
Que tu sejas livre,
ainda que te sintas bem em minha presença,
Mas que não venhas tua felicidade
depender de meu ser.
Amores desinteressados e livres do apego são dignos de louvor.
A vil paixão quer ser uma prisão. Nela não há beleza.
Efêmera como a gota do orvalho ao amanhecer, é a paixão.
E quando vivenciamos o real amor,
este simplesmente transborda de nossos seres.
Que não seja imposto critério para sua existência.
Não pode haver amor quando brota a exigência, tampouco o desejo de tomar posse de outrem.
Estarás coberto pelo véu de maya (ilusão).
Pensando ser pequeno,
enquanto és grandioso em ti mesmo.
Confunde-te, designando paixão como sendo amor,
enquanto o amor latente dormita teu íntimo.
 
Amor Real    X    Paixão

Feliz ano novo a todos!

 
Que este nos seja um tempo de glória,
que possamos encontrar o novo,
sem carregar o velho, como se fosse um fardo em nossas costas.

Que possamos permitir-nos momentos de inteira felicidade.
Que não haja divisão dentro de nós.

Que a harmonia existente no Universo se faça também entre os humanos.

Que o amor nos guie com toda a sua pureza e força.

Obrigada a todos os poetas deste belo site, que a cada dia me presenteiam por meio das palavras, com sabedoria e encantamento.

A todos vocês meu sincero abraço e afeição.

Mel.
 
Feliz ano novo a todos!

Gentil Natureza

 
Gentil natureza...
Sábia gentileza, digna de reverências, aplausos, celebrações. Mas que, em meio ao desprezo e ao egoísmo humano, cultiva ainda assim, a doçura, a suavidade e a beleza.
Mantém-nos ao alcance de tudo o que é preciso para nossa sobrevivência.
Mãe, adorável mãe.
Por vezes tu pareces sussurrar tuas dores, suportadas com paciência e em silêncio, enquanto poucos prestam atenção ao teu sutil clamor.
Tu és a Grande Vida.
Os alimentos puros de ti germinam.
Flores embelezam o mundo.
Animais são teus filhos igualmente, mas o homem apodera-se de tudo, pensando reinar sobre ti, ele não vê a estupidez de seus atos.
Ah humanidade, acordai.
Pisemos com leveza sobre a gentil terra...
 
Gentil Natureza

A alegria está aqui

 
A alegria é
uma energia
que vive a dançar
com o sopro do vento.
Ela dança,
ela não se cansa.
E ela nos chama para a sua dança.
Ouça!
Atrás daquele monte,
além das estrelas,
acima do sol,
por dentro do arco-íris,
ela vive
em cada nuvem do céu,
em cada molécula de água,
em cada coração pulsante,
ela passeia feliz e se une
a cada instante
à formas alegres,
muliplicando alegrias
pelo universo afora.
 
A alegria está aqui

Frescor de despedida

 
Reprimindo a tristeza mais uma vez...
e meu corpo apenas parece superar.
Eu sorrio.
Eu até canto,
mas a dor está circulando em minhas veias.
Não, eles não merecem participar de tal dor.
Essa dor é só minha.
Uma saudade que dói.
Uma pergunta suspensa no ar e um silêncio.
Geladas são as despedidas.
Aquele último abraço poderia ter sido mais forte,
se eu soubesse...
 
Frescor de despedida

Separada do Todo?

 
Como deixar de ter fé,
ao ver o nascer do sol
a iluminar o mundo
com inebriante pureza?

No relevo dos campos ,
Por entre os silenciosos lírios,
surge a afetuosa brisa
Do amanhecer,
Trazendo nova vida e bem-aventurança
Uma realidade refletida nas cristalinas águas.

E o mar com sua linda canção imortal
Embriaga o coração humano
Com a magnitude nele contida.

A chuva que sobre ele cai
É de compaixão
Ao compassivo movimento
Incessante das ondas
Sobre a receptiva areia.

Beleza e dança, eis a descrição
do Universo.

Nas folhas conduzidas pelo vento.
No girar da terra sob perfeita sincronia.

Ao observar tamanho espetáculo divino
Sinto em mim a esperança, e a coragem,
Experimento uma união com o Todo
E me vem uma saudade não sei de quê.
 
Separada do Todo?