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Entre aspas
Lilases configuram a tarde aromas excêntricos e cantos folhas de outono sem alarde descem a alameda enquanto os olhos sobem ….
No infinito se perdem, não há caminho sinto-me um covarde. A bandeira que defendi foi enterrada no canteiro das ilusões.
Pátria é o meu corpo e minha vontade jaz destituída de poderes. Os territórios e as curvas tornaram-se rabiscos, desenho desconexo, abstrato.
Sem lúmen....
A boca grita, a alma pega o primeiro voo da ave recém-nascida , tentativa de chegar a algum ponto. Mas as aspas dessa ortografia impedem...
Inseto atônito em torno da luz (esperança) há muito esquecida. Fome a ecoar no estomago da noite que se aproxima.
Com ela volto a ser espectro, arrastando as correntes de um tempo sem precisão Zombando da minha própria sorte.
Não cheguei ao paraíso, habito nas cinzas das guerras internas que criei. Não!Eu não amei... Nem fui amado...
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"A vida de um poeta é como uma flauta na qual Deus entoa sempre melodias novas." (Rabindranath Tagore)

http://taniamarapoesias.blogspot.com
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