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À memória do meu pai. Ah! Meu pai! Quantas saudades deixaste! A tristeza ocupou espaço em meu coração, Foste amigo, companheiro, por que partiste? Ausência pérfida que sufoca, pura emoção!
Lembro-me pai, quando à mesa sentavas, Momentos inusitados de vera descontração, Nos teus projetos de vida sempre falavas, Ah! Destino cruel! Vis punhais da traição!
Hoje, quando no quarto te vejo em retrato, Sinto n'alma a visita da merencória solidão, Felicidade fêz de mim o inoportuno distrato, Deixando-me queixumes por esta escuridão.
Patrono geneanológico da minha existência, Arquétipo de vida neste orbe em perfeição, Declinavas o amor com sutil eloqüência, Ao filho primogênito com régia adoração.
Calaste a voz, mas de tua morada te oiço, A cada momento, em luzente recordação, Nas tuas dores edifiquei o meu arcaboiço, Quando te encontro no recitar da oração.
Um dia pai, no éter, eu vou-te encontrar, Sob o auspício da realengo reencarnação, Nossas almas, eternamente, hão de viajar, No divino seio do grande profeta Abraão.
À memória do meu pai. Ah! Meu pai! Quantas saudades deixaste! A tristeza ocupou espaço em meu coração, Foste amigo, companheiro, por que partiste? Ausência pérfida que sufoca, pura emoção!
Lembro-me pai, quando à mesa sentavas, Momentos inusitados de vera descontração, Nos teus projetos de vida sempre falavas, Ah! Destino cruel! Vis punhais da traição!
Hoje, quando no quarto te vejo em retrato, Sinto n'alma a visita da merencória solidão, Felicidade fêz de mim o inoportuno distrato, Deixando-me queixumes por esta escuridão.
Patrono geneanológico da minha existência, Arquétipo de vida neste orbe em perfeição, Declinavas o amor com sutil eloqüência, Ao filho primogênito com régia adoração.
Calaste a voz, mas de tua morada te oiço, A cada momento, em luzente recordação, Nas tuas dores edifiquei o meu arcaboiço, Quando te encontro no recitar da oração.
Um dia pai, no éter, eu vou-te encontrar, Sob o auspício da realengo reencarnação, Nossas almas, eternamente, hão de viajar, No divino seio do grande profeta Abraão.
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AQUARELA DE UM SONHO
Aquarela de mulher excêntrica e vaidosa, Como é estranho este teu lângüido pensar! Esta cisma persistente e assaz desastrosa, No meu caminho, jamais deixarei passar!
Satírica maneira que te faz tão escabrosa, Vendavais...
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
| Enviado por |
Tópico |
| marilda |
Publicado: 06/10/2007 13:35 Atualizado: 06/10/2007 13:35 |
Muito Participativo   Usuário desde: 02/10/2007 Localidade: Campinas/S.Paulo_Brasil Mensagens: 87 |
 Re: CÂNTICO DA SAUDADE Linda poesia em homenagem à figura do pai.Abraços..
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Poemas -> Surrealistas - PANDORA
- ClariceFerreira
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