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Declaro

 
Declaro-te o meu amor,
crio em ti o colo,
onde me recolho
e sossego,
porque sorriste
quando te disse – amo-te.
Nos meus olhos
soltou-se o brilho
das auroras
resplandecentes
e os meus braços
são pontes novas, abertas
para que as margens se beijem
interminavelmente.
Também te amo -
respondes
e beijas-me,
tocas-me, possuis-me
e no nascer de mais um momento
feliz.
reclamas de mim
a vontade de nos querermos
de reentregar
e entender
o quanto é bom
sabermos
amar.
E na simplicidade
dos mortais sem pressa,
assim permanecemos, sem mais.




Jorge

Autor
JB
Autor JB
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Rss do autorRss do autor
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Texto
Data 19/12/2008 15:22:58
Leituras 295
Favoritos 0
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
Vera Sousa
Publicado: 19/12/2008 16:41  Atualizado: 19/12/2008 16:41
Membro de honra
Usuário desde: 04/10/2006
Localidade: Amadora
Mensagens: 4157
 Re: Declaro
O amor é simples assim... e o poema é lindo JB!

Beijo

Enviado por Tópico
António MR Martins
Publicado: 19/12/2008 16:55  Atualizado: 19/12/2008 16:55
Colaborador
Usuário desde: 22/09/2008
Localidade: Ansião
Mensagens: 5152
 Re: Declaro
JB,

Nada mais há a dizer, ou escrever, quando se lê isto:
"...E na simplicidade
dos mortais sem pressa,
assim permanecemos, sem mais."

E é preciso mais?

Maravilhoso este seu poema de amor.



Abraço

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 19/12/2008 22:21  Atualizado: 19/12/2008 22:21
 Re: Declaro
Belo e simples como os melhores momentos de amor.

"E na simplicidade
dos mortais sem pressa,
assim permanecemos, sem mais."

E nada mais é necessário!
Bjins, Betha.

Enviado por Tópico
krystyna77
Publicado: 19/12/2008 22:25  Atualizado: 19/12/2008 22:25
Super Participativo
Usuário desde: 17/11/2007
Localidade: Moita
Mensagens: 103
 Re: Declaro
Simplesmente maravilhoso....



Beijos,
Ana Cristina

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(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

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dos nossos papos
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(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
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Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
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(gera)



Só saudade

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Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
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Sem deixar morrer
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Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)

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