Homenagens

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria homenagens

Volena

 
Volena
 
Amiga, escuta-me; eu gostaria de te

enviar um buquê com tuas flores

preferidas, esticar os dedos até o céu e

pegar a estrela mais linda ou numa

caixinha, enfeitada com laços e fitas de

cetim, guardar as cores do arco-íris

para ti, mas receio não ser possível.

Então ouve-me. Tu és uma pessoa

encantadora, sabes ser amiga e

compreendes os meus ais, és avó

venturosa, repleta de candura, tens a

paciência e a capacidade de um anjo,

por isso sempre encontras aquele

atalho...

Com carinho!
 
Volena

O MEU LUSO DO MÊS DE MAIO É TÂNIA MARA CAMARGO

 
 
Entrevistar é um ofício que não domino. Meu negócio é samba, pinga, e fazer voar por aí umas poesias. Mas como costumamos dizer, “se é um desafio; tocamos pra frente então”. É importante que haja continuidade dessa proposta reiniciada pelo brilhante poeta Fernando Saiote, o Alemtagus, e que está sendo mais uma vez concretizada, de; um autor promover a entrevista de uma autora e vice versa, e assim sucessivamente. Para eu, esta é uma oportunidade impar e prazerosa, poder mostrar para todos os amigos e irmãos poetas do Luso-poemas, quem é essa grande mulher, mãe e empreendedora. Entre tantas, uma escritora amadora brasileira conceituada, e com quem já nos acostumamos a conviver, mesmo que virtualmente, apreciando e aplaudindo suas obras literárias. Com vocês, o meu luso do mês de Maio: A guerreira. A vencedora. A poetisa neo-romântica, Tânia Mara Camargo.



- Quem é a autodidata Tânia Mara Camargo?

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Nasci em Presidente Prudente, interior de São Paulo, às 20:00 horas do dia 30 de julho de 1957. Meu pai então jogador de futebol, defendia o Corintihans da referida cidade, bem como era tipógrafo de profissão. Lá nasceram também o Régis e a Marília. Com 5 anos minha família mudou-se para a cidade de Marília, onde meu pai foi trabalhar com o irmão, o jornalista, fundador do Jornal do Comércio, Irigino Camargo. Em poucos anos, a família mudou-se novamente, desta feita para a cidade de Bauru, onde nasceu minha irmã Márcia. Já estava em idade escolar e cursava no SESI a quarta série, tinha quase 11 anos, quando vi um piano e senti vontade de aprender a tocar. Meu pai até conseguiu uma professora, mas a situação fez com que novamente nos mudássemos.
Cheguei a Jundiaí e terminei o então chamado Grupo escolar e fui a primeira aluna da classe. Prestei exames e entrei no ginásio (Geva), onde comecei a competir nos jogos abertos nas modalidades dos cem metros rasos e nos quatrocentos com bastão. Eram dias de treinamento rígido, diários, e eu me sagrei campeã. O troféu ficou com a escola. Mas com as dificuldades financeiras que nos atingia, precisei trabalhar e aos treze anos enfrentei meu primeiro emprego, fato que me levou a estudar á noite. Terminei o ginasial, fiz dois anos de colégio, já casada, e abandonei o curso para fazer o técnico em secretariado no Colégio Prof.Luiz Rosa, onde no primeiro ano consegui um estágio numa multinacional e em poucos meses, tornei funcionária. e daí a outros cargos que me fizeram a alcançar o cargo de secretária de presidência.
Deixei Jundiaí, em meados de 1984 fui morar em São Paulo, e lá em 1985 nasceu meu primeiro filho Alexandro e em 1986 a minha filha Mariane. Nessa época passei a visitar o Chile com certa freqüência, foi quando me apaixonei pela cultura local e por Neruda. Em 1996 surgiram alguns problemas de visão, e uma das crises durou 4 meses, então no meu desespero, apeguei-me á fé. Levava horas tentando ler uma linha da bíblia e passei então a escrever preces e cantos à Natureza. Não demorou muito para que fossem publicadas em jornais da região e deram surgimento ao meu primeiro livro. Edição doada a uma entidade que cuida de crianças abandonadas. Como pensador livre, participei de várias Antologias e até preparei o segundo livro no mesmo tema, e o projeto parou. No final de 2000 voltei a Jundiaí, para fixar residência e em seguida a TV Educativa com o programa Jundiaí Especial, levou ao ar o meu trabalho.
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Tendo que lutar para sobreviver, mais uma vez abandonei o projeto. Em 2006 abri uma página no Orkut e criei uma comunidade de incentivo a escritores e poetas. Lá postei o material do livro, “Uma rosa...Um beija-flor” e que chamou a atenção do Poeta João José Braga que me convidou a participar do site Planeta Literatura. Foi um desafio, pois eu jamais tinha escrito nada que envolvesse a paixão, o amor carnal, tanto que fui apresentada aos poetas com o texto “A morte”. Os primeiros escritos saíram com o meu eu lírico masculino, assim nasceu Rosa Vermelha, que foi comparada por alguns com as rosas de Maiakóvski eu nem sabia de quem se tratava. Foi por intermédio do poeta Jairo Nunes Bezerra que o meu eu lírico feminino despontou e “Perdoa-me por te amar”, causou a ele muita emoção. Tenho ainda por hábito em usar a terceira pessoa, no caso, a dama de vermelho, comparada ao estilo Baudelaire. Também desconhecia o poeta. Nesses anos de Internet, procurei estudar sozinha, buscando informações, pesquisando. Foi quando encontrei o Luso-poemas e resolvi me cadastrar.
Confesso que tremi na base, e foi excelente, pois era um outro desafio. Eu teria que tentar ser melhor do que já fora. E sem sombras de dúvidas algo fez com que em um ano, minhas leituras chegassem à marca dos 140.000 acessos. Sei que sou criticada e aceito, sempre tive humildade para saber que existem poetas aos milhões e não agradamos a todos. Deixo claro aqui, que quando houve certos problemas na interação com outros poetas, não houve crítica aos meus escritos e sim um envolvimento meu na tentativa de deter uma discussão injusta. Muitos confundiram o acontecido. Também sei que acabei influenciando outras autoras a escrever em ritmo sensual e isso me faz feliz. Sou grata ao Luso pela oportunidade de expor meus escritos, Aliás é dos sites que frequento é o mais completo. Não sei se serei poeta um dia, sei que em alguns estados brasileiros, tais como: Bahia, Maranhão, Ceará onde tenho muitos leitores, já em São Paulo, sou desconhecida e em Jundiaí, começo a ser notada e observa-me a Academia de Letras, onde já passei na avaliação dos juízes e estou á espera de outras candidatas, para a decisão da cadeira, é somente uma vaga.


Creio que voei alto para uma autodidata e vou deixar para a minha neta, Lara, um exemplo de força de vontade e luta e é isso o que realmente me importa.

- A partir daqui vou expor o meu trabalho investigativo. Escarafunchei a tua vida em algumas particularidades, aliás bem íntimas. (mas te deixo a vontade para responder ou não, é claro).

Todos cometemos erros. Sente dificuldade em aceitar ou não correções?
Cometo erros ortográficos e de concordância, e agradeço sempre quando um poeta amigo me alerta. Sem o saber ele está-me ensinando. Não tenho dificuldades, aquilo que não sei o google me ensina, as pessoas me ensinam, vivo em eterno aprendizado.

- Quando menina, pobre, você enfrentou uma infância com muitas dificuldades, inclusive de moradia e outras mais. O que você fazia para ajudar na sobrevivência e na subsistência da família? Que lembranças têm das suas idas aos refugos das fundições próximas a sua casa?
Todas as manhãs, precisamente às 06:00 horas, íamos, eu e o Régis às hortas dos japoneses do bairro comprar verduras para revendê-las, muitas vezes, por causa da neblina densa, acabava tomando um banho gelado nas manhãs frias, pois não enxergava os reservatórios de água. A febre reumática apareceu cedo, mas ainda não se tinha a idéia da minha doença descoberta há 3 anos. espondilite anquilosante e talassemia.

- A resistência adquirida para suportar perdas, e a força para perseverar nas coisas que programou para ser e conquistar tem alguma coisa a ver com o contato com pó de ferro que enegrecia a tua pele? Isso te prejudicou em alguma coisa; a infância, o estudo, a saúde? Ou só foi mais um sacrifício, uma coisa do destino, e que não poderia deixar de existir naquele período da sua vida.
A fundição fazia fundos com meu quintal, era comum o pó e até labaredas que se espalhavam e se não tomasse cuidado, queimava as roupas do varal. Ela fechou, mas ficou na lembrança aqueles dias difíceis, de pobreza. Tempo em que o sarampo quase nos mata a todos, eu o Regis e a Marília em casa e minha mãe com a Márcia e a Gisele internadas. Além do sarampo tínhamos também a gripe margarida. E me lembro de ter que preparar o almoço para todos e depois pegar um ônibus para levar comida á minha Mãe no hospital. Creio que Deus nos ajudou muito.

- Quando você saia à rua com aquela sacola verde para vender verduras... O contato com o público foi um ensinamento? Ajudou você a aprender interagir, dotou-a dessa desenvoltura, refletida hoje? Sabe-se que; quando isso acontece muito cedo com uma criança, a visão dela para o que é mundo, se abre muito. Aconteceu isso com você?
Tornei-me vendedora logo cedo e comecei a conhecer o mundo real, onde uns tem mais e outros menos. Saíamos eu e o Régis a vender pelos bairros, tínhamos nossos clientes e quando terminávamos as vendas, parávamos num boteco para tomar um copo de groselha, era a nossa alegria. Estava com 11 anos e lembro-me de ter feito uma redação que se chamava “Os Verdureiros”, a professora mandou para meu pai ler, ele se emocionou muito. Tudo na vida é lição, sofremos para sermos melhores, para compreender a dor alheia, para ajudar o próximo.

- É verdade que antes dessa habilidade com a pena, suas mãos eram hábeis no lenhar?
Com treze anos consegui meu primeiro emprego, numa loja de armarinhos e daí para frente nunca parei. Trabalho até hoje. Sou Sign Maker, I’am a woman sign maker. Tenho uma pequena empresa e o respeito das multinacionais da região, pois conheço a produção de todas elas, é necessário para aplicar as normas de Segurança do Trabalho em relação à sinalização de áreas de maior e menor risco humano.

- Você fala dos seus pais e da sua família com carinho. Declarou noutro dia num comentário que é descamisada quanto a torcer por determinado time. Mas, fez alusão a Portuguesa de Desportos por causa de uma paixão enraizada que o seu pai traz por essa agremiação. Só que há um hiato a ser esclarecido. Por que então você gostava tanto de usar aquele short do Flamengo? Quase não tirava ele pra nada. (riso) Essa foi pra descontrair mesmo (riso).
É eu tinha poucas roupas, e o calção do Flamengo era motivo de risos, até meu pai fazia piadas. Nem tudo era ruim.

- Pelo que se sente na sua escrita, ela é romântica, solta, própria. Benedita Arruda e o GEVA, suas escolas, primária e ginasial. Elas foram incentivadoras no seu estudo, nessa sua vontade de escrever, ou foi em razão do relacionamento com a Janice, Lilo, Cristina Cubeiros, a Lucia e a Regina, seus amigos?
Você é um bom detetive, O Lilo já faleceu era como um irmão para mim. Morávamos todos na mesma rua e crescemos juntos. Como sempre gostei de música, a Cristina tinha uma vitrola portátil e colocava os discos (vinil) para ouvirmos, lembro-me de Credence esgoelando na calçada e nós dançando feito doidas. No Geva me tornei campeã dos 100 metros livres e dos 400 em bastão e fui competir nos jogos abertos do interior. Treinei muito na época, andava 15 km a pé para chegar ao estádio, treinar a manhã toda e voltar para ir às aulas. Fui muito observada pelo então Professor Hélio Máfia, treinador de clubes de futebol, mas como todo atleta brasileiro é mal acabado, precisei parar para trabalhar.


- Bom, daí, escrever. Escrever mesmo; começou quando, e por quê?
Na primeira crise de uveíte que durou 4 meses, cheguei a pensar que não mais enxergaria. Desenvolvi a percepção dos cegos, andar no escuro hoje é fácil para mim, na vida tudo se aprende. Foi daí que surgiram as primeiras preces, os primeiros escritos, como Pensador Livre.

- Que emoção te dá à escrita? As perdas de deram subsídios? Alguma vez usou a escrita para fugir dos seus ais?
Dá-me muita emoção, hoje quando encontro blogs e fotologs com textos meus, fico feliz por saber que a minha escrita atinge também ao público jovem. É certo que muito do que escrevo é real, mas também crio fantasias. eu me casei quatro vezes, imagina isso, e eu que pensava que casamento era para sempre, uma casinha, marido e filhos. O padrão normal de vida, aquilo que condiz com tudo que aprendemos desde pequenos. Só que o destino preparou-me armadilhas e quando digo que sou cigana não minto. Estou a 9 anos casada com Mário Ademar, que muito me incentiva a escrever.

- Essa vida vivida é uma lição, uma grande lição de vida. Fez-te o que é você hoje?
Penso que o melhor ainda está para ser escrito, não sei, esse pensamento me acompanha diariamente. Creio que todo escritor ou poeta pensa assim. É uma busca constante transformar palavras dar-lhes vida.

- Valeu à pena? O que é a sua vida hoje?
Sempre estive adiante do meu tempo, apesar de não saber explicar do porque meus escritos por vezes parecem ser de outro século. Não que eu procure palavras no dicionário, elas vem simplesmente e ás vezes nem sei o significado delas e leva apenas cinco minutos para escrever um texto. A maioria deles são feitos à noite, ou durante meu período de trabalho. Valeu, viveria tudo novamente.

- Tens algum tema ou autor específico no qual mergulha na sua escrita, ou deambulas simplesmente ao ritmo da alma?
NERUDA foi e sempre será o grande Mestre. Quando o li pela primeira vez encontrei algo de força, de luta, de desafio, houve identificação, não no estilo, no exemplo de vida. Gosto muito de diversos autores consagrados e procuro ler bastante sem me deixar influir com os estilos.

- “O poeta é um fingidor...", concordas com essa afirmação?
Sim, somos humanos passíveis de erros e acertos, podemos transmitir alegria num momento em que a vida pode não estar a lhe sorrir.

- Tânia Mara Camargo, a poetisa. És poetisa queira ou não, não consigo enxergá-la como não sendo. Porque que não, como costuma mencionar?
Comecei como pensador livre e assim me considero. Hoje tenho a obrigação de cuidar mais daquilo que escrevo, estou sendo observada pela Academia, aliás, já fui aprovada, espero outras candidatas para concorrer comigo, visto que existe apenas uma vaga disponível.

- Cite uma poesia sua, que te emociona ou agrada.
“A morte”, pois foi com ela que adentrei ao mundo da poesia e é o primeiro que escrevi e que é real, é uma luta minha com a senhora morte.

A MORTE

A morte bateu em minha porta.
Um dia cinzento, noite de amargura.
Um aroma enfadonho no ar.
Chamou-me com sua boca morta,
Voz fria , pálida criatura.
Certa de sua missão, estendeu-me
Suas mãos , adagas geladas .
Olhava-me com os olhos de trevas,
Levando-me as profundas.
Encerrar em uma lápide as minhas esperanças?
Deixe me despertar, não sou permanente,
Hei de ir, busca-me outro dia.
Mas não agora que a vida brota
Em meus poros como água salgada.
Deixa-me respirar o tempo que me restar,
vá embora, ainda não é chegada a hora.

Pois se assim fosse ,
não seria você
que num doce abraço por toda a eternidade
far-me-ia adormecer.

- Suas considerações finais. Luso-Poemas, críticas e sugestões se há, em sua opinião, o que mais urge melhorar?
O criador do Luso faz ou não faz ideia, não sei, do quanto eu evoluí, do quanto aprendi nessa interação diária com poetas portugueses. Sou infinitamente grata a todos que comigo convivem virtualmente, meus queridos amigos de escrita. o Luso é o único site onde faço comentários em razão da grande qualidade de escrita dos participantes. Há polêmicas, mas também aprendi que elas acabam por nos fazer refletir e buscar aprimoramento. É como se o site tivesse vida própria, o grande Criador e nós as criaturas tentando alcançar uma perfeição. Utopia? A verdade nua e crua é: O Luso-poemas reconheceu o meu trabalho, foram desde a minha entrada 300.000 acessos, não considero leituras, mas veja; clicaram 300.000 vezes sobre escritos meus.
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- Quem é teu Luso do mês de Junho.
O Fernando teve a brilhante idéia de prosseguir as homenagens aos escritores do site, dando-lhes um incentivo na carreira. Comigo já são três brasileiros. Já deveriam figurar: Betha, Edílson, Jairo... Enfim são muitos a serem homenageados. Dos irmãos lusos, temos: Vóny, Ana Coelho, São, Alentejana, Mim, Nitoviana, Jaber, Roque, Antonio Martins.... É grande a lista, mas o meu luso do mês é: CARLOS CARPINTEIRO

NOTA.: Por motivos pessoais, o poeta Carlos Carpinteiro não aceitou ser entrevistado. Portanto, outro foi indicado; o nosso também amigo e poeta, EDILSON JOSÈ

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OUTRAS ENTREVISTAS
03/2009–Helen De Rose
http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=70387
04/2009–José Silveira
http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=76519
 
O MEU LUSO DO MÊS DE MAIO É TÂNIA MARA CAMARGO

Deixa lá

 
Deixa lá
 
 
Sabes quem eu sou?
Eu era aquele ali…, aquele que…
Deixa lá! Não interessa, afinal eu sou só EU.
Apesar de não saberes quem sou,
Eu sinto ainda hoje a dor de querer ser…
Teu Amigo!
Falavas-me maravilhosamente bem
Eras uma serenidade,
Eras a cadeira que baloiçava,
Quando de olhos fechados
Olhava para o teu interior
E queria tanto ser o Fidalgo.
Mesmo naquela pobreza honrada,
Eu queria sempre ser…, algo.
E a Educação? Soberba…
E com o amor? Paixão,
Sempre a sofrer por amar mais um pouco.
E nos dias que partias em viagens
Eu continuava contigo,
E já noite, corria para dentro de ti.
As tertúlias? Essas eram sempre feitas comigo a Teu lado,
Caía de sono de tanto te escutar,
Sempre tão feliz…
Sei que não sabes quem eu sou,
Mas acredita, eu sou tanto de Ti…
Não acreditas se te disser que se pode ter filhos sem os fazer…
Deixa lá, tu nunca saberás que eu ainda hoje gosto de Ti,
Tanto…, mais que TUDO.
És sempre Aquele, que me lembra as doces noites
Enroladas em sonhos de pureza,
As lágrimas no final sempre sorriam
De tanto amor ver em Ti.
Meu amigo, serás para sempre o Meu Amigo…
E nos dias onde a dor é companheira
Trago-Te sempre para junto de mim.
Só Tu sabes fazer-me chorar como antigamente.
Só Tu ainda vestes a pureza do meu olhar.
Meu Amigo, Tu és…, o maior Escritor de sempre,
És…o Céu e a Terra dentro das minhas memórias,
És os meus doze anos,
És o meu maior companheiro…
E mesmo que nunca saibas quem eu sou…
Não faz mal! Eu não me importo!
És, e serás sempre,
O MEU Júlio Dinis.
 
Deixa lá

Estado imperfeito

 
a saudade vai à frente
quebra os vasos bordados de girassóis
toca o azul abandonado no ar
enquanto a noite não dorme em casa

me deixa mais perto do nada
pisar os pés onde não há mais para onde ir

hoje, o céu virou poesia.
é só essa tristeza
e uma centena de espinhos pregados na alma
e ainda assim, eu não tenho nenhum castelo,
e o tempo se foi

Para o poeta maior Aquazulis.

Vania Lopez
 
Estado imperfeito

Um Momento Especial no Luso

 
Um Momento Especial no Luso
 
Um dos momentos mais emocionantes que vivenciei aqui no Luso, foi ao lado dessa amiga, que a vida deu de presente para o meu coração.

(Ruivona)

PERGUNTAS (À poetisa Helen De Rose)

Poetisa, diz-me…

Quem traça o nosso destino?
É a escuridão que embala o berço?
Quem nos instiga ao desassossego,
Quando ainda pobres crianças,
Chapinhamos nos lagos do medo?

Quem nos traça o destino?
São os beijos da solidão imensa?
Essa força abissal e corrosiva,
Dos afectos adiados?
Ou é o estranho pressentimento,
Que não fomos desejados?

Poetisa, diz-me…

Quem nos traça o destino?
O drama de não ter sido criança?
É o relampejar fantasmagórico,
Da ausência dos afectos?

Quem mutila os nossos sonhos,
Com as papoilas e as borboletas?
É o cansaço de um longo caminho…?
Diz-me…
Quem traça o nosso destino?

Ah… Poetisa… Poetisa…!
Se tu hoje me dissesses…
Porque me sinto tão triste!

Vóny Ferreira

Poetisa, em verdade te digo...

É a linha invisível da existência...
Acende o portal da luz da jornada...
Somos um conjunto de apegos
Na transitoriedade da alma encarnada
Revelando nossos segredos aos nossos medos

É a linha indelével dos genes...
Acende todas as presenças unidas...
Por elos que não se separam jamais
Tudo tem seu tempo para acontecer...
Em níveis elevados em suaves canais
Pois nada acontece por acaso...

Poetisa, em verdade te digo...

É a linha inexorável da justiça divina...
Acende todos os caminhos perdidos
Todos nós estamos incluídos nessa alfombra
Mal assombrada dos nossos sonhos desiludidos

Nossas ilusões cortam feito diamante
Permanecem vivas, mas rasgam nossos sonhos
Os caminhos nunca terminam, enquanto dizemos sim...
Em verdade te digo...
É a linha inefável da Lei do Amor

Ah...Poetisa...Poetisa!
Se eu fosse teu coração
Responderia: SINTA-SE AMADA!

Helen De Rose

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=42957
 
Um Momento Especial no Luso

Para Ray Nascimento

 
Nada a iguala

Quando tudo se resume em

Dom!!!

A poesia

Eis a tua liberdade

De sentir

De viver

De honrar

A vida

Que em letras pulsantes

Adornam o teu livro

A tua historia!

Comentário ao poema:
Poética Chama da autora Ray Nascimento.
 
Para Ray Nascimento

Homenagem a mim mesmo... faz hoje três anos que aqui cheguei!

 
Viúva até à morte

Do que te escondes tu mulher?

Mulher que já tanto sofreste
Mulher que já tanto enfrentaste
Mulher que já tanto perdeste
Mulher que já tanto lutaste

De quem te escondes tu mulher?

Tu que quase morreste
Tu que tanto calaste
Tu que não viveste...
Tu que tanto choraste

Não te escondas mulher!

Filha da pouca sorte
Herdeira da escravidão
Da vida já só esperas a morte
No silêncio... da tua solidão!

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/ne ... toryid=4293#ixzz0gyvKxoTg
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

Este foi o meu primeiro poema postado neste site.
Foi no dia 02-03-2007, faz hoje anos... mais precisamente, três anos!

E esta é a minha singela forma de o lembrar

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As cores do arco-íris

Subi ao último andar, abeirei-me da varanda e fiquei ali uns minutos...
Enquanto bebericava o café, ía observando...
O sol que já dava sinais de vida... as estrelas que ainda lá estavam...os pássaros, incansáveis no seu chilrear matinal... o cheiro da manhã e a quietude aparente da cidade... lindo!
São momentos como este, que um dia tive medo de não voltar a ver...
Os cegos, aqueles que nunca viram a beleza e as cores do arco íris, não sabem... apenas imaginam!
Mas os outros...
Aqueles que um dia já viram e que, de repente, ficaram privados dessa beleza, só lhes restam os outro quatro sentidos para as "verem" de novo... as cores do arco íris!

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/ne ... toryid=8296#ixzz0gz0233PO
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

E este é até hoje o meu escrito mais lido - 7285 leituras. Ainda estou para saber o porquê, pois que assim, à primeira vista, não tem nada da especial. Mas até tem e muito! (pelo menos para mim).
Talvez seja pelo título que lhe dei, não sei...
 
Homenagem a mim mesmo... faz hoje três anos que aqui cheguei!

CARTA A UM AMIGO

 
CARTA A UM AMIGO
 
Carta a um amigo,

Quero dizer que precisamos acabar com essa amizade.
Você me faz chorar demais.
Aflora minha emoção e me tira sonhos que eu já tinha sepultado.
Por favor se afaste de mim.
Pare de borrar minha maquiagem.
Há muito eu tinha conseguido manter a cara limpa.
A boca calada das palavras que os outros não queriam ouvir.
Que coisa cruel essa amizade com você que me lembra minha insanidade.
Que me fez lembrar que os lilases são meus preferidos.
Que saudade tem sabor de chá no inverno.
Que a vida não deve ser tão séria.
Já tinha esquecido tudo isso.
Agora você vem tomando meu espaço
Invadindo minha cabeça
Minhas horas, minhas expectativas
Não vou me enganar mais uma vez.
Muito cruel me inundar com tanta poesia, traços, cores e música.
Vem derrubando meus muros, minhas fronteiras,
Descobrindo meus desejos
Escrevendo novos capítulos
Sim, difícil continuar isso
Difícil acompanhar o voo das tuas asas
Então finja que eu sou desenho. E use a borracha se quiser.
Não quero gente caçando corações em pedras, nuvens, bolhas de sabão.
Já me basta o meu tão grande, tão apertado que chega a sair pelos poros.

Há alguns meses, alguém surgiu na minha vida e trouxe uma bagagem enorme de presentes para o meu coração.
Essa carta escrevi nos primeiros contatos que tivemos.
Ele é pura emoção, um designer maravilhoso, poeta, ilustrador fantástico!
Foi tanta coisa que vi, ouvi, toquei, que me fizeram rir, chorar, transcender. Viajei pra outros mundos, apreciei novos sons e expandi meu conhecimento quanto a poesia.
Esse encontro foi como uma viagem numa montanha russa, cheia de loopings. Por vezes o carro subia devagar os trilhos e de repente ele descia veloz trazendo todo arrepio na espinha. Mas o passeio nesse brinquedo fez o percurso e terminou. Descemos dos vagões e ele se foi...
Tenho um coração cheio de gratidão por ele. E onde estiver ele saberá que me fez sorrir.
Dedicado a você S.Ribeiro.
Créditos da imagem S. Ribeiro.
 
CARTA A UM AMIGO

EU e ROSANGELA COLARES

 
EU e ROSANGELA COLARES
 
Rosangela Colares

Sei que vieste com o propósito de num site de Literatura, dar ar fresco para as nossas Almas de Escritores ficarem lúcidas e transparentes!

Tu com o sorriso lindo da tua foto no Egipto entraste no Luso-Poemas em O5/JAN/2009, mas apresentaste apenas o teu primeiro texto “Coroa de glória”
em 3 de Abril!

Aqui neste espaço irei recordá-lo!

Muita Luz
José Manuel Brazão

Coroa de Gloria

Semeia o bem e você apanhara loureiros
A vida e como uma folha que nasce
Mas depende do caule, que depende da raiz
Que depende do solo, que depende da água
Que depende do homem. Para que de doces frutos
A arvore bem regada será como uma coroa para ti
Oh! Jardineiro de Deus

Assim e o amor agape, eros e filo
Sem rancores com teus amores
Que dão mais, os que dão menos e os que nada dão
Na estrada da vida, e do amor siga seu professor
Mas saiba; você será o que quer ser
Remova as duvidas e não desperdice as modéstias
Não minto, simplesmente sinto e quando sinto; falo.
Eu e meus sentires...

Rosangela Colares

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EU e ROSANGELA COLARES

"Triste Olhar" (Poema escrito por Ledalge e lido por Vóny Ferreira vídeo com poema declamado)

 
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Ah, esses teus olhos vazios!
Que tudo vêem e nada sentem
Me dói, ver-te ausente
Na imensidão do amanhã!
Você viveu sem encanto
Não que esse não tivesse!
Mas, não teve na vida alegria
A não ser escolher essa vida vazia
Que agora te faz falta
Você é essência de mim
Faz falta pra mim esse teu vago olhar!
Eu queria poder te dar tudo
Mas, principalmente o direito de amar!...
Oh, mundo cruel!
Devolva o meu Léo!
Que tanta falta me faz
Sinto imensa amargura!
Pois você foi a cura
Da minha forma de amar!....

(Ledalge)
 
"Triste Olhar"  (Poema escrito por Ledalge e lido por Vóny Ferreira vídeo com poema declamado)

A GRANDE FESTA! (a todos os poetas do luso)

 
A festa começou! Os convidados são todos os poetas do luso. Muita poesia, música e alegria no lugar. Entrem todos, podem chegar! A Vóny é uma das primeiras a entrar: - que bom encontrar todos vocês no mesmo lugar! A Maria veio toda de verde, mas afirma: - verde mas amadurecendo sempre! É isso aí! diz Marlise. A Betha exclama: olha quem veio estar com a gente! O poeta do tempo! Ei Dill! Declama aí um “Eldisiano”! O Gil, poeta do bem, vem entrando... a Karla Bardanza recepciona-o e diz: - bem vindo, “amado!”. Boa noite! Diz Ângela Lugo. A Dolores também veio, com uma garrafa de vinho do porto. O José Silveira chega trazendo a batucada. A Helen com seu livro embaixo do braço, entra animada! a SofiaDuarte também faz parte. Ana Coelho chega com uma lufada de vento leve! A Fhatima levanta a bandeira! – Vamos brincar que a vida é breve. Lilian entra de mãos dadas com Zocha, estava no jardim de Sofia. O GLP, quem diria! Também chega e diz: obrigado pelo convite, gostei bastante! O Garrido, que andava sumido também apareceu. O Rodrigo veio em prol do evento “Coletivo”. Cão poeta adentra a festa, todo de preto. (Re)velata, blackbird e Ghoticun, estão elegantes, também vestem negro. Adelaide tá linda! Toda colorida! Haeremai exclama: - Falta mais azul na decoração! Celiac e Nanda trazem as flores. Renata e Márcia Oliveira acabam de mesclar as cores. Agélica Mattos e Alentejana organizam o sarau. Amora, Cherry e (blue)berry trazem as frutas! O Jaber e o José Torres chegam falando: - Vamos organizar o recinto! Ta faltando o violão! O Antônio M.R Martins responde: - Já chegou com o Paulo Galvão. O Henrique Pedro diz: A festa tá ótima, transcendental! Norberto concorda: É, tá muito legal! Roque Silveira também veio lá de Braga, da Vila verde. A Tânia Mara chegou, trazendo três poemas na mão. A Márcia Oliveira convida: - Já leram meu último poema!? A Vânia diz! Já sim! É uma beleza! O Regis Camargo trouxe os fotógrafos: - é importante registrar o presente para no futuro, rever o passado! A vera Silva, lá de Amadora também veio, chegou rápido, em um pulo. O Carlos carpinteiro, que novidade, veio sem a barba! Olha lá! diz a Ibernisse, aquele lá é o Ulysses? Frederico Salvo exclama! - Na foto é diferente. É ele mesmo, diz o João Marino Delize. A Cléo veio com o rosto pintado de palhacinho! O Paulo Alves com sua tatuagem e a Glória de salto alto. O Abílio Pereira diz: recita um soneto Ledalge! Tá aberto o sarau! Avisa o Amandu, lá do quintal. A Miriade pede ao CarlosTeixeiraLuis: diminui a Luz! O próximo a recitar é o Alberto da Fonseca, que antes, ganha um beijo na bochecha. Valdevinoxis pede silêncio. O trabisdementia elogia: aqui não tem ninguém onipotente! Só alegria. O Alentagus é o próximo. É muito aplaudido ao recitar seu poema. Em seguida o Luis F. e a Carolina. Felicity acende um insenso. O CSantos é aquele do sofá, super à vontade, nada tenso. O Flavio Silver exalta a liberdade de expressão, causando comoção. Muito bem! Diz Julio Saraiva. O José Manoel Brazão é o próximo, recita um poema bem clássico. Massacre sorri com a mão no queixo. Jessé, minha nossa! veio lá da Bahia para recitar poesia! A mim, também ta aqui, aplaudindo com alegria. Em seguida, declama o Marcelo zacarelli. Camões e Veríssimo Também vieram! Mas não confundam com outros poetas!! Avisa o Boxer. Para finalizar, um poema do João Marino Delize! Nesta festa que não tem hora para acabar, todos aplaudem e cantam felizes!

*O poema homenageia todos os poetas do luso, mas fica impossível citar ou lembrar o nome de todos! Assim, desde já, peço desculpas para quem não foi citado.
Com muito carinho e amor!
Maria verde
 
A GRANDE FESTA! (a todos os poetas do luso)

POEMA EM ABERTO (dedicado a todos os poetas do luso)

 
POEMA EM ABERTO  (dedicado a todos os poetas do luso)
 
Entrei
Na porta estava escrito:
"Recital Luso Poetas"
A sala estava quase cheia
Muitos ainda iriam chegar
Reconheci alguns nomes:

adelaidemonteiroalentajanaângelalugoangélicamattos
antoniormartinsanacoelhoamandublueberrycamelodasquintas
ceisacccleocoletivocheryedilsonjoséfhatimafredericosalvo
glpgildeoliveglóriasalleshaeremaihelenderosehisalena
henriquepedrojosésilveirajosémanuelbrandãoledalge
luisalpsimõeskryssfourkarlabardanzananda
norbertolopesmariaverdemarciaoliveiramiriade
onovopoetapaulogalvãorosymarianaroquesilveira
sofiaduartetâniamaracamargoulyssesveríssimovónyferreira

Silencio!
O recital vai começar!

"Poesia em aberto"

Os dias não são mais brancos
São pintados pelos que aqui estão
Se tornaram de uma beleza esmagadora
E ao cair da tarde
Subitamente
As noites se tornam eternas
Os dias com suas noites
Acariciam as idéias
Como uma flecha
Esse chão onde cresço
É um chão nunca vivido
Onde os dias não se rendem
As palavras brotam
De todas as mãos
Se juntam, fluem, mudam
É um chão entre aberto
Onde o amor esta sempre pronto
Um poema escrito a várias mãos
Pois nesse solo sempre
Vai vingar mais um
É puro movimento
Almas que amam
Se alguém tentar traduzir
Não se entenderá mais nada

Uma singela homenagem a todos do Luso nessa lista não constam os nomes dos que ainda virão...
Mas é de todos.
 
POEMA EM ABERTO  (dedicado a todos os poetas do luso)

CRIANÇA...

 
CRIANÇA...
 
UM FELIZ DIA DAS CRIANÇAS ÀS
CRIANÇAS BRASILEIRAS
EXTENSIVO ÀS CRIANÇAS
FILHOS E NETOS DOS POETAS
AQUI DO LUSO.

Criança é Flor

Criança é a mais bela flor
Nascida no jardim da vida
Precisa ser regada com amor
Sentir-se amada e querida.

Criança é a oração
A nós deixada de herança
Luz que emana do coração
Transmite paz e confiança.

Nos olhos da criança
Vemos Deus se refletir
Tem o brilho da esperança
São estrelas a luzir.

Ser criança é ter a ilusão
De que o mundo é colorido
Visto na bolha de sabão
Tudo belo e florido.


♫Carol Carolina



AQUI NO BRASIL HOJE COMEMORAMOS
O DIA DA CRIANÇA E DA NOSSA PADROEIRA
NSªSRAªDE APARECIDA.
 
CRIANÇA...

Até onde nossos pés desejarem...

 
desenharia com a alma numa folha de céu a doçura que logo após nascer o sol fica esperando, é como se podendo vê-la não importa morrer antes do anoitecer... sou um daqueles que perambula pelas ruas da vida até o cano da tua alma cujo destino será selado como se trouxesse a voz de Deus para restaurar o que o oceano seca, ao som de sorrisos caindo direto da boca de uma mulher para o ouvido de um homem. saborear a alegria do sentido em seus olhos testemunharem minha vida que se deita na sua frente enquanto meu coração ainda bate em seu peito...


(além de céus e oceanos)

Vania Lopez
 
 Até onde nossos pés desejarem...

AMIGO...

 
AMIGO...
 
FELIZ DIA DO AMIGO!

AMIGO...

Amigo...
As vezes nos fazem chorar
Ao chamar nossa atenção
Mas é somente um ajudar
O seu na vida quase irmão.

Amigo...
É muito mais que um parente
Está sempre do nosso lado
Em qualquer situação é presente
Mesmo sem ter sido solicitado.

Amigo...
Meu porto seguro é a tua mão
Amparando não me deixa cair
É forte em qualquer situação
Quando tudo parece ruir

Amigo...
Resumindo amigo é o irmão
Que com amor escolhemos
Esta dentro do coração
Precioso tesouro que temos.

Amigo...
Rogo a Deus para te abençoar
Cubrir de flores todo o teu caminho
Amigo vou sempre te amar
Estes versos te fiz com carinho.

♫Carol Carolina
 
AMIGO...

acrílica sob/tela

 
seu sorriso visto de lado é a coisa mais bonita,um traço inconsciente prolangando o céu.sem mexer a cabeça,aplaca o vento forte,joga uma bóia para as águas indomáveis,e na tela o sol aquece a a pele.assisto o azul cair da paleta e se tornar a única companhia do céu.num tom forte,trás o sorriso
de volta e espera por ela até o dia seguinte...

Vania Lopez

Esse poema é uma homenagem ao azul de Haeremai
 
acrílica sob/tela

pincel das razões

 
Cantar para que a noite devolva Aquele sol,
antes perpétuo, que veste a pele,
que transborda das xícaras
no anonimato profundo e terno.

Cantar para que o céu alongue os olhos
Quando a vida é apenas um momento feito à mão
A saudade uma brisa que se sente na boca

Cantar o instante perdido e recuperado
A fotografia de ser feliz e mais nada.
A última lua que cai no quintal
Lambendo da terra o gosto de nossos passos
Por todo calendário a mágica
De não saber conta-los

Cantar para acordar a palavra firmada
Rasgar a memória com dedos austeros,
Demover as pedras de suas intenções, Cuidar dos detalhes,
deixar escorrer toda água passageira
deixar vivo o que só sabe viver.

Cantar para abrir os portões
Por onde passarão todos os livros violinos do mundo
E nossa palavra estará caindo
Antes de nós percebermos... como um conforto no peito
As tardes de nossa falta.

Dila Santos & Vania Lopez
 
pincel das razões

Mãe Terra

 
Mãe que expele todos os dias filho de luz
Nunca deixa teus filhos sem alimento

Mãe terra que registra marcas dos que pisam
Guiando todos por caminhos diversos

Mãe que dar a todos um punhado de terra
Jamais reivindica direitos.

Mãe terra que chora pelo submundo constante
A ganância de uns filhos, desnorteando

Mãe terra que receberá os filhos, joia emprestada
Que um dia retornarão ao seu abrigo eternamente.

Uma vida vale por suas ações
A vida que podemos somar com o tempo

Varenka de Fátima Araújo
 
Mãe Terra

contradições de pele

 
um corpo
uma alma que menstrua
(só com a lua)

não me encaixo nos dias
vomito minhas memórias
sou feita
prefiro o frescor do selvagem
um cigarro
um homem
um bolo de chocolate

não existe paz
nem anúncio nas costas
faço barulho com o papel
deixo na pele o recado
(juras e promessas)

minha fome me come viva
treme como folha
gosta da ausência no vestido
um quarto vestido
e o corpo sem botões...

onde eu estive minha vida inteira?
você sabe...
fala!
vivendo o melhor papel da minha vida:
ser mulher!

caí de um corpo
Completamente eu
(pronta para viver um livro inteiro)

Vania Lopez
 
contradições de pele

A dedicatória mais perfeita...entre pai e filho!

 
 
Francisco ,queremos que cresças saudavelmente e que sejas aquilo que desejas ser, por isso vamos-te dar o nosso melhor (amor, segurança do cuidar, alegria, responsabilidade) ….

Ao som da lua cheia mudaste a hora da tua estreia …
Apressaste a chegada ao mundo, arriscando a tua vida,
Agora lutas para te ajustares à realidade, no ventre acrílico da maternidade …
És mais doce que o açúcar, mas os médicos dizem que tens falta dele …
Por isso tens os pés cada vez mais gigantes, a cada picada que sentes …

Sabes “Coraçanito”, precisas de te alimentar, para cresceres como o pai no futuro …
Não podes desistir de ser feliz, agora que mudaste o mundo …

Eu e a tua mãe te amamos muito …
Por teres ocupado o lugar do sol,
Por seres o testemunho mais genuíno do nosso amor,
Por seres a homenagem mais bonita que conhecemos da vida…

Força mensageiro do céu,
Não deixes escurecer as estrelas,
Brilha como elas na terra …
Pois já és a orientação exclusiva do nosso coração… — com Luis David.(Pai)

Esta dedicatória foi escrita pelo meu marido , no dia em que o nosso filho Francisco nasceu. Eu ainda a recuperar de um parto difícil e o nosso filho a lutar na incubadora...! Momentos difíceis mas onde o amor e a fé nos ajudaram a vencer!
 
A dedicatória mais perfeita...entre pai e filho!