Poemas, frases e mensagens de Zarpante

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Zarpante

Sou um jovem apreciador de poesia, um harmonizador das palavras. Divirto-me a tentar concilia-las.

Espero que desfrutem dos meus trabalhos!

Cumprimentos: ...:::ZARPANTE:::...

Sozinho, perdido em mim

 
Cansado, frustrado
Simplesmente só
Sinto-me usado
Mas não quero dó!

Rodeado por tantos
Não sinto ninguém
Apetece-me outros prantos
Caminhos para ser alguém

Ouço tudo…
Nada sei…
Estou mudo…
Porque me calei

Criticas que me fogem
Impulsos que solto
Falta-me a coragem
Para fazer-me resoluto

Quero mais!
Mais…não sei o quê
Quero que os demais
Não vejam ,o que alguém vê

Farto disto,
Cansado de nada
Sentimento misto
De paz pouco apaziguada…
 
Sozinho, perdido em mim

Apetece-me falar

 
Apetece-me falar, ser mal educado
Extravasar porcarias, memórias vadias
Dizer o que me na mente aparece
Mandar “fuder” quem merece!

Estou cansado de seguir linhas!
Quero ser vulgar!
Quero ser como aquelas galinhas
Que andam por ai a vadiar

Quero que se lixem!
Quero que morram!
Quero viver depois de alguém
Quero matar, mas não sei quem!

Estou doido, endoideci
Foi desta vil comédia
Deste país onde vivi e cresci
Desta imóvel porcaria
Que já não vive, vivia
Mas que me tem aqui…

Revoltado, chateado, roubado
Por tudo isto, mal tratado!
E quem foi? Uns cabrões
Que sacam dinheiro
Que podia encher camiões!

São milhões e milhões
E pronunciam-nos como
Simples trocados
Pudera, não são eles os roubados!

Cambada de ladrões,
Competentes na incompetência
Cobardes quando deles
Se quer mais dependência

Vejo que tanto falam
E o que ouço? Nada!
Na verdade cagam
Em quem trabalha
E a consciência? Leve!
E a carteira? Pesada!
É assim esta canalha!

Cansei de falar
E nem um terço disse
Quero apenas guardar
Esta talvez tolice!

Poupa-la para uma velhice,
Que adivinho, sem futuro.
Trabalhar no duro
Lutar para nada ter
É fudido, mas a muitos, teve de ser!

Nota de autor:

A talvez demasiada intensidade do poema foi questiona por mim antes de aqui o expor. Tive duvidas e receio de extravasar demasiadas emoçoes que possam ferir susceptibilidades. Não é minha intenção "chocar". Peço desde já, desculpa a quem possa ter ferido susceptibilidades.

Quem me segue, saberá que este poema é controverso, pelo exagero, em relação a outros meus poemas.

Cumprimentos...:::ZARPANTE:::...
 
Apetece-me falar

Uma vontade

 
Fecho os olhos, vejo Nada.
Imagens formam-se instintivamente.
Não controlo o que penso,
Vejo sem olhar, naturalmente.

Não forço a que nada surja, tudo fluiu;
Vejo o espelho do sol, serpenteante e
Na acalmia da sua chamada, sigo-o mas
Não o consigo alcançar.

Corro, devagar, movo-me sem me mover
Tento alcançar o espelho da luz do ser.
Sinto-me longe na sua presença.
Vou alcança-lo, é a minha crença!

Corro e mais me sinto quieto!
O sangue flui rapidamente em todas artérias, sinto-o!
Mas o coração bate desacelerado.

O sol continua irrequieto,
admirando-se a si mesmo, talvez,
Fazendo-me admira-lo, também.

Ergo os braços e tento senti-lo, não consigo!
Vejo-o, mas não o sinto.

Tenho frio, sinto-me gelado
O sangue parece ter evaporado
Pergunto-me que se passara

Abro os olhos,
A chuva continua caindo,
O vento frio sopra

Tudo permanece igual.
 
Uma vontade

Casais

 
O amor surge de um caminho
Que se molda, por vezes longo
Por vezes árduo, por vezes minguo
Mas nunca, nunca sozinho

Depois da paixão,
Onde se age sem questionar
Onde se vive uma emoção
Que não pensa nem deixa pensar

É por vezes a desilusão
Que fica de salientar
Mas não se vive em vão,
Já que tudo contribui para Vida dignar

Será apenas um contributo
Dado à vida vivida
Enaltecendo o seu estatuto
De pura mística desconhecida

Ou um forte grande amar
Capaz de tudo vencer,
Capaz de tudo superar,
Sendo uma fonte de viver

Dos “amores” que se assim nominam
Sem sequer se saber nomear
Surgem-me pensamentos que duvidam
Do que é sentir, do que é amar…

Também considero importante
Um casal formar
Pois é união cativante
Do conhecer e do gostar

Assim se cria descendência
Por vezes demasiado cedo
Fazendo-o na adolescência
Não mostrando ter medo

Da forte punhalada na sua vivencia
Da preciosidade do segredo
Que para si cativaram sem clemência
Como disparo de imponente torpedo

Outras, fazendo-o quando devido
Respeitando tempo de maturação
Vivendo o que deviam ter vivido
Para saber tomar tal decisão

Assim sendo, Casais
Que na diferença se assemelham
Mesmo sem haver dois iguais
Todos que assim se nomeiam

Dignem o que assim sabem chamar
Suplantem as dificuldades
Imponham todas as verdades
E saibam o que é Amar.
 
Casais

Devaneio

 
Viver entre milhões,
Conhecer centenas,
Confrontar-me com dezenas
E, apenas identificar-me com unidades

Gostar de quem me é próximo
Desejar quem não conheço

Paixões ilusórias das quais não esqueço

Na incerteza de sentir ou não sentir
De ser ou apenas parecer,
Confronto-me com questões
As quais não tenho resposta

Como presas se ocultam do predador
As respostas escondem-se,
Como se sabendo todo o seu valor

Só, sempre só
Dou por mim a vaguear
De pensamento em pensamento
De ideia em ideia

Tudo flui rapidamente

Em segundos corro mundos
Fantasia ou realidade?
Nem eu mesmo sei

Como se entra-se em transe
Sonho, acordado, e vejo
A vida como ela é
Ou talvez como gostaria que fosse

A fluência dos pensamentos confunde-se
Fico baralhado,
Paro.

Pareço ter fundo à vista,
O escuro torna-se intenso
Consigo sentir bem perto
O coração a manter-me vivo

Sinto vida nas veias
Sem ter consciência de mais nada,
Mantenho-me vivo

...

Em flash as ideias começam a definir-se,
As palavras deixam de ser difusas

Volto a pensar.

Organizo minha mente,
Ou apenas convenço-me que sim

Retomo, as questões permanecem .
Continuo sendo Eu.
 
Devaneio

Desiludido

 
Viajar sem rumo,
Pertencer a nada
Dissipar-se o fumo
Da chama apagada…

Ver desvanecer o dia...
O romper da aurora
Dizer o que diria
Numa oportunidade de outrora…

Ir, seguindo vontades
Sentir saudades do passado
Lembrar-me do lume, agora apagado
Sentir o calor viçoso da chama quente…

Fecho os olhos, vejo nitidamente
Radiosa, forte. Cintilante , viva!
Chama poderosa quero ser como tu !


Abro os olhos, tudo esta como estava
Sem vida, dia pálido , chuvoso
Brisa sopra como soprava …
Tudo permanece custoso …

…De ver, de sentir, de entender…

Sem rumo, sem imaginação...
Resta-me a memoria do coração
Do sentimento que havia…
Da alegria que existia…

Pela vida abatido,
Sinto-me simplesmente…desiludido!
 
Desiludido

Essa coisa

 
Essa coisa que apanhei na casa de banho
Essa coisa que me desgraçou
Aquele estúpido insecto parasita
Esse insecto que me infectou

Essa coisa que se transmite pelo toque
Ou pela saliva num copo mal lavado
Esse beijo que tu me deste
Naquele dia amaldiçoado

Tento não respirar
A doença nesta atmosfera.
Pode ser que isto passe,
Sento-me e fico à espera

Já apanhei disto uma vez
Tomei antibiótico e passou
Mas bebi do mesmo copo
E essa coisa voltou

Esta coisa que vos descrevo
Destruiu a minha vida
Mas digo-vos com toda a certeza
Essa coisa não é SIDA.
 
Essa coisa

Revolta

 
Num Mundo de todos e de ninguém
Num Mundo de vidas,
Num Mundo que tanto tem
Num Mundo onde as verdades são esculpidas.

Onde as pessoas se manipulam
Onde se matam e ate degolam
Onde objectivos se tornam obrigatórios
Onde se fazem tantos actos inglórios

Revolta-me os que tanto se queixam
Os que reclamam mas nada fazem
Aqueles que podem ser felizes, e outros não deixam

Os que sofrem por nada ter de sofrer
Aqueles que tanto têm e mais querem ter
Outros que se resignam ao que são
E os que não lutam pelo que acreditam

Chateiam-me os que muito falam e nada dizem
Irritam-me “os senhores” da razão
Enervam-me os que reclamam de pão na mão
E ainda os que fingem fazer o que não fazem

Acho piada às modas
Aos que passam e ignoras
Aqueles que admiras sem conhecer
E os que detestas só pelo que aparentam ser

Chateia-me a repetição
Os que são aclamados por aparecerem na televisão
Os ídolos de ficção
E ainda os que cospem na própria mão

Gosto de originais
Os que não plagiam
E se tornam imortais

Revolta, é o que sinto
Por tantos defeitos encontrar
Mas não ser ninguém para os corrigir e apagar.
 
Revolta

Tudo acaba

 
Tudo é certo depois de se criar,
Tudo tem como se impor
Só tem que se fazer importar
E a certeza que se vem entrepor:
Durará até acabar

Desde o simples ao mais extraordinário
Tudo tem algo em comum
Tudo se liga como vidro de aquário
Por uma fina ligação capaz de ser quebrada
Por mais não que um simples dejejum
Daquilo que se sabe vir a caminho
Tudo acaba por adquirir o título de” coisa acabada”
Sobrando um passado que se fez existir desde o ninho

Tudo acaba por mais não poder durar
Ou simplesmente porque se fez terminar
O que se podia até prolongar mas não prolongou
Desejamos que algo dure e mais depressa dizemos:
Acabou!

Pensando na roupa que mais gostamos
E sendo ela também a que mais usamos
É aquela que mais se corrompe
Enquanto a outra, ficando no armário,
Prolonga sua inanimada vida tal como a começou

Parece contraditório mas é o que prevalece
O que gostamos mais depressa terminará
O que menos gostamos mais vivera
E o que gostávamos com o tempo desvanece


Desejamos aquele sentimento que de tão grande
Se tornou tão pequeno na duração
Queríamos muito mais, mas mais não existiu
Por vezes pensamos que o esforço foi em vão
Não nos lembrando do que se sentiu
Do que se viveu, parecendo que por mais que se ande
Não se esquecera a saudade de algo que gostamos
Fortemente e do mesmo modo nos feriu, nos magoou
E tudo porque? Simplesmente porque acabou…

Então luta-se com força e coragem
De quem não faz da vida uma miragem
E tenta vive-la o mais que poder
Sem se esquecer daquilo que quer ou não quer

Todos nós já desejamos algo para todo o sempre
E se ainda não desejamos, pelo menos ambicionamos
Queremos mais do que gostamos e é natural que assim seja
Queremos o nosso bem e instintivamente o procuramos

Queremos um futuro e de um jeito ou de outro
Lá pensamos nele definindo algo a atingir
Tendo pequenos ou grandes sonhos
Melhor ou pior, com sorte ou sem ela
Lá vamos vivendo de encontro ao que queremos

Tendo sempre presente conquistas,
Derrotas, perdas e ganhos
O certo: Tudo acaba, o importante é aproveitar
Enquanto dura, e dure o que durar
Que seja bom enquanto durou
 
Tudo acaba

Essência de teu ser

 
Ainda é pouco aquilo que posso dizer
Esse teu espontâneo ser
Te distingue e te abrilhanta
Numa amizade que se adianta

Num acentuar de palavras
Numa troca de doces ditos
Em que me acarinhavas
E desmistificavas mitos

Desprendida de vergonhas
Dizes tudo que pensas
A frontalidade te admiro
E Seres quem és, venero!

Respostas de simpatia
Que a outras vidas guia
Espalhando carinhos
Adoçando a vida dos “sozinhos”

Estas pronta a ajudar
És uma linha de conforto
Tens amor para dar
E ainda és Seguro Porto

Inimaginável bondade
Que te caracteriza
Tens também amabilidade
Que ainda mais te enfatiza

Assim és tu singular,
Sem muito a quem comparar.
Ser único que se há-de guardar
E para sempre recordar
 
Essência de teu ser

No meu pior

 
No meu pior, mato.
No meu pior, esfolo.
No meu pior, desiludo
No meu pior ainda desolo…

No meu pior, faço o que não quero
No meu pior desacredito o que venero
No meu pior quebro o limite
No meu pior, engano-me no palpite

No meu pior apaixono-me sem vontade
No meu pior iludo a verdade
No meu pior quero o que não posso
No meu pior sinto que maço

No meu pior queimo vida
No meu pior acelero o fim
No meu pior saio de mim
E ainda faço o que me invalida

No meu pior há tanto a dizer
No meu pior não me calaria
No meu pior há muito a fazer
No meu pior vou ser melhor… um dia!
 
No meu pior

Aquilo que sou

 
Em muito me defino
Com pouco me contento
Sou Ser como outro,
Um Mundo, um vento…

Quero ser mais, luto por isso
Tento fazer melhor do que fiz
Persisto em melhor fazer
Quero mais que querer

Simples no que me assenta
Exigente no que faço
Humildade me representa
Na vida por que passo

Privilegio a Amizade
Altruísmo faz parte de mim
Mantenho uma saudade
Daquelas que me fazem ser assim

Orgulho me acompanha
Um mole coração tenho
Quero no hoje e no amanhã
Manter os que comigo mantenho

Mais poderia dizer,
Em menos me podia definir
Sou aquilo que sei ser
Uma vida, um livro por abrir
 
Aquilo que sou

A caminhada da Vida do Tempo

 
É verão, o calor arrasta-se
Mantendo-se desde o nascer ao pôr
A brisa que corre aquecida, desvanece
O meu rosto procura outro ardor…

Deixo o sol se pôr
A lua iluminar meu caminho
O amanha o hoje transpor
E sigo eu na caminhada, sozinho...

Passo a passo, noite fora
Só o silêncio me acompanha
E a brisa natural, agora estranha
É da hora!

Penso, só penso em não pensar
Tudo vejo, tudo quero
A natureza venero
E ainda não me fartei de caminhar

Sinto-me só, estranhamente só
Mas como me posso sentir só?
Há árvores, insectos, ervas ,flores…
Há vida para além de mim!
Há quem também tenha dores
E ainda quem se canse de viver assim

Ando caminho, percorro estrada
Ainda sozinho acompanhado por todo o nada
Olho para a lua abrilhantada
Cheia, como eu ser gostava…

Todo o vazio esta cheio
Preenchido por tudo que não vejo
Quero juntar-me a ele mas tenho receio
De que o ele me mergulhe em não mais que desejo

Continuo a caminhar
Quando irei parar?
Quando me cansar!
Esta claro que seria melhor se fosse a voar…

Mas voar para onde?
Se para onde vou nem eu mesmo sei
Assim demore o que demorar
Vou seguindo e quando chegar
Simplesmente cheguei!

Não tenho Tempo
Porque o Tempo não me pertence
Não tem dono nem descanso
Apenas existe, é do que me convence,

O Tempo que assim sei chamar
Não se formou ao assim se baptizar
Pois quando se assim chamou
Já ele se assim chamava e nada mudou!

Por isso tenho todo o Tempo que não me pertence
Lá vou eu na minha caminhada
Sem rumo , sem ter nada
Apenas eu e Mundo que a meu ser vence.

A Vida que tenho, tive sem pedir
Tive-a porque assim mereci?
Ou apenas para merecer tive de para cá vir?
Saber nada sei, só sei que viver ainda mal vivi!

Mas a caminhada ainda não parou
Vou é seguir porque ainda não acabou
E dela chegar ao Tempo que mal começou

Nesta caminhada do Tempo
Que sigo por ter vida
Quero um empurro do vento
Para que sinta a vida mais vivida

O Tempo não passa,
O Tempo não espera,
O tempo não pára
É a Vida do Tempo uma Era!
 
A caminhada da Vida do Tempo

Incerteza...

 
Já nada sei, tudo perdi
Certezas de mim,
Sobretudo certezas de Ti
Interrogações sem fim

Que procuro a mim responder
Que em mim procuro entender
Mas não há respostas
Tudo esta para mim de costas

Voltadas, como tintas aguadas
Que não se prendem a nada
Que deixam as paredes borratadas
Como uma tela inacabada

E agora? Que faço?
Que digo? Que penso?
Flutuo como sargaço
Num mar imenso

De dúvidas e interrogações
Que me não permitem,
Nestes infinitos turbilhões,
Conhecer o que me omitem…

Inútil, indeciso, frustrado
Neste “filme” inacabado
Que com o futuro esta compromisso
Mantendo o seu fim omisso…

Porquê isto? Porquê assim?
Porquê tantas dúvidas de mim?

Talvez porque vivo,
E viver é isso…ter duvidas
“Descobrir” a cada passo,
Conhecer as respostas escondidas
Procurando evitar o fracasso...
 
Incerteza...

Fumar nesta Juventude

 
Se pensas que te da respeito
Enganaste!
Se fazes por companhia
Não vais longe!
Se fazes para ter a mania
Mais vale estar quieto
Se fazes por prazer
Fuma até morrer!

...:::ZARPANTE:::...
 
Fumar nesta Juventude

Um Usado Mundo

 
Vivíamos tempos de glória!
Reis comandavam,
Por todo o Mundo chefiavam e mais
Poder obtinham do povo que exploravam!

Expandiram terra e mar,
Evoluíram, conquistaram e dominaram
Descobriram o que está para além do que enxergavam.
Puderam ultrapassar os muros, fazendo-os desmoronar.

O tempo passou, muita coisa mudou
Mas os moldes seguem os primordiais,
Traços em tudo parecidos com os originais
Se foram arrastando anos demais!

A evolução foi apenas de um padrão.
“Material”, que as vezes parece tão vão…
As mentes tiveram de mudar
Mas nunca esqueceram o poder de vencer

Sempre se importou interesses,
Sempre ganhou quem tinha poder de ganhar!
Sorte daqueles que são desses
Azar dos que não tem as mesmas armas para lutar.

Da monarquia à democracia muito mudou
Mais direitos se adquiriram
E ainda mais deveres se implantou.

Os mesmos moldes de séculos atrás
Continuam guiando o que se faz

O poder monetário tem um peso sem igual
A corrupção, embora diferente, continua
Tornando-se cada vez mais banal
Já não existe a justiça que nos apazigua…

Hoje estamos no século XXI
E o que temos de mais comum?
Inovação, criação, tecnologias que simplificam o viver,
Simplificam tanto, que ate se vai esquecendo a essência do que é Ser

Relações por interesse,
Que resultam em traições de razão.
Lutas pelo poder que merece
Uma tão grande ambição?!

Teoricamente livres e todos iguais,
Pena são os direitos que mudam
E as leis que se moldam, aos desiguais.

Assistimos de camarote ao indesejável
Ao que teoricamente contestamos
Aquilo que se torna um rastilho inflamável
Para o que supostamente odiamos

Casos que na diferença do contexto
Se assemelham na definição;
Premissas que de falso fundo
Se tornam mundo da errada conclusão.

Basta! Começo a fartar, Cansar de olhar e ver daquilo que não quero ver!
Repugna-me esta hipocrisia!
Esta nova velha arte de muita valia!

Direitos Humanos, parecem irrisórios quando se olha de longe ou perto e a realidade que vemos não se desfoca.

O egoísmo é a chave da desigualdade

Revolta-me este país, revolta-me este Mundo,
Quero mais, quero um direito rotundo!
 
Um Usado Mundo

O Poder de viver

 
Gerar, Aprender, Viver, Amar
Compreender e Interpretar,
São verbos da vida que devemos
Saber conjugar

Numa sociedade onde os valores
Aparecem e causam dissabores,
Devemos dar sentido a palavra VIDA
Fazendo com que a cada dia
Possamos senti-la um pouco mais vivida

Lutando por uma amanha melhor,
Nunca esquecendo a aprendizagem num
Ensinamento de valor

Nas atitudes de hoje mostra consciência
Que serão a vivência do teu amanha

Acompanha os bens principais pelos quais
O teu intimo se reflectirá,
Dá de ti e recebe do outro, numa mútua aprendizagem
De não fazer a vida uma miragem

Temos o direito a errar,
Mas o dever de tentar corrigir,
E se possível, porque não mudar?
É no evoluir que te sentirás um ser CAPAZ!

Das incertezas tiramos as questões,
Das alegrias, por vezes desilusões
Dos erros a maturação,
Dos defeitos o sentido da palavra SINGULAR

Chegaremos a questionar o que fazer
Para um dia tornarmo-nos um digno ser?

Dos valores estipulados, respeito muitos,
E moldo os que entendo errados

Cada um tem o direito e mudar o que achar,
Sem se esquecer os riscos que pode trazer ou levar

Tira da informação um sentido para o teu caminho, não esquecendo que a protecção ficou no ninho,
Vive dando valor ao pouco que não te pode transpor.

Depende de ti e de mim tornar a VIDA, um DIREITO sem FIM
 
O Poder de viver

Meu Sonho...Sereia

 
Sentado na área, admiro Natureza
Aquela força natural exibindo-se
E esse teu jeito magistral definindo-se
Dão comigo cativado por tal beleza

O mar vai e vem, forte, seguro de si
Imitando-te, ou tu imitando-o
Caminhas areal dentro, foco-me em ti
Completas o mar, em ti fundindo-o

Mergulhas como sereia sem cauda
Fascinas-me como templo de arte,
Despertas esta vontade de ter-te
Que mais e mais se desfralda

Agora, areal fora, segues tu caminhando
A água salgada escorre suave por tua pele
E estes pensamentos por onde ando
Incontrolados como voltas de carrossel

Dão comigo num exponencial desejo
De te sentir mais perto, de te tocar
Quero conhecer tua voz, como realejo
Guarda-la para poder sempre recordar

Define-se cada vez mais teu ser,
Em proporção a minha admiração,
Desvanece meu controlo por te querer,
Ergo-me e deixo levar-me pelo coração

Sigo pelo vasto de areia
Quente, aquecida pelo sol a raiar
E tu, mais perto, mais bela ao meu olhar
Dando-me o poder de acreditar:
És tu o Meu sonho… Sereia
 
Meu Sonho...Sereia

Adolescência

 
Inconcreta, indecisa na certeza,
Desorientada na revolta,
Apaixonante pela entrega,
Desconcertante no que carrega.

Tempo, espaço de autoconhecimento.
Entrelinhas desviadas
Pelas linhas destroçadas.
Molde da vida, uma projecção demasiado sentida.

Maturação. O tempo de decisão!
Onde erros se tornam cruciais,
O saber não desistir para
Ultrapassa-los faz-nos ganhar vivencias vitais.

Onde o simples se torna drama,
Onde o contrariar dá azo a intrigas,
Onde o repulsar se torna vingança
Escoltada pela imaturidade das nossas vidas

Onde os pais nos guião a traçar caminho,
Para poder dela segui-lo sozinho.

Pensa-se que somos incompreendidos
Que não nos levam em conta
Que somos rebaixados pela afronta!

Idade complicada,
Um turbilhão de movimentos,
Um conluio de momentos.

Uma facada vital
Que nos leva a viver menos mal!
 
Adolescência

Assim és...

 
De beleza inegável
Com um sorriso incomparável
Tua espontaneidade admiro
És ainda Ser extrovertido que venero
Assim és: Alegria

Teus olhos castanhos
Com o escuro de cabelos tamanhos
Te contemplam o rosto
De traços de enorme bom gosto
Assim és: Natural

De coração puro e bondoso
És ser duro e também corajoso
Simples no que me cativa
Elaborada por seres Tu, Vida
Assim és: Singular

Tu mesma sem rodeios
Dizes o que sentes
E ainda simplificas os meios.
Apenas tu não me mentes
Assim és: Verdadeira

De colo reconfortante
De carinho pronto
És tu de paciência abismante
Vida cativante, o meu seguro porto
Assim és: Segurança

Amo-te, porque mais não sei como expressar
Admiro-te, porque menos não seria de esperar
Completas-me, porque me sinto por ti preenchido
Acarinhas-me, porque sou de ti nascido
Assim és: MÃE!
 
Assim és...

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...:::ZARPANTE:::...