Poemas, frases e mensagens de AntóniodosSantos

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de AntóniodosSantos

Sócio Ef das:«Sociedade Port. de Autores»(nº26637)
«Assoc.Port. de Escritores»(nº1221)
«Assoc.Port. de Poetas»(nº132) e Vice-Presidente da A.G.
«Clube da Simpatia»-Olhão(nº386)
«Ordem Nacional de Escritores»-Brasil(nº431)
«U.L.L.A.» (nº99)

« Mar... »

 
Ah! Quantos poetas tu já inspiraste,
Numa inspiração de sentir fecundo...
Ah! Quantas vidas, tu já tragaste,
Na exaltação do teu ser profundo.

És pois da razão... um verdadeiro contraste,
De quantas riquezas guardas no teu fundo,
À magia das ondas que nas praias brotaste,
Na tua grandeza d'envolver o Mundo...

Ah! Mar longínquo, no teu horizonte,
Que ao por do Sol, tu brilhas dourado,
Para à luz da Lua, virares prateado...

Mas se os ventos sopram, irrompes em montes
De ondas alterosas, mar encapelado...
Onde tantos barcos têm naufragado...

antoniodossantos
 
« Mar... »

«Ser peregrino...»

 
Ser peregrino é ter o peito a arder,
Numa angústia, profunda e dolorida,
Numa ansiedade que é de entontecer,
P'la conquista porém, duma outra vida.

Ser peregrino, cansado de sofrer,
Ter a alma tão só e tão perdida,
Que apenas força aspira ainda ter,
Para avançar ao longo da subida.

É caminhar por caminhos desertos,
Olhar no alto e de braços abertos,
Pés nus, pisando espinhos com amor.

Chegar enfim à Terra desejada,
E em oração, de tudo despojado,
Ajoelhar dizendo:"aqui me tens Senhor..."
 
«Ser peregrino...»

Poema em glosa (1)

 
Mote:

"Um dia mandei-lhe um beijo
Nas asas de um passarinho
Não cumpriu o meu desejo
Enganou-se no caminho."

Iwan Themes

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Nas asas de um passarinho

O meu amor está ausente,
Há muito que a não vejo,
A saudade está presente
"Um dia mandei-lhe um beijo."

Um beijo com muito amor,
E mui repenicadinho
Um beijo e uma flor
"Nas asas de um passarinho."

Passarinho não voltou,
Perdeu-se um tal ensejo,
Não sei que rumo tomou
"Não cumpriu o meu desejo."

Nunca mais tive resposta
Daquele meu bilhetinho,
Passarinho deu à costa,
"Enganou-se no caminho..."
 
Poema em glosa (1)

«A alma do poeta...»

 
"O Poeta é um fingidor..."
todos ouvimos dizer.
Mas é comunicador,
diga ele o que disser...

Podem ser rimas de amor,
felicidade ou prazer...
Podem ser rimas de dor,
de pesar ou de sofrer...

Mas porém a poesia
que brota da sua pena,
com pesar... ou alegria...

é pois comunicação,
de uma alma, não pequena,
com o fervor do coração...

antoniodossantos
 
«A alma do poeta...»

«Escrever o amor...»

 
Quão pouco me parece
o quanto tenho escrito,
e hei-de ainda compor...
Não há verso que valha
uma gota de pranto...
Nem poema que traduza,
um segundo de dor...
Nem palavra que exprima
a singeleza e o encanto,
de um pedaço de céu...
De um sorriso...
De uma flor...
Ah! Quão pouco me parece
tudo quanto na vida
tenho escrito sobre o amor...
Será que a palavra deveria existir?
Ou tão somente
a infinita poesia dos gestos!
Que o amor,
quando o sinto,
é profundo, infinito
e imenso...
Mas se o acho tão grande,
quando nele penso...
Me parece tão pouco
o que sobre ele escrevo...

Diploma de «Menção Honrosa», no XII Concurso Literário "Algarve-Brasil" - 2009, na modalidade de Poesia Lírica.
 
«Escrever o amor...»

«A cor da lágrima...»

 
Perguntamos ao pintor:
Qual a sua opinião,
Sendo a lágrima incolor
Como é que decidiria,
Qual seria a cor então?
Ensaiou na sua tela,
Procurando a solução...
Se a mesma fosse amarela,
Então só serviria
Para expressar alegria.
Mas se em sua singeleza
Fosse expressão de tristeza,
Qual a cor que escolheria?
Um cinzento carregado,
Ou um roxo da "paixão"?
Tampouco preto de dor...
Se verde como esmeralda
Qual o sentimento então
Que iria significar?
Esperança dá para chorar?
Porque se azul fosse a cor
Seria um choro de amor.
Mas se então fosse vermelha,
Como o rubi ou o sangue...
Pareceriam centelhas
De um sentir de alma exangue...
Porque a lágrima afinal
De sentimento é expressão.
E ao rolar pela face
Mais não é do que o sinal
Do que cá dentro se passe,
Do que vai no coração...
Seja de raiva ou de calma!
De tristeza ou alegria!
De amor ou de paixão!
Ou mesmo o sentir de dor!
De prazer ou decepção!
Da perda de um grande amor!
Qual a cor que então teria
Para cada estado de alma?
Por tudo isso Deus quis,
Pela sua natureza,
Dar à lágrima um matiz
De cristalina beleza...
Só podia como tal,
Ter pois a cor do cristal...
 
«A cor da lágrima...»

«A TODAS AS MULHERES...»

 
Tu ..., que já foste menina,
Com os teus sonhos de infância,
Cresceste bela e ladina
Neste mundo de ganância …

Consciente e genuína
Marcaste p’la discrepância.
Tua presença mui fina,
Distinta…, sem arrogância,

Mesmo sendo sofredora,
Em circunstâncias incríveis,
Com gentes tão insensíveis…

Sempre serás vencedora
Numa situação qualquer...
Tua força é ser MULHER…

A minha singela «HOMENAGEM» a todas as MULHERES deste Planeta global, neste «Dia Internacional da Mulher»...

em 8 de Março de 2011
 
 «A TODAS AS  MULHERES...»

«E depois dos setenta...»

 
Quando os setenta passares,
Nesse tempo que perdura,
Estás com teus familiares,
Na idade da ternura...

E se aos oitenta chegares,
Boa idade, quem diria?
Já com poucos dos teus pares,
Idade é sabedoria...

Mas aos noventa, pois bem!
Bate ainda o coração?
Idade da santidade

Pois que se passares dos cem,
Coisa rara... pois então,
Caminhas para a eternidade...

Este poema completa a trilogia, com os outros dois, que se intitulam:
«E os anos passam...»
«Prazo de validade...»

Este singelo poema é dedicado a todos os/as Luso Poetas que acompanharam a publicação dos «Cem Poemas...Diversos», com a sua simpatia e amizade...
 
«E depois dos setenta...»

Velhotes!

 
Olho em redor, e que vejo eu?
Todos querem ser o centro do mundo,
sem dar aos outros um pouco do seu
amor e calor humano profundo.

Na voragem do tempo que se deu,
com orgulho para quererem tudo,
sem darem conta que algo aconteceu.
...desespero com dedos de veludo!

Sem que nos quedemos, estaremos sós,
mesmo que tenhamos estatuto de avós,
todos julgarão estar ultrapassado...

Como tal nos esquecerão num canto,
sofrendo de tudo, de tal..., de tanto,
apesar de termos, saber consumado...
 
Velhotes!

Outono...»

 
As folhas vão caindo lentamente,
Pelo destino fatal da mutação,
Leva-as o vento em branda viração,
Mimadas pela brisa docemente.

O Sol põe no seu manto refulgente,
Luz de saudade, em ritual de união,
Como um rei despedindo-se do Verão,
Com pompas de ouro, à tarde no poente.

Outono! Encanto com algo de magia
De ouro e púrpura, em vaga nostalgia,
De ave que parte para longe no migrar...

Murcham as rosas num adeus à vida,
Vida perdida, que canta dolorida
Como quem canta... "adeus" p'ra não chorar...

AntóniodosSantos
 
Outono...»

Papa Francisco

 
Papa Francisco é o Pastor
Dum rebanho global,
Todos trata com amor
E carinho sem igual

Do rebanho, sou ovelha,
A Jesus que é meu Padrinho,
Com fervor, eu ajoelho,
Pelo Pastor rezo baixinho.

Tu tocas o coração,
Com tua simplicidade,
Abominas a vaidade,

Intercede pois, então,
Por mim com muito fervor,
Junto a Deus Nosso Senhor...
 
Papa Francisco

«Eu..."cavaleiro andante"!!!»

 
Empunhasse eu a lança dos valentes
Como se fora um “cavaleiro andante”,
Qual Dom Quixote sonhador…, brilhante!
P’ra combater de forma consciente.

O mal que grassa, crescendo a esmo…
Pudesse eu cavaleiro, relançado
Pela vontade dum ser apaixonado
Por um ideal subtil, em si mesmo…

Cavalgando veloz em meu corcel,
Levitando alado, bem ligeiro,
Sobrevoando doces rios de mel…

Num cenário idílico da verdade,
Em novas leis de vida, ser pioneiro,
Só a Paz entre os Homens e a Amizade…
 
«Eu..."cavaleiro andante"!!!»

«As raparigas de agora...»

 
As raparigas de agora,
Gostam de mostrar o umbigo,
Com a barriguinha de fora,
Adivinha-se o «postigo»...

Que os decotes, ora!...ora!...
Eu já nem sei se é castigo,
Quase a saltarem de fora,
Deixam ver o que eu não digo...

Ah! Recato doutros tempos,
Quem te viu e quem te vê,
Bem discretos e atentos

Só se via o tornozelo...
«Ultrapassado»... é você!!!
Porque eu bem gosto de vê-los...
 
«As raparigas de agora...»

Zé Povinho

 
Há quem devia voltar,
Criticar os que cá estão,
Se pensou no Salazar,
Foi o leitor, pois eu não...

Em quem eu estava a pensar,
Ouça bem com atenção,
No artista popular,
O Bordalo..., pois então.

Que a revolução afinal,
Que se fez em Portugal,
Para acabar com o daninho...

Porém que parece estar,
São uns quantos a "engordar",
À custa do «Zé Povinho»...
 
Zé Povinho

«O Teu sorriso é um poema...»

 
Teu sorriso é um poema,
De beleza sem ter par,
Inocente e sem celeuma
Para aos outros comunicar…

Teu sorriso é um poema,
Dum livro de poesia,
De mensagem não pequena,
Irradiando alegria…

Teu sorriso é um poema,
De uma enorme vibração,
Mas se triste é um dilema,
Faz doer o coração…

Teu sorriso é um poema.,
De valor e de verdade,
Dás-te aos outros sem ter pena,
Vivendo a realidade…
 
«O Teu sorriso é um poema...»

...passou um ano...

 
«Os anos passam...»
Foi esse o primeiro poema,
colocado neste "site",
que saiu da minha pena.
Creio eu..., se bem me lembro,
no dia dez de Dezembro...
Sendo assim faz hoje um ano!
O tempo passa a correr...
Parece ter sido ontem
que tal aconteceu.
Mas, mesmo assim podem crer,
por mais que digam ou contem,
algo se fez para valer...
Se um balanço se fizer
do que num ano foi feito,
acreditem, eu vos digo,
ser o saldo positivo...
Nesse espaço virtual,
tão belos poemas lemos...
Bons amigos encontramos,
com eles muito aprendemos,
Mas de tudo o principal,
as amizades que criamos
neste "Grupo Social".
Onde o sonho e a fantasia,
caminham paredes meias
com o respeito e a cortesia,
unidos pelo ideal
da paixão pela poesia...
O meu preito de gratidão,
com toda a sinceridade,
para todos sem excepção
num abraço de amizade...
 
...passou um ano...

O SABER...

 
Era ainda pequenino,
De calções, ainda garoto,
Curioso e mui ladino,
Tudo aos meus pais perguntava.
Ainda com cinco anitos
Comecei a soletrar
E as letras saber juntar,
Naquela velha cartilha
Do pedagogo João de Deus,
Livro que meu pai me deu,
A um miúdo auto didata,
O que sem esforço afinal,
Para espanto dos meus pais,
O “puto” lia o jornal…
Curioso, como é óbvio,
De tudo queria saber,
O porquê disto e daquilo…
Foi assim que aos dez anos,
Julgava tudo saber…
Isto, aquilo e aqueloutro…
Eu sei…, eu sei…, pensava eu…
Quando aos quinze, mais maroto,
Pensava já coisas tais…
As coisas da juventude,
Namoricos, tais e quais…
Quando aos vinte mais afoito,
Pensas saber para onde vais…
Aos trinta, quarenta, quarenta e oito,
Aos cinquenta muito mais…
Tudo pensava saber,
Ou não fosse eu professor,
Lia livros abissais…
Sobre a vida e sobre o mundo,
Mas afinal meus senhores
Sejam alunos ou doutores,
Por mais que muito se leia,
Por mais sábio que sejais,
Acontece pois então,
Não saberes para onde vais…
Quando os sessenta chegaram
Cada vez e ainda mais…
Agora sim afinal!!!
Julgavas tudo saber,
Mas da vida seu mister,
Tão rápida é ao passar,
Que já passou…, eu direi,
E afinal o que aprendi?
Já quase a chegar ao fim,
É que sei que nada sei…
 
O SABER...

«Viver...» (iii)

 
...
Qual compromisso?
Será que isso
Só, justifica
O ter vivido?
Não quero! Não!
Quero simplesmente
Ver o presente
Com o coração,
Até que o sonho
De um mundo estranho
Termine pois,
A sensação
De ser feliz,
Pelo que quiz,
Pela ambição
De... enfim os dois,
Hoje... e depois...
Viver o Outono
Num belo sonho,
E a Primavera
Numa quimera,
Viver a vida
Como quisera.
Viver... Viver...
Ter-te... e bem querer,
Querer-te e amar-te.
Tudo o que seja
Amor... eu dar-te,
Meu pensamento,
Meu coração,
Todo o desejo,
Toda a emoção
De ter vivido,
Ainda que seja
Por um momento,
Que valha bem
Intensamente
Toda uma vida...
Que só por isso
Valeu nascer!
Ainda que fosse
Só para te ver...
 
«Viver...» (iii)

«Poemas ao correr da pena...»

 
Poemas… são bem diversos
Os que este livro contém
Embora singelos versos
Mui sentidos são porém,
A assuntos tão dispersos
Se referem creio bem.

A «trova», ou a «redondilha»
Ou o «acróstico»…, alinham

Com outras formas poéticas,
Os versos que fui escrevendo
Rimando ou não, mas com ética
Real…, foi acontecendo
Escrever com apologética
Razão boa, que fui tendo,

De escrever o que convinha,
Ao sabor do que continha.

Porém, uma coisa sei,
Escrevi com o coração,
Não sei se realizei,
Aquilo que quis então…

«APRESENTAÇÃO», sob a forma poética de «acróstico», dos «POEMAS AO CORRER DA PENA...»
 
«Poemas ao correr da pena...»

«Cada momento...»

 
Cada momento,
é uma malha na cadeia do tempo,
que vai escoando...
É presente, qual final do passado...
É presente, como o princípio do futuro...
O que agora é...logo já foi,
e ainda antes, do que será...
É o meio, no fluir infinito, desse tempo
sem ter princípio nem fim...
É ponte entre dois espaços,
o transcorrido e o vindouro...
Sem saber onde o primeiro começa,
nem onde o segundo acabará!
Só o pensar que é... já foi,
na vertigem do porvir,
da vida de cada um...
Não interessa querer fugir
àquilo que tem que ser...
Então mais vale sorrir
e intensamente viver,
cada momento que passa,
isto é, viva o presente,
que fecha a porta ao passado,
e abre a janela da frente...
Do momento em que estiver,
olhe o futuro com esperança,
e agradeça o bem que alcança,
que Deus lhe deu e dará...
Mais feliz se vai sentir
e vida melhor terá,
no tempo que irá fluir...
 
«Cada momento...»

António Boavida Pinheiro

AUTOR DE:
«Cem Poemas Diversos»
«Poemas ao correr da pena»
«Poemas em glosa»

OUTROS...