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Auto-julgamento

 
Não me arrependo de nada do que fiz.
Nenhum passo infalso, nenhum movimento arbitrário.
Nenhuma causa ganha ou perdida...

Fui ré, juíza e advogada de mim mesma.
Sem malandragens, nem sacanagens e intimidações.
Pequei, confessei, orei.
Fiz-me pagã, madre, júri interno, minha própria inquisição.

Afora o acerto ao nascer, todo o resto em mim é erro
Substancial, essencial e acidental
Onde engano-me sozinha.

(Auto-julgamento - 07/01/2014)


"Poeta é o que tira de onde não tem e bota onde não cabe."

(Pinto do Monteiro)

 
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Enviado por Tópico
martims
Publicado: 11/01/2014 11:36  Atualizado: 11/01/2014 11:36
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 Re: Auto-julgamento
Julgar o nosso ser é o nosou se enrriquecer, belo poema