
Medo de Voar
O canto que ouço
da ave que voa,
fugindo do inverno,
do calabouço
que a enjaulava
como se fera fosse.
Descortina-se, na escuridão,
teu grito rouco por liberdade,
fruto apodrecido da paixão.
Mas tão breve é teu voar,
que cais... aqui,
no chão.
No silêncio que paira no ar,
são negras as palavras escritas na pedra.
Já não há mais nenhum gosto;
apenas resta o desgosto
pelo teu medo de voar.
alexandre
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