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Sonetos : 

As Rugas

 
As rugas comem-me o cérebro
Enquanto a lingua me lambe a solidão
Aos anos que com gelo quebro
E tudo parece passar num vão

E quando a mão simplesmente abro
Reparo que não possúo um único grão
Sorrio a este acto macabro
Fruto de um comboio de ilusão

E é muito pouco aquilo que consacro
Mas toda a imagem tem um senão
Nunca se sabe onde està o simulacro

Ou o real da visão
Porque quando o fato é magro
É porque o estomago não tem grande ambição


Unu Saccio

 
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sisnando
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