Poemas, frases e mensagens sobre gotico

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre gotico

A Caça

 
 
Serei o caçador ou a presa
Desse teu misterioso olhar
Negro, mas cheio de beleza
Que me hipnotiza para te desejar.

Meus olhos dizem que me importo
Que a situação é nova para mim
Não sei como agir. Mal me comporto
Ataco-te ou começo uma fuga sem fim?

Como uma força desconhecida
O teu sorriso frio me seduz
E faz-me destruir a barreira proibida
Que me afasta da fuga e da luz.

Beijo-te. A escuridão estava em tua mente
Entre sorrisos e beijos ela recua lentamente
Aperto tuas mãos suadas e frias
Touché. Fim de caçada com maestria.

Janna
José Coimbra
 
A Caça

Vida Assombrada

 
Um dia a mais aqui
o que é para ti?
Estou cansada de viver
já não tenho que crescer

Canto a musica da morte
Sempre me achei com sorte
Um dia não há mais o que fazer
vou ter que desaparecer

Confio que existe o paraíso
porque sem ele o que sou eu?
Faço ainda o que é preciso
O meu corpo já muito sofreu

Inspiro-me na tua doença
Pode ser diferente da minha
A mim me resta a crença
que ainda não estou perdida

Insultaste-me sem saber
e agora aguentas a dor
O sangue tens de beber
Para encontrares de novo o amor
 
Vida Assombrada

Melancolia

 
Como definir essa onda de vaga tormenta,
Espiral de languidez e morte
Aspirando atos finais de trágicos emblemas
Nos mausoléus de ermos pensamentos ?

O amor a esse sofrimento evoca
Abortos mal sucedidos de tragédias recentes
Em cicatrizes extensas acima do céu
Percorrendo solitários devaneios.

Selado no túmulo abraçado ao olhar
De incoercível revolta contemplo
O nascimento de chagas nas mãos
Comprimindo inuteis laços corrediços
Que sangram farpas de partidos ossos.
 
Melancolia

Espero

 
Espero
 
Afogo-me em palavras,
Enterro-me em telhas,
De uma casa de sonhos,
Que me mata aos poucos.

Quero chorar a partida,
Quero sentir a dor,
Para me lembrar como é,
E depois mandá-la embora.

Mato as lágrimas,
Porque afinal, chorar não serve.
Velo pelo final,
Do que nem sequer começou.

Acabo o que comecei,
Com palavras que me sugam a vida,
Tiram-me o ar,
Comprimem-me a mente,
E assustam-me.

Faço poemas,
No Verão, mas matam-me na mesma,
As perniciosas palavras,
Que eu nem sequer conheço,
Na vida.
Talvez na morte as conheça.

Imagem: olhares.com Autor(A): rattus
Música: "Comptine d'un autre été: l'après midi" Composto por: Yann Tiersen
 
Espero

O rio continua

 
O rio continua a sua jornada
Entre as montanhas do esquecimento,
No silêncio frio da alvorada
E no nevoeiro do discernimento.

O pacto mortal foi assinado
Entre os nossos corações decadentes,
Mas princesa continuas ao meu lado
Contra os obstáculos imponentes

A vida nunca foi fácil para nós os dois
Mas nosso amor sempre foi forte
E sem nunca sabermos o que viria depois
Lutamos incansavelmente contra a má sorte.

Passo os dedos pelos teus cabelos compridos
E damos um demorado beijo de despedida
Pois nossos sonhos foram destruídos
E os anjos nunca choram, não é querida?

Apesar, da vida ter sido injusta e efémera,
Guardaremos as nossas emoções
Pois a morte está à nossa espera
Para libertar os nossos corações…

José Coimbra
 
O rio continua

Eclipse Magistral

 
Eclipse Magistral
 
Eclipsada
Por facas de gume afiado,
Que me destronam a mente
E me ressuscitam ao mesmo tempo.

Soberanas de mim,
As torturas de um olhar
Silencioso e fulminante.

Num sorriso magistral,
Degolam-me os suspiros,
Como quem lê
Nas entrelinhas de uma paisagem.

Queimada, em cinzas,
Repousa a minha mente,
Sem alento de passagem.

Apagado de sons,
Ficou o meu corpo,
Velado de nuvens,
Obscuro de saudade.

Imagem: olhares.com Autor: Ricardo Espinheira
Música: "Daughter Of The Solar Eclipse" By: Leo Perez
 
Eclipse Magistral

Nos trilhos da escuridão

 
Nossos caminhos se cruzaram
Nos trilhos da escuridão
E assim nossos corações desejaram
Caminhar na mesma direção.

O silencio frio, ganhou vida
Com seu misterioso sorriso
Destruindo assim a parede erguida
Pelos demônios do paraíso.

No inferno criamos nossos laços,
Na neblina incurável da dor
Que guiava os nossos passos
Pelas linhas tortas do amor.

E nunca foi cedo ou tarde
Para resistir à sua beleza imensa
Pois a chama ainda arde
Apesar da chuva intensa...



José Coimbra
 
Nos trilhos da escuridão

Delírio e pranto

 
Meu pesar ensaia o derradeiro grito
Em teu nome enlevando-se na carne.
Dos lábios a ferida mais profunda junto ao escárnio
Umedece o lamento cálido.

Próximo do retrato a lágrima.
Do pranto um aborto estarrecido brada
Enlaçado afoga-se no sangue de nosso passado
Desaparece como mácula infecta
Amortalhado pelo esplendor do céu variado de aurora.

Absorvo a dor pela falta,
De suas mãos o conforto na face
Lembra-me como fogo fátuo tesouro
De inalcançáveis paragens,lenda
Tida como delírio de ópio
Em forma de egrégia mulher
Distante.
 
Delírio e pranto

Teu trono

 
“Ela esconde a sua verdadeira forma
No espelho que tudo transforma,
Iluminado pelas tremidas velas,
Esperando pelo sinal das estrelas…”

As estrelas dançam no céu
E deixas cair o teu negro véu
Para lua iluminar a tua branca pele.
Os segredos serão drenados
E serão ridicularizados e revelados
Pelo teu sorriso sensual e cruel.

As candeias iluminam o negro jardim
E o grandioso trono de marfim
Nesta noite que o sol não renascerá.
A esperança torna-se em lamento
Que é levado pelo frio vento
Nesta noite em que a lua reinará.

O instinto é ignorado e selado,
E, a inocência torna-se em pecado
Nesse trono em que és a rainha.
O sorriso transforma-se em oração
E a oração em tentação
Nesta noite em que serás minha…

José Coimbra
 
Teu trono

Fio de prata

 
Olho no espelho
E lá está ela…
Ignoro seu conselho
E admiro a beleza dela.

É uma alucinação
Mas quero toca-la!
É a minha perdição
Por tanto ama-la.

Na tristeza abstracta
De estar do lado de cá
Aperto seu fio de prata
Que na minha mão está.

É a única recordação
Que teimo em não largar
Pois dá-me uma razão
Para viver, continuar…

José Coimbra
 
Fio de prata

O Gótico

 
O meu coração está vazio
faz tempo que o meu instinto partiu
solitária escrevo para ti
pode ser que um dia te tenha aqui

Procuro-te nas sombras do luar
És criatura mas sabes amar
Agarro-me ao que me é conhecido
porque tu ainda és desconhecido

As feridas são visiveis por todos
Estou doente porque me viram
Comporto-me na vida sem modos
chorei quando os outros sorriram

Um dia vou estar bem
Quando a vida me abraçar
ainda sou cria sem mãe
contigo é fácil superar

Ainda me dói ter de acordar
a vida é só uma miragem
A ti te devo a minha coragem
para o dia que tenho de te enfrentar
 
O Gótico

Último acto

 
Não há cura para a dor
Só nos resta a esperança
De renascer, outra vez, amor
Em busca da mudança.

O orgulho não vale nada
Neste mundo tão ingrato
E nossa fé foi abandonada
Para um último acto.

O sangue que nos deu vida
É o nosso passaporte
Por isso, minha querida
Te encontrarei depois da morte…

José Coimbra
 
Último acto

Obscura paixão

 
É ter o calor no coração
E tentar quebrar o gelo
Antes que a escuridão
Torne tudo num pesadelo.

É arrancar o selo proibido
E procurar pelo paraíso
Que se encontra perdido
No teu frio sorriso.

É a diferença que mente
Entre o bem e o mal
D´um vazio que se sente
Dentro do teu olhar fatal…

José Coimbra
 
Obscura paixão

Desejada paz

 
A melancolia que a alma oprime
Deixa um vazio enorme e doloroso
Onde a própria existência é um crime
E o corpo, um recipiente tenebroso.

É encontrar os segredos mais obscuros
Nas trevas da solidão mortal,
Injetados pelos medos puros
Que curam as feridas com sal.

Na escuridão a dor ingrata fustiga
Esperando, o que o futuro traz,
Tendo a morte como única amiga
Que promete a desejada eterna paz…

José Coimbra
 
Desejada paz

Maldita saudade

 
Ainda sinto a sua presença
Na indiferente madrugada,
Uma luz de esperança
Na solidão da almofada…

Ainda sinto o seu calor
Do seu irresistível abraço,
Mas só restou a maldita dor
Na penumbra do cansaço.

Ainda oiço a sua voz
Tão doce e serena,
Mas a saudade é atroz
E à agustia me condena…

Ainda chamo o seu nome
Entre a escuridão da cama
Pois a agonia me consome
Como uma inapagável chama.

Um amanhã não sei se haverá
Mas esta noite a irei visitar,
Não sei o que acontecerá
Mas com ela quero ficar…

Como é a vida sem ela
Mas com um gesto trémulo
Coloco a rosa negra, a mais bela
Sobre o seu túmulo…

José Coimbra
 
Maldita saudade

Voar

 
Voar
 
Olhos observam-me,
A tentar escapar,
Mas eu não escaparei.
Não desta vez.
Já é tempo de voar,
E desta vez, nada me poderá salvar.

Ouço as garras arrastarem-se no chão,
E sei que é o fim.
Não me posso esconder,
Não há modo de correr,
Estou exausta demais.

Levem-me,
No vosso voo eterno,
Nas asas negras
Que nada pode colorir.

Não chorem por mim,
Isto é apenas o início,
Do meu voo final.

Vou voar...

Imagem: olhares.com Autor: Ruben Andrade
Música: "Unforgetable" By: Yuki Kajiura
 
Voar

Marie

 
Marie
 
E então, pousou a caneta de tinta permanente que lhe tido sido oferecida no aniversário...
Aquelas, tinham sido as 3 horas mais compridas da sua vida.
Marie, tinha apenas 15 anos, mas sabia muito dos males que existem. Quando tinha apenas 4 anos, perdera a mãe... Mal se lembrava dela... O pai... Qual pai? Aquele homem com quem vivia sozinha há 11 anos? Aquele que sempre a ignorara?
Agora, era finalmente o fim. O fim de todo o sofrimento, de toda a mágoa, de tudo!
Naquelas 3 horas, Marie tinha escoado a sua alma e tudo o que sentia para o papel amarelado...

"Mundo, de ti, despeço-me. Não aguento tudo o que me remói por dentro. A amálgama de sentimentos que tenho vindo a acumular irá ser por fim um suspiro de alívio. Não sei se alguém irá sentir a minha falta, ou se alguém irá pelo menos lembrar-me, mas essas dúvidas, apenas me dão mais coragem para partir. Sei que quando partir, talvez encontre a minha mãe. Ou talvez não. Talvez apodreça aqui, debruçada sobre esta secretária, já que ninguém se há-de lembrar de mim.
Nos 15 anos que vivi, percebi que a vida não é assim tão bela, e porquê continuar a viver, se posso exsudar-me para um sítio onde esteja mais dormente? A efémera beleza do meu reflexo, nunca mais será vista, pelos meus olhos, e agradeço por isso.
Lembro-me de sorrir, quando a minha mãe me penteava os cabelos e me cantava canções de embalar. Mas depois, tudo escureceu, e eu fiquei assim, sozinha. Vivendo na mesma casa que um homem que me ignora.
Agora, despeço-me, mas sei que não o faço por mim, faço-o para que aquele homem que se diz meu pai e que deambula pelos corredores, nunca mais tenha de virar a cara quando passo.

"A arte da vida é fazer da vida uma obra de arte.", disse Gandhi, mas eu digo,
"A arte da vida, é pintar o quadro da nossa morte." "

E assim, Marie, pegou na faca que tinha trazido da cozinha, e voou, ao suspirar de alívio.

Segunda Parte:
http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=144778

Imagem: google imagens

Bem, hoje estava a sentir-me um pouco gótica (rsrs) e decidi escrever a carta de suicídio de Marie, uma adolescente de 15 anos.

P.S. - Todos os factos mencionados nesta história
são fictícios.
Qualquer parecença com a realidade é pura
coincidência.
 
Marie

Continuo

 
Continuo
 
Deambulo, por entre as sombras das ruas.
Não sei se me vão assustar,
Se me vão descarnar.

Deambulo pelas ruas, escuras,
Querendo apenas esconder-me,
Num casebre trancado.

Sinto os fantasmas do passado,
Perseguindo os recantos de mim.

Lá no fundo, sei que não vou escapar,
Mas já nem isso importa,
A ausência,
Fez-me ficar dormente,
E já não sinto a tortura,
De não poder voltar.

De não poder voltar,
Para o calor de um beijo,
Só para o calor de um deserto,
Vermelho e preto,
Como a última coisa que vejo.

Imagem: olhares.com Autor: Miguel Queirós Pinto
Música: L'etre las - L'envers du miroir By: Arkdaemon
 
Continuo

Maíne

 
A brevidade do olhar
Consumido nas longas horas
Aparta-me da ânsia,
Flerta com o medo ancestral.

Minha dolorosa respiração
Suave no espasmo outonal
Cresce a medida em que nossas bocas
Entrechocam-se no silêncio,para o nunca mais
Do falso esquecimento.

Ainda sinto suas feridas em meus ossos,
Em meus olhos fechados para a partida,
Nas cavidades mais profundas de recondita devassidão.
Sangue em vão explode como desprezo
Junto ao mijo e ao carinho tempestuoso
Nada sobra.

É sempre tão tarde para o recomeço,
Do corpo desfeito na marca eu carrego
A langue conveniencia do entorpecimento externo
Solitário como o mito de nosso romance
Decompondo-se ao sabor da inocencia perdida
E da irreparável falta.
 
Maíne

Sombra Entreaberta

 
Sombra Entreaberta
 
Quero que me levem daqui,
Para um buraco negro
Que me matem os sentimentos
E me obriguem a ficar exangue de lágrimas.

Tranquem-me num quarto escuro
E traguem-me a vontade e a esperança.

Acabem com os fantasmas
De uma porta meia fechada.
Perseguidores de palavras,
Que rasgam e cortam
A alma sombria.

Estou melancolicamente silenciosa.
Arrancaram-me tudo, directamente de mim.

Imagem: olhares.com Autor: Artur Ferrão
Música: Rachmaninov's Vocalise Op 34 14, Cello and Piano.
 
Sombra Entreaberta

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