Poemas : 

(des)aparafusar, ou poema mais ou menos

 
Sempre sobra
se a obra é de valia e monta

as mãos, nem aos pares
são iguais, acuso.

Mas, é quando está pronta,
e a conta se cobra

que parecem milhares
um só parafuso.

Coisa de zelo

falta
ou
excesso.

Por vezes, é melhor não tê-lo.

Onde uns vêem parafusos a menos,
outros vêem parafusos a mais.


Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.

 
Autor
Rogério Beça
 
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Enviado por Tópico
Benjamin Pó
Publicado: 15/01/2026 23:49  Atualizado: 21/01/2026 20:25
Administrador
Usuário desde: 02/10/2021
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Mensagens: 912
 (des)aparafusar p/ R. Beça
.
No final, o que conta é aquilo que sentimos e somos, independentemente da obra.
Isso devia chegar e sobrar.

Como dizia o Gedeão:
"Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes."

(Como disseste no 1º Café com Versos )

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