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Poemas : 

Sangue azul-moreno

 
Dia após dia
via
ir dos braços a tez albina.
Das veias antes cianosadas,
da nobreza arterial
dissipar-se a neblina.

O tronco desnudo banhará o Sol.
Jornaleiro é o seu apelido
e magro dote.

Vergado sobre o centeio fino,
alimenta-o a terra que o tem
submisso.

Desde adulto a menino.

Via
as garras
dos pés e das mãos, tão escuras do frio,
negras
do pó, da lama primaveril.

Entre
a palavra de honra,
a leitura do arado e do coice do cavalo,
é Homem de letras.

(O pão da minha Senhora
este ano
será doiro)


A minha pátria é a língua portuguesa.
Bernardo Soares

Saibam que agradeço todos os comentários, de coração...
Por regra não respondo.



 
Autor
Rogério Beça
 
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Enviado por Tópico
JorgeSantos
Publicado: 17/10/2019 21:33  Atualizado: 17/10/2019 21:33
Da casa!
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 Re: Sangue azul-moreno
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