Te chamo.
Entre meus conflitos e o medo de julgamentos,
Me mostro,
E te chamo.
Você.
Que me traz tranquilidade ante a tempestade,
Chamo-te.
Te chamo.
E então tu em meu peito faz uma chama,
E me sinto num abrigo,
Onde não há motivo para que eu me esconda
E ao te chamar,
Não preciso de nada que te enfeite.
Não preciso definir nenhum sentimento.
Mas te confesso:
Sabe o que seria um deleite?
Se um forte vento te trouxesse
Através de quilômetros de distância
(pelos quais mesmo assim, você me aquece)
Para que eu pudesse melhor te viver!
Te chamo!
Você, que se desenha por palavras,
Mas que nada de falso me transparece…
Seria loucura o que acontece?
Porque parece que minha alma
Por vezes recebe de sua palavra,
Ao invés do sol, a luz do dia?
Te chamo!
E não me canso de te chamar!
Meu aconchego é teu ser,
Tua forma desse mundo olhar!
E chame isso tudo
Do jeito que melhor quiser chamar!
Poesia participante do evento "Escrever ao som de..." , com a música " Para voce dar o nome" , versao Cinco a Seco