tens a mania de ser maniento
capricho invulgar dos dias que correm
essas faces não faces de não homem
de matiz iminente por assento
queres os brancos bancos que não morrem
desses que sem as pernas vão no vento
atrás de vozes loucas, o unguento
de vida nova em olhos que discorrem
tens a mania, veio que me atalha
que me abre o peito e logo s'espalha
se te sufoco sou eu que me engasgo
tens a mania de fio que não talha
mas quem sangra e em nada te atrapalha
sou eu que vou morrendo em cada rasgo
30-03-2026