E quando ficares a sós
lembra-te que as cotovias ainda estarão a gorjear
e que do céu nada cairá, além das gotas de chuva,
despencadas dos teus olhos murmurantes…
Aquele além não tão distante, em que ficas a espera,
(E que bem poderia ser somente um vocábulo – ainda que mal pronunciado)
Tão logo chegará,
Sem avisos,
Sem melodramas,
Sem nexo qualquer…
Enquanto o tempo teima em passar distraído,
Esqueça-te do amor mal amado,
Das dores infiltrantes na alma,
E dos pequenos sonhos – são pequenos, ilusórios, cambaleantes
Arriba-te e firma-te para a próxima batalha…
A vida – com certeza – tem muito a te dizeres
No silêncio inócuo de tua breve passagem….