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O mundo do sr. Con - Saint Marçal day

 
Terça-feira, 30 – Saint Marçal day
02:00 – A festa hoje é no bairro do João Paulo, na avenida São Marçal – o encontro de todos os bois da ilha – o dia todo – Ano passado fui com Juvan Senior, chegamos as seis da tarde e ficamos até o encerramento as dez da noite com o cortejo do boi da Maioba e do Iguaiba. Foi memorável, o poeta mergulhou de peito aberto na magia dos pandeirões e das matracas. Desligaram o som do arraial, desistiram de esperar o boi da Maioba, anunciado desde domingo.
“Os sonhos não envelhecem” – esses mineiros sabiam das coisas, ”O Clube da Esquina” – tenho um livro de Márcio Borges que ganhei em 2009 de um amor efêmero – O Clã dos Borges, parceiro de Bituca, Brant e amigos do seresteiro presidente JK. O sr. Vince como sempre esquece a lâmpada acesa no banheiro, dou a segunda urinada da madrugada.
O som do arraial com as toadas do boi da Maioba – para não perderem a piada. Será que eles estão a caminho?
Cedo pela janela dos meus aposentos contemplei a lua de Morango – a primeira lua cheia- “La belle de Jour” de Alceu na penumbra.
- Agora em Brasilia, duas horas e trinta e nove – anuncia a Senado FM
Sprite passa batido do outro lado. Depois de quatro toadas desligaram de vez o som. – Velho Hall(IA) se a loucona da Lady Cunard lesse “O mundo do sr. Com” ela o publicaria na sua impressora artesanal nos subúrbios de Paris dos anos 30? Foi Neruda que me apresentou a ela em “Confesso que Vivi”.
Manhã
Sr. Com preocupadíssimo com o relógio medidor digital da Equatorial da oficina, que simplesmente apagou – rapaz que entrega a conta viu e espero que tenha comunicado o fato aos seus superiores para as devidas providencias – minha inadimplência é colossal, mas três anos.
- Barbudo Puro! – grita o mecânico Sarnan do meio da rua vindo do café no Popular – Melão, pão com ovo e café puro.
Seu Jojó vai para o festejo de São Marçal no João Paulo – dezenas de anos atrás era um brincante ou melhor amo do boizinho e no carnaval presidente e mestre sala de uma pequena escola de samba da Jordoa. Boêmio e pé de valsa, daqueles que usavam sapato e calça branca feitos sob medida – conheceu pessoalmente Waldik Soriano, Reginaldo Rossi, Roberto Muller (que é seu compadre, padrinho de um filho dele) – Seu padrasto era mestre sapateiro com a oficina na Fonte do Ribeirão e moravam na Camboa. Chegou aos onze anos, no começo dos anos 50 e conheceu bem a cidade e seus ilustres moradores. Por isso o Sr. Com cola nele e tenta absorver a sua historia.
- Eu não vou mais sair para lugar nenhum – desabafou apressadamente Jay, sempre descalço vindo do mercado com um parceiro e uma gorotinha da pura.
Gordilho depois de ouvir as boas novas subiu a feira e ficou de na volta ler o artigo postado no luso-poema ontem – “O mundo do sr. Com – Saint Peter Day”.
- Falta só três para o Brasil ser campeão – fala Dezão, injuriado dois meses de aluguel social atrasado, vindo do CRAS do Bacanga, fechado, não sabia que é ponto facultativo – E o pessoal fica falando mal do velho...
- Só não tem historia quem não nasceu – filosofou o colega serralheiro, depois de planejar o seu futuro como empreendedor, abrindo uma vendinha com duas meninas e depois outra no interior e assim vai – o poeta só escuta.
Gordilho aprovou o texto e ironizou: - O IA que escreveu para ti? Muito bom.
Sr. Com apenas riu, ele não sabe de nada, dos embates que o poeta trava com o velho Hall(IA), sempre querendo estantizar o texto, redigi-lo tecnicamente dentro das normas vigentes da redação – o poeta o adverte severamente, não meta o bedelho, apenas analise o texto.
Pai Cardan, genitor de Gordilho voltou a enxergar depois das duas cirurgias de cataratas bem sucedidas aos oitenta anos.
O poeta assim como fez com o colega Janaike, faz o mesmo com o vizinho Zeca, filho do finado Biné Galinha Magra.
- Eu sou correspondente de um site português – Luso-poemas – todos os dias publico uma crônica. Leia e me diga a sua critica.
- Vou já leu -prometeu – tempos atrás descobriu o livro “Vila Embratel/Praça Sete Palmeiras” no site da Amazon, pensou em compra-lo, mas o preço exorbitante fez mudar de planos e o poeta afirmou que vai publica-lo por conta própria a um preço bem popular.
E esse mesmo livro que seu agente cultural, o jovem Cad inscreveu na Lei de Incentivo a Cultura e vamos ver no que vai dar.
- Tu não foi fulero?- cobra-lhe o mestre Marinaldo ou Bolota e para os íntimos Dr. Colhão a visita que ficou de fazer a uma velha amiga de sua finada mãe, morou com eles na casa grande da rua Afonso Pena/Formosa e hoje reside numa mansão numa área nobressilima.
- Calma! – respondeu estoicamente pousando J.M. Simmel sobre a mesinha improvisada – Depois eu vou..
Minuto depois Zeca voltou e deu-lhe os parabéns pelo texto e vai divulga-los com os conhecidos da UFMA.
Aleluia! Aleluia! Obrigado Senhor! Obrigado Senhor pelo vintão (vinte reais) de Sanantanio,o negão das polpas de frutas por uma solda no eixo traseiro.
A bela e exuberante Dona G. fecha a porta do deposito depois de mais de hora trancada com um negão. Coisas da Vida – como diria Frejat “Ela é puro extase” – a mulher exala sexo.
- E ai! – o sauda sacanamente o poeta com o celular no ouvido e os olhos brilhando como uma gata no cio.
Antes do almoço na pensão, concluiu tristemente ”Ainda Resta uma esperança” e deu uma olhada no o livro de Preto Ghóez “A Sociedade do Codigo de Barras – presente do seu agente cultural – Puro hip-hop em prosa – é conterrâneo da Areinha.
Os holandeses e alemães voltam e os brasileiro continuam até quando não sei. Clima da Copa. Almoçou um bom guisadinho de carne com pimenta verde. Mas tem Heller e London fundeados na estante.




 
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efemero25
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