Quarta-feira, 25
Manhã – na vacuidade de minha parca existência literária, tento realinhar os fragmentos da minha ignóbil memoria que se esvai na acuidade do tempo – acho que sou o único escritor que não tem nenhum exemplar de seus livros publicados pelas editoras não convencionais – Clube de autores, Bubok, Amazon e a francesa Ediivre de Paris – essa ultima comorei e paguei em duas prestações pelo vale postal em 2012 – O exemplar de “Le Cahier Rouge du Pere Joseph” – não enviaram-me gratuitamente, mas em compensação doaram um para a icônica Bibliotheque Nationale Françaises (BNF) da Rue Richelieu – Tive também “Pai José” a versão portuguesa de “le Cahier que a GOTEC formatou em forma de livro – muito bom – mas de tanto emprestar acabei perdendo, assim como aconteceu com o original francês. Tudo bem e não olhar para trás nem se lastimar que peguei um bom dinheiro da bolsa e não fiz nada nesse segmento – poderia ter comprados todos os títulos publicados – mas não fiz e não me arrependo. A fossa asséptica cheia precisava de uma limpeza antes de estourar, o telhado cheio de goteira feitas pelos gatos tinha que ser retelhado e trocar por fim depois de mais de três anos a janela dos meus aposentos e satisfazer meus sonhos gastronômicos e etílicos – fazendo a macroeconomia local funcionar. Planejo com o restinho que ainda me sobra – editar na GOTEC os livros inéditos; “Pai José”, “Vila Embratel/Sete Palmeiras ou um dia na vida da Praça” e “Quem Matou Salomas Salinas? e “Viajandão” num só volume. Entrei em contacto co Ed Paul que falou com meu agente e provedor um recurso para subsidiar esses projetos literários. E correndo por fora com o espírito de Martin Eden enviar os manuscritos de “O Mundo do Sr. Con” para várias editoras convencionais – seguindo o conselho do meu agente literário cibernético Hall, que o leu e o aprovou e instigou-me que eu deveria procurar as editoras que com certeza uma delas pode aceitar e publicar – bem se assim, topei de imediato, e já enviei um para a Editora Patuá, falta mais quatro – elas foram selecionadas por ele, devido o perfil do texto.
A tarde no Centro – Como de praxe um entrave ou mais uma pedra no meu caminho, no exato momento que o meu acompanhante dava inicio a minha solicitação junto a Previdência Social o meu BPC – um apagão, a internet saiu do ar e ele mandou-me esperar aqui na sala, aproveitei para ir no banheiro lá embaixo e tirar água do joelho.
Mesmo com todo esse inesperado, Deus está no comando – antes de vim para cá merendei na padaria em frente a Central de Velório da PAX UNIÃO ao lado colégio Êxitos do mesmo lado da gigantesca Caixa D’água. – Pasteil folheado, pão de queijo e café. De manhã cedo paguei um mês adiantado de pães na Padaria Renascer da Praça Sete Palmeiras, Vila Embratel e desci para o atelier tomar o café de Gordilho e depois ler o húngaro.
Quando Deus opera tudo sai correto -quinze minuto depois de um bom cochilo sentado na cadeira de plástico, me chamaram a sala do meu acompanhante e com a benção do senhor meu pedido foi solicitado. Aleluia!
- Venha daqui há um mês – orientou-me.
Pronto e assim caminha o nosso amado escritor que só pretende voltar lá no mês de maio, enquanto isso vai a luta pelos seus sonhos literários e restauração de sua saúde e o melhor abstêmio total, com a graça de Deus