Acalma-te.
Desatas a priori o que tens amarrado no peito,
Livra-te da cruz, das mordaças e da carapaça rija que te machuca
A vida urge por clemência aos atos,
Fatos,
Em desagrado de muitos, diante da multidão em desespero.
Acalma-te.
Nada podes fazer se estás na arena,
Cercado de dentes, mentiras e alienação de mentes atrasadas.
O céu ainda está la em cima – e é para lá que deves olhar.
(não como uma aparição de anjos musicais, mas na certeza de um mergulho nas entranhas).
Acalma-te.
O porvir ainda esta por vir.
E não há pressa.
Não há garantias.
Tens a tu mesmo.
Tens o infinito espaço azul que te cobre.
Tens a aurora boreal.
Tens a infinitude.
Tens tudo.
Ainda que nada sejas.