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Sonetos : 

14º Soneto

 
Onde um dia o pão reinava
Cresceu bela esta nação
Feita de gente boa, escrava
Mas sempre rica no coração

Velhos néscios de olhos fundos
Guardados entre os muros de cal
Esquecidos em passados profundos
No queimado celeiro de Portugal

Secam-se as terras e os rios
Todas as sombras dos Sobreiros
Onde morrem seus corpos frios

Esquecem-se homens ventureiros
Que em cearas metidos em brios
Foram da vida nossos pioneiros


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
Autor
Alemtagus
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Enviado por Tópico
Ledalge
Publicado: 15/05/2009 01:16  Atualizado: 15/05/2009 01:16
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Mensagens: 6880
 Re: 14º Soneto
Al, que belo esse soneto! Diria trabalho de ourives. Parabéns!


Enviado por Tópico
Antónia Ruivo
Publicado: 15/05/2009 14:18  Atualizado: 15/05/2009 14:18
Colaborador
Usuário desde: 08/12/2008
Localidade: Vila Viçosa
Mensagens: 3906
 Re: 14º Soneto
o celeiro está vazio, e o pior as almas esvaziaram-se há muito, favorito, beijinhos