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Poemas, frases e mensagens de SMC

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de SMC

Autores se juntam, em três livros, deixam a literatura como legado entre gerações.

 
A semelhança e a dessemelhança como convergência criativa nos Entre-textos, de Luiz Otávio Oliani

Por Alexandra Vieira de Almeida
Doutora em Literatura Comparada

Autores se juntam, em três livros, deixam a literatura como legado entre gerações.

O princípio criativo de Luiz Otávio Oliani se espelha em duas metades desiguais, mas que criam a partir delas a complementariedade necessária à complexidade do literário. Como a junção entre a clarificação e o assombreamento, as linhas tênues divisórias dos três volumes se ampliam em dois vieses. O primeiro volume caminha pela solidificação de outros instantes. Ele complementa com seus poemas já existentes nos seus três livros anteriores a intertextualidade necessária que une momentos que pareceriam distantes à primeira vista, por não se ter o propósito de recriar o que já era visto.
Como fotografias luminosas, os textos se dedilham como invenções livres, mas pelo toque intuitivo do poeta Oliani, elas se consagram pelos instantes em que os versos se pacificam pela luz da clareira, como numa floresta de sentidos luminosos, em que os poetas convidados para o diálogo se sentam em círculos de criatividade e ampliação de suas histórias no meio do fogo original. É de originalidades que se metamorfoseiam estes textos claros como a luz dos astros, não no sentido de facilidade, mas de iluminação dos leitores que diversificam suas leituras pela pluralidade de sentidos que explodem como planetas em festa.
Neste primeiro momento dos Entre-textos, Oliani se entrega ao culto da congregação solar. A clarificação dos textos de outros autores se dá pela ampliação dos significados que o poeta Luiz Otávio Oliani sublinha com a caneta dourada, ou melhor dizendo, com as teclas internéticas de ouro de sua voz reflexiva e intelectiva que não margeia os contornos fáceis da rede internética. Começando por ela, seus versos e dos autores convidados criam um erótico jogo entre texto e hipertexto, entre papel impresso e papel digital. Faz de seu livro, uma explosão extasiante de sentidos que se alargam além dos horizontes possíveis: eis o significado do texto literário.
Em um segundo momento, de sombreamento, Oliani nos volumes seguintes dos Entre-textos (2 e 3), tem a intenção criativa de trabalhar arduamente sobre os escritos dos autores. Ele cria novos textos, mas com o sentido diverso deles, como o outro lado da moeda, ou melhor dizendo, como a negação da forma anterior, não para lhe fazer frente ou duelar como numa guerra parodística desnecessária para produzir mortes literárias. Ao contrário, os entre-textos seguintes criam uma sombra necessária onde antes era sol para batizar o avistamento. Opondo, com seus títulos até contrários, recria o texto anterior com olhos olianescos. A oposição não é para superar o texto que lhe serviu de mote, mas para construir uma complementação à unidade da vida.
Costurando o véu com linhas escuras, Oliani perfaz a coincidentia oppositorum que encontramos na filosofia pré-socrática, sobretudo Heráclito; cria o semelhante no dessemelhante, e o dessemelhante no semelhante, como máscaras que reúnem duas cores: o branco e o preto. A veste não é estilhaçada ou remendada, é de duas cores que se multiplicam na pluralidade dos significados complexos e multicoloridos. A paz aprazível é esmiuçada na congregação de autores que não seguem um fundo preestabelecido, mas algo fluido e movente como as ondas do mar.
Num dos Fragmentos de Heráclito, temos: “Não compreendem como o divergente consigo mesmo concorda; harmonia de tensões contrárias, como de arco e lira.” (PRÉ-SOCRÁTICOS, 2000, p. 93) Neste sentido, a proposta brilhante de Oliani se dirige para esta convergência de contrários que se realiza no diálogo, não buscando seguir a via tradicional de divisão cerrada entre pares opostos, no estruturalismo fácil e na lógica binária conceitual. Os Entre-textos de Oliani, magnificamente, acendem fogueiras, mas também apagam as luzes, para que o segredo do literário se faça como comunhão de contrários, entre os textos e entre os poetas. Textos e poetas, uma festa para os leitores ávidos pelos sentidos que se ampliam a cada nova leitura destes volumes em forma de arte, da arte mais rica e significativa como numa labirinto de luz e sombras. Estes livros deixarão uma marca na história da literatura brasileira, marca que requer um olhar agudo e crítico de seus leitores.

O autor:
LUIZ OTÁVIO OLIANI nasceu no Rio de Janeiro e é graduado em Letras e Direito. Como poeta, está em 100 livros coletivos nacionais e alguns estrangeiros, além de 500 publicações entre jornais, revistas e alternativos. Tem poemas publicados e vertidos para o inglês, francês, italiano, holandês, espanhol e chinês. Atuou na Revista Literária Sociedade dos Poetas Novos, SPN, de 2000 a 2003, tendo entrevistado grandes nomes da literatura brasileira. Recebeu mais de 70 prêmios literários. Em 2011, foi citado como poeta contemporâneo por Carlos Nejar no livro “História da literatura brasileira: da Carta de Caminha aos contemporâneos”, SP, Leya. Teve obra poética estudada em projeto acadêmico na Faculdade de Letras na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Publicou seis livros de poesia: "Fora de órbita", 2007; "Espiral", 2009, "A eternidade dos dias", 2012; “Luiz Otávio Oliani entre-textos”, 2013; “Luiz Otávio Oliani entre-textos 2”, 2015 e “Luiz Otávio Oliani entre-textos 3”, 2016.

Email do autor para contato
oliani528@uol.com.br

Fonte: Divulga Escritor
https://www.facebook.com/DivulgaEscritor/
 
Autores se juntam, em três livros, deixam a literatura como legado entre gerações.

"Como viver e Amar Lisboa" com a Internacionalista Rijarda Giandini

 
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Rijarda Giandini, brasileira de Fortaleza, casada com Giovanni e mãe de Artur. Historiadora e Internacionalista, mora no Restelo, em Lisboa, desde 2014, para um doutorado em História Contemporânea. É diretora do Instituto da Cidade, em Fortaleza e membro do Conselho da Camera di Commércio Italo-Brasiliana do Nordest. Traduziu adaptou o conto infantil “Il Principe Felice”, de Oscar Wilde, para o português e realidade brasileira. Escreveu o livro de Poesia “Inquietude”, ambos inéditos. Possui capítulos de livros e artigos em revistas sobre Cidades Sustentáveis.
“As impressões que relato são reais. Direitos e deveres, em todos os momentos, observados com o espírito desarmado. Viver Lisboa não é nenhum sacrifício. Ao contrário. Amar é uma consequência.”

Boa Leitura!

Escritora Rijarda Giandini, é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos o que a motivou a se encantar por Lisboa?
Rijarda Giandini - O prazer é meu em fazer parte, agora como escritora, de um projeto que acompanho já algum tempo. Parabéns à equipe pelo “Divulga Escritor”. O meu encantamento pela cidade é algo sempre em estado latente, às vezes “descoberto” nas entrelinhas de alguns escritores que muito prezo como Camões, Eça, Pessoa, Saramago, Sophia, Cecília, dentre alguns.
Confesso que sou uma amante do Rio Tejo. O Tejo me é fascinante pelo que tem de história, de conquistas, de rebuliços e por sua calma cortando uma cidade que existe indissociável do seu rio. Para mim Lisboa é a moldura do Tejo. As cores refletidas em suas águas acompanham as idiossincrasias do tempo. Talvez seja o meu primeiro encantamento. Depois tem a própria cidade. E por ela tornei-me uma flaneur diurna. Lisboa é solar, com cores espetaculares; a conformação urbana é instigante. As ruelas, becos e escadarias, geralmente nos surpreendem.
Por outro lado, tivemos uma boa recepção dos lisboetas. Especialmente da Universidade por onde faço um doutorado em História Contemporânea. Acredito que foram as junções ou confluências de uma cidade que por não ser perfeita, limpa, é real e preserva ainda alguns modus vivendi muito fascinantes.

Em que momento pensou em escrever “Viver e Amar Lisboa”?
Rijarda Giandini - Acredito que foi na primeira vez que vi o Rio Tejo da minha janela. Senti uma emoção forte e indescritível, como se houvesse ancestralidade. Apropriei-me deste canto do Tejo. Contudo, demorei a encontra-lo fisicamente. Mantive com ele uma relação cerimoniosa. “Um resguardo de menina faceira”.
O mais forte, porém, foi o desejo em compartilhar este meu momento com outras pessoas. Pensei em contar, em primeira pessoa, a minha experiência de brasileira, classe média, com filho pequeno, marido músico. Talvez muitas pessoas pudessem inspirar-se ou beneficiar-se com algumas situações que vivenciamos.
Outro sentimento que machuca é a questão da saudade que bate forte, principalmente, dos amigos mais próximos e da família. Daí o processo de escrita servir como uma espécie de catarse. Comecei a passear com os amigos como se aqui estivessem. Levei-os comigo em várias locais. Por exemplo: se víamos uma corrida, em que Lisboa é pródiga, pensávamos no Marcos, nosso amigo brasileiro, morador de Florença, na Itália. Era como se ali ele estivesse em competição. Fomos ver uma apresentação de fado e uma amiga, professora de Direito Internacional, a Renata em dueto de fado...digo que este livro é uma grande celebração à amizade.

Como é viver e amar Lisboa?
Rijarda Giandini - Viver e Amar Lisboa não é difícil por nenhuma situação. Ressalto sempre que a cidade, seja ela qual for, é acolhedora na proporção da nossa relação respeitosa com ela. Neste livro eu apresento um jeito de chegar e permanecer como parte do todo. Fiz valer meus direitos, inclusive para a bolsa de estudos, reclamei quando necessário, sugeri quando assim foi possível. Participei como voluntária de ações da minha Junta de Freguesia. O livro foi escrito sem que ninguém soubesse de sua existência. As impressões que relato são reais. Direitos e deveres, em todos os momentos, observados com o espírito desarmado. Viver Lisboa não é nenhum sacrifício. Ao contrário. Amar é uma consequência.

Rijarda, que temas são abordados em nesta obra literária?
Rijarda Giandini - Dividi o livro em dois grandes capítulos. O primeiro é o “Viver Lisboa” no qual eu relato as principais situações prováveis, como as questões de Educação, Saúde, moradia, supermercados, transportes, diversão e entretenimento sem custos, etc. Este é um livro para quem tem um orçamento controlável. Procurei apresentar alternativas de viver bem sem gastar além. As palavras diferentes, as imprescindíveis, a gentiliza e a rudeza dos portugueses, dentre outros temas.
O outro Capítulo é o “Amar Lisboa”. Nele apresento uma Lisboa margeada pelo Tejo. Adentrei os bairros, as freguesias, buscando os espaços ainda pouco explorados pelo turismo tradicional. Visitei capelas, monumentos, parques, jardins. Descobri preciosidades. Vi também muitos descuidos urbanos, lixo nas ruas, um quê de desconforto, que foram fascinantes porque são reais. Perdi-me nesta cidade, como nos perdemos nas grandes paixões. Fiz um sem número de fotografias que ajudaram a captar algumas emoções, deslumbramentos, encantamento e algumas tristezas geradas por maus tratos urbanos. E com elas fiz a escrita interpretando este meu olhar. Resultou em uma obra agradável que se lê rápido e que faz sonhar. As fotografias assim como fragmentos e noticias do livro estão no blog www.rijardagiandini.wordpress.com

Quais os principais desafios para escrita do livro?
Rijarda Giandini - O desafio maior é sempre começar. Não só a escrita. Dar o primeiro passo. Concretizar as ideias, as intenções. Não há receita porque é um processo individual e absolutamente pessoal, único. Escrevi o livro entre os meses de Agosto de 2014 e Setembro de 2015. Propositadamente, optei por fazer com as primeiras impressões, os primeiros olhares, virgens olhares, sem conceitos preestabelecidos. Andei durante 9 meses a pé ou em meios públicos, que são bons. Tive a companhia quase sempre do Giovanni e do Artur, o que tornou o processo mais real, lúdico e compartilhado.
Porém, o maior desafio foi conciliar o primeiro ano do doutorado com o processo literário. Não por este último, mas porque foi um ano em que mudei o foco da minha investigação duas vezes. E cada vez pressupõe novas pesquisas, encontrar orientadores, além das aulas curriculares. Tive, também, uma boa dose de sorte. Todos os orientadores tanto do Brasil quanto de Portugal apoiaram-me nas decisões. E a Universidade sempre esteve presente quando assim necessitei. Enfim, depois de um ano, havia já a definição da Tese, todas as cadeiras cumpridas com boas notas e o livro na editora. As noites insones, o desleixo emocional com os amigos, o cansaço e uma tendinite forte, tornaram-se troféu de um ano rico em desafios.

De que forma estes desafios foram superados?
Rijarda Giandini - Não havia pensado nesta pergunta. Muito interessante. Foram muitos papeis desempenhados simultaneamente. Penso que somente o ser Mulher tem esta capacidade intrínseca de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Sou uma fã incondicional do Feminino. E não tenho nenhum discurso sexista. Acho que temos nossos papeis sociais e temporais, que vão exercidos. Eu sou muito determinada e rápida. Fui e sou produto da minha história. Além das questões propriamente da produção científica e literária, há a lida doméstica. Há o filho de 8 anos, suas necessidades e expectativas. Todos os percursos estão relatados no livro.
Talvez o meu melhor recurso humano seja o meu marido por sua generosidade conjugal importante neste meu tempo. E a nossa fé na Providência que nos acalma e nos faz crer no melhor caminho.

Onde podemos comprar o seu livro?
Rijarda Giandini - O livro encontra-se disponível em livrarias e para todos em língua portuguesa através dos sites
Chiado Editora;
Wook;
Bertrand.

Quais os seus principais objetivos como escritora?
Rijarda Giandini - Conversar com mais gente. Acho que é quase uma necessidade atávica de falar, de trocar, compartilhar. Gosto de gente. Continuo acreditando que é a maior invenção da Natureza. E se possível falar coisas interessantes, leves, gentis. Exercitar um lado de literatura aprazível que faça viagens de olhos abertos. Lembro-me que na minha infância, quando privada dos bens essenciais, eu lia. Eram tempos de quase absoluta escassez no Nordeste do Brasil. E estas viagens através da leitura, foram fundamentais para sedimentar ou pavimentar o meu caminho. Sem as leituras, provavelmente, meu destino construído seria outro.
Gostaria de ser uma viagem prazerosa para as pessoas. O livro Viver e Amar Lisboa, é leve, é gentil. Não há teses ou discussões aprofundadas. Claro que sou historiadora e vou costurando a narrativa com as informações abalizadas e dentro do contexto.

Em seu perfil vimos que é apaixonada por Itália e Lisboa, em sua visão, conte-nos quais os encantos que os diferenciam?
Rijarda Giandini - A Itália é minha primeira paixão fora do Brasil. Sou encantada com suas cidades pequenas, iguais, de gente que carrega o seu peso. Gosto do sul da Itália, do mar, das pedras... foi para o sul que fui para um sabático que se prolongou por quatro anos! Ali aprendi a colher uvas e fazer a sagrada transformação em vinho; azeitonas, em pés seculares, colheras para o azeite de oliva. Fazer a salsa de pomodoro (molho de tomate) plantados por mim. É um amor maduro este pelas pequenas cidades italianas. Faço meu percurso ao menos uma vez por ano. Giovanni é italiano, do Norte, e é a síntese da minha relação calma, arrebatadora e perene com o País.

Com Lisboa, foi algo mais contemporâneo, acho, por conta do meu olhar de hoje. Ela, a cidade, de repente apresentou-se como uma conformação dos meus anseios. Um amor à primeira vista, talvez. Lembro-me que quando chegamos para o primeiro encontro com a direção da minha Universidade, o aeroporto surpreendeu-nos pela beleza, grandiosidade do shopping internacional e pelo metrô dentro do aeroporto. Ali fomos recebidos, em pintura em azulejos, por grandes personagens portugueses, nos dando às boas vindas. O primeiro encantamento. Em nosso segundo dia de morada, fomos a um supermercado e um senhor com não menos de 80 anos, nos deu uma “boleia”(carona) sem que eu pedisse...vejo a cidade gentil. Como demonstro no livro Lisboa é uma alternativa muito interessante para quem quer ter uma experiência de moradia. Em termos de custo da vida é relativamente menor do que a Itália e do que o Brasil. Como qualidade de vida é superior nos dois casos.


Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a autora Rijarda Giandini. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Rijarda Giandini - Fico sempre contente quando entre no site do Projeto e vejo mais e mais livros e autores em nossa língua. Tenho muito orgulho de pertencer a esta grande Pátria chamada Língua Portuguesa. Somos um. Divulguem a boa literatura, este é o critério. Ler, escrever, ler. Incentivar o nosso cérebro à leitura.
Quanto ao meu livro “Viver e Amar Lisboa” gostaria que fosse útil para provocar um belo sorriso, para sonhar, para planejar seu estudo nas terras de Camões, e para viajar de olhos bem abertos ou fechados em noites de sonhos.

Fragmentos do Livro

Rio Tejo:
“De frente para a Torre de Belém, sem aproximar-me, deixo voar as gaivotas. Vejo as naus saindo em busca do ouro, das terras, das gentes, das especiarias. Sempre a eterna busca que nos faz levantar dia a dia. Os homens portugueses, deixam suas mulheres, seus meninos, suas fomes para saciar em outras paragens. “
“Andando! Assim começo a conhecer a cidade. Sem pressa ou pré-conceitos concebidos e cheios de pecados. Como o corpo da pessoa amada, percorro sem juízos. Simplesmente, admirando as curvas, as dobras, os montes. Não há o certo ou o menos.”
“Adentrei nos meandros da vida em Lisboa, suas dificuldades, instituições, supermercados, lojas e mercados. Como estudante de doutorado, esposa e mãe vivenciei e fiz valer meus direitos de bolsa de estudo, de subsídios, de cidadã e, os correspondentes, deveres. Viver Lisboa é uma face da moeda. A outra, Amar Lisboa, é quase uma consequência. “

Contatos da autora
Rijarda Giandini – Rijarda@icloud.com
Facebook: Rijarda Giandini / Viver e Amar Lisboa
www.rijardagiandini.wordpress.com

Participe do projeto Divulga Escritor
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"Como viver e Amar Lisboa" com a Internacionalista Rijarda Giandini

Entrevista com a autora Aline Basztabin

 
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Meu nome é Aline Basztabin. De origem polonesa. Nascida no sul do Brasil. Vivo no USA. Tenho 28 anos, mas possuo bagagem emocional forte. Gosto de gatos e de novela mexicana. Aprecio as coisas simples da vida e dinheiro, aprendi que não compra o básico: respeito. Amor próprio não esta a venda nas farmácias. Filha de pais separados, me formei em Pedagogia. Signo de câncer com antecedente no sentimentalismo. Amante de livros e de minha própria historia. Guiada por Deus.

“Existem milhares de pessoas que conhecemos que possuem diversas formas de amar. O problema é saber qual é a mais adequada para nós.”

Boa Leitura!

Escritora Aline Basztabin, é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos o que a motivou a escrever o seu romance “A Indiscutível Forma de Amar”.
Aline Basztabin - Bem, eu sempre gostei muito de escrever, desde o tempo da escola. Eu tive um diário para contar e desabafar experiências minhas em um pedaço de papel. É importante desabafar sentimentos. Então, pensando nisso eu senti a necessidade de dizer algo para as pessoas em forma de romance.

O livro aborda as diferentes formas de amar, quais os principais desafios para construção do enredo que compõe a obra?
Aline Basztabin - O desafio maior é descrever alguma forma de amar que todos já passamos. Existem milhares de pessoas que conhecemos que possuem diversas formas de amar. O problema é saber qual é a mais adequada para nós. E no enredo do livro eu quis ser mais fiel aos nossos sentimentos, eu enfatizei aquele amor que fica tatuado em nossos corações, não importa o tempo que passe. Aquela pessoa que sempre nutrimos sentimentos.

De que forma estes desafios foram superados?
Aline Basztabin - Pensamentos. Eu fiquei um bom tempo mais introvertida. Eu pensava como eu poderia fazer o enredo sem ser muito dramática na questão do amor. Eu passei tardes com uma xicara de café e com meu computador. Certa vez eu fui numa cafeteria e observei um casal com meia idade. Foi o suficiente para eu construir o enredo.

O que mais a encanta em “A Indiscutível Forma de Amar”?
Aline Basztabin - A família. A mãe é má, o pai é bom e a filha é aquele tipo de pessoa morna, nem boa nem má. Existe conflitos, corações quebrados e coisas que acontecem em uma família. A maldade da personagem Suzie. Ela forte, mulher independente. Hector é inteligente. Bem, os personagens são encantadores.

Como foi a escolha do Titulo?
Aline Basztabin - A indiscutível Forma de Amar foi escolhida por possuir um nome significativo em nossas vidas. O amor é indiscutível. Todos possuímos alguma forma de amar.

Conte-nos como estão os preparativos para o lançamento, já temos local, dia, horário?
Aline Basztabin - O lançamento esta previsto para Fevereiro. Eu programei algo pequeno, com amigos de amigos meus e familiares. Será uma recepção em minha casa. Posteriormente, iremos programar algo maior para a divulgação em livrarias.

Quem desejar como deve proceder para compra do livro?
Aline Basztabin - Você poderá acessar o site da editora:
www.editorabarauna.com.br ou no site da livraria saraiva.
www.saraiva.com.br/livros

Quais os seus principais objetivos como escritora?
Aline Basztabin - Eu gosto de escrever. Eu gosto de compartilhar sentimentos que possa ajudar o outro. Eu tive muitas fases ruins em minha vida e graças aos livros eu pude me sentir melhor. Ver que alguém já passou por o mesmo que eu, me fez sentir melhor. Então, meu objetivo como escritora é compartilhar experiências e trazer novas ideias. Eu tenho mais dois livros prontos. Estou ansiosa.

Morando nos USA, conte-nos como você vê a literatura no mercado brasileiro?
Aline Basztabin - Eu percebo que muitos novos escritores gostariam de ter espaço. Mas infelizmente muitas editoras não são, digamos, acolhedores. Isso desmotiva o novo escritor que está cheio de novas ideias. Enfim, esperamos que isso mude.
Existem escritores ótimos na literatura brasileira.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor “A indiscutível Forma de Amar” da autora Aline Basztabin, sucesso com o lançamento do livro,. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Aline Basztabin - Leia. Busque o que faca você feliz. Encontre- se. A vida é como uma onda, ela bate forte, mas, no fim tudo se acalma. Obrigada pela atenção.

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Contato: divulga@divulgaescritor.com
 
Entrevista com a autora Aline Basztabin

Autora Carol Bonacim incentiva leitores ao debate em Operação Arcádia

 
Surpreendendo leitores Carol Bonacim conta sobre construção de enredo e personagens do seu livro.

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Carol Bonacim é formada em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto, e há dois anos, iniciou sua carreira como escritora, ao redigir a primeira obra “Operação Arcádia”, um romance-policial narrado em quatro etapas, e que promete surpreender o leitor com a similitude da atual realidade política, social e econômica brasileira, sem, contudo, perder o encanto e o charme de um lindo conto de amor vivenciado pelos protagonistas.
Casada e amante da prática de esportes, ela divide o tempo entre se dedicar à escrita e à leitura de obras literárias, assim como à corrida de rua e ao boxe. Redigida de forma ímpar, “Operação Arcádia” promete arrancar o fôlego de quem aprecia uma eletrizante trama de ação, uma hilariante comédia, e uma inesquecível história de amor.

“É costume no Brasil que toda operação das policias judiciárias seja agraciada com um nome específico, algo que se amolde aos fatos e aos personagens investigados.”

Boa Leitura!

Escritora Carol Bonacim, é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos em que momento pensou em escrever o seu livro “Operação Arcádia”?
Carol Bonacim - A priori gostaria de salientar que sempre fui apaixonada pela sexta arte; ler e escrever faz parte da minha rotina desde a adolescência, contudo, a falta de oportunidade (leia-se dinheiro e tempo) me impediu, por alguns anos, de seguir adiante e concretizar um sonho de menina: publicar um livro.
Operação Arcádia surgiu numa época bastante conturbada para mim, pois passava por uma profunda crise profissional e pessoal. Naquele tempo também, (2013), fiquei bastante indignada com a situação social do Brasil (e ainda continuo), devido à atitude desonesta e corrupta de uma parcela dos governantes, pelo descaso com a lei, e pela presença maciça do fantasma da impunidade. Diante deste quadro, encontrei na escrita um jeito de extravasar todos os meus sentimentos, sensações e impressões sobre o atual drama nacional vivido e presenciado por todos nós, brasileiros.

Quais os fatores determinantes para construção do enredo que compõe a obra?
Carol Bonacim - Os fatores são muitos, incluindo experiências pessoais, vivências profissionais, o olhar crítico sobre a sociedade a qual pertenço, os costumes e valores adotados por uma nação. Quando comecei a redigir o livro 1 (o publicado), presenciei o Brasil acordar de um sono profundo; a população despertou para questionar os mandos e desmandos da atual política de governo. Alguns integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário foram tomados pelo senso de imoralidade e ilegalidade (não estou generalizando!), o que culminou numa nação decadente, corrupta e leviana. Assim, os cidadãos começaram a ir para as ruas protestar, reivindicar seus direitos e exigir melhorias sociais das nossas autoridades; foi neste contexto que meu ego guerreiro aflorou, e resolvi “botar a boca no trombone”, e o fiz escrevendo: montei uma história fictícia, porém, bastante coerente com a nossa realidade, e imbuí nela uma roupagem romântica, bem como aproveitei para desbravar, por meio de palavras, a ira de toda nação brasileira.

Por que estes fatores foram determinantes?
Carol Bonacim - Porque senti necessidade de agir; vi que precisava fazer algo de aproveitável para ajudar a alertar o que acontece no nosso país, mesmo que tal alarde se manifestasse por meio de um romance-policial. Infelizmente, no Brasil, são poucos os cidadãos que têm acesso a um ensino de qualidade, e que chegam a cursar uma universidade. Dá para contar nos dedos, (sentido figurado) as pessoas que possuem opinião própria, que são críticas quanto aos seus direitos e deveres, que possuem visão de mundo, e busquem soluções para dirimir os problemas que afligem o país.
A intenção desta autora é chamar os leitores para um debate, um dedo de prosa, e compartilhar com eles uma área do saber que é pouco divulgada e difundida em nosso território: a noção de política, economia, legislação, política social, instituições democráticas e governabilidade, tudo isso de uma forma bem simplista, sendo, contudo, o suficiente para ensejar questionamentos tais como: Será que meu voto valeu a pena? Onde estão usando o dinheiro dos impostos que eu pago? A lei está sendo aplicada para todos?

O livro esta dividido em quatro etapas, podes nos contar um pouco sobre esta divisão?
Carol Bonacim - A narrativa é bastante extensa; relato a saga da delegada federal Diana Toledo na condução de um inquérito que apura o envolvimento de pessoas muito influentes, endinheiradas e detentoras de poder, numa organização internacional de tráfico de drogas e armas. No decorrer da ação, a delegada faz descobertas reveladoras do maior esquema criminoso e corrupto conhecido no Brasil; ela toma ciência de como é feito o transporte dos ilícitos, rastreia o caminho do dinheiro, identifica os envolvidos, ou seja, toda a estrutura desta mega quadrilha de criminosos é desarticulada ao longo dos quatro volumes, e durante esta eletrizante trama policial, Diana acaba se envolvendo com um rico empresário espanhol que, indiretamente, acaba mudando o curso da maior operação policial já deflagrada no Brasil.

Como foi a escolha do Título?
Carol Bonacim - É costume no Brasil que toda operação das policias judiciárias seja agraciada com um nome específico, algo que se amolde aos fatos e aos personagens investigados. Como o desenrolar da narrativa acontece em virtude de uma investigação, pensei ser genuíno intitular a obra com um nome que remetesse à articulação investigativa em comento. Daí surgiu a ideia de acrescentar à grafia “Operação” a palavra “Arcádia”, vocábulo este que nos remete a uma região situada na península do Peloponeso, ao sul da Grécia. O nome dado a esta cidade-antiga se refere ao semideus Arcas, filho de Zeus e da ninfa Calisto. Na mitologia grega, Arcádia era a morada do deus Pã, deus da natureza e padroeiro dos pastores. O mito desta lendária pólis está impresso na literatura, como uma área de paisagem idílica e fértil, povoada de pastores, donzelas ingênuas, de poesia e de música, onde a forma simples de viver a vida é praticada pelos habitantes.
No livro de minha autoria há a descrição de uma vila de pescadores situada ao sul do Estado do Rio de Janeiro, onde se pratica essa mesma forma singela de existência. Além disso, é nesta paradisíaca ilha que os protagonistas descobrem o verdadeiro sentimento que os unem, em meio a fortes emoções e revelações que serão colocadas à prova.

O que mais a encanta em “Operação Arcádia”?
Carol Bonacim - Modéstia à parte, penso que toda a trama se mostra envolvente; prende a atenção dos leitores e os leva para uma viagem única e inesquecível. O texto foi elaborado com uma linguagem de fácil compreensão, carregado de expressões idiomáticas e trejeitos criados no dia a dia. Abuso de anedotas regionais e até uso sentenças com palavras de baixo calão, tudo com o fim de aproximar o contexto vivido pelos personagens ao nosso cotidiano.
A leitura cativa as pessoas, as fazem correlacionar a obra de ficção com a realidade mostrada na TV, nos jornais e rádios; todos se surpreendem com a similitude de acontecimentos, e acabam compreendendo, com bastante facilidade, um tema complexo que inclui procedimento de investigação policial, o universo do crime e a legislação vigente, e ainda perdem o fôlego com um romance incandescente e apaixonante vivenciado pelos protagonistas da série.

Onde podemos comprar o seu livro?
Carol Bonacim - Os exemplares poderão ser adquiridos através do site da Editora Chiado Internacional (www.chiadoeditora.com), da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br), através do meu e-mail (karollak2@yahoo.com.br), pelo meu perfil no Facebook (www.facebook.com/caroline.oliveirasouza) e por intermédio do Blog (carolbonacim.blogpost.com.br ).
O valor de venda é de R$ 44,00, e a comercialização dos livros dá-se no Brasil, Portugal, Cabo Verde e Angola.
Gostaria de informar aos leitores e amigos que os livros adquiridos através do e-mail, da página no Facebook e pelo Blog sairão com autógrafos exclusivos.

Quais os principais objetivos da autora Carol Bonacim?
Carol Bonacim - Digo que sou fissurada em ler e escrever; meu cotidiano é pautado em meio às letras e frases. Sou viciada em livros, dos mais diversos tipos e gêneros, porque levo comigo uma máxima: “Conhecimento nunca é demais.”. Pretendo expandir minha singela e humilde área do saber, e continuar divulgando minhas ideias e ideais; compartilhar uma circunstância vivida, trocar receitas de como aproveitar a vida, praticar a ideologia “fazer o bem sem olhar a quem”, pesquisar muito, estudar bastante, enfim, meu sonho é continuar escrevendo, e escrevendo com veemência, se Deus me permitir.
Acredito que tenho um dom, o dom da escrita, e tal privilégio não pode ficar restrito tão somente à minha persona, mas sim deve ser difundido e compartilhado com todos os leitores e amigos que possuo, como também àqueles, que um dia, terei o prazer e a honra de conquistar.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Carol Bonacim. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Carol Bonacim - Gostaria de fazer minha parte no tocante ao incentivo à leitura, fomentar a educação, a diversificação cultural e a busca pelo saber. A ideia é fazer com que meus textos cheguem a todas as pessoas, de todos os graus e níveis de instrução.
A obra Operação Arcádia, assim como todas as outras de minha autoria são construídas com uma linguagem simples, rotineira e de alta percepção, justamente porque, o intuito desta autora é levar a prática da leitura e a busca pela cultura ao maior número possível de pessoas, e dizer que a leitura pode mudar uma vida, uma forma de pensar, de compreender os fatos, e pode transformar a visão sobre o mundo.
Aproveito o momento para agradecer pela oportunidade de participar desta renomada revista literária, bem como gostaria de parabenizar a equipe SMC pelo fomento à leitura e à educação.

Aos amigos que quiserem bater um papo, trocar uma ideia ou experiências, deixo aqui meus contatos: e-mail: karollak2@yahoo.com.br, Facebook: www.facebook.com/caroline.oliveirasouza, e o endereço do meu Blog: carolbonacim.blogpost.com.br. Muito obrigada a todos e tenham um ano eivado de boas leituras e ideias!!
 
Autora Carol Bonacim incentiva leitores ao debate em Operação Arcádia

Entrevista com a autora Talita Alves Morais e Rabelo

 
Cultura do Cotidiano em crônicas, um livro para toda família

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Talita Alves Morais e Rabelo nasceu em Itaúna/MG, casada e mãe. Reside em Brasília, onde atua como parecerista em Comissão de Cultura. Estudou Arquitetura e Urbanismo, História e Identidade Cultural na UNB, Gestão Pública e Relações Governamentais na FGV, Cultura e Folclore Popular pela UFRJ. Capacitada em patrimônio cultural pelo IEPHA/MG. Atuou como consultora em política pública cultural no centro-oeste de Minas. Realizou projeto de pesquisa sobre Expressão Popular nas Manifestações Culturais de Minas. Participa da Jornada Mineira de Patrimônio com oficinas de diagnóstico social através da arte. Premiada por Ação Social em diagnóstico social através da cultura e inclusão.

“Quando você lê o livro e observa a beleza e singularidade de algumas coisas que vivemos todos os dias e às vezes não observamos que é o ponto alto do livro.”

Boa Leitura!

Escritora Talita Alves Morais e Rabelo é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos o que é a Cultura do Cotidiano?
Talita Alves - Tudo começou com uma coluna sobre cultura para um jornal na minha cidade natal, em Itaúna interior de Minas Gerais. Trabalhava no departamento de cultura da minha cidade e fazia levantamentos históricos para o Instituto Estadual de Patrimônio em algumas cidades vizinhas. Com essas oportunidades acabei vivenciando muitas situações que mudaram minha maneira de entender a cultura. Percebi que cultura é muito mais complexo e amplo do que apenas livros, cinema, música, teatro. Que vivemos cultura o tempo todo. Na maneira de passar um café, de construir uma casa, de habitar essa casa, hábitos que são passados por gerações. Vi a cultura como uma herança social, e como nós moldamos os ambientes que vivemos, nossa cultura transforma a arquitetura, a dinâmica da cidade, as relações interpessoais. Então somos agentes culturais o todo tempo, sem distinção de sexo, raça, gênero ou condições socioeconômicas.

De que forma a Cultura do Cotidiano esta sendo abordada em seu livro “Cultura do Cotidiano”?
Talita Alves - O livro é formado por crônicas, mas acabou se tornando um diário. Um diário de todos os locais que passei vivi. Morei em 3 estados diferentes, com uma diversidade absurda. Engraçado que mesmo sendo no mesmo país, esse regionalismo e a grandeza do Brasil me impressionaram muito. A linguagem, alimentos, os costumes, as cidades funcionavam de maneiras muito peculiares. E cada crônica do livro retrata alguma situação que alertou para essas diferenças. Não apenas a mim, mas a minha família, meu marido, meu filho. São situações corriqueiras, como levar um filho a escola, as intervenções nas construções, os desejos e prioridades de cada sociedade das cidades que morei. Eram muito opostas. Lindo e assustador. É um livro leve, que qualquer pessoa se identifica com alguma situação, porque são comportamentos que acontecem o tempo todo, está acontecendo agora não é mesmo?

Quais os principais desafios para escrita do livro?
Talita Alves - Organizar ideias. Com certeza!!! Sou muito hiperativa, penso muita coisa ao mesmo tempo e tenho dificuldade em organizar isso. Achar palavras que consigam transmitir seu sentimento, que cheguem ao leitor. Acredito que o desejo de todo escritor é que o leitor durante a leitura consiga fechar os olhos e imaginar o que está escrito. Escrever um livro que tenha sentimento, que seja vivo.

De que forma estes desafios foram superados?
Talita Alves - Meu marido. Meu marido que me traz para a realidade, que me ajuda a concentrar e principalmente a concluir! Meu marido foi meu norte no livro, assim como é na minha vida.

O que mais a encanta na obra?
Talita Alves - A simplicidade. Simplicidade de sentimentos, de experiências. Comportamentos que são vistos como banais ou até mesmo no automático, hoje vivemos numa correria louca. Quando você lê o livro e observa a beleza e singularidade de algumas coisas que vivemos todos os dias e às vezes não observamos que é o ponto alto do livro.

A quem você indica leitura?
Talita Alves - Para qualquer pessoa que esteja viva. Mas viva mesmo, não apenas sobrevivendo e deixando a vida passar. Tem que ser leitores vivos, que não foram engolidos por um mundo cinza, que ainda encontrem cores nas coisas mais simples.

Onde podemos comprar o seu livro?
Talita Alves - Na editora Perse, em meios digitais como no Kindle.
http://www.perse.com.br/novoprojetope ... ilesFolder=N1332428513218

Quais os seus principais objetivos como escritora?
Talita Alves - Eu sou do interior né? Apesar de hoje viver em Brasília. Sou do tempo que você tinha a obrigação de deixar um legado e não herança. Queria plantar uma árvore e plantei várias! Queria ter um filho e tenho um maravilhoso, perfeito com suas imperfeições, com um coração maior que o mundo! E escrevi um livro! Das minhas obrigações como cidadã acho que já cumpri todas! Quero que as pessoas voltem a encontrar felicidade, leveza nas pequenas coisas. Serem felizes com os pequenos milagres diários. Se alguém sentir isso no livro já sou uma escritora realizada.

Como você vê a Cultura do Cotidiano através da Literatura?
Talita Alves - Os livros são transcendentais, atemporais. Você viaja, conhece o mundo, sociedades através de um livro sentando na sua casa. Você conhece e às vezes se reconhece num livro. Com o Cultura do Cotidiano não é diferente, o leitor vai se enxergar em determinadas situações, conhecer particularidades dos lugares que vivi e principalmente argumentar. Rever alguns conceitos, concordar e até mesmo discordar. Instigar o leitor, exercitar suas opiniões, observar o que está ao seu redor e não apenas uma tela de celular ou televisão. Criticar, construir ideias novas. Um intercâmbio de ideias.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor “Cultura do Cotidiano” da autora Talita Alves. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Talita Alves - Agradeço imensamente a oportunidade, foi uma delícia!! Adorei!!
Quero que apreciem suas vidas, valorizem seus momentos, com sua família, com seus amigos. Que andem mais lentamente pela cidade, que observem as construções, sintam falta de um comércio que fechou, conheçam um que abriu, conversem mais, observem mais, vivenciem o que está ao seu redor. Criem bagagem, experimentem novas coisas. Permitam-se à felicidade. Vivenciem os sofrimentos. Tome as rédeas da sua vida, ouse, arrisque. Vai dar certo sim e vai dar errado também, mas acomodar-se jamais. A vida não é um comercial de manteiga, existem altos de baixos, mas ser feliz não é um momento. Felicidade é vida. Faz parte de estar vivo.

Contatos da autora:
talitaalvesmorais@gmail.com

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Entrevista com a autora Talita Alves Morais e Rabelo

Trajetória literária escritor Amilton Costa - Entrevistado

 
por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Possui graduação em Odontologia e mestrado em Saúde da Família, ambos pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Exerceu a profissão de cirurgião-dentista por dez anos sempre trabalhando com Saúde Pública; em 2007 criou o blog De Boca Aberta dedicado à publicação de crônicas inspiradas na relação dentista-paciente; em 2011 lançou o livro De Boca Aberta: crônicas de vidas na cadeira odontológica, e em 2012 publicou ’20 Dias”, um romance; lançou em novembro de 2015 um livro de poemas intitulado Infinitos Fins; atualmente é professor universitário.
“Vem justamente da proposta do livro que é mostrar a possibilidade de recomeços, que estamos sempre terminando mas, também, podemos recomeçar...”

Boa leitura!

Escritor Amilton Costa é um prazer contarmos com sua participação no projeto Divulga Escritor, você é odontólogo, conte-nos, o que o motivou a ter gosto pela escrita literária?
Amilton Costa - Sempre gostei de escrever, desde criança os livros e a escrita me fascinavam; mesmo quando não sabia ler os livros permeavam minha imaginação. E tudo que eu escrevia ia ficando guardado, escondido. Tem a ver com amadurecimento da ideia também, do momento de decidir mostrar o que penso, o que imagino. Mesmo sempre tendo escrito, só passei a tornar público há cerca de oito anos quando criei um blog.

Em que momento pensou em escrever o seu livro “De Boca Aberta”?
Amilton Costa - Em 2007 criei um blog, o De Boca Aberta, que deu origem ao meu primeiro livro de mesmo nome. Nele eu conto crônicas de pacientes que interagiram comigo na cadeira odontológica. E, assim, surgiu o De Boca Aberta, para contar histórias reais, de vidas anônimas e, muitas vezes, negligenciadas por inúmeras adversidades, e que o dentista, não raro, deixa passar por simplesmente não entender completamente que a boca, o dente e a gengiva que procura a cura carrega um ser humano. Com o blog passei a escrever crônicas quase diariamente, para em 2011 decidir lançar um livro a partir destes relatos. Mas sempre, desde criança, também escrevo poemas.

Como foi a construção do Enredo de seu romance “20 dias”?
Amilton Costa - Quando surgiu a ideia de escrever o livro, inicialmente veio o protagonista e o primeiro ‘fim’ que ele teria a partir da descoberta da morte próxima; passei a colocar tudo no papel na ânsia de chegar naquele fim inicialmente pensado. Porém, no último capítulo surgiu um novo desfecho completamente diferente daquele que eu havia imaginado. E fiquei feliz com o resultado, espero que as pessoas também gostem.

Teremos novo lançamento, agora com textos poéticos “Infinitos Fins”, que temas você aborda nesta obra poética?
Amilton Costa - São poesias escritas ao longo de minha vida. Comecei a escrevê-las bem cedo, mas nunca publiquei. Agora vejo que chegou a hora. Tratam da vida, das dúvidas, das angústias, do medo de errar, da solidão, da possibilidade do fim, mas também do recomeço a cada momento. Elas representam minha vida, mas podem também representar a história de cada pessoa, de cada vida inserida naquele contexto atemporal.

Como foi a escolha do Titulo para “Infinitos Fins”?
Amilton Costa - Vem justamente da proposta do livro que é mostrar a possibilidade de recomeços, que estamos sempre terminando mas, também, podemos recomeçar, fazer uma nova história, seguir outras trilhas, nos (re) encontrarmos.

O que mais o encanta nesta obra?
Amilton Costa - Cada poesia aparece como um pedaço de mim, um momento único mas que pode ser interpretado de várias maneiras, adequadas aos seus desejos e anseios.

Onde podemos comprar os seus livros, já podemos fazer reservas para o livro a ser lançado?
Amilton Costa - A versão impressa está disponível no Clube de Autores; gosto da proposta deles, do estímulo aos autores independentes e na impressão que só ocorre após cada compra, um respeito à sustentabilidade pensando no meio ambiente neste contexto. Acho fantástica a ideia. Estou disponibilizando, também, a versão digital em formato epub para download no site do Clube de Autores, mas também em livrarias parceiras tais como Amazon, Livraria Saraiva, Livraria Cultura, Google Play.
Tenho um site no qual disponibilizo links para compra dos livros e também acesso a textos inéditos : http://www.amiltoncosta.com/

Como você vê o mercado literário na odontologia?
Amilton Costa - Há uma infinidade de livros técnicos, mas pouca interação quando o assunto é literatura. Até hoje percebo uma dificuldade em convencer os dentistas a comprarem o livro De Boca Aberta. Maioria das vendas do livro, quase 90% não foi feita para dentistas. Sou professor universitário e ministrei aulas em curso de Odontologia numa Universidade Federal e nunca consegui fazer o público comprar e dedicar-se à leitura de crônicas.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Amilton Costa. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos em sua opinião o que o leitor pode fazer para ajudar a vencermos os desafios encontrados no mercado literário brasileiro?
Amilton Costa - União, acho que alternativas que consolidem redes para divulgação através da internet etc. O mercado literário ainda é muito fechado, poucos conseguem publicar e quando o fazem esbarram na burocracia e não vendem. Há uma infinidade de novos autores, de novas possibilidades. Mas ainda é um mercado muito restrito. Os autores novos, os desconhecidos, sofrem para publicar, depois para vender. Se você não for famoso, provavelmente o público não comprará sua obra. Muitos autores internacionais de grande sucesso vendem muito no Brasil, mesmo tendo qualidade inferior a muitos escritores brasileiros, mas que não são famosos. As editoras privilegiam grandes nomes internacionais, e para os autores que não são famosos fica mais difícil vender. Vivemos num mundo ainda muito individualizado, marcado pelo capitalismo. Não seria diferente entre escritores. Há sim, como em qualquer profissão, a necessidade de vencer, e a competitividade existe para mostrar quem vai sobreviver, mesmo não sendo o melhor, muitas vezes. Mas o importante é não desistir, é unir forças cada vez mais e não deixar de publicar porque atualmente há meios que possibilitam de forma alternativa você mostrar seu trabalho. Os bons sempre sobreviverão.

Fonte: Divulga Escritor
Contato: divulga@divulgaescritor.com
 
Trajetória literária escritor Amilton Costa - Entrevistado

Entrevista com o autor Eduardo B. S. Silveira

 
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Eduardo B. S. Silveira, nascido em Belo Horizonte/MG, atualmente residente em Curitiba/PR, casado, 39 anos, Delegado de Polícia Federal, formado em direito, com pós-graduação e mestrado em filosofia pela PUC-PR. Atualmente está se doutorando em filosofia pela PUC-PR. Também participa da antologia de contos, Estranhas Histórias de Seres Normais, com dois contos.

“A grande questão do livro é o que as pessoas são capazes de fazer para satisfazer suas ambições; e, ao mesmo tempo, capazes de sacrificar pelo bem de todos.”

Boa Leitura”

Escritor Eduardo Brindizi Simões Silveira, é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos o que o inspirou a escrever o seu livro “A Queda dos Deuses”?
Eduardo Brindizi - Sempre gostei de escrever. Quando era criança, eu inventava minhas próprias histórias em quadrinhos. Sempre adorei aventuras épicas, de capa e espada e mitologia. Também gosto de livros de história, sobre a antiguidade e idade média. Isso me levou a criar a minha própria idade média, misturando todos os elementos acima.

Quais os principais desafios para construção do enredo que compõe a obra?
Eduardo Brindizi - Para escrever o meu primeiro livro, A Queda dos Deuses, tive que vencer um grande bloqueio. Foi muito complexa a construção do enredo, pois criei toda uma mitologia nova, com vários personagens, desenvolver as tramas e fechá-las para cada um deles foi um verdadeiro desafio. Achei que jamais conseguiria, mas no final, com muito esforço, aí está o livro.

De que forma estes desafios foram superados?
Eduardo Brindizi - O estudo de filosofia me ajudou muito, consegui colocar mais conteúdo, ter uma ideia mais clara da natureza humana e entender as motivações das personagens. Porém, a persistência é o mais importante, é preciso muito trabalho para conseguir transmitir emoção pelo texto, é um trabalho que comparo a de um minerador, é preciso garimpar muito os fatos, para se extrair a pepita de ouro da emoção.

O que mais o encanta nesta obra?
Eduardo Brindizi - Para uma leitura encantar, para mim, ela precisa estar fundamentada em um conflito de valores, que leva a personagem a fazer suas escolhas e arcar com as consequências delas, acho que isso que dá valor literário ao texto. Assim, abordo vários desses conflitos no livro: culpa x superação; coragem x covardia, igualdade x privilégios. É desse conflito de valores que toda a trama da Queda dos Deuses se inicia, desenvolve e termina.

No livro encontraremos nobres que clamam ser descendentes de deuses, mas, tudo muda quando o pastor afirma ter um único e verdadeiro Deus. Conte-nos qual a principal pergunta que será respondida com a leitura da obra?
Eduardo Brindizi - A grande questão do livro é o que as pessoas são capazes de fazer para satisfazer suas ambições; e, ao mesmo tempo, capazes de sacrificar pelo bem de todos. Tudo isso com o pano de fundo de uma aventura épica medieval, com várias batalhas, traições e romances. No meu livro são apresentados dois personagens principais, cada um no extremo oposto do espectro social da terra ficcional chamada Hunísia. O príncipe Lían é inteligente, perspicaz, mas não acredita nos deuses de sua cultura. Do outro lado, temos o camponês Zimilar, que se revolta com privilégios de nobres, que clamam descender dos deuses, e jura destruí-los, mas não sabe como. Até que um dia surge um pastor, que disse ter tido a visão de deus chamado Dastiam, que seria o único e verdadeiro Deus, do qual todos os homens descendem, portanto, não haveria justificativa para a desigualdade social, disso desencadeia toda trama.

Onde podemos comprar o seu livro?
Eduardo Brindizi - Meu livro está à venda no site: Bookstore42. Para quem mora em Curitiba, também está à venda na livraria Arte e Letra, localizada Al. Presidente Taunay, 130 – Fundos da Casa de Pedra – Batel – Curitiba. Ou diretamente comigo, pelo e-mail: brindizi@hotmail.com
http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=31097

Quais os seus principais objetivos como escritor?
Eduardo Brindizi - Procuro atingir um público mais amplo possível. O livro trabalha com temas universais, os quais, acho, atingem tanto um público mais jovem, como também adulto. A mensagem que pretendo passar, creio, é mesma de qualquer escritor, quero contar uma boa história, quero emocionar o público.

Como você vê o mercado literário Nacional?
Eduardo Brindizi - Acredito que enfrento as mesmas dificuldades que qualquer escritor iniciante. É difícil se inserir num mercado competitivo da cena literária atual, onde já existem vários autores consagrados, com livros muito bons no mercado. Por isso, contamos como espaços como esse, Divulga Escritor, para levarmos nossa mensagem ao público. Eu tenho confiança que meu livro tem o seu valor e se for conhecido muitas pessoas irão gostar dele.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Eduardo Brindizi Simões Silveira. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Eduardo Brindizi - Se você tem um sonho, corra atrás dele, não se importe com a opinião de quem não acredita. Trabalho, persistência e determinação são a chave para se alcançar qualquer objetivo.

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Entrevista com o autor Eduardo B. S. Silveira

Deuses do Egito, gregos e lendas do folclore brasileiro se encontram em RENATO E A TRASLADAÇÃO

 
Com ilustrações do premiado artista Joe Bennett, livro do autor AJ Moraes é sucesso entre os leitores

Autor: A.J. Moraes
Capa e Ilustrações: Joe Bennett

E se o mundo tivesse mesmo acabado em 2012 sem que ninguém se desse conta? É sob essa atmosfera fantástica que se desenrola o enredo do livro infanto-juvenil Renato e a Trasladação. Ambientada predominantemente em Belém, a história de AJ Moraes traz aos leitores uma aventura universal repleta de mitologia a partir do mote da tradicional luta do bem contra o mal. Outro ponto alto da obra são as ilustrações do premiado artista Joe Bennett, que também empresta seu traço a alguns clássicos da Marvel e da DC Comics, as maiores editoras de quadrinhos do mundo – Ele assina as 46 gravuras divididas entre as quase 400 páginas do livro, bem como a capa em estilo épico.
Além do cenário paraense, a trama se desenvolve em outros lugares nacionais, como Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, e até em outros países como Peru, Bolívia e Itália. “Apesar do cenário principal, a obra não se fecha em regionalismos a fim de que possa ser apreciada sem determinação de fronteiras”, esclarece o autor do livro, AJ Moraes. A obra mistura várias mitologias em um único universo. Deuses do Egito, gregos e lendas do folclore brasileiro se encontram.
Com ritmo frenético, o final de cada capítulo gera uma expectativa pelo próximo. O autor mostra os bastidores da batalha milenar entre anjos e demônios. Contudo, longe de fazer alusão a uma religião específica, a saga se propõe a ressaltar a importância de se aprender a conviver respeitosamente.

SUCESSO

Para AJ, a repercussão da obra vem ocorrendo de forma positiva. “Estou muito feliz com o retorno dado pelos leitores. Há sempre a preocupação de alertar que não se trata de um livro religioso para não magoar ninguém. Tenho ouvido de muitas pessoas que elas se envolveram na história, mesmo algumas delas não sendo católicas. Até alguns ateus se disseram empolgados com a narrativa. Isso é muito recompensador, pois a ideia do livro é demonstrar que fazer o bem é o caminho para a evolução humana. Coexistir respeitosamente é a mensagem central”, alega.
A inspiração para a criação de uma saga infanto-juvenil, conforme o autor, surgiu enquanto cursava a graduação em Letras. “Pensei que se tivesse que fazer uma obra densa, uma aventura fantástica, nenhum lugar seria melhor que a minha terra. Fiz um estudo aprofundado de diversas mitologias ao redor do mundo e criei a história, que se passa durante a semana mais importante para os paraenses, independentemente de religiões: a semana do Círio de Nazaré”, revela.
AJ afirma que a opção pela valorização do universo local tem a finalidade de mostrar que é possível fazer uma abordagem regional despida de bairrismos. A ideia, de acordo com ele, é mostrar para os jovens que a nossa terra tem mitos tão espetaculares quanto os hollywoodianos. “Inclusive ouço muita gente comentar que adoraria ver uma adaptação para uma série de TV ou filme de longa metragem”, completa.

DO BRASIL PARA O MUNDO

A parceria com o Joe Bennett surgiu com a intermediação da produtora executiva do livro, Manú Moraes. “Ela entrou em contato com o Joe pela internet e ele se mostrou super acessível. Depois de algumas reuniões, ele topou embarcar no projeto, o que tornou a experiência algo espetacular. Ele é simplesmente um dos monstros sagrados dos quadrinhos internacionais e botou fé na obra a ponto de estendermos essa parceria para outros projetos nacionais e internacionais”, conta. Dentre os próximos passos do autor, ele adianta que estão projetos para os dois volumes finais da trilogia das aventuras de Renato, além da atuação como roteirista em Graphic Novels com desenhos de mestre Bennett.
Joe Bennett completa este ano 30 anos de carreira no universo das histórias em quadrinhos, 20 deles voltados para o mercado internacional. Por meio da Marvel e da DC Comics, ele já assinou a ilustração de grandes clássicos, como Super-Homem, Homem-Aranha e Hulk. Em Renato e a Trasladação, Bennett revela que o que lhe chamou a atenção no projeto foi a possibilidade de trabalhar com o campo vasto e ainda pouco conhecido da realidade local. “O livro traz muito das lendas brasileiras, mas em uma linguagem universal”, alega. A atmosfera da literatura fantástica criada na obra, conforme o artista, é diferente de tudo o que se vê no mercado nacional atualmente. “Fiquei surpreso porque achei que eu não iria dar conta. Mas o resultado foi muito bom. Dei rosto ao personagem que ele (AJ) criou e as ilustrações funcionam como um complemento à leitura”, declara. Sobre seus próximos passos, Bennett faz mistério, mas garante que em breve terá novidades pela DC Comics e pela Marvel.
Serviço
O livro foi lançado de forma independente em Dezembro de 2013. Com o sucesso de vendas chegou a ser vendido na livraria Saraiva, uma das grandes do varejo editorial no Brasil, em 2014.
Em 2015 o livro foi lançado mundialmente pelo selo da Editora Chiado, uma das maiores da língua portuguesa. Está disponível para compras on-line nos seguintes endereços:
- Livraria Cultura:
http://www.livrariacultura.com.br/p/r ... -e-a-trasladacao-15076300
- Amazon:
http://www.amazon.com.br/Renato-Trasl ... e+a+Traslada%C3%A7%C3%A3o
- Na Cidade de Belém do Pará:
Livrarias da Fox:
- Doutor Moraes.
- Doca.
- Parque Shopping.

Fonte: Divulga Escritor
divulga@divulgaescritor.com
 
Deuses do Egito, gregos e lendas do folclore brasileiro se encontram em RENATO E A TRASLADAÇÃO

Em entrevista o autor Wilson Sylvah destaca carreira literária e profissional

 
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Nascido em Ubiratã, Paraná em 1963, criado no orfanato Lar Evangélico Estrela de Belém em Mandaguari, até os 20 anos, passei de vendedor de ovos na infância, para balconista de supermercados, servindo rapidamente o corpo de fuzileiros navais no Rio em 1981, ingressando na carreira bancária (Banco Bamerindus do Brasil) aos 20 anos, chegando a gerencia muito jovem por 11 anos, passando por diversas agências no Paraná e São Paulo. Atuei como representante comercial, corretor de imóveis, gestor comercial e administrativo numa rede de lojas de concessionário Honda em Maringá, e há quase vinte anos, atuo como gestor de vendas para indústrias moveleiras de Arapongas, Paraná. Como Escritor, atuo oficialmente desde 2006, quando lancei minha primeira Obra. Atualmente com três obras publicadas.

Meu desejo a você caro leitor, é que se delicie com essa obra, e com “tantas excelentes obras que são postadas aqui no Divulga Escritor, de diversos gêneros e autorias. Que cada palavra, cada gesto, cada mensagem, encontre seu coração e alma.”

Boa Leitura!

Escritor Wilson Sylvah é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, você tem um currículo literário forte e marcante, vamos conversar um pouco sobre o seu livro “Conexão 11.11 – Revelando o DNA de Deus”, conte-nos em que momento pensou em escrever o livro?
Wilson Sylvah - Obrigado pelo seu precioso convite Shirley e parabenizo a por tão nobre papel frente aos amantes da escrita.
Após dois sucessos no segmento de vendas (autoajuda e técnicas, - 51 degraus para o Sucesso em Vendas 2006 e O Vendedor de Sonhos 2008), meu desejo de escrever uma obra que marcasse minha carreira como escritor veio logo em seguida, vislumbrando atingir uma obra voltada para o Cinema. Após anos de pesquisas e estudos e amante de filmes de ficção e suspense, me deparei com as obras de Dan Brown (Um mestre do suspense contemporâneo), em suas marcantes obras e de grande sucesso no cinema mundial, então passei a colocar no papel os personagens que invadiam minha mente e coração durante anos.

O que o motivou a prosseguir com a escrita da obra?
Wilson Sylvah - O desejo de ver a obra finalizada e bem estruturada, e inúmeras vezes, sonhando com a obra no cinema, consumia meu juízo e então, passei a acreditar realmente que seria um grande sucesso, o que veio confirmar no dia a dia.

O que veio primeiro o Titulo ou o enredo, conte-nos como foi à escolha do titulo.
Wilson Sylvah - O título primeiro, o enredo e novamente o subtítulo, foram extremante importante para a trama e o suspense. Como tenho formação religiosa bem embasada dentro da Igreja evangélica onde fui criado, facilitou a escolha de um título no mínimo excitante e ao mesmo tempo intrigante e controverso.

Quais os principais desafios para a construção do enredo que compõe “Conexão 11.11 – Revelando o DNA de Deus”?
Wilson Sylvah - O desafio maior foi encontrar o “equilíbrio entre realidade e ficção”. Quando um autor de ficção encontra um oásis rico e fértil, cheio de personagens marcantes, ele pode se perder e fazer com que o leitor também perca o interesse pela obra. Existe muita ficção na vida real e muita realidade na ficção. O autor tem que manter os pés no chão.

De que forma estes desafios foram superados?
Wilson Sylvah - Estudando muito e pesquisando. Um quebra cabeças difícil de montar e ao mesmo tempo, muito prazeroso quando se vai encaixando cada pecinha, e assim, construir uma deliciosa viagem de encantamento, numa linguagem que pudesse ser impressa de forma simples e acessível, levando o leitor à fruição e prazer da leitura.

O que mais o encanta nesta obra?
Wilson Sylvah - Ela é muito robusta, com muitos personagens marcantes e importantes, mas, o que me deu maior prazer, foi o de construir um personagem que todos amassem e que também se identificassem de alguma forma, durante o trajeto do romance. O menino órfão Joshua!

A quem você indica a leitura?
Wilson Sylvah - A todos! Uma obra que uma criança de dez anos e um ancião de cem anos pode ler e se deliciar é ponto concorde de sucesso absoluto. Tanto que no lançamento em 2011, pude observar um menino de apenas dez anos concluindo a leitura durante o evento que durou aproximadamente duas horas, com um lindo show de Robson Miguel, o maior violonista do Brasil, e depois me procurar para autografar o livro dizendo que já tinha lido e que tinha amado, para surpresa dos pais presentes.

Eu já estou aqui, querendo ler o livro, nos conte, onde comprar o livro?
Wilson Sylvah - Conexão 11.11 – Revelando o DNA de Deus, pode ser encontrado nos sites: www.livrariacultura.com.br, www.amazon.com.br, www.biblioteca24horas.com.br, bastando digitar o título do livro ou o nome do autor. No site da biblioteca 24 horas, você pode inclusive alugar o livro por 90 dias, baixando um aplicativo para as mídias sociais e aparelhos diversos, no valor de apenas 25% sobre o valor de Capa, sem despesas com frete, se não desejar a edição impressa.

Quais os seus principais objetivos como escritor?
Wilson Sylvah - Shirley, como você bem sabe, a carreira de escritor tem muitos percalços, principalmente no Brasil, onde a cultura da leitura ainda está distante de grandes mercados. Mas felizmente, estamos evoluindo, mesmo diante das fugas tecnológicas onde o saber e o conhecimento são disseminados de formas muitas vezes predatórias pelas mídias sociais, onde a quantidade impera em detrimento da qualidade da leitura. Jamais podemos deixar de sonhar e de escrever. A caminhada é árdua e longa, mas posso dizer que é extremamente recompensadora, o poder que a leitura exerce na vida das pessoas, inclusive na vida de quem produz. Por isso meu objetivo é continuar produzindo.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o livro “Conexão 11.11 – Revelando o DNA de Deus” do escritor Wilson Sylvah. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Wilson Sylvah - Eu que agradeço Shirley, a você e a toda sua prestativa equipe. Navegar é preciso, escrever é mais que necessário. Meu desejo a você caro leitor, é que se delicie com essa obra, e com tantas excelentes obras que são postadas aqui no Divulga Escritor, de diversos gêneros e autorias. Que cada palavra, cada gesto, cada mensagem, encontre seu coração e alma. Que estejas conectado, conectada com essa energia do bem e do amor divino que emana de cada palavra construída, esculpida, moldadas e embaladas, no maior desejo de um autor. Elevar seu espirito e fazer que tenhas um pouco de alento nesse mundo tão pragmático. Ate breve!

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Em entrevista o autor Wilson Sylvah destaca carreira literária e profissional

Brasil é destaque nos EUA através do livro "A Fera do Brasil"

 
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)
Tradução: Regis Friggi

Tom Connolly nasceu em Cambridge, Massachusetts. Estudou administração na Northeastern University e desenvolvimento de organizações na Manhattanville College, onde recebeu seu diploma de Master of Science. Serviu na Força Aérea dos EUA por quatro anos e ficou posicionado na Base Aérea Ramstein, Alemanha, e em Déli, Índia. Depois de uma carreira na IBM, iniciou sua própria firma, o Thundercloud Consulting Group, focada primariamente na transformação do ensino superior.
Escrever sempre foi um de seus focos. Tom acha o processo de criar uma história imensamente satisfatório: dar vida aos personagens, fazer com que se desenvolvam como pessoas reais, poder lhes dar expressão. Ao observar esses personagens lidar com os obstáculos no enredo, às vezes se pergunta: “Eu faria isso?” e imagina qual é a origem do comportamento deles. Ele gosta de ver seus personagens se apaixonar e expressar seu amor. E tenta aliviar a dor deles quando seu amor é interrompido.

“Eu escrevi o livro para leitores que gostam de histórias empolgantes, com personagens profundos que se metem em dificuldades e encontram uma saída.”

Boa Leitura!

Escritor T.R. Connolly é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos: o que o motivou a ter gosto pela escrita literária?
T.R. Connolly - Meu primeiro gostinho de escrita criativa foi na escola, quando eu estava atrasado com um relatório de leitura. Eu não tinha lido nenhum livro, então inventei um. Mais tarde, no ensino médio, a Irmã Julie Marie gostava dos meus contos e, um dia, me disse: “Thomas, você devia ser um escritor.”

Em que momento pensou em publicar o seu primeiro livro?
T.R. Connolly - Eu estava na Força Aérea dos Estados Unidos e, em 1963, estávamos ajudando a Força Aérea Indiana a instalar um novo sistema de radar para alertar a Índia em caso de um ataque aéreo da China. Na época, a China e a Índia estavam envolvidas numa disputa da Fronteira Noroeste, no Himalaia. No voo de 14 horas de volta para os EUA, eu escrevi The Bangladesh Void, um suspense de espião em que o Paquistão invadia a Índia. Eu tinha 20 anos. As páginas estão amareladas, mas eu realmente pensei em publicar a história. Isso foi há 50 anos. Dois anos atrás, eu escrevi Os Adorados e publiquei o livro de modo independente.

Como foi a escolha do título para “Os Adorados”?
T.R. Connolly - Os Adorados é uma história sobre sete meninos que se conhecem na pré-escola. Cada um deles é filho único de pais abastados. Há várias histórias a respeito deles, das pessoas que os amam e das pessoas que eles amam.

O que o inspirou a escrever o seu livro A Fera do Brasil?
T.R. Connolly - Visitei o Brasil pela primeira vez no verão de 1996. Eu estava em Recife, fazendo um trabalho para a IBM. Descobri esse país fabuloso, cheio de pessoas encantadoras e belas. Sempre que visito um país, pergunto a meus novos amigos quais são seus livros favoritos. Um livro que me recomendaram ler de imediato foi Capitães da Areia, de Jorge Amado. A imagem de Pedro Bala e sua gangue permaneceu em minha mente. Assim, tudo começou com um órfão na praia de Boa Viagem.
Daí, uma confluência de eventos apontou para 2016: aproximavam-se os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro; multidões estavam protestando, e às vezes se rebelando, contra a corrupção associada aos gastos com os jogos; o Zika vírus estava se espalhando; os preços do petróleo despencaram e levaram a economia junto; a Presidente estava sendo acusada de desvio de fundos de campanha.
Eu só precisava de um fio condutor para unir todos esses elementos. Entra em cena Juan “Chunk” DeLuna, a “Fera do Brasil”.

Como foi a construção do enredo e personagens que compõem a obra? Quem é a “Fera do Brasil”?
T.R. Connolly - Ao construir o enredo, criei um grupo de personagens — os Reis da Praia — e entreteci os eventos que aconteciam no Brasil. O personagem principal é o líder da gangue, alguém como Pedro Bala. Mas eu não podia fazer com que Chunk DeLuna fosse Pedro Bala; ele tinha de ser alguém diferente — algo como Pedro Bala cresce e se torna o Poderoso Chefão. Ele se torna a “Fera do Brasil”. Todos odeiam Chunk; ele é detestável pelas coisas que faz, e sua violência cresce a cada página. É apenas no fim da história que o leitor descobre a tragédia e o mal que aconteceram a DeLuna antes da cena em que o conhecemos, no primeiro capítulo, aos 14 anos na praia de Boa Viagem. Eu também dei a DeLuna uma mulher totalmente oposta a ele: Lívia Cavalcanti. Somente mais tarde Lívia questiona seus valores para estar com Chunk. Nesse ponto, ela encontra o amor nos braços de seu professor de pintura, um homem 40 anos mais velho que ela.

O que mais o encanta em A Fera do Brasil?
T.R. Connolly - Duas coisas me encantam: A primeira é que Chunk e Lívia fazem uma viagem à terra natal dos ancestrais dela, com os índios caiapós, nas profundezas da Amazônia, às margens do Rio Xingu. A viagem, a vida pacata dos nativos, a beleza natural ao longo do rio e a explosão de cores e sons me cativaram. Cativaram também os membros de meu grupo de leitura, que me ajudou a manter o foco da história. A segunda é que Lívia é bem cuidada por Chunk em termos materiais, mas ele é um monstro e a arrasta cada vez mais para as profundezas de seu mundo sombrio. Porém, um dia ela se apercebe que é mau ficar com DeLuna. Lívia ora por livramento na velha igreja no alto de Olinda. Ela começa a ter aulas de pintura de um artista idoso numa antiga fábrica à margem do Rio Capiberibe, em Recife. Ele a acalenta e incentiva; seu talento desponta, ocorre uma autodescoberta e Lívia encontra o amor. Ela também descobre que seu amante mais velho é um artista reprimido, e algo maravilhoso acontece no final.

A obra foi traduzida para o Português, pelo tradutor Régis Friggi. A quem você indica a leitura desta obra?
T.R. Connolly - Eu escrevi o livro para leitores que gostam de histórias empolgantes, com personagens profundos que se metem em dificuldades e encontram uma saída. O leitor deve gostar de uma história que se passa nos tempos atuais, no presente — eu procurei dar sentido ao que acontece à nossa volta. Eu amo clássicos que contam histórias de 100 anos atrás, mas gosto muito de escrever sobre o hoje. Nada me cativa mais do que ler o jornal: todos os dias acontecem centenas de eventos que nunca antes na História ocorreram. Diariamente. Meu material. Eu pego esse material e crio uma nova história, fácil de ler e de compreender. Tento retratar o momento que vivemos. Talvez se pudermos visualizar a história completa, de uma só vez, como conto de ficção, isso nos ajude a encontrar sentido em nosso mundo.

Onde podemos comprar os seus livros?
T.R. Connolly - https://www.amazon.com.br/Fera-do-Bras ... keywords=a+fera+do+brasil
http://www.amazon.com/T.R.-Connolly/e ... IIWLLS/ref=ntt_dp_epwbk_0

Morando nos EUA como você vê a literatura Americana?
T.R. Connolly - Etérea. Muitos escritores hoje estão preocupados demais com a arte de escrever. Não me entenda mal, eu aprecio o fluxo das palavras, a beleza de uma frase, e eu mesmo tento empregar essas coisas para meus leitores. Mas, às vezes, não existe nenhuma história. Eu gosto de ler coisas substanciosas. Quero personagens intensos, de sangue quente, amantes apaixonados. Quero um enredo com reviravoltas, que não diminua o passo e ainda me surpreenda na última página.
Estes são meus romances favoritos: A Mancha Humana; Os Miseráveis; Silas Marner: O Tecelão de Raveloe; Um Conto de Duas Cidades; Capitães da Areia; A Boa Vida; O Prefeito de Casterbridge; Eugênia Grandet; Winesburg, Ohio; Uma Cidade Chamada Alice; O Velho e o Mar; e Amsterdam. Todos têm um ponto em comum: são ótimas histórias com personagens que ficam com você para sempre.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o autor T.R. Connolly. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
T.R. Connolly - Você não precisa sempre se sentir na obrigação de ler, mas tenha sempre um livro em sua cabeceira.

Contatos com o autor:
http://www.amazon.com/T.R.-Connolly/e ... IIWLLS/ref=ntt_dp_epwbk_0
http://www.facebook.com/A-Fera-Do-Brasil
https://twitter.com/tomcontcg/
https://twitter.com/aferadobrasil

Fonte: Divulga Escritor
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Contato: divulga@divulgaescritor.com
 
Brasil é destaque nos EUA através do livro "A Fera do Brasil"

A morte e seus mistérios com a autora Astrid Cabral

 
Por Alexandra Vieira de Almeida
Doutora em Literatura Comparada (UERJ)

Tenho um livro de contos à mão ou seria melhor uma obra de cantos? Os textos de Alameda constroem o rico jogo textual com a morte. A face do ser percorrendo os labirintos da vegetação, suas emoções, medos, receios, frente aos limites do mundo à sua volta ou às próprias desditas do homem, que corta como lâmina o brilho da natureza. Cultura e natureza, ser e vegetação, os mundos que se intercalam, sem se saber quem ou o quê fala, a humanidade ou a natura. A simbiose homem/natureza nos serve para adentrar o universo dos limites. Emily Dickinson era mestra na arte de discursar sobre a morte, que como deusa destruía tudo o que nos era amado e conhecido. Aqui, em Astrid a memória vegetal da morte, suas reminiscências vislumbram o que era pleno e habitado pelos cantos líricos das plantas, de seu mundo belo e poetizado, um Paraíso longínquo a servir de morada para este reino vegetal: “Mudaria em definitivo para o jardim do VERDE ETERNO, onde encontraria, na alameda condigna à sua espécie, um canteiro perpétuo”.

O canto dos vegetais é um percurso, um diário de suas lamentações, que mescla a voz do narrador ao da natureza, é uma tentativa de ultrapassar a morte, seu limite orgânico e necessário. O objetivo aqui é essencializar a vida, já que esta é obscurecida pela morte. Os cantos ou contos deste livro espetacular são forças vegetais que buscam o consolo da perenidade que a literatura pode proporcionar. Nos versos de Dickinson, temos: “Não nos atraem os Enigmas/Que pouco nos escondem - /Nenhuma coisa está mais morta/Que a surpresa de Ontem –“ As plantas querem sobrepujar o inelutável destino que lhes compete através desta memória de outras eras, que está inscrita nas suas formas. É triste o canto destas espécies como é triste a dor do ser em despir-se da vida para conquistar a morte – seu medo mais apavorante. Um vaso que cai com a planta ou a enxurrada das águas ou o vento, a pisada dos homens levam os vegetais para este limite que é uma agressividade à sua memória do futuro, um devir para a perenidade, que por estar além, apresenta-se aqui como uma utopia vegetal como são todas as utopias do homem, fadadas ao fracasso. Esta palavra, fracasso é o que define este universo frondoso das flores, árvores, plantas e todas as espécies do mundo vegetal.

O título “Alameda” se oferece como caminho para a eternidade, um percurso para a imagem salvífica de algo que enfraquece as bordas e círculos do vazio, a morte. A literatura serve como desafio a esta vida eterna. É pela linguagem, por seu canto lírico que o universo dos vegetais aqui em Astrid percebe que esta perenidade não é necessária e é só uma utopia desmentida pelos lindos cantos em prosa desta monumental obra de louvor à natureza, Alameda. No magnífico livro “De Orfeu e de Perséfone – Morte e Literatura”, organizado por Lélia Parreira Duarte, temos no texto de apresentação da organizadora uma reflexão sobre a morte e a literatura, como se aquela fosse necessária para a construção do imaginário poético: “Sendo realização do que é impossível experienciar, ela se localiza num espaço que é como o do rumor que precede as palavras e que se encontra em seus interstícios: é deserto e exílio fora da terra prometida, errância, algo sempre por vir.”

Percorrer os labirintos do universo vegetal parece-nos a sabedoria de uma voz que não se quer calar. Apesar da imobilidade e inércia deste mundo, como a escritora várias vezes salienta, é a mobilidade do mundo que o cerca que lhe dá o dinamismo necessário para suas revoluções, transformações e alterações, conduzindo a todos aos ciclos da vida e da morte. O homem altera o fluxo da natureza a partir de sua cultura, mas a natura responde com sua beleza e cânticos não transcendentais, mas mais do que imanentes. Aqui, neste livro de contos excepcional, temos o universo da vegetação como resposta à agressividade do homem, a delicadeza do vegetal se mostra como chuva, lágrima que percorre os olhos dos seres, a compreensão, dor e sofrimento de seu limite e da morte, que certeira transmuta tudo em vida artística, o belo no homem e na natureza, que aqui é transcrito a partir de belíssimos contos de Astrid Cabral, cantos à vegetação sempre presente na escrita, os papéis acorrentados de luto e introspecção.

A malha fina e sensorial deste livro fenomenal percorre as veias líricas das plantas e seu universo particular, criando a unidade e semelhança entre ser e natureza, os mesmos ciclos de vida, morte e renovação: “No prato, as sementes velam pela laranja desaparecida e se prometem em vão repeti-la dentro em breve”. Resta aos homens e aos vegetais se aqueceram neste fogo do renascimento, que retarda a morte e a memória, o limite que a própria vida em sua multiplicidade impõe. A escrita é uma forma de salvação, de renovação que a excelente Astrid Cabral nos ensina, nós leitores e apreciadores de uma das obras de contos mais belas que este Brasil já viu. Um livro que pertence ao canto órfico da superação da morte a partir da linguagem e da necessidade daquela ao seu esvaziamento e sentido. Nesta terceira edição de 2014 pela Ibis Libris, o livro Alameda, que foi lançado originalmente em 1963, ganha novo corpo com uma capa belíssima, orelha de Fausto Cunha, apresentação da prima da autora, Leyla Leong, que é tocante e bela, e análise crítica do saudoso Antônio Paulo Graça. Este corpo teórico maravilhoso percorre os fios das palavras de Astrid e instigam à leitura desta obra fascinante pelo corpo dilacerado dos vegetais.

Link para compra do livro:
http://ibislibris.loja2.com.br/4757639-ALAMEDA
Mais informações sobre a autora:
http://malabarismospoeticos.blogspot. ... ora-do-brasil-astrid.html

Divulgação: Assessoria de Imprensa Online Divulga Escritor
divulga@divulgaescritor.com
 
A morte e seus mistérios com a autora Astrid Cabral

Cultura Indígena é abordada em O Morro dos quatro Cantos da autora Indrea Facenda Falavigno

 
Cultura Indígena é abordada em O Morro dos quatro Cantos da autora Indrea Facenda Falavigno
 
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Índrea Facenda Falavigno, 30 anos, nasceu em Sarandi (RS), morou em Passo Fundo, Porto Alegre e Caxias do Sul, todas cidades do Rio Grande do Sul, e hoje vive em Florianópolis (SC), onde mora com seu noivo. Índrea é médica radiologista e cursa a faculdade de Cinema e Audiovisual. Sempre teve curiosidade por diferentes culturas e pelas mais variadas histórias de vida, contadas pelas pessoas. Isso a levou ao gosto pela leitura, filmes e, consequentemente, pela arte de escrever.

“A gente logo percebe que Luiza, apesar de ter muito dinheiro e fazer parte deste meio social requintado, não se encaixa nesta posição. Ela se importa com as outras pessoas, e isso a leva a fazer trabalho voluntário, que é onde conhece Apuã.”

Boa Leitura!

Escritora Índrea Facenda Falavigno, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos o que a motivou a ter gosto pela cultura indígena?
Índrea Falavigno - Desde criança, tive essa identificação com a forma de pensar dos povos indígenas: o amor e respeito pela natureza, o desprendimento por acumular bens materiais, a valorização do companheirismo… Admiro muito a cultura deles, e acho que, em vários aspectos, faz muito mais sentido que a nossa. E eles foram os primeiros habitantes do Brasil. Sinto como se fizessem parte dos meus antepassados, da minha história.
Alguns meses atrás, li uma reportagem dizendo que eles preferem o termo “povos nativos latino-americanos” e não “índígenas”, o que faz todo o sentido, porque “índio” foi um termo usado incorretamente pelos europeus ao pensarem estar na Índia. Mas acho que essa transição vai demorar um pouco, pois estamos muito habituados ao termo “índio”, por isso optei por usá-lo ainda neste livro.

Apresente-nos “O Morro dos Quatro Cantos”.
Índrea Falavigno - O livro conta duas histórias de vidas que se encontram num determinado ponto: a de Apuã e a de Luiza. Ele, um descendente dos povos nativos, agrônomo, líder de uma comunidade, viúvo e pai de uma menina de cinco anos. Ela, uma advogada de classe alta, branca, que acabou de terminar um noivado.
A gente logo percebe que Luiza, apesar de ter muito dinheiro e fazer parte deste meio social requintado, não se encaixa nesta posição. Ela se importa com as outras pessoas, e isso a leva a fazer trabalho voluntário, que é onde conhece Apuã.
A partir deste encontro, ocorre uma série de conflitos de todos os tipos: pessoal, social, judicial, familiar, afetivo, amoroso...

Como surgiu a ideia para a história deste livro?
Índrea Falavigno - Foi ainda por volta de 2000. Na época, eu estava lendo o livro “Ana Terra”, de Érico Veríssimo, e acompanhava a minissérie “A Muralha”, da Rede Globo. E tanto no livro quanto na minissérie, o romance entre nativos e mulheres brancas de alta classe era algo inadmissível.
Então, pensei: “Bom, essas histórias se passam nos séculos XVI e XVII… E como seria de fossem hoje? Com toda a luta pela liberdade feminina, será que uma mulher que se apaixonasse por um descendente dos povos nativos poderia viver este amor em paz? Até onde as mulheres de hoje são livres para fazerem suas escolhas?”.
Comecei a imaginar em que situação isso se daria, e então a história de “O Morro dos Quatro Cantos” começou a surgir.

Como foi a escolha do título?
Índrea Falavigno - Bom, eu imaginei esse morro lindo, muito alto, cheio de verde e natureza por todos os lados. Pensei na primeira pessoa que chegasse ali e tivesse que denominá-lo. Então, me ocorreu esta expressão popular que usamos quando queremos nos referir ao mundo inteiro: “os quatro cantos do mundo”.
Assim, pensei que essa pessoa que chegasse ali poderia pensar que estava vendo os quatro cantos do mundo e assim lhe pusesse o nome.
Quanto ao fato de pôr o nome do local onde a história acontece como o nome do livro foi algo que já vi em vários livros e filmes. Gostei da ideia. Acho que é um tipo de título que já dá uma identidade para a história.

Quais os principais desafios para escrita do enredo que compõe a obra?
Índrea Falavigno - Acho que meu maior desafio foi não saber praticamente nada sobre Direito. Eu estava contando sobre um conflito judicial, então eu tinha que seguir regras básicas do nosso sistema judiciário para que a história ficasse aceitável. Para isso, contei com a ajuda do meu noivo, minha mãe e minha irmã, que são formados nesta área.
Outra dificuldade foi fazer com que os acontecimentos se intercalassem da forma correta, para que os desfechos das histórias se dessem nos momentos certos. Para isso, tive que fazer planejamentos e cronogramas.
Por fim, falar sobre cultura indígena (estudei o que pude, mas não tenho conhecimento profundo) e tentar imaginar como uma menina de cinco anos (Maiara) reagiria a cada situação.

Descreva os principais personagens que compõem a trama, nome e profissão.
Índrea Falavigno - Os principais personagens são Luiza e Apuã, mas acho que os contrapesos necessários à história são Dona Rosa e Maiara.
Luiza e Apuã têm praticamente a mesma idade, em torno de trinta anos; ela é advogada; ele, agrônomo. Os dois se formaram na mesma universidade, e isso mostra a importância das cotas na integração dos povos nativos à nossa sociedade.
Dona Rosa, mãe de Luiza, também é advogada e é o protótipo da classe alta. Ela quer e exige que a filha seja e tenha o melhor possível, em todos os sentidos: que se torne advogada de sucesso, dirija o escritório que vai herdar e tenha um marido que faça parte do meio social em que a família vive.
Maiara é a filha de cinco anos de Apuã; ela acabou de perder a mãe e sente um carinho especial por Luiza, que é totalmente recíproco. Essa personagem trará ainda mais responsabilidade às decisões que a advogada precisa tomar.

Com relação ao cenário, é fictício ou o enredo se desenvolve em uma cidade que você já conhece ou fez pesquisa para a construção da obra?
Índrea Falavigno - Parte da história acontece na cidade do Rio de Janeiro. Eu estive lá apenas duas vezes, muitos anos atrás e não posso dizer que conheço bem a cidade. As poucas informações que coloquei sobre ela, retirei da televisão e da internet. Os locais (bares e restaurantes) da história são fictícios.
O Morro dos Quatro Cantos é um cenário totalmente fictício, onde imaginei uma situação ideal: um lugar lindo e pessoas convivendo em harmonia, trabalhando para seu próprio sustento, com diferentes tipos de origem e cultura, mantendo um cuidado especial com a natureza… Mas já li algumas reportagens sobre comunidades desse tipo no Brasil e em outros países.

Apresente-nos cinco motivos para ler “O Morro dos Quatro Cantos”:
- Perceber o quanto todos os tipos de preconceitos dificultam a vida das pessoas e, por isso, combatê-los ao máximo.
- Atentar para as grandes diferenças culturais do Brasil e procurar conhecê-las e respeitá-las. Saber que não é porque uma pessoa tem um jeito de pensar diferente do seu que ela está errada.
- Lembrar do quanto o amor é importante em nossas vidas.
- Mães: vocês podem e devem aconselhar suas filhas, mas não se esqueçam que, depois que elas forem adultas, a vida é delas.
- Nosso país tem diferenças sociais imensas, e temos que fazer nossa parte para que todos tenham dignidade e esperança.

Onde podemos comprar seu livro?
Índrea Falavigno - Pelo site da Editora Pandion (https://www.editorapandion.com/o-morro-dos-quatro-cantos), na página do livro no Facebook (https://www.facebook.com/omorrodosquatrocantos/) ou pelo meu e-mail (indrea.falavingo@yahoo.com.br).

Quais os seus principais projetos literários? Você pensa em publicar novos livros?
Índrea Falavigno - Eu até tive outras ideias para livros, mas geralmente são de experiências pessoais; então não me sentiria à vontade em escrever, pois acabaria expondo pessoas que conviveram comigo. Tentei fazer modificações nas histórias, mas não funcionou. Então, terei que aguardar até ter outra ideia totalmente fictícia sobre a qual valha a pena escrever.
No momento, estou me dedicando ao cinema também. Então, quem sabe faça trabalhos voltados para esta área, como roteiros ou peças de teatro?
Poesias acontecem muito de vez em quando. Por enquanto, nada significativo.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor “O Morro dos Quatro Cantos”, da autora Índrea Facenda Falavigno. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Qual mensagem você deixa para nossos leitores?
Índrea Falavigno - Espero que gostem do livro. Foi um projeto de vida, esperou dezesseis anos para acontecer e foi feito com enorme carinho. Tenho recebido retornos muito positivos, o que me deixa muito feliz e me faz ver como tudo valeu a pena.
Pequenos pedidos e conselhos:
Amem as pessoas, todas elas, sem distinção de cor, raça, religião, classe social…
Ajudem quem precisa. Faz um bem enorme para elas e para você.
Leiam muitos livros, pois cada livro é uma viagem.
Leiam e incentivem escritores contemporâneos brasileiros, pois eles falam sobre a cultura do país onde você vive.
Escrevam! Por favor, tentem… É maravilhosamente libertador.
Sejam o mais felizes que puderem e busquem realizar seus sonhos.

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Cultura Indígena é abordada em O Morro dos quatro Cantos da autora Indrea Facenda Falavigno

Obra de escritora gaúcha retrata realidade de vítimas de abuso sexual e atinge mais de 1 milhão de leituras em plataforma online

 
“Diário de uma Escrava – Uma história cruel” mostra como a realidade de muitas mulheres está longe de alcançar o sonhado final feliz.

Diferentemente da maioria dos best sellers em que no fim tudo acaba bem, a escritora gaúcha Rô Mierling decidiu mostrar como a realidade de muitas mulheres está longe de alcançar o sonhado final feliz.

Em sua mais recente obra, o livro “Diário de uma Escrava – Uma história cruel”, a autora retrata a história de Laura, uma jovem que foi sequestrada aos 15 anos de idade para ser usada como escrava sexual. O relato é feito em forma de diário, onde a personagem conta todo os detalhes de abusos que sofreu. O formato fez sucesso entre usuários de uma plataforma online de publicação independente de textos, atingindo mais de um milhão de leituras.

“No livro, [Laura] passa mais de 4 anos embaixo da terra trancada em um buraco, dos 15 aos 19 anos. O enredo é ficcional, mas baseado em dados reais. Ou seja, com base em estudos, reproduzi o que seria cada agressão, cada noite isolada, cada sentimento, cada medo”, explica Mierling.

Segundo a escritora, a ideia de escrever um livro sobre uma temática tão impactante surgiu ao perceber que muitas mulheres a sua volta sofriam com os mais diversos tipos de abuso sexual, e não recebiam o devido suporte, fosse de familiares, do poder público ou da sociedade.

Mas, para conseguir relatar com fidelidade a realidade de uma escrava sexual, Rô Mierling precisou pesquisar a fundo. A partir de 2012 ela começou a buscar referências em artigos, documentários e livros sobre o assunto – incluindo as memórias de cativeiro de Natascha Kampusch, jovem austríaca que foi sequestrada na década de 1990, e passou oito anos vivendo como prisioneira de um homem.

“Quando estouraram certos casos como o da Natascha, eu fui ler o livro, ver as reportagens e tentar sentir o que ela sentiu, para compreender mais. Acabei não achando um único livro que contasse os pormenores em detalhes, de forma que eu sentisse a dor, o medo. Era sempre uma leitura ‘poupando’ o leitor”, afirma a escritora.

A ânsia de expor essa difícil problemática de forma mais real, fez com que Mierling descrevesse com detalhes os castigos, abusos e a repressão sofrida pela personagem principal. Para a autora, este foi o principal motivo da obra ter feito tanto sucesso entre leitores da plataforma online Wattpad.

“O livro alcançou uma quantidade imensa de leituras online e muita aceitação devido aos detalhes e a forma bruta de descrever o dia a dia de uma escrava sexual. Atualmente estamos com 1 milhão e 380 mil leituras no Wattpad”, comemora.

Com a boa visibilidade que o livro alcançou na internet, diversas editoras enviaram propostas de publicação para Mierling, que está prestes a assinar contrato com uma delas. Enquanto não é lançado fisicamente, o “Diário de uma Escrava – Uma história cruel” pode ser acessado gratuitamente pelo link https://www.wattpad.com/51164534-di%C3 ... B3ria-cruel-cap%C3%ADtulo

Sobre a autora

Rô Mierling é gaúcha, escritora, antologista, natural de Porto Alegre. Atualmente vive em Buenos Aires divulgando a literatura brasileira de novos autores. A escritora tem 3 livros já publicados, um deles em Portugal e mais 20 antologias publicadas, atuando como coordenadora, reunindo talentos literários nacionais e internacionais, incluindo edições bilíngues.

Contato com a autora:
E-mail: romierling@gmail.com
Site www.romierling.com.br

Fonte: Divulga Escritor
divulga@divulgaescritor.com
 
Obra de escritora gaúcha retrata realidade de vítimas de abuso sexual e atinge mais de 1 milhão de leituras em plataforma online

Entrevista com a autora Silvia Ligabue

 
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Formada em Psicologia desde 1989, possui Certificação Internacional Wellness Coaching pelo National Wellness Institute. Especializada em Promoção da Saúde pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Pós-graduada em Terapia Cognitiva com base construtivista pela Universidade Paulista com curso de extensão na Universidade do Minho-Braga-Portugal (1996) e Co-fundadora da Sociedade Brasileira de Terapia Cognitiva. Além de autora do livro "Faça Escolhas, não terceirize sua vida", lançado pela editora Autografia em 2015. Colaboradora do capítulo 10, Depressão, do livro, "A poderosa, a vida da mulher pode ser melhor a cada dia" Paulo Cezar Fernandes David, editora Olivier – 2003 colaboradora do artigo, Pressão para ser bem-sucedido pode destruir seus planos de felicidade, e textos mensais em qualidade de vida, autoconhecimento entre outros temas na UOL.

“Que as escolhas nos concedem uma sensação de liberdade e de resgatar nosso próprio poder.”

Boa Leitura!

Escritora Silvia Ligabue, é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos o que a motivou a escrever o seu livro “Faça escolhas, não terceirize sua vida”?
Silvia Ligabue - Gostaria desde já agradecer minha participação neste projeto que venho acompanhando a algum tempo e que tenho muito respeito.
Sou psicóloga clinica a mais de 25 anos , tenho uma consultoria em Qualidade de vida no trabalho e sou Coaching em bem estar.
Acredito muito na prevenção e tratamento, em viver uma vida com qualidade, com mais leveza e então resolvi falar de tudo isso, de plantar uma semente em cada leitor com esta leitura e é claro que as escolhas cabem a cada um sobre o carinho que querem seguir.
Amo escrever desde sempre e além de textos que escrevo para sites estou com dois trabalhos em andamento, onde um é um e-book de frases e pensamentos para reflexões que deve ficar pronto neste primeiro semestre e outro ainda uma surpresa para os meus leitores.

Quais os principais desafios para escrita do livro?
Silvia Ligabue - O que foi mais complicado foi decidir sobre que editora trabalhar, se ficaria tentando muito tempo uma maior editora ou se começaria por algo menor e após o termino do meu contrato buscaria outra possibilidade.
E tudo fluiu muito bem, pois sabia que era um sonho que realizaria.

De que forma estes desafios foram superados?
Silvia Ligabue - Analisei varias propostas e busquei a seriedade e indicação da melhor editora até que escolhi a minha. Conversei com algumas pessoas do meio até que decidi.

Qual a mensagem que você quer transmitir ao leitor através de “Faça escolhas, não terceirize sua vida”?
Silvia Ligabue - Que as escolhas nos concedem uma sensação de liberdade e de resgatar nosso próprio poder. Nos dá a opção de qual a direção que queremos seguir, por nossa própria vontade e por isso nos responsabilizamos por elas. Deixamos assim de sermos meras vitimas da vida para sermos autores.

Onde podemos comprar o seu livro?
Silvia Ligabue - Editora Autografia
http://www.autografia.com.br/loja/faca-escolhas,-nao-tercerize-sua-vida/detalhes

E-book
Amazon
http://www.amazon.com.br/Fa%C3%A7a-es ... vida-ebook/dp/B011SD3NKQ/

Livraria cultura
http://www.amazon.com.br/Fa%C3%A7a-es ... vida-ebook/dp/B011SD3NKQ/

Como psicoterapeuta, conte-nos quais os principais objetivos da Terapia Cognitiva?
Silvia Ligabue - A terapia cognitiva é baseada no modelo cognitivo o qual acredita que o que determina as emoções e o comportamento de uma pessoa é o modo como ela interpreta as situações vividas, ou melhor, como ela estrutura o mundo.
Tem como objetivo levantar hipóteses de como cada indivíduo construiu sua realidade e com isto analisar padrões de pensamentos geradores de crenças que, se disfuncionais ou inadequadas, causam conflitos para a pessoa gerando sofrimento.

Você realiza palestras sobre quais temas?
Silvia Ligabue - Minhas palestras são comportamentais e motivacionais.
Alguns temas:
- Qualidade de Vida e Bem estar
"um dos maiores anseios do ser humano na atualidade"
- Faça escolhas, não terceirize sua vida.( baseada no meu livro)
- Como tornar os filhos vencedores?
- Estamos sempre ganhando tempo. O que isso influencia na vida de nossos filhos?

Quem desejar como deve fazer para contratar a palestrante Silvia Ligabue?
Silvia Ligabue - Enviar um email para contato@psicorposp.com.br ou pelos tels. 11 2865-4845 ou 99129-6351.
Ou ainda acessar www.psicorposp.com.br, que terão mais informações.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora e palestrante Silvia Ligabue. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Silvia Ligabue - Que é um grande prazer fazer parte deste trabalho e poder mostrar um pouco do meu , que é sem duvida uma grande paixão e um grande presente da vida. E ainda que acredito que os problemas sempre existirão, o ideal é não darmos o alimento para que ele cresça, afinal, nossa única obrigação nesta vida é ser feliz.

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Entrevista com a autora Silvia Ligabue

Entrevista com o autor Frederico Rochaferreira

 
por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Frederico Rochaferreira nasceu em Teresópolis, Rio de Janeiro, em 5 de agosto/1955, filho do português Luiz das Neves Ferreira e da brasileira Nair de Sousa Rocha. Seu nome é uma homenagem ao avô paterno, Frederico Ferreira de Jesus , Alferes de Infantaria e veterano da Primeira Guerra Mundial. Ainda muito jovem teve contato com as obras de Erich von Däniken e os clássicos gregos, que viriam a influenciar suas investigações históricas e filosóficas. Recebeu Troféu Cora Coralina de Honra ao Mérito Literário, da Academia de Letras de Goiás e a Comenda Barão de Ayuruoca, da Academia de Letras e Artes de Paranapuã. É especialista em Reabilitação pelo Hospital Israelita Albert Einstein e membro da The Oxford Philosophical Society.

“Na parte histórica, abordo a questão do segredo maçônico e o enigma do Santo Graal, onde o leitor ficará sabendo que as duas tradições estão intimamente ligadas”

Boa leitura!

Escritor Frederico Rochaferreira, muito nos honra com a sua participação no projeto Divulga Escritor. Você escreve sobre temas polêmicos como Maçonaria, Santo Graal, entre outros, conte-nos o que o motivou a realizar estudos sobre estes temas?
Frederico Rochaferreira – Há temas que poderíamos considerar polêmicos, como os que você citou, acrescento ainda a questão da origem de Deus no imaginário dos homens ou a fábula de Cristo, que trato no meu livro. Todavia esses temas só são polêmicos, por serem ou desconhecidos ou nebulosos, quanto à sua história. O motivo que me levou a investigar a verdade por trás das fábulas, dos segredos e dos enigmas, foi sepultar as dúvidas existenciais, que todos nós temos, uns mais outros menos.

Que temas você aborda em seu livro “A Razão Filosófica”?
Frederico Rochaferreira – A Razão Filosófica trata da natureza do ser, em questões como a predeterminações de nossas ações e a teoria das representações, no sentido em que o homem faz o meio e o meio faz o homem, sempre o mesmo, em sua limitação ou em seu desenvolvimento. Trata também do ser social, em suas ações marginais, na ausência de valores probos, na precariedade intelectual, suas causas, consequências e soluções. Na parte histórica, abordo a questão do segredo maçônico e o enigma do Santo Graal, onde o leitor ficará sabendo que as duas tradições estão intimamente ligadas e relacionadas diretamente ao sofista judeu, autor de fato da Doutrina Cristã, que ficou à margem tanto do pensamento judaico, quanto do pensamento cristão, esquecido e ignorado pela história.

Como você descreve a Razão Filosófica?
Frederico Rochaferreira - Uma inesquecível viagem ao conhecimento

Em resumo o que é o livro?
Frederico Rochaferreira - A Razão Filosófica é um diálogo histórico-filosófico, onde questiono a natureza do ser e o ser social, além de segredos, enigmas e mentiras históricas, que se fixaram no imaginário dos homens.
Desafiar o leitor a pensar e repensar conceitos tidos por verdadeiros, fazê-lo ir além da razão prática, construir perguntas, nunca antes ousada; a partir de respostas muito bem referenciadas, é, além de surpreendentes revelações, a proposta do livro.

Seus livros levam o leitor à reflexão e à pesquisa. Como vê a leitura de seus livros? Conte-nos o que mais o encanta em suas obras.
Frederico Rochaferreira - Costumo dizer que o brasileiro lê pouco e quando lê, lê muito mal. Poucos são os que passam da prosa literária, onde está inserido o conto, a novela e a poesia, porque este é o gênero que predomina no país e os meus escritos são, em síntese, o distanciamento dessa literatura de assimilação de ideias, assim, o que busco de meus leitores, é fazer com que, ao invés de assimilar ideias e repeti-las, produzam ideias próprias a partir da reflexão.

A quem indica leitura da obra?
Frederico Rochaferreira – A Razão Filosófica tem uma linguagem acessível, é uma obra ricamente referenciada, que abrange temas fundamentais ao desenvolvimento social, ao conhecimento histórico e às dúvidas existenciais, portanto, é destinada a todos que amam a leitura e o conhecimento.

Onde comprar seus livros?
A Razão Filosófica está disponível na Livraria da Travessa Botafogo – Rio de Janeiro - http://www.travessa.com.br/a-razao-fi ... 1d-4df5-8d0e-8416f81d51ad
A Ética dos Miseráveis – amazon - http://www.amazon.com.br/%C3%89TICA-D ... reira-ebook/dp/B011MG1K68
O Homem que Parecia Inteligente – amazon - http://www.amazon.com.br/O-HOMEM-QUE- ... GENTE-ebook/dp/B010KI31Q6

Sempre observo quem escreve, tentando entender motivações, características, personalização temática... você é especialista em Reabilitação, pelo hospital Israelita Albert Eistein, existe alguma ligação entre a sua escrita literária e a profissão que exerce?
Frederico Rochaferreira – Não, não existe. Na área da saúde exerço uma profissão, uma prática que poderia ser qualquer outra de subsistência à vida material. Já o pensamento teórico é fruto, claro, de muito estudo e pesquisa, mas é inato, está em nossa natureza e é fundamental a subsistência da vida intelectual.

Temos livro novo no prelo?
Frederico Rochaferreira – A Ética dos Miseráveis é uma coletânea de reflexões e exames críticos, que trata das ações marginais do homem contra o próprio homem, numa estupidez sem fim. Penso em ampliar essa obra.

Que temas você aborda em suas palestras? Quem desejar como deve fazer para contratá-lo?
Frederico Rochaferreira - Em síntese, os temas abordados em; A Razão Filosófica:
O valor do Ensino e da educação - A educação filosófica - A origem de Deus no imaginário dos homens - Por que o Brasil não tem filósofos? - O autor de fato da Doutrina Cristã - A verdadeira origem do Cristianismo - O último líder judeu da revolta contra Roma e sua relação com as tradições do Santo Graal, Templária e maçônica.
Instituições, Sociedades, Empresas e pessoas físicas interessadas podem entrar em contado pelos e-mails: f.rochaferreira@usa.com | frederico@sitefilosofico.com

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor “A Razão Filosófica” do autor Frederico Rochaferreira. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Frederico Rochaferrerira – Há muitas mensagens relevantes que poderia deixar aos nossos leitores, mas talvez, nenhuma seria mais contundente, que aquela proferida por Johann Fichte: “O objetivo último da vida é compreender, todavia se pode viver e viver totalmente segundo a própria razão, sem investigar, porque se pode viver sem conhecer a vida”.

Contatos do autor

Frederico Rochaferreira
f.rochaferreira@usa.com
www.sitefilosofico.com
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Entrevista com o autor Frederico Rochaferreira

Trajetória literária escritora Daniela Leal - Entrevista

 
Por Giuliano de Méroe

Daniela Leal é doutora em Psicologia da Educação pela PUC-SP, especialista em Psicopedagogia e Educação Inclusiva e graduada em Pedagogia. Ministra aulas em cursos de graduação e pós-graduação, em disciplinas voltadas à psicologia da aprendizagem e do desenvolvimento e às dificuldades no processo de escolarização. Também é autora dos livros Psicopedagogia Clínica: caminhos teóricos e práticos, Dificuldades de Aprendizagem: um olhar psicopedagógico e Teorias da Aprendizagem: um encontro entre os pensamentos filosófico, pedagógico e psicológico (já em 2ª edição, ampliada e revisada), pela Editora Intersaberes. Atualmente dedica-se à pesquisa de pós-doutorado em Alfred Adler.

“Em casos mais específicos, em que a dificuldade no processo de escolarização decorre de uma deficiência, faz-se compreender além de todos esses aspectos, os procedimentos a serem trabalhados conjuntamente com a equipe de médicos, por exemplo, que atende esse aluno”

Boa Leitura!

Divulga Escritor - Escritora Daniela Leal, é um prazer contarmos com sua participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos, em resumo, como se desenvolveu seu livro “Compensação e Cegueira: Um Estudo Historiográfico”.
Daniela Leal - Primeiramente, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade do projeto Divulga Escritor de conversar um pouco sobre meu livro e sobre minha área de atuação e pesquisa. O livro Compensação e Cegueira: um estudo historiográfico é o produto final da minha tese de doutorado em Psicologia da Educação pela PUC-SP. Ao observar durante a pesquisa a quase ausência de estudos ou mesmo certa conformidade na compreensão sobre a relação que se estabelece entre o processo de compensação (Adler) e a perda da visão, creia que a tese não poderia ficar somente como produto final do doutorado e de consulta na biblioteca da instituição, mas sim, como um instrumento de troca de teorias para com os demais profissionais que se dedicam ao trabalho com pessoas com deficiência visual e/ou cegueira. Lembrando que tal teoria pode-se estender para as demais deficiências.

Divulga Escritor - Sua dedicação com trabalhos com crianças em alguma situação especial é notável. Poderia apontar sugestões, sobre os trabalhos das Instituições de Ensino, com alunos com dificuldades no aprendizado?
Daniela Leal - Como pesquisadora e praticante das teorias adleriana e vigotskiana, observo que quando a instituição/escola inicia seu projeto de trabalho a partir da conversar inicial com o aluno com dificuldade no processo de escolarização para compreender os efeitos dessa no seu dia-a-dia, o trabalho da instituição ganha outra ares, assim como um olhar diferenciado: não pensa mais nas dificuldades, mas sim nas capacidades. Outros pontos importante a serem considerados são: a) compreensão desse aluno em sua constelação familiar e os sentimentos que tais dificuldades causam nesta constelação, e b) compreensão do social a qual estão inseridos aluno-família-instituição/escola e seus implicadores e aspectos positivos. A utilizar-se do estudo desses três momentos, a instituição/escola consegue estabelecer combinados com o próprio aluno, seus profissionais e a família para atingir o necessário para a melhorara ou extinção das dificuldades apresentadas. Em casos mais específicos, em que a dificuldade no processo de escolarização decorre de uma deficiência, faz-se compreender além de todos esses aspectos, os procedimentos a serem trabalhados conjuntamente com a equipe de médicos, por exemplo, que atende esse aluno. Afinal, as instituições que partem do princípio que a aprendizagem não se faz só, mas sim por intermédio de todas as relações que estabelecemos com o social (sentimento de comunidade, como dizia Adler), as possibilidades de sucesso são muito maiores.

Divulga Escritor - Pode citar algum fato ou acontecimento incomum que a levou a dedicar-se mais intensivamente a trabalhos com crianças com deficiência?
Daniela Leal - No ano de 1999, quando assumi uma sala de 2ª série (hoje, 3º ano) do Ensino Fundamental I, tinha como aluno um jovem pré-adolescente de 11 anos com dificuldades no processo de escolarização, com uma deficiência não identificada pelos pais e que já havia repetido de ano por várias vezes. Tal foi minha surpresa quando minha coordenadora me informou que deveria deixá-lo no cantinho dele, porque ele não aprendia, mas observar se não agrediria as demais crianças. Não me conformei! Me indignei! Busquei saber mais sobre ele, me dediquei ao seu aprendizado – ele ficava na aula regular de manhã comigo e à tarde ia fazer às atividade de casa, na outra turma que dava aula. Ao final do ano, ele saiu sabendo ler, escrever e calcular o necessário para dar continuidade aos seus estudos, dentro de suas capacidades (a maior polêmica no processo de educação inclusiva, nos dias de hoje), mas no ano seguinte, a professora que lecionava para ele conseguiu convencer à família a levá-lo novamente para uma escola especial (fiquei revoltada, mas não consegui reverter a situação). Entretanto, há alguns anos atrás, ainda na época do Orkut (± 8 anos), a irmã dele me encontrou e pediu se poderia adicioná-lo. Prontamente o fiz! Em uma de suas mensagens para mim ele disse: “Prô Danny, você lembra de mim? Fui seu aluno no... Sabe, este ano consegui me formar no Ensino Fundamental, completei meus estudos e sou muito grato por tudo o que você fez por mim. Nunca vou te esquecer”. Bom... acho que é isso... Me emociono muito ao falar sobre esse momento da minha história profissional.

Divulga Escritor - Considerando sua formação dedicada a diversos nichos da Educação, como a infantil, especial e inclusiva... qual o seu principal interesse nos trabalhos do Psicólogo Austríaco Alfred Adler?
Daniela Leal - Meu interesse é compreender inicialmente sua teoria (Psicologia Individual) como um todo, pois apesar de ser um dos fundadores da psicanálise junto a Freud, devido as muitas rivalidades entre ambos e o próprio rompimento entre eles, Adler é estudado superficialmente e, muitas vezes, à margem da teoria da psicanálise. Segundo, porque ao estudar o conceito de compensação e os sentimentos de inferioridade propostos por ele, encontrei em sua teoria conceitos e instrumentos que justifiquem minha prática docente, até os dias de hoje, com pessoas com algum tipo de deficiência. E, terceiro, porque quero aprofundar-me no período entre 1922 e 1934, onde Adler dedicou-se especificamente à educação das crianças com dificuldades no processo de escolarização e/ou com alguma deficiência nas escolas de Viena. Acredito que ao compreender tais práticas do passado, as discussões do presente ganham mais significado e possibilidades.

Divulga Escritor - Lev Semenovitch Vygotsky é um psicólogo muito conhecido no mundo acadêmico, ao sustentar o desenvolvimento intelectual da crianças ocorrem em função das interações sociais e condições de vida. De que maneira Vygostsky oferece-lhe substratos para o núcleo do seu livro?
Daniela Leal - A minha pesquisa inicial de doutorado parte do estudo minucioso do Tomo V das Obras Completas de Vigotski; onde ele discute os Fundamentos de Defectologia. Teoria que visa compreender os processos de aprendizagem e de desenvolvimentos das crianças com algum tipo de deficiência e/ou “defeito”, como escrito na época, bem como das “crianças dificilmente educáveis”, hoje, com dificuldades no processo de escolarização. A partir do estudo da obra, juntamente com o estudo dos conceitos centrais da teoria vigotskiana, foi possível compreender o quando Vigotski contribui, avança, para pensarmos no uso dos instrumentos, principalmente a linguagem, por intermédio da mediação (zona de desenvolvimento proximal) na prática diária do professor junto de seus alunos com algum tipo de deficiência e/ou dificuldade.

Divulga Escritor - Os conhecidos pensadores Adler e Vygotsky despertam muito interesse em pesquisadores, professores e psicólogos, devido ao impacto de seus estudos no âmbito da educação, sobretudo na maneira de pensar o ensino e desenvolvimento de crianças. Em seu livro, como se dá a ponte entre eles? Poderia, resumidamente, contar-nos sobre seus pontos de vistas e suas diferenças?
Daniela Leal - A principal relação entre ambos encontra-se nos conceitos centrais da teoria adleriana: sentimentos de inferioridade e compensação. Vigotski para discutir os fundamentos de defectologia parte dos conceitos de Adler, afirmando a importância da teoria adleriana para se pensar a criança com deficiência não mais por suas impossibilidades, mas sim pelas suas capacidades. Apesar de Adler partir inicialmente da psicanálise, ao longo de seus estudos, sua teoria caminha para uma perspectiva social, pautada nos princípios da teoria marxista; aproximando-os ainda mais. Vigotski avança ou diferencia-se à teoria adleriana ao aprofundar-se no uso de instrumentos, como a linguagem, no trabalho com as crianças com deficiência, principalmente nos espaços regulares de ensino.

Divulga Escritor - Em sua obra Compensação e Cegueira: Um Estudo Historiográfico há alguma perspectiva nova, algum ângulo não abordado pelos estudos de Vygotsky e Adler?
Daniela Leal - No livro além de apresentar os conceitos de sentimento de inferioridade e compensação estudados por ambos os teóricos, é realizado um estudo histórico, etimológico e analógico das origens da palavra compensação – em que momento ela surge, como conceito jurídico, e em que momento ela é incorporada pela psicologia, mas também por outras áreas como a filosofia, fisiologia, genética, entre outras. Outro ponto de destaque é a relação presente na história da cegueira, desde a antiguidade até os dias de hoje, com o conceito de compensação justificando a perda da visão, seja em uma concepção mística, biológica e/ou científica, como bem pontua Vigotski.

Divulga Escritor - Pode nos dizer onde comprá-lo?
Daniela Leal - O livro pode ser encontrado na Cia dos Livreiros, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa, além do próprio site da Paco Editorial e outras livrarias do ramo. Qualquer dúvida, sobre a compra ou sobre a obra em si, podem entrar em contato comigo pelo e-mail: dannylegal@gmail.com.

Divulga Escritor - O que você sugere para o aprimoramento do mercado literário no Brasil?
Daniela Leal - No caso específico dos meus estudos, a tradução das obras originais (alemão) de Adler no Brasil seriam fundamentais. Atualmente encontramos, com dificuldade, apenas duas de suas obras traduzidas para o português: A ciência da natureza humana e A ciência do viver. As obras que discutem os conceitos centrais e principais da teoria adleriana (O caráter neurótico, A Psicologia Individual, , entre outras) encontram-se apenas em espanhol, inglês ou francês, mas também com certa dificuldade de localização, devido a não tradição do Brasil do estudo da teoria adleriana, apesar de Adler ser citado nos cursos de Psicologia.

Divulga Escritor - Estamos chegando ao fim da entrevista. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Estamos felizes em conhecer sua obra. Gostaria de deixar alguma mensagem aos nossos leitores?
Daniela Leal - Espero que a obra Compensação e Cegueira: um estudo historiográfico, possa ser o ponto de partida para muitas discussões sobre a compreensão do trabalho com as pessoas com deficiência, mas principalmente que sirva de base para novos estudos e discussões sobre a teoria adleriana, tão ausente na área acadêmica nas últimas décadas do século XX e nas primeiras do século XXI.

Fonte: Divulga Escritor
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Trajetória literária escritora Daniela Leal - Entrevista

Entrevista com a escritora Keslley Cremonezi

 
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Emergente escritora, que publicou seu primeiro livro “O sabor da Vingança” aos quatorze, segue para o lançamento de seu segundo livro intitulado de “Terra de Floreyviu encanto de fadas” pela editora Multifoco.
Considerada a romancista mais nova do Brasil, Keslley Cremonezi tem conquistado muitos fãs nas redes sociais, principalmente por causa de seu livro “A noiva do meu irmão” publicado virtualmente, atualmente com mais de 300.000 leitores em vários países.
“Quando lemos um livro, por um minuto nós leitores, fazemos aquele livro se tornar real, vivenciando cada momento.”

Boa Leitura!

Escritora Keslley Cremonezi é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor conte-nos o que a motivou a escrever um livro aos 14 anos?
Keslley - Meu primeiro livro foi escrito baseado em grandes questões sociais e seus princípios. Englobei críticas, reflexões e um ponto de vista sobre vários assuntos, como a ganância, o egoísmo, as classes sociais e varias outras dificuldades vivenciadas em um período da historia brasileira, apesar dos locais serem fictícios. Sonhava em publicar, mas não acreditava que seria possível.

Conte-nos que sabor tem “O Sabor da Vingança”?
Keslley - A vingança ela tem um sabor psicológico diferente para cada pessoa. Uma busca pela satisfação de algo que foi perdido, um ego ferido, ou um espaço não preenchido. Ela é a ausência de paz em si mesmo.

Em que momento se sentiu inspirada para iniciar a escrita de seu segundo livro “Terra de Floreyviu Encanto de Fadas”?
Keslley - Escrever para mim é um passatempo. Eu simplesmente começo, não existe um momento certo. Sempre que me sobra tempo, estou pronta para escrever algo que vem em mente, e no decorrer das paginas eu procuro evoluir, mas sempre com um objetivo. Foi como aconteceu com Terra de Floreyviu, iniciei uma história, e apliquei a ela, um objetivo de reflexão para o leitor.

Como foi a construção do enredo e personagens desta obra?
Keslley - Simples, de uma maneira espontânea, sem um planejamento. Apenas a desenvolvi.

O que mais a encanta na “Terra de Floreyviu Encanto de Fadas”?
Keslley - Como escritora me encanto com o que o livro me trouxe, novos pensamentos, e uma liberdade ainda maior de escrever, sem impor limites. Como leitora do livro, a ideia da vida existente dentro das paginas de um livro e o poder de tornar tudo real. Quando lemos um livro, por um minuto nós leitores, fazemos aquele livro se tornar real, vivenciando cada momento.

Com mais de 300 mil acessos no Wattpad "A Noiva do meu Irmão" ganha novos leitores a todo momento, como você se sente com o sucesso do livro?
Keslley - É uma sensação maravilhosa ver que o meu trabalho está se estendendo cada vez mais, atingindo um publico maior. Esse sempre foi o meu sonho, e agora eu o vejo em plena realização.

O livro que esta sendo escrito, tem previsão para término de escrita?
Keslley - A Noiva do meu irmão não foi escrito com base em planejamento nenhum, mas pretendo levar não mais que dois meses para concluir o livro.

Onde podemos comprar os seus livros?
Keslley - O Sabor da Vingança está a venda em alguns sites na internet e eu faço a venda dos livros também. Terra de Floreyviu faz parte de um catálogo de livraria, vendo pessoalmente, e pelo site da editora.

Quais os seus principais objetivos como escritora?
Keslley - Ampliar os meus conhecimentos aperfeiçoado a minha forma de escrever, e levar adiante a minha carreira nesse mundo maravilhoso da literatura.

Como você vê o mercado literário nacional?
Keslley - Está em um processo de evolução. Infelizmente a maior parte da sociedade brasileira não tem o habito da leitura, o que diminui bastante as fronteiras literárias.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Keslley Cremonezi. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Keslley - A leitura é a essência da alma que nos permite viajar através do tempo.

Fonte: Divulga Escritor
divulga@divulgaescritor.com
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Entrevista com a escritora Keslley Cremonezi

Entrevista com as autoras JackMichel

 
Irmãs se unem, inovam e oferecem uma escrita harmoniosa e criativa, em livro produzido em parceria.

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

JackMichel é o nome artístico de duas escritoras: Jaqueline e Micheline Ramos. São irmãs e nasceram respectivamente em 20 de fevereiro e em 30 de novembro, na cidade de Belém, Estado do Pará (Brasil). Sua obra é ampla e pode ser descrita entre romances, contos e poesias. O estilo de escrita de JackMichel foi influenciado por autores mundiais clássicos de diversos gêneros literários como Oscar Wilde, Hans Christian Andersen, Lewis Carrol, Edgar Allan Poe, Eça de Queirós, Machado de Assis, dentre outros. JackMichel professa o lema “ESCREVER É VIVER”.
“...quem deu o xeque-mate foi mesmo a inspiração que nos surgiu no cérebro, como uma centelha brilhante que risca o céu dos pensamentos.”

Boa Leitura!

Escritora JackMichel é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos em que momento pensou em escrever o livro “Arco-Jesus-Íris”?
JackMichel - No mesmo instante em que tive o título nas mãos. Assim que vi o título, apaixonei-me por ele. Mas somente depois de pilheriar um tanto com o trocadilho original da palavra arco-íris com o nome de Jesus, foi que pude analisar a profundidade da junção de ambos e perceber que dali realmente se podia tirar algo mágico como um coelho de uma cartola.

Como foi a escrita desta obra escrita em parceria entre duas irmãs?
JackMichel - Foi uma escrita que fluiu fácil no sentido da concepção geral da narrativa, porém, foi mais demorada no que concerne às fontes de pesquisa; pois, mesclar ficção com dados históricos, dando coerência à estrutura formal do texto, é um paradoxo descomunal: algo como se colocar um velho e um moço frente a frente. Mais ou menos isso.

Quais os principais desafios para escrita desta obra?
JackMichel - Creio que tenham sido os medos de correr riscos, visto que o livro traz à tona casos arquivados que causaram polêmicas, reações apaixonadas e controvérsias em muitas partes do mundo e nas mais diversas épocas. A obra aborda temas eternos como o Assassinato de Sharon Tate, a Revolução Cultural chinesa, o extermínio nos campos de concentração nazistas, a catástrofe da Talidomida, a morte prematura de Jim Morrison, a tragédia particular de Oscar Wilde, o atentado à bomba numa Igreja Batista da Rua 16 e enfoca personagens notórios como Charles Manson, Mao Tsé-Tung, Heinrich Himmler e Ku Klux Klan.

De que forma estes desafios foram superados?
JackMichel - À medida que o livro foi sendo escrito e eu e Jack fomos dando forma a uma escultura não modelada; quero dizer que, qualquer receio de exumar antigos fatos públicos tão controversos, foi superado com o surgimento de um texto tão maravilhoso e emocionante. Fomos escrevendo de maneira muito coesa cada parte do todo e, no final das contas, quem deu o xeque-mate foi mesmo a inspiração que nos surgiu no cérebro, como uma centelha brilhante que risca o céu dos pensamentos.

O que mais a encanta em “Arco-Jesus-Íris”?
JackMichel - Sem dúvida alguma é a aura benfazeja de perdão, misericórdia, paz e amor que envolve as vítimas e os seus algozes, como um véu diáfano de proporções sublimes. Nos sete círculos coloridos do arco-íris psicodélico de Jesus Cristo, todos os ofendidos concedem a remissão aqueles que os ofenderam, aqueles que ceifaram suas vidas, aqueles que obstaram suas liberdades, aqueles que traficaram seus sentimentos, aqueles que destruíram seus sonhos, etc. De qualquer forma... eu acho que não é fácil tentar dar bons exemplos para as pessoas, principalmente neste mundo atual, onde a violência grassa e todo escândalo sorri um riso de escárnio no canto da boca.

Como foi a escolha do Título?
JackMichel - Não foi uma escolha, quero dizer, não foi uma ideia trabalhada, foi simplesmente o estro de Jack que aflorou num momento muito especial.

Onde podemos comprar o seu livro?
JackMichel - Em Portugal, além do site da Chiado Editora, o livro também pode adquirido em papel (sob encomenda) nos seguintes locais: Fnac, Sonae, ECI, Bertrand, Almedina, Auchan, Bulhosa, entre outros. Em e-book ele está disponível na Apple iBookstore, Barnes & Noble, Sony, Kobo, Diesel ebook Store e Baker & Taylor. No Brasil ele está à venda na Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br/p/arco-jesus-iris-46098023). O book trailer de “Arco-Jesus-Íris” estará brevemente no Youtube, na página da Chiado Editora e em minha fanpage, no facebook., para todos conferirem.

Soube que já temos novo livro a ser publicado, conte-nos sobre este novo projeto literário ele esta sendo escrito em parceria com a sua irmã?
JackMichel - Sim, é verdade. JackMichel já fechou contrato com a Drago Editorial e em breve estará lançando “LSD Lua”. Sem nenhuma falsa modéstia, arrisco dizer que é uma história fascinante, por trazer à tona a figura polêmica do LSD e também por homenagear um grande feito histórico para toda a humanidade: a chegada do homem a lua. Este livro também foi escrito junto com Jack, minha parceira literária; e foi aliando o senso crítico-analítico de uma e a inventividade de outra que conseguimos chegar ao produto final de um texto nostalgicamente romântico que apaixona o leitor a primeira vista.

Quais os seus principais objetivos como escritora?
JackMichel - Bem... eu pretendo assumir estágios de popularidade cada vez maiores (no bom sentido!). Pretendo que a obra de JackMichel seja, num breve tempo, reconhecida em todo mundo; visto que tenho espalhado meus originais por editoras de inúmeros países e já tenho vários acenos positivos. Hoje em dia, a globalização é uma realidade que já está incorporada ao sonho. Sonhar não é mais impossível numa época em que até os controles remotos são inteligentes.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o livro “Arco-Jesus-Íris das autoras JackMichel. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem vocês deixam para nossos leitores?
JackMichel - Tenho a ousadia de pedir a todos aqueles que leem este editorial fantástico, que é o Divulga Escritor, que valorizem cada vez mais os escritores contemporâneos que criam suas obras com tanto amor e carinho para oferecê-las ao público em geral; pois o escritor é um instrumento delicado que só toca com harmonia quando ganha o aplauso dos ouvintes.

O link da fanpage de JackMichel no facebook: https://www.facebook.com/EscritorasJackMichel/

Fonte: Divulga Escritor
Email: divulga@divulgaescritor.com
 
Entrevista com as autoras JackMichel

Livro de contos Terezinha, com temática LGBT, ganha destaque nacional

 
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Nasci em São Paulo aos 9 de setembro de 1986. Iniciei a carreira de escritor aos 15 anos, participando de concursos literários escolares. Aos 21, li todas as obras publicadas em vida de Clarice Lispector, de quem sou fã incondicional. Publiquei Aos cuidados, sob o pseudônimo Bridgit Baldavir, e As cores de ser: eu-livro, sob o pseudônimo Emannuel Baldavir, além de publicações e participações em coletâneas. Em Terezinha, meu terceiro livro, apresento a diversidade de pensamentos e manifestações da vida humana no cotidiano.

“É um livro composto por dezessete contos, que apresenta um pouco do universo LGBT e de outras pessoas que não se identificam com a forma habitual da dicotomia de gênero.”

Boa Leitura!

Escritor Josué Souza, é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor. O que o motivou a escrever “Terezinha”?
Josué Souza - Literatura com temática LGBT sempre encontrou muita resistência no mercado. Ela ainda é vista com “estranheza”, porque, naturalmente, apresenta personagens e histórias que desviam da norma vigente quanto à sexualidade e à identidade de gênero. Ou seja, a literatura LGBT traz na sua composição um questionamento à heteronormatividade e ao binarismo de gênero, masculino e feminino. “Terezinha” apresenta justamente um contraponto a essa concepção tida como natural da visão humana; outros pontos de vista; com isso, a obra trabalha as personagens LGBTs e outras que não se identificam com essas formas usuais de descrição, sob a ótica do direito à existência, existência daqueles que querem mostrar que, apesar de não se identificarem com esse discurso hegemônico, são pessoas normais e totalmente humanas que apenas se mostram diferentes em suas manifestações.

Conte-nos um pouco sobre o enredo que compõe o livro.
Josué Souza - É um livro composto por dezessete contos, que apresenta um pouco do universo LGBT e de outras pessoas que não se identificam com a forma habitual da dicotomia de gênero. Em cada conto, “Terezinha” mostra pessoas que fogem do padrão preestabelecido, da norma regimental da sexualidade ou da identidade de gênero. Então, as vidas transviantes a essa norma, na obra, vão revelar ao leitor as diversas possibilidades de como elas se manifestam: desde o menino delicado escondido em sua “Casinha de bonecos” ao que deseja jogar futebol, mas é constrangido a entregar seus chocolates para ser aceito pelos amigos (“O que não se pode comprar com chocolates”), àquelas personagens que efetivamente são identificadas como pertencentes ao universo LGBT. Terezinha convida o leitor a enxergar as muitas vidas apresentadas na obra e seu constante debate – e contraste – entre realidade, ficção e desejo, mas falando, também, de coisas rotineiras da vida, de um modo profundamente lírico e revelador em sua estrutura e pela organização dos textos.

Como foi a escolha do Titulo para a obra?
Josué Souza - “Terezinha” é, além de composição para o título do livro [Terezinha e outros contos de literatura queer], um dos contos da obra. É um conto que sintetiza bem a ideia e tramas mostradas no conjunto da obra. Trata-se de uma personagem, no conto, que transita entre os gêneros masculino e feminino; e, é essa indefinição identitária, que se torna um ponto cambiante para a escrita não somente do conto, mas dos outros que compõem o trabalho. Por isso, a sugestão da editora por usar o título do conto como parte fundamental do título do livro. E, assim, trazer desde os primeiros textos, a ideia central que permeia toda obra: a indefinição dos contornos que nos dão a ideia do real, do imaginário, do desejo e sobre os corpos.

Quais os principais desafios para escrita de “Terezinha”?
Josué Souza - Sem dúvida, trabalhar as personagens, cenários e o próprio enredo dos contos buscando essa indefinição constitutiva. “Terezinha” é um livro de muitas vozes, e como o que se busca é mostrar uma certa “fluidez” entre os gêneros, mas, também, um “outro lado” em relação às escolhas de relacionamentos, aos desejos, trabalhei esses aspectos também na estrutura das narrativas. Eu apresentei essa indefinição identitária na própria estrutura dos textos, fazendo com que o leitor sentisse essa questão na textura dos contos. Então, há uma polifonia presente, uma poética marcante, há alegorias e a busca pelo vivencial, de modo a trazer essas personagens à luz da própria compreensão de como elas são; à compreensão de si mesmas.

De que forma estes desafios foram superados?
Josué Souza - Foi um livro que estudei muito pra fazê-lo, por isso, as minhas próprias descobertas no contato com esse universo – eu que já tenho certa proximidade aos temas sociais e à diversidade de pensamentos – fizeram com que os textos fossem escritos de formas “quase” naturais. Digo “quase”, porque houve uma preocupação minha de que essas concepções faladas nos contos fossem mostradas dentro de situações muito naturais, corriqueiras, dentro da linguagem universal que é a literatura.

O que mais o encanta nesta obra literária?
Josué Souza - O alcance de cada conto: a complexidade das personagens, o dizer de cada vida mostrada, cada questão mostrada e como elas se integraram ao conjunto da obra. Nada foi escrito ao acaso; os textos não ficaram “soltos”, fugindo da temática central; eles deram uma unidade ao trabalho.

A quem você indica leitura?
Josué Souza - A todas as pessoas, jovens-adultos e adultos. Apesar de ter temática LGBT, “Terezinha” é um livro universal. Não foi feito para uma discussão de nicho, mas pra, finalmente, colocar a literatura com temática LGBT no escopo da literatura universal.

Quem desejar como deve fazer para adquirir o seu livro?
Josué Souza - O livro está disponível nas principais livrarias do país, mas também pode ser adquirido através do site da hoo Editora: hooeditora.com.br/

Quais os principais objetivos do autor Josué Souza?
Josué Souza - Como autor que está no terceiro livro publicado, espero continuar a fazer literatura, escrever outros livros e que as pessoas sejam sempre convidadas a refletir e a participar das questões levantadas por mim. Costumo dizer que muito mais que escrever, desejo que meus livros sejam um convite ao pensamento, a repensar o mundo e suas questões.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Josué Souza. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Josué Souza - Eu que agradeço a oportunidade de falar um pouco do meu trabalho nesse projeto incrível que é o Divulga Escritor. O que eu espero é que dentro das particularidades mostradas nos meus livros, os leitores possam enxergar cada vez mais o mundo maior que os cerca. Que vale sempre a pena olhar ao redor e descobrir a vida que é contada com todas as suas nuances, e que podem ser muito enriquecedoras!

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Livro de contos Terezinha, com temática LGBT, ganha destaque nacional

Compartilhando conhecimento o autor Diego Martello dá entrevista sobre o seu livro "Uma vez você, uma vez eu"

 
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Diego Martello é formado em Administração e Comércio Exterior. Trabalha com projetos automobilísticos, especialmente na área de compras - nacionais e internacionais. Tem a leitura como seu principal passatempo e, durante anos, acumulou experiências que nortearam a origem deste livro. “Uma vez você, uma vez eu” é sua obra de estreia.

“A minha maior preocupação é tentar deixar o leitor com maior capacidade de reflexão, personalidade mais sólida e motivado a correr atrás de seus próprios objetivos após ler minhas ideias.”

Boa Leitura!

Escritor Diego Pereira Martello é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos o que o motivou a escrever o seu livro “Uma vez você, uma vez eu”?
Diego Martello - Eu que agradeço esta oportunidade. É um prazer estar aqui e poder compartilhar mais detalhes sobre meu livro. A principal motivação em escrever este livro, foi a vontade de poder compartilhar com mais pessoas reflexões que tanto me ajudaram e que tanto vi se repetir em situações que vivenciei. Então, me senti no papel de por isso em um contexto que englobe todas elas organizadamente com o objetivo de trazer conhecimento para os possíveis leitores.

Como foi a escolha do Título para esta obra literária?
Diego Martello - A escolha foi bem natural. Diria que o próprio livro escolheu seu nome. Quando eu comecei os trabalhos com o livro ele tinha outro nome, de acordo com a abrangência que a história foi tomando, novos nomes foram necessários até que a própria história levasse ao nome de “Uma vez você, uma vez eu”. Porém, o objetivo do livro e sua mensagem sempre foram o mesmo desde o início até o final.

Realidade e ficção se mesclam no enredo que compõe a obra, transmitindo reflexões ao leitor. Conte-nos como foi a construção dos personagens que compõe a obra.
Diego Martello - Eu tentei manter as características do personagem bem abrangentes para que o leitor pudesse entrar na história e nas reflexões que ocorrem nela com o mínimo de bloqueio e obstáculo possíveis. Através deste mergulho de reflexão, a intenção é o leitor levar tanto as reflexões do livro para sua vida, como também uma maior iniciativa de refletir sobre coisas diversas do dia a dia que no final fazem a diferença e nos traz mais conteúdo cumulativos.

O que mais o encanta em “Uma vez você, uma vez eu”?
Diego Martello - É a persistência e a coragem do personagem de rever fatos que o desagrada e os encara com o objetivo de os entender e tirar conclusões que ele tanto procura. Respostas não são encontradas nesta história, ou pelo menos, as respostas da história não são suficientes para satisfazer o personagem. Essa conclusão ficará a critério de cada leitor.

A quem você indica leitura da obra?
Diego Martello - Não há restrições. Qualquer público pode apreciar esta leitura. Eu poderia até indica-la para o público adulto que tem preferência para ficção com algumas características de auto ajuda, mas isso não seria justo em minha opinião. Prefiro dizer que realmente não há restrições de público. Esta leitura é para todos.

Onde podemos comprar o seu livro?
Diego Martello - Ele está à venda em diversos lugares, inclusive como e-book para android e IOS. Procurando no Google você pode achar o lugar de sua preferência para realizar a compra. Deixo abaixo alguns para facilitar:
Saraiva: http://www.saraiva.com.br/uma-vez-voce-uma-vez-eu-8962859.html
Americanas: http://www.americanas.com.br/produto/ ... 9/uma-vez-voce-uma-vez-eu
Amazon: https://www.amazon.com.br/Uma-Vez-Voc% ... +vez+voc%C3%AA+uma+vez+eu

Quais os seus principais objetivos como escritor?
Diego Martello - A minha maior preocupação é tentar deixar o leitor com maior capacidade de reflexão, personalidade mais sólida e motivado a correr atrás de seus próprios objetivos após ler minhas ideias.

Quais os principais hobbies do autor Diego Pereira Martello?
Diego Martello - A escrita: No momento ela tem mais características de hobby do que de profissão. Talvez com o passar do tempo isso mude, vamos aguardar para ver.... A leitura de basicamente qualquer tipo de livro, o novo me atrai. Gosto também de correr, arriscar na música tocando guitarra, assistir filmes e séries.

Que tipo de textos gostas de ler?
Diego Martello - Gosto de muita coisa, diversos escritores e estilos. Porém, os que marcaram minha vida de modo bem peculiar foram todos os livros do: Hermann Hesse e Dan Brown.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o autor Diego Pereira Martello. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Diego Martello - Agradeço a oportunidade de participar desta entrevista. Espero que gostem da leitura de “Uma vez você, uma vez eu” e estarei aberto a comentários e opiniões caso alguém quiser compartilhar comigo. Segue abaixo meus contatos:

Diego Martello (diego.pmartello@gmail.com)
www.diegomartello.com.br (aqui estão todos os demais contatos e redes sociais – Instagran, twiter, etc)
Facebook: https://www.facebook.com/autordiegomartello/
Link do book trailer: https://lnkd.in/dCwGZD7

Fonte: Divulga Escritor
https://www.facebook.com/DivulgaEscritor
Contato: divulga@divulgaescritor.com
 
Compartilhando conhecimento o autor Diego Martello dá entrevista sobre o seu livro "Uma vez você, uma vez eu"