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Poemas, frases e mensagens de Pizza

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Pizza

O carteiro passa na tua casa um pouco depois das onze

 
 
aclaras
às claras
a vontade
de amar
nas palavras
da alma

e ficas...
esperando
que o vento
te traga
o sabor das mesmas
….

um tímido erro
de quem
ama em silêncio
a mulher
que quer
e que está com outro qualquer …
sem saber do teu querer

e não te fartas
de gastar a emoção …
espremendo até á casca …o coração
nos poemas …nas cartas …
que ficam à espera
do carteiro das três
para as levar
para junto
do teu amor

até hoje
as palavras hibernam
nos milhares de folhas
nesse outono
que não cessa

hoje
já não escreves a data
nessas cartas
que ficarão para depois …
 
O carteiro passa na tua casa um pouco depois das onze

Herança de um amor ensaibrado

 
Herança de um amor ensaibrado
 
 
recordar
é morrer
devagar
com o gosto
que foi

que podia
ser
tão doce
hoje…

é nessa colmeia de lembranças
que colorimos o tempo
com um lápis negro
aos olhos
de quem não vê
as películas de amor
reveladas
na câmara escura do coração
em breves segundos
ininterruptamente

…de quem não sabe
os segredos enterrados no peito
como fossem
tesouros de marinheiros
vasculhados pela emoção
oceânica
de um mar morto
sem rios nem sopros
 
Herança de um amor ensaibrado

Palavras ... batendo na janela do coração

 
 
devolver os braços
aos ombros

o choro
aos olhos

a vontade
aos dedos

e te abraçar

nunca será um recomeço...

talvez seja o coração
desatado do avesso
tentando encontrar o ritmo do peito [do teu …do meu]
para soarmos mais íntimo
tocarmos mais perto
o nosso
desassossego
de amar

Este, seria uma espécie de poema para ti, se as tuas palavras tivessem como destino a rua esquerda do meu peito…

Julgo que não …

Acredito que elas ( as tuas) tem como destino, um outro coração …

Mesmo assim, não resisti em sonhá-las, quando as vi passar ao lado da minha janela …como aves, fugindo do silencioso inverno …
 
Palavras ... batendo na janela do coração

Mesmo atrigada quero ser ceifada pelo teu carinho

 
 
olhos protegidos pelo sono
não choram
até o turno na noite acabar …

basta um suspiro , um espreguiçar de olhar
e tudo volta ao normal

e o mundo acorda alagado

e a vontade só tem um sentido
o de estar ao teu lado
e de te abraçar
dizendo-te ao ouvido
o quanto te quero amar

simplesmente
colar-me aos teus lábios
e aprender a dizer amor
com o teu corpo
pendurado nos meus braços
 
Mesmo atrigada quero ser ceifada pelo teu carinho

Correspondência salmourada

 
 
cada respingo de mar
é um carteiro a chegar
traz a saudade em espuma
indivisível no olhar

…é nessa espera atlântica
que a esperança
se adianta
quando
o aperto
é mais aguado
no rochedo [peito fossilizado]

um cenário
onde a vontade
de ser ave
é forte
não o suficiente
para forçarem os pés
a tropeçarem
na bondosa sorte

mas sei
que um dia
as asas dos braços
serão mais fortes
que a ancora dos caules

e tudo voará

e tudo será passado ...parado
 
Correspondência salmourada

Para construir vazios …basta um punhado de silêncios…teus

 
 
o universo se afasta
quando te ausentas
e largas
a corda embrionária
da palavra

e no lugar da tua a luz
a sombra fria
constrói a vaga
mais calada
da vida
 
Para construir vazios …basta um punhado de silêncios…teus

agasalha-te neste abraço …que o inverno não tarda

 
agasalha-te neste abraço …que o inverno não tarda
 
 
poderíamos
tocar
com os dedos
o vendo
vendado
no rosto

aliviar os silêncios
dos lábios
quando trocamos
as palavras
pelas lágrimas
e nos entornamos
como nuvem
nos olhos
sem avisar
a alma
que o Outono
já chegou
aos nossos
braços
 
agasalha-te neste abraço …que o inverno não tarda

Livro vazio …de palavras versadas na realidade

 
 
bem sei
que o tempo
vai rasgando
as folhas
do nosso livro

e já restam tão poucas
dessa nossa história
de amor
por editar ….

no prólogo
prometemos
forjar nossos
caminhos
à medida dos nossos defeitos

e acabamos despidos
no meio do nada
entornando a alma em palavras
sem as páginas
no nosso peito

mesmo assim
este amor
resiste a todos os silêncios
porque é verdadeiro é sempre será …
até mesmo
quando os lábios
cometem erros
e se enganam
no nome do ser amado ….
 
Livro vazio …de palavras versadas na realidade

Embalar o coração embalado

 
Embalar o coração embalado
 
enfrentar o amor
de rosa ao peito
não é defeito
é coragem de amar
mesmo sabendo
que nos vamos magoar

quanto ao resto
não há volta a dar
parar e querer regressar
já na descida da paixão
significa escalar o Evereste
do tamanho do teu coração
 
Embalar o coração embalado

Falecer na praia sem adocicar a gigante lágrima

 
 
antes de chegar
ao chão Salaguado da tua alma
o rio desgasta
as alabaças
do meu corpo

sem casco…
naufragado na solidão
vou descendo o caminho
ao encontro
do teu atlântico coração …

enfrento a magreza do Tejo
a secura do seu leito
mas quando te vejo
o que resta das minhas velas
ganham a confiança do vento
e amentam a arrebentação
dos teus beijos

mas na foz do teu corpo
morro a centímetros do teu rosto
 
Falecer na praia sem adocicar a gigante lágrima

A retina cheia na tua ausência

 
 
quando não estás
o mar cabe no olhar
e cai em cascata
sabendo da tua
ida sem vinda

......desta vez as ilusões branquearam as palavras
deixando a musica dos versos
sem pauta

…….deixando o rosto a derramar lágrimas
sem o baloiçar da lua
 
A retina cheia na tua ausência

o amor virtual é cego

 
 
nossos olhos
tropeçaram
nos sonhos desatados da alma

e caímos
antes dos sorrisos
alumiarem
os lábios

caímos
como as lágrimas
beijando o mar deitado na noite
e fugimos
para o conforto das palavras moucas
a um simples clique de distância
das bocas
 
o amor virtual é cego

O azul das làgrimas …sempre preferiu o teu sorriso

 
 
Saudades de quem parte
Nos parte em mil partes
E as outras partes que ficam …
Salgam a lembrança do espírito
De quem viu partir
A parte mais importante
Da esperança
De um amor
Não proferido

Mesmo assim...a Menina Flaminga
Não pode continuar a molhar
A argila dos pés
Com olhar …

É preciso
Esticar as asas
E desabrigar o que resta
Do coração
Perante o vento

E perdoar ….

Perdoar-se de não ter dito amo-te
A quem sempre amou
Mesmo quando o silêncio afastava os corações
Depois das palavras
Arremessadas pela alma …
 
O azul das làgrimas …sempre preferiu o teu sorriso

Amo-te com medo de te amar

 
 
sofro
de saudades futuras
solidões antecipadas

sofro
amando-te
sem coragem para te enfrentar

oculto a magna vontade de te amar
fruto de um desejo inapropriado
tão bordado
demasiado costurado de esperança

e faleço no tempo
tão acordado neste sonho
que não te alcança
 
Amo-te com medo de te amar

Não te posso dizer Adeus… pois usei como chave o coração para trancar tua alma no peito

 
 
Para Deus… um A antes do seu nome é um A de um amor à espera de ser completado …

Por favor ,não desistas de corrigir esse teu grande amor …de voltares a escreve-lo, agora sem te esqueceres de juntares o A ao mar dos teus sonhos ….

a verdade cabe numa lágrima
a vontade não

é preciso alcançar as estrelas
com olhos bem sonhados
e não esperar
pelo dia
em que o seu brilho
caia do céu
e se agarre
aos olhos selados
de dor
como a chuva salgada
na janela fechada
no inverno
do nosso quarto
 
Não te posso dizer  Adeus… pois usei como chave o coração para trancar tua alma no peito

Rota da chuva salgada

 
Rota da chuva salgada
 
 
… as lágrimas
nos levam ao lugar
das pálpebras nuas
e das Indóceis
rugas

emocionadas ...
batizam a pele
gasta
e violam
as ranhuras
ainda virgens
da cara

fogem
como a mocidade
para lá dos atalhos dérmicos
do queixo caído

chegam
ao peito
perdido
sem o sentimento cardíaco
do amado

e seguem
afogando
os passos

e seguem
levando os braços
descerrados [ainda esperando o tal abraço…. eternizado pelas promessas dos lábios ]
 
Rota da chuva salgada

No intermúndio dos nossos mundos

 
 
certas raízes…
não necessitam de galgar os muros
chegam-nos como as veias
ao imo do coração
irrigando com luz
os casulos da esperança
fragilizados pela incandescente escuridão

e assim tem sido…
mesmo diante do deserto árido da solidão
nunca me faltaram
teus braços de árvore
nem a memória doce
dos teus lindos traços
para continuar
a sonhar
de âmago
acordado
 
No intermúndio dos nossos mundos

Desabafo ao contrário

 
Desabafo ao contrário
 
 
fagulhas frias
de maresia
em teus galhos

não fazem de ti
um projeto de barco

nem um futuro veleiro
dos azuis magoados

continuarás
a ser esse carvalho
encostado a um valado
flertando com um bando de pardais

continuarás
ai
no mesmo lugar
prometendo as aves escriturarias …
que ganharás asas e voarás para perto delas
aos primeiros raios
logo depois da madrugada

continuarás
a despir a pele em cada beijo de mar
escondendo o outono em teu tronco

continuarás bebendo o vento
e acenando o adeus
com os murchos ramos [os mesmos que não sabem abraçar]

...ainda bem
que fui apenas uma Tarambola
na tua cintura
de cortiça...
tão insignificante
que não notaste nada
quando derramei
em teu colo
uma extensa
lágrima


de amar
 
Desabafo ao contrário

Amo-te na argila dos instantes

 
 
no dia...
em que os nossos corações bateram tão perto
tranquei-me nos teus olhos
e me senti segura
envolta em fios de seda
segurando uma lágrima doce...

mas sempre soube,
que um dia
cairia
com a tua tristeza
 
Amo-te na argila dos instantes

Escolhestes ser livre amando com mil tentáculos

 
Escolhestes ser livre amando com mil tentáculos
 
 
Rojar-se no tecido do tempo, tutelando afetos … desligando os sentimentos desconhecidos do desejo,
Não deixa de ser um trajeto heroico
Que tem como divino juro
O contentamento dos mais próximos ….

Mas será que essa demanda, deixa um vazio sem nome nos olhos e a garganta em nó no peito?

Penso que essa amarga inquietude que sentes,
Não passa dessa curiosidade de ser amado no outro lado do frasco …

Contudo, quem vive do lado de dentro do frasco, não é livre …está preso a um grande amor …sem espaço …
 
Escolhestes ser livre amando com mil tentáculos