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Poemas, frases e mensagens de Jdcc1

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Jdcc1

Integridade

 
Eu
Pronome pessoal
Em transição
Intransitável

Nós
Pluralidade inofensível
Em colisão
Circunstancial

Eu
Oposição aos fatos
Em tédio
Subliminar

Nós
Subsistência volúvel
Em cordas frouxas
Arrebentação
 
Integridade

Do equilíbrio (cordial)

 
"Não levo ninguém a sério o bastante para odiá-lo."
(Paulo Francis)

Me equilibro; e tento me equilibrar
Na gentileza e na estupidez
Na estupidez da gentileza
E na gentileza da estupidez
 
Do equilíbrio (cordial)

N° 1 (Aldravia)

 
Amor
nos
extremos
do
cordão
umbilical.
 
N° 1 (Aldravia)

Revoluções

 
Realidade avessa,
inversa
como a sombra da caverna.
Pontas e vontades soltas,
Absortas
presas no fio da navalha.
O paralelo da existência,
da sobrevivência,
Adaptação.
Vidas verticais.
Horizontes diminuídos.
Costumes e consumos.
Nesse imediatismo
De querer mundos inteiros.
(E são poucos os que querem
mundos internos)
 
Revoluções

Presença

 
 
Ela chega
E meu mundo inteiro chega com ela
Ela fica
Vai ficando

Me pega
Me envolve no corpo dela
Me saca
Vai se entregando

Me perco
E nem sei me encontrar
Eu amo
O jeito dela de amar
 
Presença

No céu da poesia

 
No céu da poesia voam as palavras plenas
Aproveitam sua liberdade
Sobre o mar dos sentimentos
E como as gaivotas,
Às vezes mergulham,
Em busca de sobrevivência
E quando com sorte,
Voltam ao céu da poesia
Saciadas de amor...
 
No céu da poesia

Oração pro universo

 
Marcas n'alma,
Na pele
Nascença.

Falta prece,
Falta fé,
Descrença.

São sonhos,
Pesadelos
E imaginação.

É silêncio,
Agonia
E introspecção.

Da demência,
Da lascívia,
Carpe diem!

Obrigado universo,
Pela vida (in)sucesso
Amém!
 
Oração pro universo

"Uma oração pelo santo Dinheiro"

 
O mundo vai
ou acha que vai
submisso a essa fé radical
não é só na floresta que louva-deus é canibal.

O nome do pai, do filho e do espírito santo
em vão,
antes clero
hoje livre instituição.

Sem onipotência
nem onipresença
a religião é um jogo,
a fé mendiga e deus exposto.
 
"Uma oração pelo santo Dinheiro"

Nonsense (XIII)

 
Uma ótima ideia
Execução perfeita.

Alguns rabiscos
O croqui

A tabela de cores
O pincel

O talento do pintor
Exagero nos traços

A obra:
Uma caricatura da alma.

Contemple...
Papel em branco
 
Nonsense (XIII)

"Se for, que seja" + "Aldravia da reconstrução"

 
 
Sem meio termo incovicto
Do que me possa ser o amor
Se for amor
Que seja inteiro

Em presunção primeira da vontade
Como olhares que se cruzam
E almas que se encontram

Talvez tenha sentido minh'vida
E em ti me renasça a esperança
Ao ver-te embalar meus sonhos
E sucumbir-me a solidão

Abrigo-me então
Entre a expectativa
E a incerteza do sim

Mas, então,
Se for amor
Que seja inteiro

Me
Refiz
Na
Tua
Alma
Minha
 
"Se for, que seja" + "Aldravia da reconstrução"

Que me faça amar

 
Aquele olhar que cê me trouxe
Naquela tarde de dezembro azul
Ainda tá aqui comigo

E eu não deixo de lembrar
Não deixo de lembrar

Aquele beijo que calou nós dois
Ainda tá guardado na memória
Algum dia eu quero repetir

Pra nunca mais parar
Nunca mais parar

E as mil razões que você tinha
Pra me rever um dia desses
É meu motivo pra ligar agora

E eu peço que me faça amar
Só peço que me faça amar
 
Que me faça amar

Reflexão

 
Mesmo os filósofos
Não têm que te fazer pensar
Por quê então os poetas
Têm que te fazer amar?
 
Reflexão

Um soneto pro tempo

 
Só em ti encontro a transmutável precisão
De sorrisos na chegada e lágrimas na partida
Só em ti encontro o cerne da perfeição
Na relatividade de tudo e na finitude da vida

Seja o que for, faça o que fizer
Continuará sendo infinito em breve instante
Me aposse e faça de mim o que quiser
Pois sou refém da tênue paz do teu semblante

Habita em ti o segredo mais oculto e o sonho mais disperso
Se alinha em ti toda a imensidão do universo
És a alma da loucura e a razão da liberdade

És inefável, autossuficiente, indestrutível e forte
És o tempo—dono de si, da vida e da morte
E é tua, só tua a solidão da eternidade
 
Um soneto pro tempo

Nonsense (I)

 
Não me confundam
O eu e o eu lírico

Nada temos a ver
Nunca teremos

O eu lírico é um personagem
Marolando nas linhas

E eu sou só um personagem
Marolando na vida
 
Nonsense (I)

Ambiguidade

 
O purismo e indulgência de um
A obscenidade e intolerância do outro
Eis-me aqui
Entre os dois lados de mim
 
Ambiguidade

Sobre os crédulos incrédulos

 
Como pode
a indiferença brotar aos montes
enquanto o mal se espalha por esta selva de pedras?

Não somos reféns do mal
somos reféns da nossa própria indiferença
que nos encurrala entre a corda bamba e o abismo

Talvez meus versos estejam saindo deveras moralistas
não é minha intenção assim fazê-los
afinal, sou a censura da censura que censura

E no final,
eu aprendo muito com esse ativismo de sofá
me ensina como não deve ser feito
 
Sobre os crédulos incrédulos

Atemporal

 
Nada me pesa que não seja o tempo
Nada me pesa

Cruel dúvida me leva...

Eis a solidão
Dos castelos d'alma
Que tendem a me embriagar de esperança
Uma esperança torta, triste
Sem razão

Breve instante esse nosso
 
Atemporal

Sobre a perfeição

 
Absorto em pensamentos eu pude perceber
Que a perfeição é abstrata
Ela só existe nas profundezas do meu ser
No íntimo do meu imaginário
Na minha necessidade de alcançá-la
E essa busca constante me leva
Ou pretende me levar
Para uma compreensão
De fato incompreensível
Do que eu não posso alcançar
Mas eu quero (todos querem)
Paradoxal
Quanto queira
A perfeição me confunde
Assim como essas palavras
Que se fazem confusas
Despropositadamente
Num único propósito
De tentar explicar o inexplicável
Tentar (im)perfeitamente explicar a perfeição
 
Sobre a perfeição

Nonsense (II)

 
Subconsciente incapacitado
De agir e reagir

A dirigir-se desabilitado
Em um caminho sem volta

Não mais entendo o que ele quer
Ou pretende querer

E, enquanto se desfaz a vontade
Se desfaz também a consciência de ser

Aos tantos vícios de linguagem
Ah, meu "ah" é só mais um

A submeter-se, submisso
Trilhando e sendo trilhado

Mas, o que me importa
Se os neurônios conversam entre si?

Se as vezes penso (ou acho que penso)
Que meus neurônios são mudos

(E nem ao menos
Sabem linguagem de sinais)

E vão: verticalizando mundos
Denegrindo consciências
 
Nonsense (II)

N° 28

 
Prospecto vulgar
Dessa fé programada
Alto provento
 
N° 28

Jeferson