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Poemas, frases e mensagens de Jdcc1

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Jdcc1

Disseram que eu li demais e esqueci de viver, tem gente que viveu demais e esqueceu de ler.
Pergunta: "quem é mais feliz agora?"
—É, sou eu.

No sense (IV)

 
O subconsciente incapacitado
De agir e reagir

A dirigir-se desabilitado
Em um caminho sem volta

Não mais entendo o que ele quer
Ou pretende querer

E, enquanto se desfaz a vontade
Se desfaz também a consciência de ser

Aos tantos vícios de linguagem
Ah, meu "ah" é só mais um

A submeter-se, submisso,
Trilhando e sendo trilhado

Mas, o que me importa
Se os neurônios conversam entre si?

Se as vezes penso (ou acho que penso)
Que meus neurônios são mudos

(E nem ao menos
Sabem linguagem de sinais)

E vão: verticalizando mundos
Denegrindo consciências

"Todo começo é involuntário."

(Fernando pessoa)
 
No sense (IV)

Carnal

 
Vem e ama-me, sem olhos a nossa espreita
Dedique seu corpo a mim, lhe dedico o meu
E esse desejo invade, a paixão consome, o amor completa
Dedique seu corpo a mim, lhe dedico o meu

Viva este enamoro de almas, intensamente
Sonhe alto, tão alto lhe pareça possível
E nós, a sós neste entrelaço de corpos, incessante
De um amor sem fronteiras, tangível

E o agora se faz tão necessário
Como um rito de amor perfeito
Consumado, como um último ato contrário

E a última cena é de abandono e desfeita
"São somente corpos que amam o momento"
Uma última fala de uma noite quase perfeita
 
Carnal

O melhor dia do ano

 
É hoje
O melhor dia do ano
Não porque é o último
Mas, porque é o momento
O agora

Todos os dias são os melhores
Para aqueles que sabem vivê-los

O "hoje" é o melhor dia do ano

Carpe diem
 
O melhor dia do ano

Sobre a desilusão

 
É fácil omitir a saudade (dos outros)
Mas, aqui dentro de mim
Esta queima
E a distância agora é o melhor dos remédios
Sei que o sofrimento é uma escolha
Por isso...
Poderia eu dizer a verdade
Mas não quero a piedade alheia
Então conto a história inventada
A qual tem um final satisfatório (não para mim)
Um romantismo chato
Que me parece mais uma lúdica esperança
Um renascimento triste, preguiçoso de mim mesmo
De nós
Onde a mentira contada
É mais bonita
Que a verdade escondida

(e, agora, nessas singelas palavras posso finalmente despir meus verdadeiros sentimentos)
 
Sobre a desilusão

Presença

 
Ela chega
E meu mundo inteiro chega com ela
Ela fica,
Vai ficando...

Me pega,
Me envolve no corpo dela,
Me saca,
Vai se entregando.

Me perco
E nem sei me encontrar
Eu amo,
O jeito dela de amar.
 
Presença

Recíproco

 
Lembrei de você e uma lágrima percorreu meu rosto
Uma angústia tomou conta do meu coração
Deve ser essa maldita saudade que sinto insistindo em me atormentar.
Seu sorriso me vem em pensamento
Sua voz fala em minha consciência,
Doce e serena aos meus ouvidos
Meu coração dispara e minha lembrança se torna felicidade.
Meu coração inconstante e insistente está te amando...
De novo.
E o melhor, ele sabe que você me ama também.
 
Recíproco

Sou das coisas breves da vida

 
Do silêncio que me convém
Ou do barulho que me consagra
Ou até mesmo do amor inerte, inato
Que habita um peito desiludido

Do temor supersticioso que não tenho
Ou da insuficiência do meu ego
Que anda nú diante a ignorância
E nem me surpreende mais

Velando meus passos como minh'alma
Que dorme fora de mim
E nunca pretende acordar
Dos sonhos de minha consciência

Então, somente sou
Das coisas breves da vida
Não me alongo em excesso
Por falta de necessidade
 
Sou das coisas breves da vida

Nessa noite tudo será silêncio

 
Eu amo o silêncio,
Aquele silêncio barulhento da alma
Que fala na quietude da paz.

Não sei por quê, mas adoro o outono
Mais do que as floridas primaveras
Talvez seja o vento...inspirador.

A chuva me alegra, me acalma,
Muito mais que a fascinante melancolia do sol,
Não me arde a pele, me molha a alma.

A noite me arranca suspiros...
E, enquanto o sono não vem
Eu continuo sonhando acordado.

Então, quem sabe
Numa noite chuvosa de outono
Os bons ventos me tragam a quietude da paz?
Nessa noite tudo será silêncio.
 
Nessa noite tudo será silêncio

Ahhh...

 
Ahhh...

Eu só preciso respirar fundo
Porque sei que o amanhã será melhor

(Minha esperança é inabalável)
 
Ahhh...

Ela

 
Ela é meu conceito perfeito de mulher
Ela é relíquia, raridade
Ela é minha sina, meu motivo de viver
Ela é tudo que precisa ser pra ser o que eu preciso...
 
Ela

Insuficiente (ou do esquizofrênico ao passo em falso)

 
 
Eu não tenho alma, definitivamente não
Só o que tenho é a ilusão passageira do tempo
Que corre (passos largos) ao encontro do fim

Eu só tenho um ego, definitivamente egoísta
Mas não me incomoda, talvez aos outros
E os outros... Ah, os outros não sabem nada de mim

Todos fingem ser ou saber mais do que são ou sabem
É tão natural, instintivo
Que as vezes até eu sou assim...

Não me contenho, faço o que tenho que fazer
E só depois me dou conta, volto a realidade
São minhas mil negativas a espera de um sim.

Opinião pública influenciada...
 
Insuficiente (ou do esquizofrênico ao passo em falso)

(Sem daltonismo)

 
Qual a cor dos seus olhos?
A verdade é que não me lembro
Se são verdes ou mel
Castanhos ou céu

E seus cabelos de que cor eles são?
Ainda são ruivos?
Ou negros? Loiros?
De que cor eles são?

E tua pele?
Qual a cor de tua pele?
Tem mesmo ela cor de pele?
Ou cor de paredes?
De portas e janelas?
Nem lembro a cor de sua pele.

Mas a verdade é que não me importa a cor dos seus olhos, de seus cabelos ou sua pele
Só o que importa é que naquele instante em que fechei meus olhos
E você fechou os seus
A gente não enxergou mais nada
Sentiu!
(Sem daltonismo)
 
(Sem daltonismo)

No céu da poesia

 
No céu da poesia voam as palavras
plenas.
Aproveitam sua liberdade
por sobre o mar dos sentimentos.
E como as gaivotas,
as vezes mergulham,
em busca de sobrevivência
e, quando com sorte,
voltam ao céu da poesia
saciadas de amor...
 
No céu da poesia

Metafísica dadaísta ou do constructo confuso

 
Eu sou
Porque ninguém quis me ser
Também não tenho vontade de ser
Mas sou
Fazer o quê?
Nada, nada, nada...
Senão se afoga
Nesse mar de letras
Irracional como sempre
Em constante procura

Procura besta
Já que nem sabe o quê procurar
Ou como procurar
Mas procura
E quem procura acha
Se tiver o que achar
Se não tiver
Procura mesmo assim
Por fé, esperança (talvez)

É um sonho natural
Ridículo também
Mas é válido
Mesmo sem validade
E quem consome
Se perde em consumismo
Por obras e sobras
Sobras, só sobras

Um invento leigo
Que não esconde
Nem é escondido
(Quanta vergonha alheia)
Sei que não sei
Um dia saberão disso
Saberão?

Mas e quando a razão de ser
Deixar de ser a razão?
Não sobrará o que procurar
Então procuraram sobras?
Obras inacabadas
Chamem de surrealismo...

Mas se chamarem
Aí então abandonaram o propósito
Será um arquivo inacabado
(Será inacabado de qualquer forma)
Vestígios mentais...

Sei, (finjo saber)
Do que estou falando
(A verdade é que todos fingem)
[Há bons mentirosos, melhores que eu]

Filosofia do apego ao desapego
De crianças aprendendo a andar
Engatinham ainda...

A ignorância ainda é o caminho
Continuará sendo

"Quem veio primeiro: o sonho ou a ilusão?"
 
Metafísica dadaísta ou do constructo confuso

Sobre a perfeição

 
Absorto em pensamentos eu pude perceber
Que a perfeição é abstrata
Ela só existe nas profundezas do meu ser
No íntimo do meu imaginário
Na minha necessidade de alcançá-la
E essa busca constante me leva
Ou pretende me levar
Para uma compreensão
De fato incompreensível
Do que eu não posso alcançar
Mas eu quero (todos querem)
Paradoxal
Quanto queira
A perfeição me confunde
Assim como estas palavras
Que se fazem confusas
Despropositadamente
Num único propósito
De tentar explicar o inexplicável
Tentar (im)perfeitamente explicar a perfeição

Republicando
 
Sobre a perfeição

VIII

 
Débil vaidade
De almas tão pequenas,
Humanismo vil.
 
VIII

No sense (XI)

 
Não me confundam
O eu e o eu lírico

Nada temos a ver
Nunca teremos

O eu lírico é um personagem
Marolando nas linhas

E eu sou só um personagem
Marolando na vida

"Faz muito tempo que eu não ria assim de verdade."
(Francisco Alvim)
 
No sense (XI)

Sobre a indiferença

 
"Não preciso de amigos que mudem quando eu mudo e concordem quando eu concordo. A minha sombra faz isso muito melhor".
(Plutarco)

Eu, calcado em lembranças
E neste sórdido presente
Entendi finalmente
Que isso que sinto agora
É indiferença
Não que eu queria senti-la
Pelo contrário
É repugnante
Mas no pleonasmo/clichê irritante de que amamos com a alma
Com o coração
(continuo)
E essa culpa que finjo sentir agora
Pelas falsas inspirações
E evasivo sentimento
É indiferente
Não por meios
Mas pelo início e fim
 
Sobre a indiferença

Um poema sem corpo

 
Traço alguns versos, um poema
Deveras deformado
Palavras arrancadas pra fora
Como um caso forçado.

A caneta se arrasta nas linhas
Como se não quisesse seguir seu traçado
A inspiração fugiu de mim, está em você
Deixou-me, largado.

Mas insisto,
Não vou deixar por terminado
Nem que no fim este poema em sentido
Fique inacabado.

Sou fiel ao poema,
Mesmo este a mim não devotado
Talvez chegue no fim sem sentimento,
Se for assim, estarei derrotado.
 
Um poema sem corpo

Ambiguidade

 
O purismo e indulgência de um
A obscenidade e intolerância do outro
Eis-me aqui,
Entre os dois lados de mim...
 
Ambiguidade

Jeferson_dcc

"Não sou aquele que sabe, mas aquele que busca."
(Hermann Hesse)