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offline Runa Poemas A última ceia
Estão todos presentes à mesa mas só um sabe que o gesto não se repetirá. É um homem que veio de ...
Enviado por Runa
em 29/03/2013 22:10:29
offline Runa Poemas O mundo não acaba hoje
o nevoeiro dissipou-se como por encanto mas o céu continua escuro e insondável um veludo carrega...
Enviado por Runa
em 21/12/2012 23:48:37
offline Runa Poemas Dança do fogo
Ergo o cálice de sol e bebo a luz que transborda do peito derretendo a ilha de gelo que o frio t...
Enviado por Runa
em 25/11/2012 21:03:33
offline Runa Poemas Inércia de pedra
Sento-me no velho apeadeiro onde já não passa nenhum comboio e o silêncio repousa no musgo que s...
Enviado por Runa
em 23/11/2012 21:25:53
offline Runa Poemas Barco de fuga
Sentado no litoral do imaginário o poeta desenha um barco com a madeira solitária dos versos que...
Enviado por Runa
em 21/11/2012 21:15:47
offline Runa Poemas -> Dedicatória A porta da revelação *
Abre-se agora uma porta num horizonte que desconhecíamos e uma luz nova cintila na pedra branca ...
Enviado por Runa
em 16/11/2012 19:56:12
offline Runa Poemas Deuses da chuva
Sob as ruínas envelhecidas dos impérios velhos deuses gemem em surdina reduzidos ao mármore do e...
Enviado por Runa
em 11/11/2012 22:38:04
offline Runa Poemas Recém nascido
Uma raiz percorre os labirintos da terra com a impaciência de um segredo por revelar toda a noit...
Enviado por Runa
em 09/11/2012 21:54:40
offline Runa Poemas Lar de idosos
Um sótão de eternas velharias guarda uma paisagem virada do avesso as cores exíguas de uma sina ...
Enviado por Runa
em 06/11/2012 21:44:52
offline Runa Poemas Para me lembrar de quem um dia fui
Abro o livro do tempo perdido na página branca que resta da erosão mórbida dos crepúsculos e vo...
Enviado por Runa
em 02/11/2012 22:44:12
offline Runa Poemas Velhice
Todos os dias acordo num corpo antigo cada vez mais longe de qualquer destino. A distância que m...
Enviado por Runa
em 30/10/2012 21:27:46
offline Runa Poemas Fim da viagem
Aproximas-te agora do fim da viagem. Pelo estremecer do carril e da poeira que se levanta cercan...
Enviado por Runa
em 25/10/2012 22:25:51
offline Runa Poemas Para lá do fim da noite
Os olhos fecham-se num cansaço de pálpebras feridas quando teimo em escrever para lá do fim da n...
Enviado por Runa
em 19/10/2012 21:29:07
offline Runa Poemas O rastilho que me sobra
Ao fim de tantos anos com os braços a fazer de remos e uma âncora negra tatuada no hemisfério es...
Enviado por Runa
em 17/10/2012 21:38:29
offline Runa Poemas No fim da terra
Aqui onde a terra acaba aos pés de um mar salgado e decrépito vive uma raça de gente vergada ao...
Enviado por Runa
em 14/10/2012 20:40:07
offline Runa Poemas Despojos
Dos tempos de escola já muita coisa esqueci de tudo quanto aprendi. As resmas de compêndios e t...
Enviado por Runa
em 12/10/2012 21:46:56
offline Runa Poemas Novas medidas de austeridade
Como foi que nos deixámos embalar por este sono que nos cega com a luz falsa de uma noite despi...
Enviado por Runa
em 03/10/2012 20:30:16
offline Runa Poemas Velha infância
Minha mãe invoca constantemente imagens de uma velha infância sepultada nas distantes orlas do t...
Enviado por Runa
em 01/10/2012 20:58:59
offline Runa Poemas O poema que nunca havia sido terminado
Ecos de tinta negra chegam de um poema que nunca terminei quando tropeço numa inesperada rebenta...
Enviado por Runa
em 21/09/2012 22:36:52
offline Runa Poemas O bicho da folha
A lagarta deslizou sobre a folha com um apetite de sílabas tenras arrastando o corpo disforme tu...
Enviado por Runa
em 12/09/2012 21:07:09
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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)

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