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Sonetos : 

Soneto das moscas e da merda

 






Ao rés da merda abrolhada, dela benquistas,
estão moscas asquerosas, revoam brejeiras,
dissimuladas, quais saprófitos oportunistas,
sempre rodeiam ledas quaisquer esterqueiras.

Venais que são não ficam! Dali não brotadas,
ao sentirem, mercenárias, odor nauseabundo,
d’outras merdas frescas - recém-defecadas,
abandonam o escumalho fétido já infecundo.

Supérfluo veem o bolo decomposto exaurido,
dos escarros que antes forniram as oito patas,
mas na iminência da queda cessam as bravatas.

Quão terrível seria para a mosca não ter partido
que ficar sobre o mesmo desperdiçado estrume:
- Afiançam que às outras merdas se de o lume.




 
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ReflexoContrito
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 16/11/2015 11:17  Atualizado: 16/11/2015 11:17
 Re: Soneto das moscas e da merda
Tenho uma impressão que alguma mutação de bactérias aconteceu no Reino monera,com algum heterótrofo desavisado.
Com todo respeito, meu café da manhã foi declinado de mim por mim,por isso não poder agradecer a leitura.