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Poemas : 

Conto erótico...

 
Estava uma noite fria quando parei o carro. Podia ver pela janela da porta, o mar bravo fustigando a areia, e por um breve momento nem me apetecia mais sair pois, estava frio lá fora e até ao bar ainda era uma pequena caminhada. Além disso nem tinha a certeza dela realmente vir a aparecer.
Tinham-se passado já alguns meses desde a última vez que tínhamos estado juntos, mas a azáfama do escritório e a correria do dia-a-dia simplesmente me tinham sempre negado a possibilidade de estar com ela. E ontem, no escritório, recebo um email dela perguntando se ainda estava vivo ou se me tinha esquecido dela…
Mas como poderia eu esquecer? Seus beijos inquietantes, suas carícias e o tom moreno de sua pele refletido num imenso sofá branco de pele, com um copo de vinho tinto na mão e pura malícia no seu olhar, aquecidos pelo fogo da lareira...
E tudo começou com um convite para ir a sua casa, num dia chuvoso. Eu nem sabia bem o que esperar pois, tínhamo-nos conhecido num jantar de amigos. Mas desde cedo não consegui desviar o meu olhar dela, ela também olhou para mim e sorriu e confesso ainda hoje não saber o porquê do seu sorriso, se eu lhe tinha agradado, ou simplesmente tinha percebido que a olhava com algum desejo. Conversamos pela noite fora, e meio trémulo, disse-lhe que tinha um bonito olhar. Ela perguntou-me prontamente se tinha sido só isso que eu havia reparado nela. Sorri meio inquieto e disse que não, ao que ela me sorriu também. Conversamos durante horas que mais pareceram minutos fugazes. E tão absorvidos estávamos um pelo outro, que ouvimos o casal anfitrião a dizer-nos no meio de risos se íamos ficar, pois o jantar já tinha acabado há muito. Sorrimos os dois e combinamos tomar um café na tarde do dia seguinte.
Mas mais uma vez o trabalho interpôs-se entre nós, e fulo da vida mandei lhe uma sms a desculpar-me pois, não conseguiria ir ter com ela. Já imaginava a sua resposta de desagrado, quando recebi uma sms dela a convidar-me para passar então na sua casa à noite. Fiquei sem palavras, todo o meu mau humor deu lugar a um contentamento, misto de alegria e excitação e mandei-lhe um “muito obrigado”, ao qual ela me respondeu que mais tarde iria agradecer-lhe com certeza.
Nesse dia, os minutos, ao contrário do dia do jantar, pareceram horas e quando finalmente chegaram as dezoito horas da tarde acelerei no meu carro como se estivesse a caminho de uma urgência num hospital. O dia estava bastante nublado, mas para mim parecia primavera.Saí a toda a velocidade do carro e mal o estacionei na garagem. Nem peguei o elevador e fui saltando degraus para chegar mais depressa. Assim que entrei em casa, fui direto tomar um bom banho, fazer a barba e vestir-me.
Quando saí, deviam ser umas sete e meia e chovia a cântaros, mas algo me impelia para seguir em frente e não parar por nada. Mandei-lhe uma sms a dizer lhe que já estava a ir, mas ia parar para comprar uma garrafa de um bom vinho, ao que ela me respondeu que nada disso seria preciso, que tudo que precisávamos ela tinha em casa. Depois de atravessar meia cidade em tempo recorde, eis que parei o meu carro na localização que o GPS me indicava como meu destino final. Com a pressa e a animação que levava, nem dei conta do forte vento que aliado à chuva me arrancou o meu guarda chuva das mãos e corri até à entrada do prédio.
Toquei á campainha e ela, pelo vídeo porteiro, riu-se vendo o meu aspeto, pois encontrava-me todo encharcado. Disse-me para entrar no elevador e sair no segundo direito.
Passei a mão a desviar o meu cabelo da frente dos olhos e senti todo o meu corpo molhado e o cheiro do meu perfume que se notava mais agora. Cheguei ao segundo direito, toquei à porta e passados três segundos veio ela abrir.
No meio dum sorriso disse-me para entrar, e eu, que estava todo molhado, não hesitei quando reparei na lareira acesa da sua sala. Ela sorrindo perguntou-me se não seria melhor ir tomar um banho quente pois, estava todo molhado e podia apanhar um resfriado. Eu, sem muito jeito e apanhado de surpresa pela sugestão, só consegui balbuciar um trémulo” sim”. Mas logo me lembrei que não teria roupa para vestir, e ela, adivinhando os meus pensamentos, disse-me que enquanto eu tomasse banho, ela lavaria a minha roupa e a poria secar na máquina. Dirigi-me para a sua casa de banho seguindo-a, e confesso que me passaram mil fantasias pela cabeça e ela como adivinhando meus pensamentos virou-se para trás e sorriu. Deu-me uma toalha e saiu para que eu tirasse toda a minha roupa. Eu, só com uma toalha na cintura, vim entregar-lhe a minha roupa molhada e notei o seu ar de satisfação enquanto me olhava.
Fui para dentro tomar o banho e confesso que a minha excitação começou a dar sinais de si, quando a imaginei entrar por aquele chuveiro dentro e nos amarmos loucamente…mas nada disso aconteceu. Acabei de tomar banho e chamei-a pelo nome pedindo as minhas roupas, mas ela respondeu-me que ainda não estavam secas…pediu-me para ir de toalha para a sala para a beira da lareira.
Saí, e quando cheguei à sala tive aquela a que chamo “a melhor visão da minha vida”: ela com uma sensual lingerie negra, contrastando com a cor branca do sofá e o copo de vinho tinto reluzente pelas chamas da lareira. Sem saber muito bem o que fazer fiquei ali…sem reação. Então ela perguntou-me se não iria tomar o que tanto me tinha apetecido no dia em que a havia conhecido! só consegui dizer um trémulo “sim”, seguido de um incoerente “não”, e um “não sei” completamente atónito…e ela, sorrindo mais uma vez, disse: “Se tu não te consegues decidir, deixa que seja o teu corpo a se afirmar”. Olhei então para baixo e vi o que ela me estava dizendo, pois por debaixo da toalha branca meu sexo já se encontrava completamente ereto e decidido.
Ela aproximou-se de mim e beijou-me de uma maneira que me deixou completamente fora de mim, e sorvi todos os seus lábios e a sua língua, enquanto suas mãos decididas me tiravam a toalha e me faziam arrepios em volta do meu sexo. Tentei ir beijando-a pelo seu corpo afora, mas ela disse-me ao ouvido que “não”, que “agora seria ela a me provar de cima abaixo”. Ainda meio desconcertado pela sua (iniciativa) ousadia, senti-a beijar-me o peito, e naquele preciso momento, veio-me a vontade primitiva e sexual de que ela não parasse na sua descida…e não parou… a sua boca foi passeando pelos meus abdominais, provocando-me arrepios de prazer, e aos poucos, ia descendo cada vez mais deixando-me quase sem respiração. Foi aí que, com a sua mão, me segurou no sexo e com a sua língua tocou a minha glande inchada de prazer. Tentei falar, mas nada mais me saia além de uns gemidos de puro prazer, e quando senti o meu sexo bem dentro daquela boca gulosa, quase delirei e tive que me conter, para não gozar logo ali. Toquei-lhe nos seus longos cabelos negros, ao qual ela, sem parar, olhou para cima e lhe vi no brilho dos olhos toda a sua excitação. Puxei-a com delicadeza para cima e lhe disse que agora seria eu a explorar todo o seu corpo, todos os seus cantos de prazer. De pé fui-lhe retirando a sua lingerie (e que corpo que ela possuía!), uns belos peitos firmes, com uns mamilos excitados e uma cintura a convidar à sua exploração. Deitei-a no sofá e beijei a sua boca, enquanto com uma mão lhe massajava um dos peitos e lhe tocava de leve no seu mamilo firme. Fui beijando-lhe o pescoço e dando-lhe pequenas trincas no lóbulo da orelha. Desci então para os seus peitos e com as duas mãos aproximei os de maneira a conseguir beijar-lhe os dois mamilos de uma só vez. Enquanto isso, ela ia mexendo com as pernas num vaivém de pura excitação, e eu, duplamente excitado, comecei a descer para seu baixo ventre, dando pequenas trincas de prazer e usando minha língua com destreza, até me aproximar das partes internas de suas coxas, fazendo-a delirar e imaginando que estaria doida para sentir minha língua tocar seus grandes lábios, sua vulva e seu clitóris e não me deixar parar. Mas fui sempre negando, até ao ultimo momento, pois assim iria deixa-la doida, e de uma coxa passava para a outra, indo até ao mínimo limite possível, sem lhe dar o que estava já tanto desejando. Suas mãos em meus cabelos já pareciam duas tenazes, tais eram as suas vontades, e quando toquei com a minha língua bem no meio de seus lábios vaginais, só ouvi um delicioso gemido, e aí sim, não parei. Seu recanto estava deliciosamente húmido de prazer, a cada passagem da minha língua sentia suas pernas tremerem e sua cintura se contraindo, e apliquei toda a minha vontade naquele delicioso sexo oral, enquanto um dos meus dedos já a ia lentamente penetrando e ajudando ao seu delírio. Ela só me pedia para não parar “por favor”, e eu, como seu escravo obediente, obedecia e excitava-me com toda a sua vontade de ser possuída. Eis que senti que seus movimentos de pernas se haviam intensificado, sua respiração estava acelerada e suas mãos me agarravam o cabelo, quase forçando-me deliciosamente, e senti o seu corpo estremecer num vigoroso orgasmo. Abriu as suas pernas e puxou-me para cima, implorando-me que a possuísse naquele preciso momento! Senti a sua mão no meu sexo duro, encaminhando-o para a sua entrada bem lubrificada, e eu fui introduzindo bem devagar até sentir que estava bem dentro dela. Beijei-a com louca, vontade e começamos, ritmicamente, num louco vaivém, cada vez mais intenso, sem pensar em mais nada, a não ser na pura satisfação sexual. Não demoramos muito a chegar a um orgasmo quase em simultâneo, e no final beijamo-nos uma e outra vez sem nunca sairmos daquele sofá, que aliado ao calor da lareira, teve em nossos tórridos corpos labaredas de pura paixão e excitação.
E depois de me ter relembrado desse nosso encontro amoroso, e auxiliado pela excitação que me percorreu todo o corpo, saí do carro e caminhei pelo meio daquele vento frio até à entrada do bar, e vi-a sentada num banco, com as suas pernas bem delineadas, e fui logo ter com ela, pedindo-lhe desculpas pela demora pois, estava um tempo um pouco frio, ao que ela, aproximando-se do meu ouvido e me disse bem baixinho mas a tremer de excitação: “Porque não vamos para a minha casa, para o calor da lareira?”
FIM....

 
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kripy
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Enviado por Tópico
Jmattos
Publicado: 26/09/2017 13:02  Atualizado: 26/09/2017 13:02
Colaborador
Usuário desde: 03/09/2012
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Mensagens: 16003
 Re: Conto erótico...
Cipriano
Uau!Quente! Adorei esse conto amigo!
Beijos!
Janna


Enviado por Tópico
Semente
Publicado: 26/09/2017 16:19  Atualizado: 26/09/2017 16:19
Colaborador
Usuário desde: 29/08/2009
Localidade: Ribeirão Preto SP Brasil
Mensagens: 8696
 Re: Conto erótico.../ Para Kripy
Uia!...um conto super excitante, Kripy!

Tem todos os ingredientes pra agitar a libido de qualquer um: chuva, lareira, chuveiro, o aconchego de um ambiente a dois...Ai ai ai ai ...irresistível!

Parabéns , amigo querido!
Bjossss




Enviado por Tópico
Gyl
Publicado: 26/09/2017 21:34  Atualizado: 26/09/2017 21:34
Membro de honra
Usuário desde: 08/08/2009
Localidade: Brasil
Mensagens: 15125
 Re: Conto erótico...
Rapaz! Confesso que o texto me prendeu do início ao fim. O enredo é velho conhecido, porém a escrita foi realmente literária. Usou de um inteligente eufemismo para dizer as partes mais "pesadas" do texto. Fez tudo certinho. Aguçou a curiosidade de um final que parecia esperado. Mais uma vez o autor nos surpreendeu com a "“Porque não vamos para a minha casa, para o calor da lareira?” Parabéns, amigo, pela arte. Um forte abraço!


Enviado por Tópico
martisns
Publicado: 03/10/2017 17:32  Atualizado: 03/10/2017 17:32
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Mensagens: 29159
 Re: Conto erótico...
Um poema fascinante momento todo amante que mexe com nossas imaginações