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Poemas : 

Retalhos de outubro

 

Um sino
ressoa
longe:
uma
pérola
nasce.

A poeira
das estradas
acumula-se
nos pés.

Não cantas
não olhas
não sonhas.
não atravessas
o arco-íris.

Contemplo nuvens,
desvio pensamentos.

No meio
de coisas
inúteis
dançam
os fantasmas
que sobraram.

Pássaros
regressam
onde pousam olhares.

Derramei
tantas lágrimas
nas esquinas
de uma noite gelada!

És ridículo
quando lês
a minha dor
num poema inacabado.

Entre
nuvens
Vou-me
embora
antes do
pôr do sol.

Nossas viagens
foram inúteis?
Não sei se te esqueço
numa sexta-feira.

De
quantas
ondas
se faz
o mar?

Moro na terra
de sal e foices
afiadas pelo
tempo.

Sei de luares
que desenham
paisagens.

Ouço presságios
das mulheres
que choram
entre procelas
e esferas
estáticas.

No tempo
e no espaço
os sons
dos meus
versos não
silenciaram.



Poemas em ondas deslizam nas águas.

 
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RaipoetaLonato2010
 
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