https://www.poetris.com/
Poemas : 

Profecias

 
Os ventos toscos da sorte
Dançantes, vilmente melódicos
Assassinos secos e silenciosos
Que trazem em ombros a morte
E desferem entre si, metódicos
Golpes nus de olhares ociosos

Tombam no campo de batalha
Os corpos de animais sem dono
Bestas sem querer ou crer
Rios de sangue dessa canalha
Que se escorrem ao abandono
Do desejo esquecido de se ser

O mar que se abraça sem sentido
Dói-lhes nas mãos e nada para longe
O sol que triste chora perdido
Cala-se e apaga-se para sempre
O homem que aí tinha vivido
É apenas a memória de ontem

O chão que treme de tanto sofrer
É agora terra cinza e caixão
O último beijo que quis ter
É nada mais que nada
Do silêncio da vida a morrer
Faz-se hino que ninguém canta


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
Autor
Alemtagus
Autor
 
Texto
Data
Leituras
199
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
8 pontos
4
2
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
nereida
Publicado: 13/03/2022 12:12  Atualizado: 13/03/2022 12:12
Colaborador
Usuário desde: 27/08/2017
Localidade: São Paulo
Mensagens: 2263
 Re: Profecias
Muito lindo poema, parabéns!


Enviado por Tópico
MarySSantos
Publicado: 15/03/2022 15:11  Atualizado: 15/03/2022 15:11
Luso de Ouro
Usuário desde: 06/06/2012
Localidade: Macapá/Amapá - Brasil
Mensagens: 5422
 Re: Profecias
O mar que se abraça sem sentido
Dói-lhes nas mãos e nada para longe
O sol que triste chora perdido
Cala-se e apaga-se para sempre
O homem que aí tinha vivido
É apenas a memória de ontem


Na aventura pelo poder
o homem aprimora todos os dias
sua inexistência.

Abraços