| Enviado por | Tópico |
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| Rogério Beça | Publicado: 12/12/2025 08:55 Atualizado: 12/12/2025 08:57 |
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9. Prémio sem consolação
Se tudo é raro e inda sabe a pouco, mal que não é doce, só amargo, é, também falho de estreito, largo, desconheço de que paga é troco. Ganho que é fraco, cheio de oco, eco que soa ao silente, cargo que se sente ausente, ao ilhargo há um vácuo que serve de reboco. Perdido por perdido, vale tudo, nada ter, menos ainda ganho, apenas ter jeito prá falta d’sorte. Uma meta que nos mete em escudo é um final que dói, de tão estranho, o término da vida, ser a morte. In Dez Sonetos da Guerra da Crimeia por partes |