Quarta-feira, 11 de março
A fumaça branca expelia pela chaminé da churrasqueira de chapa galvanizada de Cibá do outro lado da rua 17. O comandante agoniado, chegando agora da casa de Mama Grande no Habitacional Turú onde dormiu. Pé esquerdo inchado – a primeira ‘batizada’ e o grito primal dele depois do café reforçado e adoçado por um adozil – ele é diabético e recentemente perdeu um dedo mindinho do pé esquerdo. Um caminhãozinho de entrega da cerveja Amstel estaciona em frente e descarrega uns engradados – Charmille e a Dona Luciana, vendedora dos colômbias sentados numa mesa ao lado. O poeta foi duas vezes ao Posto Medico – primeiro para agendar um exame de sangue pedido pela jovem e atenciosa doutora Alhadef – o horário tinha expirado e era nove horas da manhã. De volta a pensão, releu Kling, inspirando-se para viver (se Deus assim permitir) 95 dias num cargueiro rumo a Roterdam – cheiro da carne assada emanado da churrasqueira de Cibá. A secretaria dele sai com o sacola de lixo e desaparece no portão único do mercado, seguida por uma criança fardada chorando a atrás da mãe vexada. A segunda vez, tirar a temperatura, achava-se febril e queria certificar-se. Negativo, o posto não tem termômetro e atendente o redirecionou para ex- Unidade Mística da Vila Isabel onde em 2014 fez o seu tratamento de seis meses contra a tuberculose (leia “Tuberculose” – Clube de Autores) – a vodka começa a pesar no gorgomilo dele. A sra. Mingote guarda os pacotes de farinha no Deposito móvel em frente a Fribal – Charmille com sua pose de gorila atravessa a rua para comprar um kilo de farinha e vem todo inchado.
Seu Riba Fodinha tocado a álcool sai zarolho do restaurante de Cibá com seu marmitex - o comandante procura-me no Luso-Poema.net para ler a crônica de hoje. E a canção de corno rola no bar vazio de seu Raimundo, a mulher do prequitão não abriu a sua bodega e Charmille brabo, sem nenhum cliente passa a flanela úmida nas duas mesas a moscas. O comandante atravessa para apanhar o caldo substancioso, leva o seu caco para vir mais no Cibá e depois vai comprar os tomates no sacolão dentro do mercado. Sr. Caema aposentado se refocila com um copo cheio de conhaque servido por Charmille e o seu sorriso falso de gerente de banco. E o reggae substitui o sofrença da cornagem. Mano Brown, o serigrafista com seu vistoso rabo de cavalo e uma camisa da NASA
- Arielle aqui é a gerente – disse o meu cumpadre – ela trouxe o bandeco da churrasqueira em frente a Farmácia Socorrão na Avenida Sarney Filho, Vila Embratel
- Doze horas e trinta minutos – de volta aos seus humildes aposentos, a rede exala seu cheirinho peculiar – o copo de vodka descansando sobre a comada – uma urinada atrás da casinha rente ao muro do fundo. O radio ligado no carregador que Xenior lhe emprestou – as sobras de ontem na geladeira transferida para o forno do fogão. Muda de estação e ouve o pastor Edir Macedo, cabra bom – secoo copo E o mundo gira e o poeta como um dervixe dançante rodopia aguardando seus anzóis serem fisgados no mar da esperança
A fumaça branca expelia pela chaminé da churrasqueira de chapa galvanizada de Cibá do outro lado da rua 17. O comandante agoniado, chegando agora da casa de Mama Grande no Habitacional Turú onde dormiu. Pé esquerdo inchado – a primeira ‘batizada’ e o grito primal dele depois do café reforçado e adoçado por um adozil – ele é diabético e recentemente perdeu um dedo mindinho do pé esquerdo. Um caminhãozinho de entrega da cerveja Amstel estaciona em frente e descarrega uns engradados – Charmille e a Dona Luciana, vendedora dos colômbias sentados numa mesa ao lado. O poeta foi duas vezes ao Posto Medico – primeiro para agendar um exame de sangue pedido pela jovem e atenciosa doutora Alhadef – o horário tinha expirado e era nove horas da manhã. De volta a pensão, releu Kling, inspirando-se para viver (se Deus assim permitir) 95 dias num cargueiro rumo a Roterdam – cheiro da carne assada emanado da churrasqueira de Cibá. A secretaria dele sai com o sacola de lixo e desaparece no portão único do mercado, seguida por uma criança fardada chorando a atrás da mãe vexada. A segunda vez, tirar a temperatura, achava-se febril e queria certificar-se. Negativo, o posto não tem termômetro e atendente o redirecionou para ex- Unidade Mística da Vila Isabel onde em 2014 fez o seu tratamento de seis meses contra a tuberculose (leia “Tuberculose” – Clube de Autores) – a vodka começa a pesar no gorgomilo dele. A sra. Mingote guarda os pacotes de farinha no Deposito móvel em frente a Fribal – Charmille com sua pose de gorila atravessa a rua para comprar um kilo de farinha e vem todo inchado.
Seu Riba Fodinha tocado a álcool sai zarolho do restaurante de Cibá com seu marmitex - o comandante procura-me no Luso-Poema.net para ler a crônica de hoje. E a canção de corno rola no bar vazio de seu Raimundo, a mulher do prequitão não abriu a sua bodega e Charmille brabo, sem nenhum cliente passa a flanela úmida nas duas mesas a moscas. O comandante atravessa para apanhar o caldo substancioso, leva o seu caco para vir mais no Cibá e depois vai comprar os tomates no sacolão dentro do mercado. Sr. Caema aposentado se refocila com um copo cheio de conhaque servido por Charmille e o seu sorriso falso de gerente de banco. E o reggae substitui o sofrença da cornagem. Mano Brown, o serigrafista com seu vistoso rabo de cavalo e uma camisa da NASA
- Arielle aqui é a gerente – disse o meu cumpadre – ela trouxe o bandeco da churrasqueira em frente a Farmácia Socorrão na Avenida Sarney Filho, Vila Embratel
- Doze horas e trinta minutos – de volta aos seus humildes aposentos, a rede exala seu cheirinho peculiar – o copo de vodka descansando sobre a comada – uma urinada atrás da casinha rente ao muro do fundo. O radio ligado no carregador que Xenior lhe emprestou – as sobras de ontem na geladeira transferida para o forno do fogão. Muda de estação e ouve o pastor Edir Macedo, cabra bom – secoo copo E o mundo gira e o poeta como um dervixe dançante rodopia aguardando seus anzóis serem fisgados no mar da esperança