Poemas : 

Desnorteado (163ª Poesia de um Canalha)

 
Leste o que vinha de Leste
Meios ventos vento e meio
Atirados a torto e a direito
Com tua dor me trouxeste
Desejo d'um materno seio
Chão de pedras imperfeito

Morte que de lá era Norte
Sorte qu'o destino fez Sol
Esquecimento quase lento
Duma flor de luz consorte
Pétala que a vida console
E lhe pariu o pensamento

Azul como os céus do Sul
Deitado no mar cristalino
Desses olhos negros sós
Cor sem beleza que êxul
Com generoso toque fino
Dos passos de um de nós

Agreste o tempo de Oeste
Que se secou nos desertos
Sonhos loucos das gentes
Se fez d'água que bebeste
Com os olhos bem abertos
O amor qu'inda me sentes


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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Enviado por Tópico
Aline Lima
Publicado: 09/04/2026 01:01  Atualizado: 09/04/2026 01:01
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 Re: Desnorteado (163ª Poesia de um Canalha) p/ Alemtagus
Olá, Alemtagus.
Fui lendo e ficando com essa sensação de desencontro, como se tudo puxasse pra um lado diferente. Mesmo assim, tem um fio que segura, meio perdido, mas ainda vivo.
Abraço.

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