Poemas : 

Diário de Guerra (160ª Poesia de um Canalha)

 
A natureza morta em tela vive
É gente de olhar negro viciada
Pela nudez da neblina púrpura
O chão d'Ismael não se revive
Sangra como sangrou sagrada
Mão que lhe ergueu alma pura

No horizonte deflagra um grito
Ecoa por tantas fomes e sedes
Da voz criança sem esperança
A raça desse ser humano aflito
Dorme num chão sem paredes
Algemada à sua negra herança

Aquela cegueira muda olha-me
O tempo só e inerte sepulta-se
Embrulhado em sangue e fogo
O passado sem futuro leva-me
A cor da minha pele suicida-se
No surdo fôlego do último jogo


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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