Voce nunca está satisfeito...
E sempre sente que fez algo de errado!
Quase nunca descansa....
Sua alma sempre te lança
No desprezo por si;
No ódio;
na lama...
Onde está a vida?
Onde está a luz?
Em algum lugar
atrás da neblina
que você mesmo produz!
E tua anestesia
virou tua prisão
E agora tua saída:
uma luta infinita
subindo e subindo
sempre na contra-mão!
Não vês as tuas obras!
Mal percebes tuas vitórias!
E te curvas a tristeza
que te assola!
O faz por acreditar
que teus passos
só lhe levarão para outra
nova paisagem pantanosa!
E tens um medo enorme de tentar!
Quando pensas em um plano,
é como se as paredes
lhe roubassem o ar!
E por isso se fecha no quarto e se isola!
Ficando assim a sós
com o fantasma que te assola;
E assim te refugias na dor velha
Por medo da dor nova!